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Braga

O “anjo da guarda” dos brasileiros em Braga

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Foto: Thiago Correia / O MINHO

Qualidade de vida, segurança e melhores oportunidades são o que todos os emigrantes procuram quando saem do país. Não foi diferente com Alexandra Gomide, brasileira, que há aproximadamente dois anos, decidiu deixar Belo Horizonte, Minas Gerais, para viver em Portugal.


A mineira, que atualmente vive em Braga, ajuda brasileiros que, assim como ela, vêm para o país em busca de uma vida melhor.

Alexandra tem um portal e dois canais no Youtube, o Ficou Mais Fácil Viajare oOlhar Brasileiro em Portugal“, além de um grupo no Facebook, o Olhar Brasileiro em Portugal: Braga que conta com mais de 24 mil membros.

Alexandra deixou o Brasil em julho de 2016. Porém, até apaixonar-se por Braga, teve algumas dificuldades em adaptar-se.

“Uma amiga de infância mora em Faro há mais de 20 anos e falou de Portugal. Eu já tinha viajado pela Europa inteira, mas não tinha estado aqui. Comecei a ler mais sobre o país e a preparar-me para morar no Algarve. Quando chegamos, percebemos que [o nosso futuro] não seria lá”.

Até chegar ao Minho, a brasileira passou por Cascais e Aveiro, mas não se identificou com os lugares.

“Já pensei que tinha feito asneira, porque tirámos as crianças da escola…”, recorda.

“Aí, a pesquisar cidades, surgiu Braga, que nunca tinha pensado e da qual não conhecia sequer os pontos de interesse. Mas a primeira olhada na cidade foi decisiva”, diz.

“O próprio clima do Minho é semelhante ao de Minas Gerais, tem muitas crianças em Braga e é uma cidade jovem. Ver isso foi importante e decidimos, sem nem saber o que havia na cidade, depois que fui descobrir o Bom Jesus”, relembra.

“Quando fomos conhecer a cidade, aí apaixonámo-nos. Acertei sem nem pensar muito. A minha irmã também veio”, revela.

Apesar de ter gostado logo da cidade, Alexandra tinha dúvidas sobre as freguesias, escolas e apesar de pesquisar em vários grupos em que participava na Internet, não conseguia as respostas que precisava. Foi então que decidiu criar o seu próprio grupo.

“Cheguei naquela agonia: não sabia como funcionavam as freguesias e as escolas. Só sabia que tinha gostado da cidade. Entrei em todos os grupos, e sempre que eu perguntava de escola, não tinha uma resposta que me deixasse satisfeita. Então criei o meu grupo, onde eu fazia as perguntas, mas acabei por seu eu a responder”, conta.

“Como sou da área da educação, acabei por ajudar muito”, justifica.

A partir daí, o grupo e o canal no Youtube ganharam grandes dimensões e Alexandra passou a dedicar-se totalmente a isso. O grupo teve uma grande procura e nem a todas as dúvidas a brasileira era capaz de responder.

“O pessoal procura muito para perguntar e tirar dúvidas e eu tenho o meu limite de informação. Então pensamos criar o “Chá e Prosa”, que é um programa de entrevistas, em cuja a ideia é trazer especialistas, que respondem ali às perguntas que eu não tenho a competência para falar”.

Alexandra, que fez uma parceria com a M&B Photographic Studio para gravar os programas, afirma com orgulho que não deixa os seguidores sem respostas.

Foto: Thiago Correia / O MINHO

As perguntas mais frequentes são qual a melhor freguesia e qual a melhor escola.

“Não tem como responder isso. Vai depender do que quer, dos gostos e dos orçamentos. Fiz até um vídeo sobre isso”, refere.

Para ajudar as pessoas, Alexandra chega mesmo a convidá-las para se encontrarem pessoalmente.

“O desespero às vezes é tanto, que eu chamo as pessoas aqui e debatemos. Às vezes o problema é bem específico, e aí generalizam”, conta.

As diferenças de culturas são uma barreira na hora de fazer escolhas.

“O pessoal chega e traz o pensamento de escola do Brasil e não encaixa. Os próprios valores são diferentes”, sublinha.

“São quase 100 mensagens diárias por diversos meios, mas 90% sobre isso. No início perguntavam sobre documentação, mas como não mexo com isso, aconselhava logo a procurar alguém especializado. O nosso assunto é mais a vivência”, explica.

O sucesso é tão grande, que muitos brasileiros chegam a Braga e vão procurar Alexandra ao estúdio para saberem qual deve ser o próximo passo a ser dado na sua integração na cidade.

“A sensação que eu tenho é que se eu disser alguma coisa, a pessoa vai seguir. Então, entro em pânico”, confessa.

“Uma vez eu estava na Praça da República e, de repente, uma pessoa salta à minha frente, diz que tinha chegado e perguntou “E agora? O que faço?”, conta. “Esse tipo de situações acontecem e não foi só dessa vez. As pessoas mandam mensagens a dizer que chegaram e perguntam o que fazer”.

A busca por ajuda é tanta, que Alexandra já está à procura de outro espaço para fazer atendimentos, já que, no estúdio, nem sempre pode receber as pessoas.

“Como eu recebo as pessoas, há gente que chega e procura-me aqui. E aqui não dá para receber a qualquer hora. Estamos à procura de outro espaço para esse atendimento, um escritório separado, para aqui ser apenas estúdio”, revela.

Alexandra é o verdadeiro “anjo da guarda” dos brasileiros em Braga.

“O pessoal chega carente. Muitas vezes bastam cinco minutos de conversa…”, relata.

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Braga

Dois detidos com mais de 50 doses de cocaína e heroína em Braga

Tráfico de droga

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Foto: GNR

Dois homens, de 28 e 46 anos, foram detidos por tráfico de droga, esta terça-feira, em Palmeira, Braga, anunciou hoje a GNR. Tinham em sua posse dezenas de doses de cocaína e heroína.

Em comunicado, a GNR refere que, no decorrer de uma ação de policiamento, os militares abordaram um veículo com dois ocupantes que demonstraram nervosismo perante a situação”.

Consequentemente, foi realizada uma busca à viatura que resultou na apreensão de 50 doses de cocaína, cinco doses de heroína, duas navalhas utilizadas para o corte do produto, um estojo com oito lâminas, dois moinhos raladores, quatro cachimbos, 200 euros em dinheiro e do veículo.

Os detidos foram constituídos arguidos e os factos remetidos ao Tribunal Judicial de Famalicão.

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Braga

PS apela à Câmara para não despejar família carenciada em Vila Verde e pede obras na casa

Polémica

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Foto: Divulgação / PS Vila Verde

Uma família que reside numa habitação social em Vila Verde está em vias de ser despejada, após deliberação do tribunal. Recusavam-se a pagar renda por se queixarem de falta de obras na habitação por parte da Câmara.

O executivo PSD diz que foram esgotadas todas as tentativas possíveis para sanar o diferendo, mas a vereação PS ficou ao lado da família, apontando desleixo à autarquia por ter deixado a casa chegar a condições de quase inabitabilidade.

Em comunicado, o vereador socialista José Morais fala em “estado lastimável” da habitação, apresentando um vídeo a mostrar as condições em que a família vive.

José Morais diz que o teto da casa, em Parada de Gatim, já caiu face ao ‘peso’ da chuva, e que a família, com dois filhos menores, é forçada a colocar baldes para aparar a água quando chove.

“A Câmara deixou a casa chegar a este estado de degradação e, para cúmulo, agora, quer expulsar a família por, alegadamente, ter rendas em atraso”, denuncia o vereador e candidato à presidência de Câmara em 2017 pelo PS.

O vereador afirma que a família “pagou sempre a renda até surgirem graves problemas de humidade” e acrescenta que a “Câmara nada fez”.

“Pensem comigo: Perante este cenário quem não deixaria de pagar a renda?”, questiona José Morais, apontando dedo a Júlia Fernandes, vereadora com o pelouro da ação social, a quem acusa de “falta de humanidade”.

“É desumano deixar pessoas a viver nestas condições e nada fazer para resolver o problema. É desumano pretender pôr uma família a viver na rua, em particular nesta fase tão difícil que atravessamos”, diz José Morais, adiantando que a função dos políticos é “defender todos em geral e os mais desfavorecidos em particular”.

O vereador pede ainda ao presidente da Câmara, António Vilela, que suspenda a ordem de despejo e “ordene a execução imediata de obras nas habitações sociais”.

Câmara nega

Em declarações ao jornal Terras do Homem, a Divisão Jurídica e a Divisão de Educação e Promoção Social afirmam que “foram esgotadas todas as tentativas possíveis para sanar o diferendo”, desmentindo a versão da família.

Explica que o contrato de arrendamento foi celebrado em 2011 e que, em maio do ano seguinte, a família já se atrasava a pagar a renda, “situação que se verificou recorrentemente”.

Diz ainda a autarquia que, a partir de maio de 2016, a família deixou de pagar as rendas, alegando “a existência de problemas de humidade provocados pelo painel solar”.

Diz o Município que “mandou reparar o referido painel no mês seguinte, conforme consta da ficha de cabimento”, mas que, mesmo assim, não voltou a pagar quaisquer rendas desde esse período.

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Braga

Mais 192 casos covid no concelho de Braga. Há 1.030 pessoas em isolamento

Covid-19

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Foto: Divulgação / CM Braga (Arquivo)

O concelho de Braga registou mais 192 casos de infeção por covid-19 desde a passada sexta-feira, acumulando agora 2.652 desde o início da pandemia.

Estes dados, apurados por O MINHO junto de fonte local da saúde, foram atualizados às 17:30 desta terça-feira.

Não foi possível apurar o número de casos ativos, uma vez que o número atualizado de recuperados não foi divulgado.

Na semana passada, o concelho registava 1.579 casos de recuperações do SARS CoV-2 desde o início da pandemia.

Registam-se ainda 74 óbitos, número que se mantém igual desde 16 de junho.

De acordo com os dados revelados hoje, o número de pessoas em isolamento sob vigilância da autoridade de saúde é de 1.030.

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