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Portugal coloca dívida a juros em mínimos de sempre

Segundo a IGCP

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Foto: DR / Arquivo

Portugal colocou hoje 1.000 milhões de euros, montante abaixo do máximo anunciado, em Obrigações do Tesouro (OT) a 10 e 15 anos, com juros a caírem de novo para mínimos de sempre nos dois prazos, foi anunciado.

Segundo a página do IGCP, agência que gere a dívida pública, na agência Bloomberg, foram colocados 600 milhões de euros em OT com maturidade em 15 de junho de 2029 (cerca de 10 anos) à taxa de juro de 0,264%, um novo mínimo de sempre, abaixo da registada em 10 de julho, de 0,510%, anterior mínimo histórico.

A procura das OT a 10 anos cifrou-se em 1.263 milhões de euros, 2,1 vezes o montante colocado.

No último leilão comparável de OT a 10 anos, em 10 de julho, Portugal colocou 753 milhões de euros em OT com maturidade em 15 de junho de 2029 (cerca de 10 anos) à taxa de juro de 0,510%, um novo mínimo de sempre, abaixo da registada em 12 de junho, 0,639%, anterior mínimo histórico, tendo a procura atingido 1.188 milhões de euros, 1,58 vezes o montante colocado.

Em OT com maturidade em 18 de abril de 2034 (cerca de 15 anos) hoje foram colocados 400 milhões de euros à taxa de juro de 0,676%, também abaixo da verificada no anterior leilão comparável de 12 de junho, de 1,052%, tendo a procura atingido 919 milhões de euros, 2,3 vezes o montante colocado.

No mais recente leilão comparável de OT a 15 anos, em 12 de junho foram colocados 625 milhões de euros de títulos de dívida com maturidade em 18 de abril de 2034 (cerca de 15 anos) à taxa de juro de 1,052%, abaixo da do anterior leilão comparável de 08 de maio, em que foram colocados 450 milhões de euros à taxa de juro de 1,563%. Neste leilão de OT a 15 anos, a procura ultrapassou em 1,63 vezes a oferta.

O IGCP, agência que gere a dívida pública, tinha anunciado para hoje a realização de dois leilões de OT com maturidades em 15 de junho de 2029 (cerca de 10 anos) e em 18 de abril de 2034 (cerca de 15 anos) num montante indicativo global entre 1.000 e 1.250 milhões de euros.

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Ventura aceita demissão de conselheiro com e avisa que o Chega não deixa luta “contra o sistema”

Conselheiro nacional supostamente ligado a movimentos de extrema-direita

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Foto: DR

O presidente do Chega, André Ventura, confirmou, esta sexta-feira, que a direção aceitou a demissão do líder do núcleo de Mafra e conselheiro nacional Tiago Monteiro, e ressalva que o partido não deixará a luta “contra o sistema”.

“Recebi hoje, e aceitei, o pedido de demissão do conselheiro Tiago Monteiro”, indicou o deputado numa nota enviada à agência Lusa, na qual recorda que o dirigente “teve sempre enorme entrega e lealdade para com o partido”.

O conselheiro nacional do Chega Tiago Monteiro, líder do núcleo de Mafra, renunciou, esta sexta-feira, aos cargos que desempenhava, um dia depois de ter sido noticiado que pertenceu a um movimento extremista, disse à Lusa fonte do partido.

Numa investigação publicada esta semana, a revista Sábado refere que Tiago Monteiro teve ligações à Nova Ordem Social (NOS), movimento liderado por Mário Machado e entretanto suspenso, tendo inclusivamente estado à frente do núcleo de Sintra daquela organização.

A mesma fonte adiantou que a renúncia de Tiago Monteiro está relacionada com as declarações que o presidente do partido proferiu na quinta-feira, em conferência de imprensa.

André Ventura salienta que “o partido não se afastará, no entanto, da linha ideológica definida de luta incessante contra o sistema instalado”.

Falando aos jornalistas no parlamento, no dia em que foi publicada a investigação, Ventura adiantou que não iria tolerar nem admitir “qualquer presença em órgãos dirigentes de militantes que estejam ou tenham estado ligados, quer a atos violentos, quer a atos subversivos, ligados a movimentos extremistas, movimentos violentos ou movimentos racistas”.

O presidente do Chega assinalou, na altura, que exigiu “a todos os que foram envolvidos” na investigação “que fizessem um desmentido imediato de qualquer ligação atual ou passada a movimentos como o NOS, ou outros”.

Aos dirigentes que tenham estado ligados a organizações deste género, André Ventura comprometeu-se a retirar a confiança política.

Fonte do partido disse que o líder da concelhia de Mafra, que exercia aquela responsabilidade de forma provisória até haver eleições naquele órgão, não fez esse desmentido.

Contacto pela Lusa, o dirigente recusou-se a prestar declarações, não querendo sequer confirmar a renúncia aos cargos que desempenhava no Chega.

A revista Sábado dá conta de que existem mais responsáveis do Chega que já tiveram ligações ao NOS ou a outras organizações deste género, como é o caso do presidente da Mesa da Convenção Nacional, Luís Filipe Graça.

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Mais 111 milhões para obras nas escolas com prioridade para remoção do amianto

Orçamento do Estado 2020

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Foto: Arquivo

O ministro da Educação anunciou no parlamento uma verba adicional de 111 milhões de euros para obras nas escolas, com prioridade para os estabelecimentos com estruturas com amianto.

“Conseguimos agora alocar 111 milhões de euros adicionais, em sede de reprogramação, para várias dezenas de novas intervenções nas escolas públicas de norte a sul do país”, anunciou Tiago Brandão Rodrigues, durante a audição conjunta das comissões de Orçamento e Finanças e de Educação, Ciência e Juventude, para debater a proposta de Orçamento do Estado para 2020 (OE2020).

O ministro apontou que, nos últimos quatro anos, o seu Ministério juntamente com mais de uma centena de autarquias conseguiram realizar 700 obras avaliadas em mais de 700 milhões de euros.

Nestas obras de requalificação, a prioridade será dada à remoção de amianto levando a cabo um trabalho já iniciado no anterior mandato e que Tiago Brandão Rodrigues promete agora continuar.

As verbas para estas obras estão inscritas no OE2020 “como prioridade do Fundo de Reabilitação e Conservação Patrimonial”.

O ministro garantiu que será dada uma “sequência ainda mais intensa ao trabalho já desenvolvido desde 2016 em mais de duas centenas de escolas, logrando remover o dobro dos materiais com amianto retirados no quadriénio anterior, entre 2011 e 2015”.

Tiago Brandão Rodrigues prometeu ainda iniciar este ano “a concretização no terreno de um verdadeiro plano de valorização e rejuvenescimento da carreira docente”.

Sobre esta matéria, o ministro explicou que a ideia passa por fazer um diagnóstico das necessidades de docentes e uma melhoria da “sua formação inicial e contínua”.

Quanto às novidades na área do Desporto, Tiago Brandão Rodrigues defendeu que 2020 será “um ano de celebração olímpica a paralímpico”, estando previsto “um notável investimento acumulado de 25 milhões de euros naqueles que envergam a nossa camisola”.

O Programa de Reabilitação de Infraestruturas Desportivas tem previsto no OE2020 uma verba de 2,5 milhões de euros, ou seja, “duas vezes e meia a mais do que em 2017”, quando o programa foi lançado, disse o ministro.

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PSP proibe gozo de férias, folgas e créditos aos polícias em dia de protestos

Direção baseia decisão na “necessidade de assegurar um policiamento ajustado”

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Foto: Twitter / Arquivo

Vários comandos da PSP estão a proibir todo o efetivo policial de gozo de férias, folgas e créditos horários para a próxima terça-feira, dia em que os polícias têm marcado vários protestos.

Numa ordem de serviço, a que agência Lusa teve acesso e datada de 16 de janeiro, a PSP justifica “a impossibilidade do gozo de férias, folgas e créditos horários” com a comparência de “um número significativo de manifestantes” nas várias ações de protestos das forças de segurança e com a “necessidade de assegurar um policiamento ajustado”.

A Polícia de Segurança Pública considera também que “o dispositivo de segurança a implementar no policiamento aos protestos não deverão condicionar o cumprimento das demais missões”, nomeadamente ao nível da “garantia da segurança, ordem e tranquilidade públicas e resposta a solicitações”.

Na ordem de serviço, a PSP determina “a impossibilidade” de gozo de créditos horários e de faltas por conta do período de férias por parte do todo o efetivo, bem como o gozo de férias aos elementos das Equipas de Intervenção Rápidas e Equipas de Prevenção e Reação Imediata.

Fonte policial disse à Lusa que esta ordem serviço foi distribuída pelos efetivos dos comandos de Lisboa, Porto, Braga, Faro e Setúbal.

Sete sindicatos da PSP e a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) vão realizar, na próxima terça-feira, concentrações em frente ao estádio de Braga, onde vai decorrer a “Final Four” da Taça da Liga em futebol, em frente do Ministério das Finanças, em Lisboa, e em Faro.

Nesse mesmo dia, o Movimento Zero, um movimento social inorgânico criado em maio de 2019 por elementos da PSP e da GNR e bastante visível na manifestação de novembro, vai realizar concentrações em todos os aeroportos portugueses, que se vão estender por vários dias.

Entre as reivindicações da classe policial e militar da GNR estão o pagamento do subsídio de risco, a atualização salarial e dos suplementos remuneratórios, o aumento do efetivo e mais e melhor equipamento de proteção pessoal.

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