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País

PS arranca hoje convenções e conta com cidadãos para construir programa eleitoral

A 06 de julho, em Braga, o partido debate a sociedade digital

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Foto: DR

O PS arranca hoje uma série de quatro convenções temáticas, que culminam com uma convenção nacional em julho, cujo objetivo é a construção do programa eleitoral para as legislativas, que o partido quer que seja participado.


A primeira convenção temática decorre hoje em Viseu, em que será abordado o tema das desigualdades, e contará com a presença do secretário-geral do PS, António Costa.

Em 22 de junho, em Faro, serão abordadas as alterações climáticas, em 29 de junho, em Portalegre, a demografia e em 06 de julho, em Braga, estará em debate a sociedade digital.

Em declarações à agência Lusa, o diretor do Gabinete de Estudos e coordenador do programa eleitoral, João Tiago Silveira, explicou que esta é “uma nova fase de preparação do programa do Partido Socialista” para as eleições legislativas de 06 de outubro, que se debruçará sobre quatro temas “decisivos para os próximos tempos” e que o partido quer que constitua “um debate público para todos poderem participar”.

“Vamos debater os quatro temas fundamentais do nosso programa, que são quatro aspetos fundamentais para o país – as desigualdades em primeiro lugar, as alterações climáticas em segundo lugar, a demografia e a sociedade digital”, notou João Tiago Silveira.

Para fomentar o debate, nas quartas-feiras seguintes a cada uma das convenções, o PS vai colocar no seu ‘site’ “um projeto de programa” relativo a cada “uma destas quatro áreas para as pessoas poderem comentá-lo e poderem apresentar as suas propostas”, explicou o socialista.

“Vamos pôr o nosso programa em discussão pública com projetos apresentados para haver uma verdadeira discussão pública e para as pessoas, no ’site’ do PS, através do formulário próprio que temos para o efeito, apresentarem as suas propostas”, explicou o dirigente.

Já o documento final será apreciado em convenção nacional, marcada para o dia 20 de julho, em Lisboa.

João Tiago Silveira afirmou ainda que o partido pretende “um debate completo e com o contributo de todos, com transparência, para um programa rico e um programa inovador, mas que dê confiança aos portugueses”.

Considerando que este “vai ser um programa melhor” por contar com os contributos dos cidadãos, o diretor do Gabinete de Estudos lembrou que estes temas já começaram a ser apreciados pelo PS, seguindo-se agora a preparação do programa “com o contributo de todos” aqueles que quiserem participar.

“O PS é um grande partido do centro-esquerda que acredita que, com a participação de todos, temos melhores soluções, melhores propostas e mais confiança nas nossa propostas. E, portanto, não temos medo de colocar as nossas propostas em debate público e de abri-las à sociedade”, salientou.

Para partido, acrescentou, “este é o melhor método de fazer programas e aquele que traz mais confiança às pessoas”.

“Tivemos muito tempo em que as pessoas precisaram de voltar a ganhar confiança depois da crise económica. Agora é preciso voltar a utilizar essa confiança dos portugueses para construir o melhor programa possível, o mais participado possível e que tenha soluções inovadoras”, acrescentou.

João Tiago Silveira rematou que o “programa não está fechado, não há propostas concretas neste momento a apresentar, o que há é desafios a discutir”.

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País

Ventura promete que com ele “coligações nem vê-las”

Política

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Foto: Chega TV

O presidente do Chega garantiu hoje que enquanto for ele o líder do partido não haverá quaisquer coligações com outras forças partidárias, preferindo esperar para ser o Governo de Portugal.

“Como presidente eleito do Chega, com a legitimidade que me dá a eleição por 99% dos militantes de todo o país deste partido, eu quero dizer uma coisa: enquanto eu me sentar naquela cadeia ali do meio – coligações nem vê-las!”, prometeu André Ventura.

O líder do partido nacional populista protagonizava a sua segunda e mais longa intervenção (39 minutos) do primeiro dia de trabalhos da II Convenção Nacional, entrecortado por gritos eufóricos pelo seu nome e palmas, sublinhando a característica “antissistema” da sua força política.

“Escusam de andar mendigar pelas distritais a tentar convencer o nossos com acordos. Enquanto eu for presidente deste partido isso não vai acontecer. Mesmo quando nos disserem que é fundamental para governar ou para a estabilidade, nós respondemos com esta profundidade religiosa: preferimos esperar para ser o Governo de Portugal do que ser muleta de uma partido do sistema”, disse.

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País

TAP retoma voos regulares entre Lisboa e Luanda a partir de 2.ª feira

Covid-19

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Foto: DR

A TAP anunciou hoje que vai retomar os voos regulares entre Portugal e Angola, a partir de segunda-feira, data em que o Governo angolano reabre o espaço aéreo a voos internacionais.

Num comunicado, a transportadora aérea precisa que a operação regular da TAP inclui três voos semanais, às segundas, quartas e sextas, com saída de Lisboa às 13:55 e no sentido inverso, com saída de Luanda às 23:20.

A TAP lembra ainda que nunca deixou de fazer voos entre Portugal e Angola, já que ao longo dos últimos meses efetuou vários voos de repatriamento entre os dois países.

O plano de retoma de operações da TAP, que agora inclui voos comerciais para Luanda, será ajustado sempre que as circunstâncias o exijam, face à dinâmica das imposições e restrições dos vários países e mercados, em virtude da evolução da pandemia, bem como da procura, afirma a companhia aérea.

Em 09 de setembro, a TAP já tinha dito à Lusa estar preparada para retomar os voos entre Portugal e Angola logo que fossem levantadas as restrições motivadas pela pandemia, mas que queria reiniciar a operação com quatro voos semanais para Luanda.

O Governo angolano anunciou, então, que vai reabrir o espaço aéreo a voos internacionais a partir de 21 de setembro, tendo reaberto a voos domésticos em 14 de setembro, deixando de ser necessária autorização para entrar no país.

Angola fechou as suas fronteiras aéreas em 20 de março.

O país conta atualmente com 3.848 casos de covid-19 e 147 óbitos.

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País

ARS-N admite saldar em breve dívida de 100 mil euros aos bombeiros do distrito do Porto

ARS Norte

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Foto: DR

A Administração Regional de Saúde (ARS) Norte admitiu hoje à Lusa pagar nos próximos dias a dívida de 100 mil euros pelo transporte de doentes reclamada pela Federação dos Bombeiros do Distrito do Porto.

Depois de num primeiro contacto ter remetido para segunda-feira uma resposta sobre a reclamação feita hoje à Lusa pelo presidente da federação, José Miranda, a ARS fez uma atualização da informação prestada.

“Informamos que a liquidação da dívida existente relacionada com o transporte de doentes pelos bombeiros está prevista para os próximos dias”, lê-se na segunda resposta da ARS Norte à Lusa.

Segundo José Miranda, a ARS Norte deve mais de 100 mil euros às corporações de bombeiros do distrito do Porto, resultado do não pagamento das comparticipações desde junho.

“Desde há muito que prestamos serviço à ARS e aos hospitais no transporte de doentes. Os hospitais, tendo autonomia, pagam por eles, enquanto os restantes são pagos pela ARS, sendo que o contratualizado foi o pagamento a 60 dias”, disse José Miranda à agência Lusa.

Segundo o presidente da Federação de Bombeiros do Distrito do Porto, “neste momento, em cima dos 60 dias contratualizados, estamos com quase mais de um mês de atraso. Ora, estando-se a viver um período de pandemia, em que os gastos são muito superiores, devido a termos de adquirir equipamento de proteção individual, as associações estão com problemas graves”.

“Há corpos de bombeiros que já têm vencimentos em atraso”, observou o presidente da federação distrital, revelando que as verbas da ARS “estão atrasadas desde junho” e que o valor em atraso “supera os 100 mil euros”.

Este problema, identificou José Miranda, “abrange cerca de 40 corporações do distrito do Porto” e a única resposta da ARS ao pedido de esclarecimento foi de que “estavam a desenvolver esforços para proceder ao pagamento”.

José Miranda disse à Lusa “estranhar a situação”, porque “nas outras ARS as situações estão em dia” e revelou ter “dado conhecimento da situação ao presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil, que é quem representa o Governo no distrito, para tentar interceder junto de quem de direito”.

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