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Alto Minho

PJ deteve quatro suspeitos de terem provocado grande incêndio em Ponte de Lima

Arderam 397 hectares

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Foto: Vítor Vasconcelos / O MINHO

A Polícia Judiciária deteve um técnico florestal de Alfragide e três trabalhadores de uma empresa de Viana do Castelo suspeitos de provocarem um incêndio que consumiu mais de 400 hectares em Ponte de Lima, disse hoje policial.


Em declarações à agência Lusa, fonte da diretoria de Braga da Polícia Judiciária (PJ) disse que o técnico de gestão florestal é funcionário de uma empresa de Alfragide, concelho da Amadora, distrito de Lisboa, contratada pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) para a realização de uma empreitada de instalação e beneficiação da rede primária da faixa de gestão combustível em Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo.

Já os outros três detidos são o proprietário e dois trabalhadores de uma empresa de Viana do Castelo, subcontratada para a mesma empreitada.

O incêndio em causa deflagrou no dia 25 de julho na freguesia de Facha e foi o maior da região do Minho e o 12.º maior do país, tendo ardido 397 hectares, segundo relatório do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) com dados até 31 de julho.

Ponte de Lima é o concelho do Minho onde mais ardeu e o 8.º no país

Em comunicado, a PJ refere que os homens foram detidos na segunda-feira, fora de flagrante delito, sendo os presumíveis autores de um crime de incêndio florestal na freguesia de Rebordões Santa Maria, que posteriormente alastrou às freguesias de Facha, Vitorino de Piães, Cabaços e Fojo Lobal, todas naquele concelho do distrito de Viana do Castelo.

Segundo a fonte da PJ, o dia em que o incêndio deflagrou – 25 de julho – foi “declarado como de risco máximo de incêndio” e “era proibida a utilização de máquinas de corte mecânicas”.

A empresa responsável pela empreitada “não dispunha dos meios necessários para combater um eventual incêndio e não acionou os meios de socorro quando o fogo deflagrou, tendo abandonado o local”, acrescentou a fonte.

As chamas, que lavraram durante vários dias, “consumiram mais de 400 hectares de floresta”, sendo considerado “o maior incêndio do ano no distrito de Viana do Castelo”.

“A investigação desenvolvida por esta Polícia apurou que o incêndio foi provocado por ação direta dos discos de corte metálicos de moto-roçadoras, que estavam a ser utilizadas nos trabalhos de instalação e beneficiação de áreas florestais, no concelho de Ponte de Lima”, acrescenta o comunicado da PJ.

No comunicado, a polícia refere ainda que, “após a ignição do incêndio, os autores não procederam, como se impunha, à sua extinção, não alertaram as autoridades competentes, nem acionaram os meios de socorro, optando antes por se porem em fuga do local”.

Os quatro homens vão ser presentes, na quarta-feira, a um juiz do tribunal de Ponte de Lima para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação.

Em julho, em declarações à agência Lusa, o vereador da proteção civil da Câmara de Ponte de Lima (CDS), Vasco Ferraz, anunciou que a autarquia, em parceria com a Polícia Judiciária, ia instalar sistemas de videovigilância de deteção de incêndios, após o “aumento significativo” de ignições registadas naquele mês, a “maioria com origem em comportamentos humanos”.

“O sistema de videovigilância para deteção de incêndios vai começar a ser instalado na próxima semana em todos os acessos florestais do concelho, para prevenir a ocorrência de novos incêndios. Quem vai operar esse sistema de videovigilância é a Polícia Judiciaria (PJ)”, disse Vasco Ferraz.

Vasco Ferraz adiantou que, só naquele mês, registaram-se em Ponte de Lima mais de 40 ignições, estimando a área ardida “em mais de 500 hectares”.

Notícia atualizada às 18h25 com mais informação.

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Alto Minho

Fátima Campos Ferreira emociona-se ao recordar os 15 anos que viveu em Valença

Televisão

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Foto: Print TVI

A conhecida apresentadora e jornalista Fátima Campos Ferreira recordou, na sexta-feira, a infância e juventude passadas em Valença, onde nasceu e cresceu até aos 15 anos.

Em entrevista a Manuel Luís Goucha no programa Você na TV, na TVI, a apresentadora conta que o pai era funcionário alfandegário e trabalhou 16 anos no concelho de Alto Minho.

“Os meus pais foram felizes mas Valença era pequena”, recorda a apresentadora, relembrando “amigas e pessoas que ainda hoje” a acompanham na vida.

Dá nota da “insuficiência” que se vivia no sistema de ensino, revelando que foi o pai, homem instruído em economia e finanças, que lhe deu a escolaridade.

A jornalista emocionou-se ao recordar a morte da mãe, aos 84 anos, e do pai, 15 dias depois da morte da mãe.

Fátima Campos Ferreira tem, atualmente, 62 anos, e é conhecida por ter apresentado durante mais de uma década o programa da RTP “Prós e Contras”.

É licenciada em História e em Jornalismo, tendo apresentado o Jornal da Tarde da RTP.

Pode ver a entrevista aqui.

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Alto Minho

Monção reforça quatro bibliotecas escolares

Literatura

em

Foto: Ilustrativa

A Câmara de Monção dotou as bibliotecas escolares do concelho com novas publicações para promover o livro e a leitura junto de crianças e jovens, informou hoje a autarquia do distrito de Viana do Castelo.

Em comunicado, o município explicou que o reforço do espólio literário abrangeu quatro bibliotecas escolares (Monção, Tangil, Mazedo e Pias) que receberam de várias publicações infantojuvenis recomendadas no Plano Nacional de Leitura, da autoria de conhecidos escritores portugueses.

Com a iniciativa, adiantou a autarquia, “pretende-se alargar o número de publicações ao dispor dos alunos, através da inclusão de publicações lançadas nos últimos tempos, facilitando, ainda, um contacto com a escrita de autores consagrados e recentes da literatura nacional”.

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Viana do Castelo

Viana mantém unidade de saúde no centro cultural se aumentarem casos

Covid-19

em

Foto: DR

O presidente da Câmara de Viana do Castelo disse hoje que a unidade instalada no centro cultural para receber infetados com covid-19 só será desmontada na última semana de outubro, se a evolução da doença “não ficar descontrolada”.

“Só o vamos desativar na última semana de outubro. Até lá, vamos verificar a evolução da doença. Se a situação estiver controlada desativaremos o espaço. Se estiver descontrolada, naturalmente ficará disponível para que a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), se assim o entender, o poder utilizar”, afirmou José Maria Costa à agência Lusa.

O autarca socialista adiantou que, apesar de estar previsto para dia 31 de outubro, naquela sala de espetáculos, um concerto com a banda portuguesa D.A.M.A, o mesmo poderá ser adiado se houver necessidade de manter a unidade de saúde instalada.

“Se verificarmos que há risco acrescido de uma evolução negativa [covid-19], não vamos fazer o espetáculo e continuaremos a ter disponível aquele espaço”, disse.

O concerto com os D.A.M.A esteve inicialmente marcado para março, mas foi cancelado devido à pandemia do novo coronavírus.

Aquela unidade de saúde de retaguarda, com 200 camas, foi instalada em abril na maior sala de espetáculos do Alto Minho para receber idosos infetados com covid-19, evitando a sua permanência em lares, num investimento de 16 mil euros.

O espaço não chegou a ser utlizado para esse fim, mas acolheu recentemente, segundo José Maria Costa, bombeiros de várias corporações do país que auxiliaram no combate a incêndios que assolaram a região.

Questionado pela Lusa a propósito de medidas que o município planeia tomar para enfrentar uma eventual nova onda da covid-19, José Maria Costa destacou o “reforço do nível de segurança e prevenção individual”.

O autarca apelou “ao uso da máscara de proteção nos espaços públicos, ao cumprimento do distanciamento social e à não realização de convívios ou situações que possam representar risco”.

“Neste momento a nossa preocupação passou ainda por garantir reservas de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), em ‘stock’ nos nossos armazéns, para suprir as necessidades da Câmara e das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e por termos toda a estrutura do serviço municipal de proteção civil disponível para, se for necessário, entrar em funcionamento”, especificou.

José Maria Costa, que é também presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto disse que, no seio daquela estrutura que agrega os dez concelhos do distrito de Viana do Castelo, é realizada semanalmente uma reunião com a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte.

“Nessas reuniões tomamos conhecimento da evolução da doença e logo que surja uma situação mais crítica acionarei o gabinete de emergência”, reforçou.

O autarca socialista garantiu que as “forças de primeira intervenção” do concelho de Viana do Castelo estão hoje “muito mais bem equipadas e treinadas”, para enfrentar uma eventual nova vaga da doença, apontando como exemplos as duas corporações de bombeiros e a Cruz Vermelha.

“Temos já muita experiência na adequação dos sistemas de desinfeção e de proteção individual. No âmbito do nosso gabinete de emergência temos previsto um conjunto de outras soluções, como voluntários e a rentabilização de equipamentos municipais para fornecimento de refeições ou outro tipo de apoio”, disse.

A Lusa também questionou a ULSAM sobre as medidas que estará a implementar para enfrentar uma segunda vaga da doença, mas até ao momento não obteve resposta.

A ULSAM é constituída por dois hospitais: o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas, contando com 2.500 profissionais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 984.068 mortos e cerca de 32,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.936 pessoas dos 72.055 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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