Seguir o O MINHO

Motores

Rali de Portugal/ Favoritos: Ogier cobiça recorde num país que será sempre especial

em

Sebastien Ogier (Ford Fiesta). Foto: Ricardo Brito - Ponte de Lima (2017)

O francês Sebastien Ogier (Ford Fiesta) admitiu esta quinta-feira que gostaria de vencer o Rali de Portugal pela sexta vez e isolar-se no topo da lista de pilotos com mais triunfos na prova, considerando que tem poucas hipóteses de o fazer este ano.

“Independentemente do que acontecer agora, Portugal vai ser sempre um sítio especial para mim. Claro que gostava de conquistar outra vitória, isso é inquestionável, mas preferia não falar disso agora, porque vai ser um fim de semana muito desafiante”, afirmou Ogier, na véspera do arranque da sexta prova do Mundial de ralis.

O francês, que conta as mesmas cinco vitórias do finlandês Markku Alén, chega à 52.ª edição do Rali de Portugal na liderança do Mundial, com 100 pontos, mais 10 do que o belga Thierry Neuville (Hyundai i20) e mais 28 do que o estónio Ott Tänak (Toyota Yaris).

“O campeonato é sempre o mais importante, mas a verdade é que para o ganhar temos de conseguir o máximo de pontos em todos os ralis, o que significa que tenho de dar o meu melhor em todas as provas. Às vezes, temos de ser racionais quando não temos hipóteses e não arriscar, porque aí estamos mais perto dos acidentes, e isso é uma abordagem estúpida para quem quer ser campeão. Não é a minha abordagem”, explicou o francês.

Apesar dos triunfos em 2010, 2011, 2013, 2014 e 2017, o líder do Mundial de ralis, que já venceu este ano em Monte Carlo, no México e em França, minimizou as suas possibilidades de triunfo, por partir na frente, na sexta-feira, e devido ao estado dos troços.

“Acredito que as minhas hipóteses de vencer são muito pequenas, não tanto pelo que aconteceu na Argentina, mas porque o terreno vai estar muito seco e começar em primeiro é sempre uma grande dificuldade, mas também com a competitividade do campeonato, com muitos pilotos rápidos, vai ser difícil não perder tempo na sexta-feira, por isso, prefiro não falar de uma vitória, mas apenas de dar o meu melhor e ver o que acontece”, rematou.

Thierry Neuville (Hyundai i20). Foto: Divulgação

Depois do segundo lugar em 2017, a 15,6 segundos de Ogier, Neuville reconheceu estar em boa posição para arriscar na condução, por se sentir confortável no i20, mas alargou o lote de candidatos à vitória, igualmente devido à posição de partida.

“Não sei, para ser honesto, vai depender da posição de quem ‘limpa’ a estrada, ser segundo, atrás do Sebastien e à frente do Ott, penso que vamos ceder, quanto não sei, mas devem aparecer o Hayden [Paddon], o Kris Meeke ou o [Jari-Mati] Latvala, que também podem ganhar o rali. Se conseguir uma boa posição na sexta-feira, até ao quinto lugar, no sábado posso ter melhor aderência e andar mais rápido. É sempre o mesmo objetivo”, sublinhou o belga, vencedor do Rali da Suécia.

Ott Tänak (Toyota Yaris). Foto: Facebook de Ott Tänak

Tänak desvalorizou a importância do seu desempenho na Argentina, onde venceu, preferindo salientar o salto que deu na classificação de pilotos: “Foi bom ter estado competitivo no México e melhorado na Córsega e na Argentina, deu-me uma boa posição e a motivação que é precisa para lutar pelo campeonato e agora tenho de continuar a forçar”.

“Estamos numa boa posição na estrada, comparativamente com o Sebastien e Thierry, mas pior relativamente a outros que vêm atrás, que já vão ter a estrada mais limpa, que é importante neste rali. Tenho de tentar ser mais rápido do que o Sebastien e Thierry, pelo menos, e conseguir a melhor posição possível no primeiro dia para entrar na luta no sábado”, frisou o estónio.

O britânico Kris Meeke, sexto no Mundial com 63 pontos, recordou os erros cometidos no ano passado para justificar a sua ambição.

“Vamos tentar o nosso melhor, já venci este rali, no ano passado liderava no primeiro dia, mas cometi um erro em Ponte de Lima, e no segundo dia o carro não esteve tão bem. Fizemos algumas melhorias no carro e espero que resulte no fim de semana. Os troços são praticamente os mesmos, toda a gente tem o conhecimento, e eu vou, como sempre, tentar ganhar”, rematou o vencedor do Rali de Portugal em 2016.

A 52.ª edição do Rali de Portugal, que vai ser disputada entre quinta-feira e domingo, arranca com uma superespecial de 3,36 quilómetros na pista de ralicrosse de Lousada, a partir das 19:03.

A prova vai ter um total de 358,19 quilómetros cronometrados, divididos por 20 classificativas.

Anúncio

Desporto

Piloto holandês em estado crítico após queda no Rali Dakar

O português Mário Patrão foi o primeiro a prestar assistência

em

Foto: DR

O piloto holandês Edwin Straver (KTM) ficou, esta quinta-feira, em estado crítico depois de sofrer uma queda no decurso da 11.ª das 12 etapas do Rali Dakar de todo-o-terreno, na Arábia Saudita.

O piloto português Mário Patrão (KTM) foi o primeiro a parar e a chamar ajuda para auxiliar Edwin Straver.

Vencedor da categoria Original by Motul em 2019, para amadores, o motard holandês foi encontrado inanimado ao quilómetro 120 dos 379 previstos.

“Estava a ir no meu ritmo e ao quilómetro 120, enquanto estava a tentar encontrar um waypoint [ponto de passagem obrigatória], vi um piloto caído, chamei de imediato a equipa médica e estive a prestar auxílio até à sua chegada. Senti a pulsação no pescoço dele assim que me aproximei, mas, de repente, deixei de sentir”, contou o piloto de Seia no final da tirada.

Edwin Straver esteve em paragem cardíaca durante dez minutos antes de ser reanimado pelos médicos da prova, que, entretanto, chegaram ao local.

“Foram os 10 minutos mais longos da minha vida”, confessou Mário Patrão, que só saiu “quando o entubaram e o levaram”.

O piloto holandês foi transportado de helicóptero para o hospital, onde lhe foi detetada uma vértebra partida.

O seu estado é considerado crítico.

“Percebi que era muito grave. Ainda tinha pela frente 250 quilómetros de especial para fazer, mas estava psicologicamente arrasado com o que tinha acabado de suceder, e o meu corpo não queria avançar. Subi para a moto sem saber como estaria o Edwin. Felizmente consegui terminar e chegar ao bivouac“, concluiu Mário Patrão, que foi o 42.º esta quinta-feira, classificação que deverá ser corrigida depois de retirado o tempo em que esteve parado a prestar assistência ao concorrente holandês.

Continuar a ler

Desporto

Palmarés do piloto Paulo Gonçalves

em

Palmarés do piloto Paulo Gonçalves, falecido hoje durante a sétima de 12 etapas do Rali Dakar de todo-o-terreno, na sequência de uma queda.

Ao longo de uma carreira de 30 anos, o piloto de 40 anos, natural de Esposende, conquistou 24 títulos nacionais em diversas disciplinas do motociclismo (motocrosse, enduro e supercrosse).

Conta ainda com duas nomeações para “Atleta Masculino do Ano” pela Confederação do Desporto de Portugal. Em 2016, o IPDJ – Instituto Português do Desporto e da Juventude atribui-lhe o Prémio de Ética no Desporto por ter parado durante uma das etapas do Dakar2016, quando liderava a corrida, para ajudar o austríaco Mathias Walkner, que tinha caído.

Palmarés desportivo:

2019

– Abandono à 5.ª etapa do Rali Dakar Perú

2017

– 6.º classificado no Rali Dakar Paraguai Bolívia Argentina

2016

– Abandono à 11.ª etapa do Rali Dakar Argentina Bolívia (Vitória 1 Etapa)

2015

– 3.º classificado Campeonato do Mundo de Ralis Todo-o-Terreno

– 2.º classificado no Rali Dakar Argentina Bolívia Chile

2014

– Vice-Campeão do Mundo de Ralis Todo-o-Terreno

– Abandono à 5.ª etapa do Rali Dakar Argentina Bolívia Chile

2013

– Campeão do Mundo de Ralis Todo-o-Terreno

– 10.º classificado no Rali Dakar Peru Argentina Chile

2012

– 3.º classificado Campeonato do Mundo de Ralis Todo-o-Terreno

– 26.º classificado Rali Dakar Argentina Chile Peru

2011

– Campeão de Cross-Country na Alemanha

2010

– Campeão Nacional Todo-Terreno TT3

– Vice-Campeão Nacional de Cross-Country

2009

– 10.º classificado na geral do Rali Argentina Chile

– 2.º classificado na classe 450cc do Rali Argentina Chile

– 1.º classificado na classe Super Produção do Rali Argentina Chile

2008

– Campeão Nacional de Motocross Elite

– Campeão Nacional de Supercross 450cc

2007

– Campeão Nacional de Supercross SX1

– Campeão Nacional de Supercross Elite

– 23.º classificado no Rali Lisboa Dakar

2006

– 25.º classificado no Rali Lisboa Dakar

– Vice-Campeão Nacional de Supercross SX2

– Campeão Nacional de Motocross MX2

2005

– Campeão Nacional de Enduro 450cc

– Vice-Campeão Nacional de Enduro Absoluto

– Medalha de Ouro nos “Six Days of Enduro”

2004

– Campeão Nacional de Enduro 250cc – 2 Tempos

– Vice-Campeão Nacional de Enduro Absoluto

– Medalha de Ouro nos “Six Days of Enduro”

2003

– Campeão Nacional de Enduro + 250cc – 4 Tempos

2002

– Campeão Nacional de Motocross 250cc

– Campeão Nacional de Motocross Absoluto

– Campeão Nacional de Supercross

– Campeão Nacional de Enduro 4 Tempos

– Vice-Campeão do Mundo de Enduro Juniores

– Medalha de Ouro nos “Six Days of Enduro”

– Vice-Campeão Nacional de Enduro Absoluto

2001

– Campeão Nacional de Motocross 250cc

– Campeão Nacional de Motocross Absoluto

2000

– Campeão Nacional de Motocross 250cc

– Campeão Nacional de Motocross Absoluto

– Vice-Campeão da Europa de Motocross 250cc

– 3.º classificado no Campeonato Nacional de Supercross

1999

– Campeão Nacional de Motocross 250cc

1998

– Campeão Nacional de Motocross 250cc

– Campeão Nacional de Supercross

– 3.º Classificado no Campeonato da Europa de Motocross

1997

– Campeão Nacional de Motocross 125cc Sub-18

– Campeão Nacional de Motocross 125cc Open

– Campeão Nacional de Supercross

– Vice-Campeão Nacional de Motocross 250cc

1993

– Campeão Nacional de Motocross 80cc

1991

– Início na Competição

Continuar a ler

Desporto

Três das melhores equipas do mundo apontadas ao Rali Serras de Fafe

Prova decorre em fevereiro

em

Foto: DR / Arquivo

Três equipas presentes no Mundial de Ralis (WRC), nomeadamente a Hyundai, Toyota e M-Sport, podem vir a marcar presença na próxima edição do Rali Serras de Fafe, que conta para o Campeonato de Portugal de Ralis 2020.

O anúncio é feito pela publicação especializada em desportos motorizados, Autosport, dando conta de que esta novidade poderá ser uma realidade já na edição 33 do rali fafense, que decorre em fevereiro.

Segundo a Autosport, esta entrada é permitida na sequência da alteração levada a cabo no regulamento do Campeonato de Portugal de Ralis 2020, que no seu ponto 4.2.2. diz que “Concorrentes do FIA / WRC da categoria RC1 (Rally Cars 1 – WRC) serão admitidos nos eventos do CPR não sendo elegíveis para a obtenção de pontos absolutos e/ou pontos extra, e/ou entrarem na classificação final do rali nem os seus tempos serem publicamente anunciados”.

Este rali pontua para o Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), European Rally Trophy (ERT), Iberian Rally Trophy (IRT) e ainda para a Taça FPAK de Ralis de Terra.

A prova de abertura, na edição de 2019, contou com 59 inscritos, o maior número de sempre, que poderá ser superado em 2020.

Continuar a ler

Populares