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Região

Quatro homens acusados de assaltos violentos em Barcelos, Famalicão e Cerveira

Estão todos em prisão preventiva

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Imagem de videovigilância de uma pastelaria assaltada em Famalicão. Suspeita-se que será o mesmo grupo

O Ministério Público (MP) deduziu acusação contra quatro pessoas suspeitas de terem realizado vários assaltos a postos de abastecimento de combustíveis e supermercados, nas regiões Norte e Centro, informou hoje a Procuradoria-Geral Regional do Porto (PGRP).

Segundo uma nota publicada na página da Internet da PGRP, o MP acusou quatro arguidos, três deles como reincidentes, imputando-lhes a prática de diversos crimes de furto, roubo, sequestro, detenção de arma proibida e falsificação de documento.

De acordo com o despacho de acusação, datado de 20 de junho, os factos criminosos ocorreram entre os dias 03 de abril e 07 de maio de 2021.

O MP considerou “fortemente” indiciado que os arguidos, atuando conjuntamente entre si ou com terceiros indivíduos de identidade desconhecida, “efetuaram diversos assaltos, alguns dos quais com recurso a violência e uso de armas de fogo”, em vários postos de abastecimento de combustível ou superfícies comerciais, nas zonas de Cerveira, Barcelos, Famalicão, Estarreja e Seia.

“Para ocultar a sua identificação usaram vestimentas que lhes tapavam os rostos e faziam-se transportar em viaturas que previamente também furtavam, alterando, por vezes, as respetivas chapas de matrícula”, refere a mesma nota.

O MP imputou a um dos arguidos a prática de cinco crimes de furto (três deles qualificados), um crime de roubo qualificado, tentado, um crime de sequestro, um crime de detenção de arma proibida e um crime de falsificação de documento.

Outro arguido vai responder pela prática de oito crimes de furto (cinco deles qualificados), um crime de roubo qualificado tentado, um crime de sequestro, dois crimes de falsificação de documento e um crime de detenção de arma proibida.

Aos restantes dois arguidos foi imputada a prática, a cada um deles, de quatro crimes de furto (dois deles qualificados), um crime de detenção de arma proibida e um crime de falsificação de documento.

O MP requereu ainda a condenação dos arguidos na perda a favor do Estado do valor global de cerca de 25 mil euros, correspondendo aos ganhos obtidos pelos arguidos com os crimes que cometeram.

Segundo a PGRP, todos os arguidos ficaram sujeitos à medida de coação de prisão preventiva, em junho de 2022, encontra-se dois deles, atualmente, a cumprir penas de prisão à ordem de outros processos.

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