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Presidente da República destaca “salto em frente” com primeiro robô no SNS

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Foto: Divulgação / SNS

O Presidente da República assistiu à cerimónia oficial de entrega de um robô cirúrgico ao Hospital Curry Cabral, o primeiro no Serviço Nacional de doado pelo Imamat Ismaili, entidade liderada pelo príncipe Aga Khan, que destacou como “um salto em frente”.


“Fiquei muito impressionado. Sua alteza, o príncipe Aga Khan, ele próprio experimentou e eu experimentei, e é de facto outro mundo, um salto em frente. E tem um significado muito especial porque é o primeiro robô num hospital público em Portugal”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

Em declarações aos jornalistas, à saída do Hospital Curry Cabral, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que “o Serviço Nacional de Saúde (SNS), além de preocupado permanentemente com o ir ao encontro das necessidades, que mudam e são crescentemente exigentes numa sociedade que muda, também tem de dar saltos do ponto de vista da qualidade científica e tecnológica”.

“Este é um grande salto que só foi possível devido à doação do príncipe Aga Khan, porque implica muito – implica uma transição, implica uma formação, formação cá dentro e lá fora – e é muito significativo que esteja a ocorrer no SNS, portanto, em unidades públicas que estão dedicadas à saúde dos portugueses”, considerou.

Questionado sobre situações nas urgências do SNS, o Presidente da República remeteu essa questão para a ministra da Saúde, Marta Temido, que estava ao seu lado.

Nestas declarações aos jornalistas, o chefe de Estado foi novamente interrogado sobre o caso do recém-nascido que se encontra no Hospital D. Estefânia, em Lisboa, encontrado num caixote de lixo por Manuel Xavier, de 44 anos, atualmente em situação de sem-abrigo.

Interrogado se irá visitar o bebé, Marcelo Rebelo de Sousa admitiu essa possibilidade, adiantando: “Se for, combinarei com a senhora ministra e iremos com quem teve aquele gesto”.

Segundo o Presidente da República, este caso “chama a atenção para realidades sociais que são muito fortes” e “toca muito no coração dos portugueses”.

“É muito forte a situação dos sem-abrigo”, assim como “é muito forte a realidade da maternidade, que se sabe também, de alguém que é sem-abrigo, de uma maternidade sofrida, ao ponto de haver aquela situação que todos conhecem”, referiu.

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Ministro das Finanças não afasta cenário de novo suplementar este ano

Economia

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João Leão. Foto: DR / Arquivo

O ministro das Finanças, João Leão, disse hoje não existir “neste momento” necessidade de um novo orçamento suplementar, devido aos efeitos da pandemia, mas não afastou por completo esse cenário até ao final do ano.

Falando na Comissão de Orçamento e Finanças, o ministro de Estado e das Finanças, sublinhou que o Orçamento do Estado atual “é suficiente face à evolução que se perspetiva”, pelo que não antecipa “neste momento” a necessidade de um novo Suplementar, mas admite fazê-lo se houver necessidade.

“Se for necessário, não teremos problemas em fazê-lo, mas neste momento ainda não antevemos a necessidade de isso vir a ser necessário”, disse João Leão. Ainda sobre esta questão, o ministro precisou que “se houver necessidade, no final do ano, fazemos uma nova alteração”.

As declarações de João Leão surgiram depois de Alberto Fonseca, do PSD, ter questionado: “de zero a dez, qual é a probabilidade de virmos a ter um novo Orçamento retificativo ainda este ano?”.

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Ao longo desta audição da equipa do Ministério das Finanças no parlamento, no âmbito da Conta Geral do Estado de 2018, vários deputados confrontaram João Leão com a necessidade de o Governo ter de rever as projeções macroeconómicas que inseriu na proposta de Orçamento Suplementar, nomeadamente ao nível da recessão esperada para 2020.

Neste contexto, Cecília Meireles, do CDS-PP, frisou mesmo que a quantificação do que pode significar a degradação das previsões para Portugal “não está feita”.

Sobre este tema, o ministro das Finanças reafirmou que o Governo sempre assumiu que estas previsões estão a ser feitas num quadro “absolutamente excecional de elevada incerteza” e que não haverá “nenhum receio, se for caso disso, de alterar as previsões no momento oportuno”.

Antes João Leão tinha referido que a crise económica resultante da covid-19 vai ter “inevitavelmente um impacto muito elevado no défice e na dívida” e lembrou que em 2020 o Estado tem necessidades brutas de financiamento no valor de 50 mil milhões de euros – 30 mil milhões de euros dos quais em dívidas de longo prazo.

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O ministro precisou, por isso, que a capacidade financeira para responder à crise depende da trajetória seguida e sublinhou a importância da credibilidade para que se mantenha o acesso a financiamento a um custo baixo.

Neste contexto lembrou que o aumento de apenas 1% da taxa de juro de financiamento da República implicaria apenas nas emissões de dívida de 2020 uma despesa adicional com juros de três mil milhões de euros ao longo da maturidade dessa dívida.

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Rui Rio critica prazos da justiça no “maior crime financeiro” em Portugal

Banco Espírito Santo

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Rui Rio. Foto: Instagram de PSD

O presidente do PSD, Rui Rio, criticou hoje os prazos da justiça no caso BES, questionando “quantos mais anos” serão necessários até haver uma decisão final no que classifica como o “maior crime financeiro” da história portuguesa.

“BES: Em linha com o habitual nível de eficácia, só a acusação demorou seis anos. Agora, o caso passa para os tribunais. De incidente em incidente e de recurso em recurso, quantos anos mais teremos de esperar para ser feita justiça no maior crime financeiro da nossa História?”, questiona Rio, numa publicação na sua conta oficial da rede social Twitter.

O Ministério Público acusou na terça-feira 18 pessoas e sete empresas por vários crimes económico-financeiros e algumas das quais por associação criminosa, no processo Banco Espírito Santo/Universo Espírito Santo, em que a figura central é o ex-banqueiro Ricardo Salgado.

Segundo adianta uma nota da Procuradoria Geral da República (PGR), foi deduzida acusação por associação criminosa e por corrupção ativa e passiva no setor privado, de falsificação de documentos, de infidelidade, de manipulação de mercado, de branqueamento e de burla qualificada contra direitos patrimoniais de pessoas singulares e coletivas.

Em causa nesta investigação, do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), “está um valor superior a onze mil e oitocentos milhões de euros”, em consequência dos crimes imputados, e prejuízos causados.

A PGR refere também que o processo principal BES/GES “agrega 242 inquéritos que foram sendo apensados, abrangendo queixas deduzidas por mais de 300 pessoas, singulares e coletivas, residentes em Portugal e no estrangeiro”.

Além de Ricardo Salgado são também arguidos neste processo Amílcar Morais Pires e Isabel Almeida, antigos administradores do BES, entre outros.

O ex-presidente do BES Ricardo Salgado foi acusado de 65 crimes, incluindo associação criminosa, corrupção ativa no setor privado, burla qualificada, branqueamento de capitais e fraude fiscal, no processo BES/GES.

Segundo a acusação, a que a agência Lusa teve acesso, Ricardo Salgado foi acusado de um crime de associação criminosa, em coautoria com outros 11 arguidos, incluindo os antigos administradores do BES Amílcar Pires e Isabel Almeida.

Está também acusado da autoria de 12 crimes de corrupção ativa no setor privado e de 29 crimes de burla qualificada, em coautoria com outros arguidos, entre os quais José Manuel Espírito Santo e Francisco Machado da Cruz.

O Ministério Público acusou ainda o ex-líder do BES de infidelidade, manipulação de mercado, sete crimes de branqueamento de capitais e oito de falsificação.

O inquérito do processo principal “Universo Espírito Santo” teve origem numa notícia de 03 de agosto de 2014 sobre a medida de resolução do BES e analisou um conjunto de alegadas perdas sofridas por clientes das unidades bancárias Espírito Santo.

Posteriormente, foi conhecida a resolução e liquidação de inúmeras entidades pertencentes ao então Grupo Espírito Santo (GES) no Luxemburgo, Suíça, Dubai e Panamá, a par do pedido de insolvência por parte de várias empresas do mesmo Grupo em Portugal.

O arguido e ex-presidente do BES Ricardo Salgado já confirmou ter sido notificado da acusação, dizendo que “não praticou qualquer crime” e que esta “falsifica a história do Banco Espírito Santo.

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Rússia anuncia testes clínicos em humanos de potencial vacina contra o novo coronavírus

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A Rússia anunciou hoje que está a fazer ensaios clínicos em humanos de uma potencial vacina para o novo coronavírus, que deverão estar concluídos no fim do mês.

Os testes, feitos pelo Ministério da Defesa e pelo centro de investigação em epidemiologia e microbiologia Nikolai Gamaleia, começaram em meados de junho num hospital militar de Moscovo com um grupo de voluntários militares e civis.

O primeiro grupo de 18 voluntários “concluiu a sua participação e já saiu do hospital”, depois de 28 dias, afirmou hoje o Ministério da Defesa russo em comunicado.

“A sua imunidade está boa, os anticorpos estão a formar-se e estão protegidos contra o coronavírus”, afirmou a médica Svetlana Voltchikhina, uma das responsáveis clínicas pelos ensaios.

O principal objetivo da sua participação foi verificar a segurança da vacina e a tolerância do organismo humano aos seus componentes.

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Durante os testes, as funções vitais dos voluntários estiveram “dentro dos limites normais”, sem nenhum dano colateral grave ou complicações, assegura a mesma fonte.

Um segundo grupo de 20 voluntários, que foi inoculado a 23 de junho, está em isolamento e sob vigilância médica no hospital.

A Rússia tem mais de 746 mil casos de infeção e já registou 11.770 mortos.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 578 mil mortos e infetou mais de 13,34 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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Em Portugal, morreram 1.668 pessoas das 47.051 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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