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Barcelos

PSD pede reunião “urgente” com Águas de Barcelos

Acordo celebrado entre a autarquia e a empresa precisa de esclarecimentos adicionais

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Foto: DR/Arquivo

O acordo celebrado entre a Câmara de Barcelos e a empresa “Águas de Barcelos” continua a dar que falar. Na reunião de hoje, o Vereador do PSD, Mário Constantino, pediu uma reunião de “urgência” com a administração da empresa, o executivo em exercício e os vereadores da oposição. “Há questões do acordo que não conhecemos e há outras mais técnicas que precisamos de esclarecer”, justificou o Vereador.

O Presidente da Câmara, Miguel Costa Gomes, mostrou receptividade para intermediar o pedido. No entanto, este assunto merece uma troca de galhardetes entre o autarca e o Vereador. “Perdeu-se muito tempo no passa-culpas” começou por dizer Constantino.

“É preciso saber o estado da rede e das ETAR’s; o custo das obras que serão necessárias nas ETAR’s prontas que ainda não funcionam; o mapa de obras por fazer e quais serão candidatas a fundos comunitários; o mapa de estradas e vias municipais que precisam de intervenção por causa do actual estado da rede; que repercussões isto pode vir a ter no novos tarifários”, acrescentou o Vereador do PSD para justificar o pedido de reunião.

Miguel Costa Gomes acusou o PSD de não ter lido o acordo, “porque muitas dessas questões está lá respondidas” e lembrou que “a maioria da rede foi feitas antes de nós cá estarmos e vocês não podem fugir das vossas responsabilidades”.

Constantino replicou: “quem não leu o acordo foi o senhor Presidente porque se não, não dizia que não há um aumento na factura da água”. O autarca revelou que “o custo financeiro que teremos é o que está no acordo e não vamos gastar mais dinheiro nenhum. Será a concessionária a fazer as obras que tiverem que ser feitas” voltando a reforçar: “não teremos mais custos acima do reequilíbrio que está no acordo”.

Sentença seca

O autarca voltou a lamentar “a sentença seca, calada que nos impediu o direito a recurso. Foi uma sentença violentíssima. Já disse e reafirmo que o meu antecessor tinha todo o direito de impedir o recurso mas foi uma decisão de uma violência moral e politicamente condenável”.

Para Mário Constantino foram 9 anos de inércia “penalizadores para os barcelenses e precisamos agora de ter dados concretos para tirarmos as nossas conclusões”.

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