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Portugal na rota dos grandes lançamentos da literatura internacional

Grandes lançamentos internacionais assegurados em Portugal

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Foto: Museu de Arte Antiga / Divulgação

Os novos livros de Salman Rushdie, “Quichotte”, John le Carré, “Agent Running in the Field”, e Stephen King, “The institute”, são alguns dos lançamentos internacionais previstos para breve e que já têm publicação garantida em Portugal, revelaram as editoras.

Salman Rushdie pegou no clássico da literatura de Cervantes e criou um Don Quixote para a era moderna, a quem chamou Quichotte, nome que dá título ao livro, que será lançado no dia 03 de setembro.

Finalista do Prémio Booker deste ano, “Quichotte” já tem publicação garantida em Portugal, em 2020, pela editora D. Quixote, que detém os direitos de publicação das obras deste autor.

Neste livro, que homenageia uma obra imortal da literatura e, ao mesmo tempo, conta uma história moderna sobre a demanda pelo amor e pela família, Salman Rushdie criou a personagem Sam DuChamp, um escritor medíocre de thrillers de espionagem, que cria Quichotte, um vendedor obcecado pela televisão, que se apaixona por uma estrela televisiva.

Quichotte parte com o seu filho (imaginário) Sancho numa busca picaresca por toda a América para provar que merece a mão da sua amada, enfrentando os perigos tragicómicos de uma época em que tudo pode acontecer. Paralelamente, o seu criador, numa crise de meia idade, enfrenta desafios igualmente urgentes.

Assim como Cervantes escreveu “Don Quixote” para satirizar a cultura do seu tempo, Rushdie leva o leitor num passeio selvagem por um país à beira do colapso moral e espiritual.

Esta mesma editora revelou ainda que irá publicar no mês de outubro o mais recente livro de espionagem de John le Carré, “Agent Running in the Field”, com lançamento internacional previsto para o mesmo mês.

Com um enredo passado na Londres de 2018, “Agent Running in the Field” centra-se numa figura solitária de 26 anos que, numa tentativa desesperada de resistir à turbulência política que o rodeia, estabelece ligações que acabam por conduzi-lo a um caminho muito perigoso.

O novo livro do escritor norte-americano de terror e suspense Stephen King, “The Institute”, que está previsto sair já no próximo mês vai ser publicado em Portugal pela Betrand Editora no próximo ano, mas ainda sem data definida.

Trata-se de uma história de terror psicológico, que começa a meio da noite, quando numa casa de uma rua tranquila de Minneapolis, intrusos silenciosamente matam os pais de Luke Ellis e colocam-no dentro de uma carrinha preta. Luke acorda no Instituto, num quarto que se parece com o seu, mas sem janela.

Responsável pela publicação em Portugal de grande parte da obra de Margaret Atwood, a Bertrand afirma não saber ainda se vai ou não editar o “The Testaments”, sequela de “A História de uma serva” (romance distópico, no qual as mulheres eram obrigadas a obedecer a regras rígidas e de subjugação), com publicação internacional prevista para 10 de setembro.

“Não temos previsão por agora. O manuscrito de ‘The Testaments’ ainda não foi divulgado e normalmente são obras de tradução complexa”, explicou fonte da editora.

“The Testaments” é outro dos livros que figuram na lista de 13 autores com romances nomeados para o prémio literário Booker, anunciada em julho.

A história de “The Testaments” é narrada por três personagens femininas e passa-se 15 anos após a cena final de Offred, a protagonista do primeiro livro, o momento em que a porta da ‘van’ preta bate e a personagem está prestes a ser levada para um futuro incerto ou de liberdade, ou de mais tortura e prisão, ou até mesmo de morte.

Outra obra que figura nos finalistas do conceituado prémio literário britânico é “Frankisstein: Uma História de Amor”, da autoria da escritora inglesa Jeanette Winterson, que vai ser publicado em Portugal no final de outubro pela Elsinore, com tradução de Joana Neves.

Tendo por base um cenário que mostra como o Homem poderá estar perto de ser ultrapassado pela máquina, Jeanette Winterson escreveu um livro “divertido e delirante, ousado e visionário”, que é “uma história de amor sobre a própria vida”, descreve a editora.

Em pleno ‘Brexit’, uma jovem médica transgénero apaixona-se por um conceituado professor que lidera o debate sobre a Inteligência Artificial; um divorciado está prestes a fazer fortuna com uma nova geração de bonecas sexuais para homens solitários; no Arizona, um armazém criogénico alberga dúzias de corpos de homens e mulheres física e legalmente mortos, à espera de regressar à vida. Episódios que se passam em 1816, quando a jovem Mary Shelley escreve uma história sobre a criação de uma forma de vida não biológica.

Ainda no plano das possibilidades editoriais estão o novo romance da escritora turca Elif Shafak, “10 Minutes 38 Seconds in This Strange World”, publicado em maio, e “The Man Who Saw Everything”, da britânica Deborah Levy, publicado em agosto, ambos igualmente finalistas do Prémio Booker.

A Quetzal, que editou o último livro da autora turca, “Três filhas de Eva”, afirma que “é provável que o livro venha ser feito”, mas, pelo menos para já, “ainda não está previsto” no plano editorial.

Nesta obra, que lança um olhar sobre as vítimas de violência sexual, o leitor mergulha na mente da trabalhadora sexual “Tequila Leila”, que está a morrer num contentor de lixo nos arredores de Istambul.

À medida que o seu cérebro começa a fechar-se, Leila, assumindo os papéis de contista digressiva e de sua própria biógrafa, volta atrás no tempo para traçar a história da pequena rapariga das províncias que acaba como uma história de crime de duas colunas nos jornais da cidade.

A Relógio d’Água diz também ser “provável” que venha a editar “The Man Who Saw Everything”, de Deborah Levy, uma vez que recentemente publicou os seus dois ensaios — “O custo de vida” e “Coisas que não quero saber” -, mas ainda está “em fase de negociação de direitos”.

O novo romance de Deborah Levy – o seu sétimo e terceiro consecutivo a ser nomeado para o prémio Booker – desmascara e enfrenta a negação da culpa individual, examinando o que se vê e o que se deixa de ver, o grave crime da negligência, o peso da história, e as tentativas desastrosas de ignorar o que se passa.

O “homem” do título é Saul Adler, um historiador, o “Tudo” é a sua vida e a de todos: os seus amores e deceções, uma história da Europa do século XX.

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PS ‘recua’ e reduz vantagem sobre PSD nas eleições legislativas

Eleições Legislativas 2019 (sondagem)

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Foto: DR / Arquivo

O PS vence as eleições legislativas de 6 de outubro mas vê diminuir a vantagem sobre o PSD, que se situa agora nos 15,9 pontos percentuais, de acordo com uma sondagem da Pitagórica para a TSF e para o JN divulgada esta segunda-feira.

No estudo, os socialistas alcançam 39,2% das intenções de voto, recuando 4,4 pontos percentuais (p.p.)relativamente à sondagem sobre as legislativas realizada pela Pitagórica no mês anterior.

O PSD obtém 23,3%, recuperando 2,9 pontos percentuais (p.p.) relativamente ao estudo de agosto, ficando agora a 15,9 p.p do PS.

O Bloco de Esquerda continua com 10% de intenções de voto, a mesma percentagem que tinha em agosto, embora veja a distância para a CDU recuar.

A CDU sobe um p.p. relativamente a agosto e obtém 7,7% das intenções de voto, o melhor resultado desde abril nas sondagens da Pitagórica.

Também a recuperar está o CDS-PP, que obtém agora 5,6% das intenções de voto, mais sete décimas do que no mês anterior.

O PAN permanece nos 3,2%, a Aliança estabilizou em 1,5% e o Livre consegue 0,9%, mais três décimas do que na sondagem de agosto.

O trabalho de campo da sondagem da Pitagórica para a TSF e o JN decorreu entre os dias 9 e 12 de setembro, através de 605 entrevistas telefónicas a que corresponde uma margem de erro máxima de 4,07% para um nível de confiança de 95,5%.

De acordo com a ficha técnica divulgada, a amostra foi recolhida de forma aleatória junto de eleitores portugueses recenseados e foi estratificada por género, idade e região, com uma taxa de resposta de 64,02%.

Nas três sondagens realizadas na semana passada (Intercampus, Aximage e ICS-ISCTE), apenas numa o PS atingia a maioria absoluta e em todas o PSD fica abaixo dos 25%.

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Partidos prometem campanha eleitoral mais sustentável com menos plástico e jantares

Eleições Legislativas 2019

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Foto: DR / Arquivo

A sustentabilidade e a proteção do ambiente estão entre as preocupações dos partidos políticos que concorrem às eleições legislativas, com algumas direções a comprometerem-se em diminuir a pegada ecológica e reduzir no plástico, numa campanha com menos jantares.

O PS prevê levar a cabo uma campanha mais sustentável e amiga do ambiente, priorizando deslocações em veículos híbridos e elétricos ou, no caso de deslocações locais, em bicicleta.

As redes sociais terão um papel importante na divulgação do programa eleitoral, a água será disponibilizada apenas em recipientes de vidro, e os brindes que habitualmente são entregues nos contactos com a população serão reformulados para eliminar o plástico.

Apesar de estar marcada para hoje a apresentação do plano da campanha para estas legislativas, o partido já deu indicação de que se mantêm os comícios, mas sem a componente de jantar.

Também as arruadas serão diminuídas, mantendo-se apenas as mais tradicionais, como a descida do Chiado, em Lisboa, e o percurso na rua de Santa Catarina, no Porto.

O PSD promete reduzir “drasticamente” os tradicionais jantares-comício nesta campanha, apostando, em alternativa, em mais momentos de “conversa” e “troca de ideias” com os eleitores.

Em entrevista à agência Lusa na semana passada, o presidente do partido, Rui Rio, admitiu que os jantares-comício têm algum interesse “em termos de mobilização”, como “festa”, mas apontou que a prioridade da campanha será outra.

“Vai haver momentos de certeza para mostrar força e mostrar as pessoas, mas vão predominar mais os momentos em que é possível conversar com as pessoas e trocar ideias. O que posso garantir, relativamente aos jantares-comício e comícios, é que não é totalmente eliminado, mas é drasticamente cortado”, afirmou.

O PAN comprometeu-se com uma “campanha de baixo carbono”, na qual está previsto os candidatos deslocarem-se de transportes públicos e num carro híbrido.

O porta-voz do partido, André Silva, disse também que não será aumentada a rede de cartazes nas ruas, e não serão produzidos “quaisquer tipo de brindes”. Os candidatos vão distribuir panfletos, mas feitos de papel reciclado e tintas ecológicas, e as refeições não vão incluir “nenhum produto de origem animal”.

No CDS, o modelo de campanha eleitoral não vai afastar-se muito do adotado, por exemplo, nas europeias de maio, embora os responsáveis pela volta nacional da presidente do partido, Assunção Cristas, prevejam um certo abrandamento de ritmo das iniciativas.

Segundo o diretor da volta nacional, João Gonçalves Pereira, haverá “duas ou três ações por dia”, numa campanha que, na prática, já está na rua – Cristas tem feito centenas de quilómetros nas últimas semanas – e que levará a caravana centrista de Faro a Bragança, embora com uma aposta mais forte no norte e no centro do país.

Jantares-comício haverá alguns (o número não foi ainda fechado), estando previsto o de encerramento a norte, no Porto, na noite de quinta-feira, 03 de outubro. O último dia, sexta-feira, como é tradicional, o CDS encerra a campanha na capital, com uma descida do Chiado, em Lisboa, ao fim da tarde.

A única coligação que se apresenta a estas eleições, a CDU, diz que vai manter os tradicionais elementos que compõem uma campanha eleitoral, como as arruadas, comícios, almoços e jantares com militantes.

Apesar de admitir, em entrevista à agência Lusa, que, hoje em dia, “com a evolução tecnológica, há meios e formas espantosas de realizar campanhas eleitorais”, o secretário-geral do PCP defendeu que “a política tem de ser direcionada para as pessoas” e “tem de se chegar às pessoas”.

Por isso, assinalou, “é preciso continuar sempre ligado aos trabalhadores e ao povo”, algo do qual a CDU não abdica.

Também os comunistas têm vindo a adotar práticas mais ecológicas, como a exclusão do plástico descartável na última Festa do Avante!.

Já o BE vai privilegiar as redes sociais para divulgar as iniciativas e as medidas do programa eleitoral durante a campanha que arranca oficialmente no dia próximo dia 22. Para tal, a caravana integrará uma equipa de redes sociais e vídeo.

Ainda assim, os bloquistas vão manter as arruadas, comícios, jantares ou visitas a feiras e mercados, sendo um dos principais objetivos do partido privilegiar o contacto direto com a população.

Em termos ambientais, fonte oficial do partido refere que “90% da propaganda escrita será em papel reciclado ou de jornal”, que as telas serão “impressas em tecido, substituindo o plástico, como já tinha sucedido em campanhas anteriores” e que o plástico de uso único ficará também banido de almoços, jantares ou reuniões.

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Partido da Terra acusa partidos de serem eco-oportunistas

Eleições Legislativas 2019

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Foto: Twitter

O presidente do Partido da Terra (MPT) afirma-se como o único interlocutor para as questões climáticas em Portugal e acusa os outros partidos de abordarem o tema de forma oportunista e a pensar nos votos.

Em entrevista à agência Lusa no âmbito das legislativas de 06 de outubro, José Inácio Faria recorda que o MPT tem uma história de defesa do ambiente que conta já com 26 anos.

“Não somos ‘eco-friendly’ nem eco-oportunistas, como alguns serão”, disse, sublinhando que o partido “desde sempre teve o pilar da ecologia e humanismo muito vincados na atividade política local, nacional e internacional”.

A recuperar de uma crise interna que recentemente terminou quando o Tribunal Constitucional reconheceu José Inácio Faria como presidente da Comissão Nacional, o Partido da Terra concorre às eleições legislativas de 06 de outubro e, caso consiga assento parlamentar, já tem as prioridades definidas.

“[Se fosse eleito] passava à ação, não só dentro da Assembleia da República. Um mal que este país tem é que os assuntos são debatidos única e exclusivamente dentro da Assembleia da República, mas sem uma relação com a realidade fora” do parlamento, sustenta.

Com assento parlamentar, o MPT começará por “saber ao certo o que se passa, por exemplo, com o Observatório Nacional contra a Desertificação, criado em 1999”.

“Está parado? porquê? O plano nacional de combate nacional contra a desertificação não se entende. O Tribunal de Contas já veio chamar a atenção de que não há qualquer trabalho que possa ser medido por parte do observatório seja pelas autoridades responsáveis pelo plano de ação nacional”, disse.

Segundo José Inácio Faria, a desertificação “afasta as populações, porque o interior deixa de ter capacidade de sustentabilidade da vida, mas não se fala nisso”.

“Em quatro anos de legislatura falou-se uma ou duas vezes, alguns partidos, sobre a desertificação. O assunto é falado, é discutido e posto de lado”, refere.

E avança: “Gostaria que os partidos que defendem o combate às alterações climáticas dissessem o que sabem sobre o cultivo intensivo do olival no Alentejo, as barragens, o excesso de utilização de água. Não conhecem. Falam sentados nas poltronas do Parlamento, mas depois não têm ligação com as localidades locais”.

“Onde estavam os partidos com assento parlamentar – que têm uma disposição que os outros partidos não têm, porque têm os apoios que os outros partidos não têm – nas grandes ações de alterações climáticas pelo mundo inteiro e em Portugal também: Almaraz, Retortillo [extração de urânio], Peneda-Gerês, a exploração de lítio que se pretende fazer, a exploração de petróleo ‘offshore’. Falam agora, a dois anos das eleições, sobre as questões das alterações climáticas”, questiona.

Por isso, considera que “o ambiente não é só as alterações climáticas”, embora o chavão do clima se tenha tornado “moda”.

José Inácio Faria garante que anda pelo terreno e que o partido é isso que faz desde que foi criado, em 1993, pelo arquiteto Gonçalo Ribeiro Teles, presidente honorário do MPT.

Este partido, prossegue, “desde sempre teve o pilar da ecologia e humanismo muito vincados na atividade política, local, nacional e internacional”.

Reconhece uma natural evolução: “Talvez o primórdio do humanismo tenha sido aperfeiçoado”, mas “o pilar que mais tem sustentado a atividade política do partido tem sido a ecologia e o humanismo”.

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