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Plano costeiro Caminha-Espinho com 355 participações em consulta pública

Na proposta da APA determina-se a demolição de 34 edifícios.

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Foto: DR

O novo Plano da Orla Costeira Caminha-Espinho, que prevê a demolição de 34 edifícios e centenas de habitações, recebeu 355 participações no âmbito da consulta pública, revelou hoje à Lusa o Ministério do Ambiente.

“No âmbito do período de participação pública sobre a proposta do Programa da Orla Costeira Caminha-Espinho [POC-CE] foram recebidas 355 participações”, indicou a tutela numa resposta enviada à Lusa.

De acordo com o Ministério, “o procedimento está em fase de análise e ponderação das participações recebidas, nos termos do previsto no regime jurídico dos instrumentos de gestão territorial”.

Questionada sobre quais e quantas entidades/autarquias submeteram propostas no âmbito da consulta pública, a tutela disse apenas que “neste momento ainda não é possível quantificar o tipo de entidades envolvidas”, bem como não é possível adiantar um prazo para conclusão do processo de análise ou de apresentação da proposta final do novo POC-CE.

O documento, que esteve em consulta pública até 14 de dezembro, levou o ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, a reunir em novembro com sete autarcas da região Norte – Caminha, Viana do Castelo, Esposende, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Porto e Espinho.
Até à reunião, só Matosinhos e Vila Nova de Gaia não pediram uma audiência urgente a Matos Fernandes para expor a suas preocupações sobre a proposta da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

No final dessa reunião, que aconteceu a 07 de novembro, Matos Fernandes desvalorizava a polémica em torno do novo POC-CE, sublinhando que era “normal que os autarcas” viessem “a público dizer o pensam”.

O ministro do Ambiente garantia ainda que o Ministério ia apresentar uma proposta no sentido de rever a proibição de construção em zonas urbanas consolidadas prevista no novo Plano da Orla Costeira entre Caminha e Espinho, que era uma das principais preocupações dos autarcas.

O novo POC-CE teve o parecer favorável condicionado de sete autarquias e várias instituições públicas e desfavorável das câmaras do Porto e de Espinho.

Na proposta da APA determina-se a demolição de 34 edifícios, incluindo o Edifício Transparente, no Porto, que custou 7,5 milhões de euros, bem como centenas de casas de 14 núcleos habitacionais e vários restaurantes.

O plano limita, e em muitas zonas até proíbe, a construção de habitações frente ao mar e preconiza o recuo planeado de 14 aglomerados, dos quais 12 em “áreas críticas” expostas a fenómenos extremos e ao risco de erosão e de inundações.

Em causa está a retirada progressiva de edifícios em risco ou ilegais em cima das dunas nas praias da Amorosa, Pedra Alta (Viana do Castelo), Pedrinhas, Cedovém, Suave Mar, Ofir Sul (Esposende), Aver-o-Mar (Póvoa de Varzim) Congreira, Mindelo, Pucinho (Vila do Conde), Marreco (Matosinhos), Madalena, Valadares (Gaia) e Paramos (Espinho).

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Caminha

Companhia de Caminha estreia peça com marionetas em plástico recolhido na praia

Krisálida tem chamado à atenção para os problemas associados ao plástico

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Foto: Facebook de Krisálida

A companhia de teatro Krisálida, em Caminha, vai estrear, na quinta-feira, Dia Mundial da Marioneta, a peça “Plastikus”, sobre poluição marítima e com adereços, cenário e marionetas feitos de plásticos recuperados nas praias da região.

O espetáculo, que sobe ao palco do Teatro Valadares, em Caminha, às 21:30 tem encenação de Clara Ribeiro, da companhia de Teatro de Marionetas de Mandrágora.

“Uma das principais motivações da Krisálida é efetivamente criar espetáculos que tenham algum interesse, alguma temática por trás, para, de alguma forma, colocar o público a pensar”, explicou a diretora artística da companhia, Carla Magalhães, na nota hoje enviada à imprensa.

O espetáculo de teatro de marionetas, interpretado pelos atores Nuno Loureiro, Joana Vilar e Carla Magalhães “apresenta a história de Ondina, personagem que vive junto às ondas do mar”.

“A personagem principal da peça atravessa uma época onde não havia plástico, depois o surgimento deste como objeto utilitário e chega ao momento que nos encontramos inundados de plástico e praticamente plastificados”, sublinhou Clara Ribeiro, a encenadora do “Plastikus”.

A história inclui um caranguejo, um pássaro, várias alforrecas e uma manta com mais de dois metros de comprimento, criados com embalagens e utensílios de plástico, tal como o cenário, retratando o fundo do mar”.

Depois da estreia, a peça vai ser apresentada pelas escolas do concelho de Caminha e, mais tarde, circulará por outros concelhos do distrito de Viana do Castelo.

Os adereços, cenário e marionetas da peça “Plastikus” foram criadas por mais de 900 alunos de dez escolas do Alto Minho, na “OPER(A)ÇÃO PLASTIKUS”, projeto que aborda “um dos maiores problemas ambientais da humanidade”.

Foto: Facebook de Krisálida

Os trabalhos preparados pelos alunos de mais de 36 turmas, do pré-escolar ao ensino superior, que já se inscreveram no projeto lançado, em janeiro, pelo grupo de teatro Krisálida integrarão uma exposição itinerante que passará por todos os concelhos do Alto Minho no final ano letivo em curso e no próximo 2019/2020″.

O projeto educacional “Eu sei! Eu Sinto! Eu Atuo!”. é uma das componentes da OPER(A)ÇÃO PLASTIKUS, que está a ser desenvolvido pela Krisálida, criada em 2014.

A companhia recebeu um apoio da Direção-Geral das Artes (DGArtes) para “utilizar o palco, e não só, para abordar um dos maiores problemas da humanidade, numa guerrilha antiplástico”.

Estão ainda previstos “debates, criação de vídeos, de objetos artísticos e exposições, centrados na temática do plástico”.

Além do espetáculo que estreia na quinta-feira, o projeto ‘OPER(A)ÇÃO PLASTIKUS’ inclui outro, para adultos, que “vai abordar o problema do plástico e a ameaça que representa ao não ser biodegradável para a vida “.

Numa segunda residência artística, “será desenvolvido o espetáculo para adultos, com o encenador Graeme Pulleyn, encenador britânico convidado da Krisálida para esta abordagem e que em Portugal já trabalhou também como ator e diretor artístico em dezenas de projetos”.

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Caminha

Igreja da Misericórdia de Caminha classificada como Monumento de Interesse Público

Classificação publicada em Diário da República

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Foto: CM Caminha

A Igreja da Misericórdia de Caminha foi classificada como monumento de interesse público, segundo anúncio publicado hoje em Diário da República.

A Igreja da Misericórdia de Caminha está situada na rua Direita, na União das Freguesias de Caminha (Matriz) e Vilarelho.

Segundo a portaria hoje publicada e assinada pela secretária de Estado da Cultura, Ângela Ferreira, “a Igreja da Misericórdia de Caminha foi erguida entre 1551 e 1561, data na qual foi concluído o programa decorativo interior”, acrescentando que “a fachada quinhentista foi alterada em 1650, mantendo, no entanto, o portal original”.

“Nesta mesma data construiu-se a Casa do Consistório, destinada a receber as reuniões da Irmandade fundada em 1516. O revestimento azulejar do templo é ainda seiscentista, embora a restante decoração tenha sido renovada na primeira metade do século XVIII”, pode ler-se no mesmo texto.

O restante conjunto ornamental “foi renovado na primeira metade do século XVIII; entre 1721 e 1723 foi executado o novo retábulo-mor, da autoria de António Rodrigues Fontes, e nos anos de 1733 e 1734 ergueram-se os retábulos laterais, executados por Manuel Coelho”, adianta a página da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC).

Segundo o historial relatado na página da DGPC, o processo teve o seu início por proposta da Santa Casa da Misericórdia de Caminha, em novembro de 2013.

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Caminha

Praia da Foz do Minho entre as melhores praias da Europa para o jornal inglês The Guardian

Caminha

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Praia da Foz do Minho (Caminha). Foto: Divulgação / CM Caminha (Arquivo)

O prestigiado jornal inglês The Guardian elegeu as 40 melhores praias da Europa, baseando-se na opinião de vários escritores de viagens. Em Portugal foram cinco as praias escolhidas, sendo uma delas a Praia da Foz do Minho, em Caminha.

As praias dos Galapinhos (Setúbal), da Falésia (Algarve), da Nazaré (Nazaré) e de Porto Côvo (Alentejo) são as outras quatro praias portuguesas escolhidas por aqueles especialistas.

Imagem da Praia da Foz do Minho publicada no artigo. Foto: The Guardian

A lista “40 das melhores praias da Europa” incluiu praias portuguesas, espanholas, italianas, croatas, gregas e turcas, e pode ser consultada através desta ligação.

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