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Viana do Castelo

Politécnico de Viana promove jornadas de organização e gestão

Escola Superior de Ciências Empresarias

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Foto: Divulgação / IPVC

A Escola Superior de Ciências Empresariais do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) promoveu, no passado dia 10 de dezembro, a terceira edição das Jornadas de Organização e Gestão do Minho, organizadas pela coordenação de curso e pelos alunos da licenciatura em Organização e Gestão Empresariais.


“Discutir e refletir sobre temáticas atuais e impactantes tanto para a comunidade escolar como para o tecido empresarial” foi o objetivo da iniciativa que trouxe a debate questões como: “A perspetiva económica 2020/2023” e a “Perspetiva da gestão de pessoas nas organizações”.

A professora catedrática Aurora Teixeira, da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, abordou o tema “A evolução económica para o período 2020/2023”, e falou dos desequilíbrios macroeconómicos ao longo das últimas décadas.

Relativamente às perspetivas internacionais para 2020-23 “alertou para a desaceleração do crescimento económico a nível mundial, assumindo a Ásia como o “maior” motor da economia mundial”, não esquecendo na intervenção” a desintegração das economias e instituições multilaterais mais fracas com uma integração económica mais regionalizada implicando um ambiente mais complexo para as empresas”.

Para a Europa Ocidental a docente falou dos baixos custos de financiamento para os governos e empresas, alertando que “o aumento das taxas de juro levará a uma diminuição do investimento e do crescimento económico”.

Para Portugal, considera Aurora Teixeira que se “prevê uma desaceleração da taxa de crescimento do PIB real, o abrandamento do emprego e a deterioração da balança de bens e serviços”.

Referiu ainda que “o impacto do Brexit na economia portuguesa se refletirá na diminuição do investimento direto estrangeiro, das remessas de emigrantes e das exportações para o Reino Unido”, concluindo que “o consumo e investimento privados serão os motores do crescimento económico”.

O professor Leonardo Costa da Universidade Católica Portuguesa, trouxe a debate a “A evolução económica para o período 2020/2023: A crise ainda não passou!”, analisando a crise financeira de 2008 na UE e em Portugal, as transferências entre os Estados Membros da UE, a evolução registada em Portugal de 2008 a 2021 e o que se avizinha nos próximos anos, referindo que o aumento da dívida pública em todos os países será uma realidade.

Demonstrando que antes da crise 2008 existiam países deficitários e outros excedentários na balança corrente, Leonardo Costa, assume que “as taxas de desemprego não têm sido tão elevadas devido à contínua emigração”.

Assume ainda que “as PME são quem domina o tecido produtivo português e que estas têm problemas de financiamento destacando “a baixa qualificação dos recursos humanos (trabalhadores e empresários)” que ainda é um problema em Portugal. Assumiu ainda que o sistema financeiro não está bem e alertou para o facto dos fundos de coesão da UE poderem ser reduzidos e para as consequências que daí podem advir.

Filipe Garcia CEO da IMF, S.A., falou do futuro: “O que nos dizem os mercados sobre o ciclo económico futuro”, considerando que os contextos se alteram muito rapidamente, mas com base nos leading indicatores da OCDE, garantiu que “não existem indicadores económicos que consigam suportar com garantia de que no período 2020-2023 existirá uma crise”.

O CEO disse ainda que “apesar de ser evidente o processo de desaceleração económica, já se começam a obter indicadores positivos, nomeadamente na China”, reforçando o facto que “uma desaceleração económica significa que a economia terá um crescimento positivo, mas inferior face a períodos anteriores, não sendo sinónimo de uma crise económica”.

Olhando para o Purchasing Managers’ Index (PMI) admite que” a situação tem vindo a melhorar ainda que gradualmente. Portanto, não existem dados macro que suportem essa situação. Considera ainda que se a economia mundial estiver a crescer, Portugal também irá crescer, não se prevendo nenhuma contração económica para 2020”.

No entanto, o CEO deixa a ressalva de que “existem algumas perspetivas que podem eventualmente derivar em algumas nuvens negras sobre o cenário económico e que se possa extrapolar no sentido de dizer que existe uma probabilidade de, mas com total segurança não se pode afirmar que seja previsível uma crise”.

A Felicidade, o Tempo e o Mindfulness nas empresas

Enquanto no período da manhã os trabalhos estiveram centrados na perspetiva económica a parte da tarde centrou-se na gestão de pessoas nas organizações. Adelino Cunha, CEO da SOLFUT, Lda – I HAVE THE POWER, considerou que a “felicidade pessoal está em nós (não nas coisas, não nos outros)” sendo importante perceber que a “felicidade depende da nossa atitude e da nossa decisão”.

“A felicidade não é um estado que dura sempre; a infelicidade também não. Então, temos de saber aproveitá-los e perceber que apenas dependem de nós! Quanta mais felicidade as empresas conseguirem promover nas suas pessoas, mais elas querem lá ficar, porque todos nós só queremos estar nos locais onde nos sentimos bem e com pessoas de que gostamos! Daí a importância de promover a felicidade para reter talentos!”

Já Paulo Santos, responsável de Formação e Recrutamento do banco Best, evidenciou a importância do Tempo como elemento mais escasso e valioso da Terra. A importância de uma correta perceção sobre a Compreensão, o Valor, os Mitos e os Ladrões do Tempo para uma eficaz Gestão do Tempo, quer a nível organizacional/empresarial, quer a nível pessoal foi igualmente focada assim como a procrastinação e as técnicas que podem ser utilizadas para a evitar.

Por fim, apresentou a relação, muitas vezes direta, entre a existência de Conflitos numa organização com uma má Gestão de Tempo e com más práticas de delegação.

“Num mundo em constante mudança, em que as pressões e as solicitações se multiplicam diariamente, de que ferramentas dispomos para nos tornarmos presentes, focados, criativos, resilientes?” foi a questão trazida pela consultora em Mindfulness, Florbela Silva, fundadora do Estúdio da Alma que com algumas técnicas e reflexões deixou a garantia que esta é uma abordagem cada vez mais presente no mundo das organizações.

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Viana do Castelo

DIAP de Viana apreende 182 armas vendidas online e identifica 24 pessoas

Crime

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Foto: Divulgação / PSP

A Polícia de Segurança Pública (PSP) anunciou hoje que 24 pessoas foram constituídas arguidas por detenção de arma proibida e 182 armas vendidas online foram apreendidas, numa operação que decorreu entre 24 e de julho e 07 de agosto.

A operação, realizada pelo departamento de Armas e Explosivos (DAE) da Direção Nacional da PSP, visou a recolha da prova material para desenvolvimento de um processo-crime relacionado com a venda ilegal de armas proibidas através da internet.

Em comunicado a PSP explica que a operação intitulada “Sharp Knife II”, sediada no DIAP de Viana do Castelo, resultou da proatividade e monitorização permanente da PSP sobre a venda ilícita de armas através de meios eletrónicos, entre as quais armas de fogo, armas brancas, bóxeres (vulgo soqueiras), bastões extensíveis e aerossóis de defesa e culminou 24 meses de investigação com a execução de 49 mandados de busca e apreensão, sendo 35 domiciliários e 14 não domiciliários, nos distritos de Aveiro, Braga, Bragança, Faro, Leiria, Lisboa, Porto, Setúbal, Viana do Castelo e Vila Real.

Com base nas diligências realizadas, foram constituídas arguidas e sujeitas a termo de identidade e residência 24 pessoas, indiciadas pelo crime de detenção de arma proibida.

No início desta investigação, em 2018, a PSP já tinha procedido à apreensão de 137 armas de diversos tipos (armas brancas, bóxeres, bastões extensíveis, aerossóis de defesa, entre outras), resultando na detenção de uma pessoa em flagrante delito.

Até ao momento, a PSP totaliza 182 armas apreendidas no âmbito desta investigação.

Na nota de imprensa a Polícia de Segurança Pública alerta todos os cidadãos para que tenham atenção às compras que realizam através da internet, explicando que nem tudo o que é anunciado através de sites, maioritariamente internacionais, é passível de ser legalizado ou permitido em Portugal, sugerindo que me caso de dúvida seja feito contacto com a PSP.

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Viana do Castelo

Segundo navio oceânico ‘made in Viana’ já navega no Atlântico

MS World Voyager

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Foto: Mário Ferreira

O segundo navio oceânico de fabrico inteiramente português – MS World Voyager – já zarpou dos estaleiros da West Sea (subconcessionária dos extintos Estaleiros Navais de Viana do Castelo) e realiza os primeiros testes de navegação que vão ocorrer ao longo de quatro dias, anunciou hoje Mário Ferreira, dono da empresa Douro Azul.

“Saiu hoje muito cedo e com nevoeiro dos estaleiros de Viana o nosso segundo navio oceânico de expedições”, escreveu o empresário, recordando que outros quatro navios também vão ser construídos para o mesmo efeito.

Foto: Facebook de Mário Ferreira

Mário Ferreira salienta o “orgulho” partilhado por todos de ver “este belo e elegante navios a navegar”, deixando um voto de louvor aos funcionários envolvidos na construção por lidarem com a “dificuldade acrescida” face à covid-19.

De acordo com as especificidades do navio, consultadas por O MINHO, o mesmo teve um custo de cerca de 70 milhões de euros, valor aproximado da primeira versão deste navio oceânico, que já zarpou em agosto de 2019 para águas geladas do Norte da Europa.

Este novo navio, à semelhança do Explorer, está preparado para expedições no gelo, atingindo velocidades de 18 milhas horárias (30 quilómetros horários) com uma extensão de 126 metros de largura e uma boca náutica de 19 metros.

Construção do MS World Voyager. Foto: Mário Ferreira

Várias viagens foram vendidas até final de 2020

O MINHO consultou o promotor destas viagens, a Nicko-Cruises, confirmando as afirmações de Mário Ferreira, de que vários bilhetes já foram vendidos e outros tantos se encontram disponíveis para venda.

Por exemplo: entre 24 de outubro e 02 de novembro de 2020, com bilhetes a partir dos 2.399 euros, poderá fazer uma viagem no novo navio pelo Mar Mediterrâneo, passando por Valeta, Ilhas Lipari, Amalfi, Córsega, Maiorca, Valência, Málaga e Lisboa.

Os bilhetes podem variar de preço por entre os 200 lugares disponíveis em oito conveses (deques), três deles com 86 cabines.

6.699 euros (por pessoa) é o preço de bilhete mais caro, comportando a estadia numa suite situada no sexto convés.

Terceiro navio ganha forma

Entretanto, o terceiro navio – MS World Discover – ganha forma nos estaleiros, devendo ficar concluído no ano de 2021.

Em maio deste ano, o empresário aproveitou as redes sociais para rebater críticas da ex-eurodeputada e possível presidenciável Ana Gomes, sublinhando que “trabalhar desde cedo em Viana” é uma das formas do próprio ganhar a vida: “gosto do que faço e sou feliz”.

Depois do leque destes três navios (a incluir o MS World Explorer, que já navega desde 2019), os estaleiros de Viana vão construir outros quatros navios oceânicos de expedição no gelo para a Mystic Cruises, grupo do conhecido empresário, num “valor total estimado de 286,7 milhões de euros”.

World Traveler (2022), World Adventurer (2023) e o World Seeker (2024) são três desses quatro navios que já têm data de construção e nome confirmado, conforme noticiou O MINHO, em exclusivo, a 27 de dezembro de 2019.

A Martifer, empresa que constrói os navios, indica que, até 2024, a Mystic Cruises totalizará uma “frota de sete navios desta gama que se revelam como verdadeiros embaixadores de Portugal, levando aos quatro cantos do mundo um enorme conjunto de marcas portuguesas que integram a sua construção”.

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Viana do Castelo

Viana: DJ’s ‘passam’ música a bordo do Gil Eannes com transmissão para 16 países

DJs Mayze X Faria

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Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

O navio-museu Gil Eannes recebeu um projeto da dupla de DJs Mayze X Faria que será transmitido, na sexta-feira, através de 38 páginas nas redes sociais para 16 países, informou hoje a Câmara de Viana do Castelo.

Em causa, segundo um comunicado da autarquia, está um projeto de vídeo X Places, que “tem como objetivo unir natureza e música, dando a conhecer lugares de excelência espalhados um pouco por todo o país”.

A transmissão da sessão da dupla composta por John Mayze e Miguel Faria,gravada a bordo do navio-museu, ancorado há 22 anos na doca comercial de Viana do Castelo, acontece na sexta-feira, pelas 19h30.

O evento, gravado a bordo do navio Gil Eannes, será transmitido por mais de páginas de música, rádios e temáticas variadas.

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