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Quase todo o país em risco “muito elevado” de exposição aos raios UV

Apesar da chuva

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Foto: DR / Arquivo

Treze distritos do país e as regiões autónomas da Madeira e dos Açores estão hoje em risco muito elevado de exposição à radiação ultravioleta (UV), avisa o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).


As zonas do país que apresentam maior risco de exposição à radiação UV são o distrito da Guarda e a ilha do Porto Santo, classificados com nível 10 de risco, o segundo mais gravoso numa escala que vai de 1 a 11, sendo este último considerado “risco extremo”.

Igualmente com risco muito elevado de exposição à radiação, embora oscilando entre os níveis 8 e 9, estão os distritos de Faro, Setúbal, Lisboa, Santarém, Portalegre, Leiria, Castelo Branco, Coimbra, Aveiro, Viseu, Bragança, Vila Real, Funchal, e as ilhas das Flores, Faial e Terceira, nos Açores.

No resto do país, o risco de exposição aos UV anda entre o elevado (Viana do Castelo, Braga, e ilha de São Miguel) e o moderado (Évora e Beja).

O índice ultravioleta varia entre 1 e 2, em que o risco de exposição à radiação UV é baixo, 3 a 5 (moderado), 6 a 7 (elevado), 8 a 10 (muito elevado) e superior a 11 (extremo).

Para as regiões com risco muito elevado e elevado, o IPMA recomenda a utilização de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol, protetor solar e evitar a exposição das crianças ao Sol.

O cálculo é feito com base nos valores observados às 13:00 em cada dia relativamente à temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

Para o dia de hoje o IPMA prevê chuva fraca até ao final da manhã e uma pequena descida de temperatura, em especial da máxima.

As temperaturas máximas vão oscilar entre os 29º, em Beja, Santarém e arquipélago da Madeira, e os 21º, na Guarda e em Viseu, ao passo que as mínimas vão variar entre os 12º na Guarda, e 24º, no Funchal.

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País

Portugal com ‘stock’ e acesso imediato a medicamento recomendado contra covid

Assegura o Infarmed

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Foto: DR

O Infarmed assegurou hoje que Portugal tem ‘stock’ disponível e reserva para uso imediato do medicamento remdesivir, que tem sido usado contra a covid-19, e que o laboratório não antecipa constrangimentos no seu acesso aos doentes portugueses.

“Podemos informar que existe ‘stock’ disponível do medicamento remdesivir, de acordo com as alocações que têm vindo a ser feitas ao nosso país, constituindo uma primeira reserva que garante o acesso imediato ao medicamento”, destacou, em comunicado, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde.

O Infarmed revelou ainda que, após contacto com o laboratório titular do medicamento remdesivir, este confirmou que “antecipa que não venha a existir qualquer constrangimento no acesso ao tratamento por parte dos doentes portugueses, tendo a garantia de acompanhamento conjunto da situação”.

A autoridade para o medicamento em Portugal explica que o remdesivir obteve um parecer positivo do Comité de Medicamentos de Uso Humano (CHMP) da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), “cuja autorização deverá ser concedida em breve pela Comissão Europeia”.

O parecer emitido tem a indicação terapêutica para o tratamento da covid-19 em adultos e adolescentes a partir dos 12 anos com pneumonia e que requerem oxigénio suplementar, acrescenta.

“Esta autorização será condicional por ainda se aguardarem resultados confirmatórios”, sublinha o comunicado.

A nota realça ainda que este medicamento “esteve sempre disponível em Portugal, mesmo antes de ter a referida autorização condicional, através de pedidos de Autorização de Utilização Excecional, assim os médicos assistentes o entendessem”.

E garante que “todos os pedidos de acesso ao medicamento pelos hospitais nacionais foram concedidos”.

A Comissão Europeia está, por sua vez, a negociar com a empresa produtora a compra e reserva do medicamento remdesivir.

“A comissária Kyriakides (Stella Kyriakides, da área da Saúde e Segurança dos Alimentos) tem estado em múltiplas conversações com o produtor, Gilead, incluindo em relação à sua capacidade de produção. A Comissão está atualmente também em negociações com a Gilead para reservar doses de Remdesivir. Dada a confidencialidade destas conversações, não podemos partilhar mais detalhes neste momento”, disse à Lusa Stefan de Keersmaecker, porta-voz da Comissão Europeia, responsável pelo tema de saúde pública.

A informação surge a propósito do anúncio dos Estados Unidos de que compraram à empresa Gilead Sciences praticamente toda a reserva para três meses do medicamento remdesivir, o primeiro aprovado no país no tratamento de covid-19.

Em comunicado o departamento de saúde norte-americano disse que “assegurou mais de 500 mil ciclos de tratamento do medicamento para hospitais americanos até setembro”, o que equivale a “100% da produção prevista da Gilead para julho (94.200 ciclos), 90% da produção em agosto (174.900 ciclos) e 90% da produção em setembro (232.800 ciclos), além de uma verba para ensaios clínicos”.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 512 mil mortos e infetou mais de 10,56 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.579 pessoas das 42.454 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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Festa do Avante divulga artistas, todos portugueses e da lusofonia

Em setembro

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Foto: DR / Arquivo

O PCP divulgou hoje os artistas que vão atuar na festa do Avante, de 04 a 06 de setembro, todos portugueses ou de países da lusofonia entre eles Xutos, Dino D’Santiago e a caboverdiana Maria Alice.

A lista inclui os Xutos e Pontapés, Mão Morta, Capicua com Lena d’Água, Camané e Mário Laginha, Blasted, o DJ Stereossauro, a fadista Aldina Duarte, Peste e Sida e ainda Costa Neto, de Moçambique, Dino D’Santiago e a caboverdiana Maria Alice.

O Avante, jornal oficial do PCP, publica na sua edição de quinta-feira quatro páginas sobre os artistas da festa que os comunistas continuam a preparar, apesar da pandemia de covid-19, disponibilizando ainda a informação nas redes sociais Facebook, Twitter e Instagram.

Na página da festa do Avante na Internet são divulgadas as medidas sanitárias para responder ao surto epidémico a quem se deslocar à Quinta da Atalaia, no Seixal, distrito de Setúbal, que este ano, segundo o PCP, terá uma área útil de mais 10 mil metros quadrados para os visitantes de forma a cumprir as regras de distanciamento.

São “mais de 30 hectares de espaço verde, de sombras, fruto das centenas de árvores que foram plantadas nos últimos anos” para uma festa que os comunistas querem que seja “uma grande afirmação do estímulo à cultura, à arte, ao desporto, ao convívio, ao lazer, à solidariedade tão necessária à fruição da vida nos dias de hoje”, segundo um comunicado o gabinete de imprensa da festa do Avante hoje divulgado.

Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, tem dito nas últimas semanas que “a vontade” do partido é realizar a festa, mas a sua realização dependerá das circunstâncias, ou seja, da evolução do surto do novo coronavírus até setembro.

“O PCP tem sempre acompanhado, respeitado aquilo que são medidas de proteção sanitária em todas as circunstâncias. Esta é a garantia que damos”, reafirmou Jerónimo de Sousa há uma semana, à margem de um encontro com a Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas na sede do partido, em Lisboa.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 511 mil mortos e infetou mais de 10,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.579 pessoas das 42.454 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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Consumo de energia elétrica é o mais baixo desde 2004

Queda de 5,1%

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Foto: DR / Arquivo

O consumo de energia elétrica desceu 5,1% no primeiro semestre na comparação com igual período de 2019, e atingiu o valor mais baixo desde 2004, segundo dados hoje divulgados pela REN – Redes Energéticas Nacionais.

Em junho, o consumo de energia elétrica recuou 7,4%, “ou 8,8% com correção dos efeitos de temperatura e número de dias úteis”, com alguma recuperação em relação a abril e maio, quando “o consumo recuou, respetivamente, 12% e 13,2%”, refere a informação.

“O primeiro semestre registou uma variação negativa de 5,1%, ou 5,2% com correção de temperatura e dias úteis. O consumo de energia elétrica no primeiro semestre de 2020 foi, de resto, o mais baixo desde 2004”, salienta.

Em junho, a produção renovável abasteceu 49% do consumo nacional, a produção não renovável 37%, enquanto os restantes 14% foram abastecidos com energia importada.

De acordo com a REN, o índice de produtibilidade hidroelétrica naquele mês situou-se em 0,78 (média histórica igual a 1), enquanto a produtibilidade eólica, mais favorável, se situou em 1,04 (média histórica igual a 1).

No primeiro semestre, o índice de produtibilidade hidroelétrica ficou ligeiramente abaixo do valor médio, com 0,96 (média histórica igual a 1), enquanto o de produtibilidade eólica foi mais desfavorável, com 0,86 (média histórica igual a 1).

No mesmo período, a produção renovável abasteceu 65% do consumo, repartida pela hidroelétrica, com 31%, eólica, com 24%, biomassa, com 7%, e fotovoltaica, com 2,5%, enquanto a produção não renovável abasteceu 29%, destacando-se o gás natural, “já que a produção através de carvão não teve significado”, refere a REN.

O saldo de trocas com o estrangeiro foi importador e é equivalente a cerca de 6% do consumo nacional.

Quanto ao gás natural, no final do semestre, o consumo registou uma redução de 5,4%, com o segmento convencional a contrair-se 9,4%, apesar de o segmento de produção de energia elétrica ter apresentado um crescimento de 4,9%.

Em junho, o consumo de gás natural recuou 18,7%, “resultado de uma variação negativa de 13,5% no segmento convencional e de 25,4% no segmento de produção de energia elétrica”, aponta a REN, explicando que, tal como na eletricidade, se verificou “algum alívio na tendência de redução dos consumos que se vinha observando nos meses de abril e maio”.

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