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PSD de Viana do Castelo garante nunca ter denegrido funcionários municipais

Política

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Foto: Facebook

O PSD de Viana do Castelo garantiu hoje que, “em nenhum momento, denegriu ou teve a intenção de atingir o bom nome de funcionários municipais”, reagindo a um voto de protesto aprovado pela maioria PS na Câmara.


Em comunicado hoje enviado às redações, a concelhia social-democrata liderada por Eduardo Teixeira, repudiou o voto de protesto aprovado, na quinta-feira, em reunião camarária, referindo que “o único propósito” da maioria é o de criar “inexplicáveis subterfúgios” para “tentar desviar as atenções da auditoria financeira exigida pelo PSD nas últimas semanas, em virtude dos sucessivos erros na contratação pública que têm vindo a ser detetados”.

Para o também deputado do PSD na Assembleia da República, “os motivos invocados” naquele documento “mostram-se totalmente esvaziados de qualquer espécie de projetos para a cidade”.

Na quinta-feira, em reunião ordinária do executivo municipal a maioria socialista na Câmara de Viana do Castelo aprovou um voto de repúdio, proposto pelo presidente José Maria Costa, pelas afirmações que Eduardo Teixeira publicou nas redes sociais, a propósito de erros de digitação detetados em contratos da autarquia que os socialistas consideram que “atingem o bom nome” de funcionários, dirigentes e serviços municipais.

Em causa estão alegados comentários que o deputado e líder da concelhia do PSD publicou, no dia 26 de maio, nas redes sociais com “insinuações, atos intimidatórios aos funcionários Municipais, serviços municipais e Câmara Municipal”.

“Para dissipar quaisquer dúvidas que estas manobras de diversão possam provocar aos menos atentos, em nenhum momento o PSD denegriu ou teve a intenção de atingir o bom nome de funcionários, dirigentes ou empresários de Viana do Castelo, que nem sequer foram concretamente, por nós, identificados”, esclarece a concelhia do PSD.

Câmara de Viana aprova voto de repúdio contra comentário de deputado no Facebook

A estrutura local do PSD destaca que “sempre valorizou e, sem qualquer espécie de falso pudor, o profissionalismo, a dedicação e o excelente desempenho dos funcionários municipais bem como igualmente saúda todos os empresários que prestam ou tiveram a oportunidade de prestar serviços à autarquia”.

“Tal e qual toiro picado, mais uma vez, o presidente da Câmara dá murros na mesa, centrando toda a sua raiva e histeria num único alvo e em contínuos ataques pessoais. Saliente-se que as sucessivas investidas do senhor presidente e do PS de Viana do Castelo são medalhas para o PSD, qual forcado que agarra o rábico pelos cornos. Significa que o PSD está no bom caminho”, sustenta a nota.

O voto de repúdio e protesto da maioria socialista na autarquia mereceu a abstenção da vereadora da CDU, Cláudia Marinho, e a rejeição dos dois vereadores do PSD. Hermenegildo Costa disse que iria remeter o documento para a presidência da concelhia do partido. Já Cristina Veiga referiu “não concordar com o teor do voto de protesto e repúdio”, e sublinhou que “em momento algum os vereadores do partido na autarquia aturam na linha de denegrir e difamar funcionários públicos”.

“Nunca assumimos essa linha”, reforçou. A posição de Cristina Veiga levou o autarca socialista a pedir que a sua afirmação fosse incluída em ata.

O voto aprovado na quinta-feira “vai ser enviado aos funcionários municipais, Assembleia Municipal, sindicatos, Assembleia da República e comissão ética do parlamento e aos grupos parlamentares”.

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Alto Minho

Junta em Arcos de Valdevez vai ornamentar campas de quem não pode ir ao cemitério

Covid-19

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Foto: Ilustrativa / DR

A Junta de Freguesia de Cabana Maior, em Arcos de Valdevez, decidiu ornamentar as campas que, por causa da pandemia (e não só), vão ficar ‘abandonadas’ durante os cinco dias de restrição de circulação face ao elevado perigo de contágio da covid-19.

Em declarações a O MINHO, o presidente da Junta, Joaquim Campos, aponta que algumas sepulturas estão “em abandono total” e que esta ação serve para “homenagear as pessoas sepultadas” que não estão a ter acompanhamento pelos familiares.

O autarca explica que, face à pandemia, algumas pessoas deixaram de ornamentar as campas, havendo várias com flores secas e ar de descuido.

“Muitas dessas pessoas estão no estrangeiro e não podem cá vir”, existindo ainda várias famílias que vivem noutros concelhos e não se vão poder deslocar pela altura dos Finados aquele cemitério.

Joaquim Campos refere que o cemitério não vai encerrar naqueles dias, mas existirá um limite máximo de 25 pessoas em simultâneo, para além de outras restrições.

“Vamos ter uma pessoa à porta do cemitério a indicar quais as medidas a adotar”, como o uso de máscara, desinfeção com álcool-gel à entrada e saída e e assegurar o distanciamento social entre diferentes agregados familiares.

Entre 30 de outubro e 03 de novembro estará proibida a circulação entre concelhos, e quem o fizer necessita de uma declaração, sendo as exceções as mesmas que foram aplicadas na Páscoa.

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Viana do Castelo

Viana cancela festa de Halloween por causa da pandemia

AEVC

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Foto: Ilustrativa / DR

Seria a primeira festa de Halloween pública em Viana mas já não vai acontecer. A Associação Empresarial de Viana do Castelo (AEVC), promotora do evento, anunciou hoje o cancelamento da festa, face ao aumento de contágios de covid-19.

Aquela associação justifica o cancelamento da festa, que juntaria comerciantes e clientes, com vários factores, um dos quais a proibição de circulação entre concelhos, algo que “neste período não faria aumentar a atratividade de Viana do Castelo e da sua atividade comercial para os territórios de proximidade e da vizinha Galiza”,

“Continuam a ser preparadas outras ações, exequíveis no atual quadro pandémico, que apoiem as nossas empresas e afirmem que é seguro visitar e comprar em Viana do Castelo”, reforça a associação.

Para firmar o dito, a AEVC recorda que “já é bem visível a atempada instalação e montagem da ornamentação e iluminação de Natal, alargada a mais ruas da cidade e ainda mais espetacular do que no passado Natal”.

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Alto Minho

50 utentes e onze colaboradores infetados na Casa da Caridade em Ponte de Lima

Covid-19

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Foto: DR

Pelo menos 50 utentes e onze colaboradores do lar Nossa Senhora da Conceição (Casa da Caridade), em Ponte de Lima, estão infetados com covid-19. A informação foi transmitida a O MINHO pelo presidente da direção, Agostinho Freitas.

Depois de dois utentes terem acusado positivo na passada sexta-feira, após ida às urgências do hospital, a autoridade de saúde mandou testar todos os 68 utentes e 33 colaboradores daquela ERPI, com os resultados a serem conhecidos durante esta terça-feira.

“Dos 68 utentes, 50 estão infetados e ainda faltam chegar mais sete testes”, informou o presidente ao nosso jornal, apelidando este surto como “coisa maluca”, uma vez que todos eles estão assintomáticos, segundo o responsável.

“Neste momento já foi criado um espaço dentro das nossas instalações para acolher os que testaram negativo, enquanto os que estão positivos permanecem nos seus quartos sem contacto com o exterior”, explica Agostinho Freitas.

O responsável não quer entrar em dramatismos, apesar de o número “assustar”. “Estão todos bem, o que é estranho, porque em poucos dias aparece-nos assim uma situação destas e ninguém sabe de onde veio o vírus”, complementa.

Para além dos utentes, foram ainda testados 33 colaboradores, sendo que um terço também acusou positivo e não podem contribuir com o trabalho no lar durante os próximos 14 dias.

“Esta situação com os colaboradores é complicada porque não temos recursos humanos suficientes para lidar com o dia-a-dia, mas amanhã, pelas 10:00 horas, vamos ter uma reunião de emergência na Câmara de Ponte de Lima com a proteção civil para vermos a melhor forma de lidar com isto tudo”, avançou o presidente da direção.

Para além dos utentes e dos colaboradores, a autoridade de saúde pediu testes para o próprio presidente, para o vice-presidente, para o secretário e para a diretora-técnica do lar, por terem estado em contacto com os colaboradores nos últimos dias. Todos estes testes resultaram negativo.

Agostinho Freitas apela à calma por parte da sociedade civil, uma vez que todos estão assintomáticos e sem queixas por causa de covid.

“Sem pânico, sem alarmistas, estamos com a situação controlada em termos de alojamento. Os colaboradores vão a um quarto, utilizam um equipamento de proteção individual, e quando vão a outro quarto voltam a vestir um equipamento novo”, assegura.

“Esperamos que tudo desvaneça, porque 50 utentes contaminados assim de repente é muito estranho”, finaliza.

O concelho de Ponte de Lima subiu de 147 para 159 no registo de casos de covid-19 entre sexta e segunda-feira.

São mais doze infetados com covid-19 durante aqueles três dias, contabilizando o concelho 51 casos ativos do vírus, segundo dados recolhidos por O MINHO junto da Unidade Local de Saúde do Alto Minho.

Estes 63 novos casos só devem entrar na contabilidade da próxima sexta-feira, quando a ULSAM volta a divulgar os casos no concelho.

O concelho limiano mantém 106 recuperados da doença.

No total acumulado, registavam-se, na segunda-feira, 159 casos de infeção desde o início da pandemia.

A nível distrital, o Alto Minho contava, esta segunda-feira, com 478 casos ativos, 66 óbitos e 1.064 recuperados.

O distrito soma 1.608 casos acumulados desde o início da pandemia.

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