Seguir o O MINHO

I Liga

PSP avisa que vai estar atenta aos festejos de campeão

Covid-19

em

Foto: O MINHO / Arquivo

A Polícia de Segurança Pública (PSP) advertiu hoje que o futebol não é exceção às regras de saúde pública, reiterando a proibição de ajuntamentos, no dia em que o FC Porto se pode sagrar campeão nacional.


Os ‘dragões’ visitam hoje o Tondela, a partir das 19:15, em jogo da 31.ª jornada da I Liga, e podem assegurar o seu 29.º título se o Benfica, segundo a seis pontos, perder no terreno do Famalicão, em jogo marcado para as 21:30.

No comunicado emitido hoje, a PSP “apela a todos os cidadãos que, não obstante a preferência clubística, cumpram de forma muito rigorosa as indicações das autoridades de saúde e o quadro legal em vigor”.

“Atendendo à crise pandémica que ainda se vive em Portugal, os ajuntamentos não são permitidos por constituírem um potencial foco de contágio de muito elevado risco. Os adeptos que, pretendendo comemorar na via pública, não deverão frequentar locais onde não seja possível manter de forma permanente o distanciamento social”, salientou esta força de segurança.

Na generalidade de Portugal continental, os ajuntamentos estão limitados a 20 pessoas e está proibido o consumo de álcool na via pública, além das regras sobre distanciamento físico e uso de máscara.

A PSP assegura a presença “junto da população nos locais públicos e procurará contribuir, em colaboração com as demais entidades com competência nesta área, para a constante observação das recomendações das autoridades de saúde por parte de todos os cidadãos”.

“Apelamos a todos para que não considerem o contexto desportivo e, em particular, do futebol uma exceção às regras de saúde pública, pelo impacto que poderá ter na vida de cada um e, consequentemente, de familiares e amigos”, rematou a PSP.

Na quarta-feira, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, já tinha pedido que se evitem ajuntamentos e sejam cumpridas as normas de distanciamento nos eventuais festejos, recordando que, em alguns países, “houve surtos que começaram em festejos, nos quais não foi respeitado o distanciamento social nem a regra de utilização de máscaras”.

“As circunstâncias de comemoração do campeonato ou de outra efeméride são as mesmas. As recomendações que fazemos são as recomendações internacionais: que as pessoas evitem ajuntamentos e tenham sempre atenção ao uso de máscara”, disse Graça Freitas.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 549 mil mortos, 1.631 dos quais em Portugal, onde 44.859 pessoas foram confirmadas como infetadas.

Anúncio

I Liga

Aves falhou entrega do recurso ao veto de inscrição nas provas profissionais

I Liga

em

Foto: DR / Arquivo

O Desportivo das Aves falhou o recurso ao veto de inscrição nas competições profissionais da próxima época, confirmou hoje Estrela Costa, acionista da empresa gestora da SAD do clube despromovido à II Liga de futebol.

“O tribunal ainda não viabilizou o Processo Especial de Revitalização (PER) solicitado em 24 de julho. A lei é clara: não podemos fazer a inscrição com um PER se não tivermos esse acordo homologado no Tribunal da Comarca de Santo Tirso. Como nada disso aconteceu, não valia a pena recorrer”, explicou à agência Lusa a dirigente dos nortenhos.

A administração do emblema do concelho de Santo Tirso tinha de apresentar a documentação junto dos serviços da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) até às 23:59 horas de segunda-feira, mas, ao contrário do Vitória de Setúbal, dispensou a contestação junto do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

Nortenhos e sadinos falharam na quarta-feira os requisitos de licenciamento rumo às provas profissionais de 2020/21, tendo a Comissão de Auditoria da LPFP detetado três critérios legais e 13 financeiros infringidos pelo Desportivo das Aves, que tenta negociar com os 32 credores a reestruturação de todas as dívidas num único plano de pagamento.

“Continuamos com dívidas à Autoridade Tributária e à Segurança Social. A boa notícia é que ficaram extintas as dívidas para com outras sociedades desportivas. Contudo, não podíamos fazer nada em todas as outras alíneas sem um PER aprovado e homologado”, enquadrou Estrela Costa, conformada com a descida ao Campeonato de Portugal.

A SAD do Desportivo das Aves, liderada pelo chinês Wei Zhao, acumula quatro meses de salários em atraso, responsáveis por 11 rescisões unilaterais de atletas na reta final da I Liga, no qual obteve a 18.ª e última posição, com 17 pontos, outros tantos abaixo da zona de salvação, consumando a descida à II Liga pela via desportiva, a par do Portimonense.

“Já estamos a preparar a próxima época. Vamos um bocadinho atrasados, até porque temos umas questões logísticas e financeiras pendentes da época anterior. Sabemos perfeitamente que é difícil, mas estamos a criar uma equipa sustentável”, apontou a acionista maioritária da empresa Galaxy Believers, que controla 90% do futebol avense.

Os nortenhos recrutaram dois reforços, “que a seu tempo serão apresentados”, e querem “aproveitar alguns jogadores sub-23”, desígnio que “provavelmente” inviabilizará a construção de uma equipa para defender os títulos da Liga e da Taça Revelação na temporada 2020/21, na qual pretendem manter a aposta no treinador Nuno Manta Santos.

“Tem contrato connosco [até junho de 2021] e irá connosco para o Campeonato de Portugal, a não ser que ele decida o contrário. Cheguei a falar com o empresário dele [Alexandre Pinto da Costa] e estamos devidamente articulados. O treinador não rescindiu e nós também não queremos rescindir. Tudo indica que seguirá connosco”, concluiu.

A LPFP convidou o Portimonense, 17.º e penúltimo colocado, a manter-se na I Liga e o Cova da Piedade e o Casa Pia a ficarem na II Liga, após terem sido despromovidos pela via administrativa, com o cancelamento daquele escalão devido à pandemia de covid-19.

Continuar a ler

I Liga

Associação de jogadores angaria fundos para ajudar funcionários do Aves

I Liga

em

Foto: DR / Arquivo

A associação “Do Futebol para a Vida”, criada por jogadores do Campeonato de Portugal, está a angariar fundos para compensar salários em atraso de 14 funcionários do Desportivo das Aves, despromovido à II Liga.

“Eles não têm salários muito altos e choca-me o facto de estarem há vários meses sem receber. Estão em causa uns quatro, cinco ou seis meses de vencimentos em atraso. A ganhar aquilo que ganham e tendo filhos e contas para pagar, não sei como conseguem sobreviver. É uma situação complicada”, contou à agência Lusa o médio Rúben Oliveira.

Face às dificuldades financeiras atravessadas pelos nortenhos nesta temporada, vários companheiros de profissão contactaram “há mais ou menos uma semana” o futebolista do Desportivo das Aves, que se prontificou a elaborar “uma lista das pessoas do clube que estavam a precisar mais de ajuda”, de forma a elucidar “as prioridades de cada um”.

“A associação disponibilizou-se para ajudar de várias maneiras, tanto financeiramente como a nível de alimentação. Até agora tem ajudado mais na parte financeira. Felizmente o clube, e não a SAD, está a tratar da alimentação e tudo tem estado mais ou menos orientado”, enalteceu o centrocampista cedido pelo Vitória SC.

Criada em 14 de abril pelos capitães do Real e do Loures, o luso-guineense Ibraim Cassamá e Hugo Machado, a causa solidária “Do Futebol para a Vida” puxou pela proatividade dos colegas sintrenses Sandro Lima, Paulinho e Daniel Almeida e ganhou dimensão através das redes sociais para gerar auxílio durante a pandemia de covid-19.

Os pedidos extravasaram a Série D do Campeonato de Portugal e convocaram a solidariedade de diversos quadrantes do futebol nacional, que compraram bens de primeira necessidade ou depositaram quase 38.500 euros até 17 de julho numa conta bancária apropriada, apoiando 171 atletas, 88 famílias de jogadores e 146 civis.

As doações destinadas aos funcionários do Desportivo das Aves podem ser efetuadas através de transferência bancária para o NIB 0036.0396.99106015516.17, enquanto decorre desde terça-feira o leilão de uma camisola de Thierry Henry, antigo avançado internacional francês e atual treinador dos canadianos do MontréalImpact.

A peça de vestuário produzida pela Nike para assinalar a última temporada dos ingleses do Arsenal no lendário estádio Highbury, casa dos ‘gunners’ entre 1913 e 2006, tem uma base de licitação fixada em 500 euros e reverterá a totalidade da quantia angariada até às 20:00 horas de quinta-feira para os colaboradores do último classificado da I Liga.

A iniciativa da associação “Do Futebol para a Vida” é complementada pela ‘One Goal Only’ [Apenas Um Objetivo, em tradução livre], que também foi erguida em plena pandemia e visa, através de leilões de camisolas autografadas de craques nacionais e estrangeiros, ajudar diversas entidades nacionais e internacionais de apoio social.

O leilão pode ser acedido através da página do projeto criado pelo português Filipe Macedo Alves na rede social Instagram e surge na sequência de uma semana atribulada do Desportivo das Aves, cuja administração liderada pelo chinês Wei Zhao acumula sucessivos incumprimentos salariais, responsáveis por 10 rescisões unilaterais de atletas.

“Quis ficar até ao fim para ajudar um clube que aprendi a gostar muito. Não condeno quem achou que rescindir era o melhor para o seu futuro. Cada um tem de ver a sua vida da melhor maneira e entendo isso, porque as pessoas têm contas para pagar e uma família. A SAD do Aves não foi correta comigo nem com ninguém”, frisou Rúben Oliveira.

O médio, de 25 anos, recebeu o último ordenado em março e assume que a ausência de “condições básicas” e as promessas de pagamento falhadas pelos administradores impediram a formação de Nuno Manta Santos, 18.ª e última colocada da I Liga, com 17 pontos, de “fazer um bom trabalho” numa “temporada muito desgastante e complicada”.

A SAD solicitou na sexta-feira a adesão a um Processo Especial de Revitalização (PER) junto do Tribunal da Comarca de Santo Tirso, de forma a negociar com os 32 credores a reestruturação de todas as dívidas num único plano de pagamento, tendo em vista o cumprimento dos requisitos de inscrição nos campeonatos profissionais.

Continuar a ler

I Liga

Vitória, Gil Vicente e Moreirense de fora da Taça da Liga

Futebol

em

Foto: DR / Arquivo

Os clubes que estão hoje reunidos na Assembleia Geral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) aprovaram a criação de um ‘play-off’ que pode ditar a subida de três equipas à I Liga, já na próxima época.

Fontes de clubes presentes na reunião disseram à agência Lusa que o modelo, proposto pela direção da LPFP aos clubes, contempla uma alteração ao quadro competitivo, em que o 16.º classificado da I Liga e o terceiro classificado da II Liga, vão disputar um ‘play-off’, no final dos campeonatos, disputado em dois jogos.

Esta decisão, foi a proposta foi com 28 votos a favor, quatro abstenções e 18 votos contra.

Também aprovado nesta reunião foi o novo modelo da Taça da Liga para a próxima época, em que apenas oito clubes vão disputar o acesso à final-four.

Estarão apenas em competição os seis primeiros classificados da I Liga – FC Porto, Benfica, SC Braga, Sporting, Rio Ave e Famalicão -, além dos dois primeiros classificados da II Liga, Nacional da Madeira e Farense.

Os oito emblemas vão defrontaram-se numa ronda inicial, a eliminar, disputada a apenas a uma mão.

O Sporting votou contra este modelo, mas a proposta foi ratificada pela maioria dos clubes presentes.

Também decidida nesta Assembleia Geral da LPFP foi a manutenção do modelo de cinco substituições na próxima temporada, nos campeonatos da I e II Ligas.

A proposta mereceu 19 votos a favor, 4 contra e 22 abstenções.

De todos os clubes que participam nos campeonatos profissionais, apenas o Desportivo das Aves não se fez representar nesta Assembleia Geral.

Continuar a ler

Populares