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Região

Personalidades do Minho e Norte propõem regionalização nos próximos quatro anos

Cerca de 100 personalidades assinaram memorando

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Foto: Divulgação / CM Bragança

Cerca de 100 personalidades representativas de várias entidades do norte decidiram, este sábado, propor a todos os partidos políticos com assento parlamentar que, nos programas a submeter a sufrágio em outubro, promovam a implementação da regionalização na próxima legislatura.

A proposta foi consensualizada numa reunião que decorreu em Bragança e que juntou os presidentes de Câmara daquele concelho e ainda de Braga, Famalicão, Fafe, Vizela e Caminha, no Minho, e Porto, Matosinhos e Vila Nova de Gaia, entre outros, além de universidades, associações comerciais e industriais, centros tecnológicos e representantes das comunidades intermunicipais do Alto Minho, Alto Tâmega, Ave, Cávado, Douro, Tâmega e Sousa e Terras de Trás-os-Montes e da Área Metropolitana do Porto.

Segundo o presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha, os participantes na reunião assinaram um memorando de entendimento em que propõem que na próxima legislatura seja convocado um referendo nacional para que os portugueses se voltem a pronunciar sobre a implementação de regiões administrativas.

“Defendemos a regionalização e o instrumento para lá chegar é o referendo”, disse Paulo Cunha à Lusa.

O autarca de Famalicão acrescentou que o objetivo é que este memorando funcione como “um ponto de ignição e um guião orientador” para a abertura do debate junto da sociedade civil portuguesa para a implementação da regionalização.

O presidente do Conselho Regional do Norte, Miguel Alves, autarca de Caminha, ficou mandatado para promover reunião com os presidentes dos conselhos regionais do Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve, de modo a apresentar as conclusões deste encontro hoje ocorrido em Bragança e, junto deles, avaliar a possibilidade de tomada de uma posição comum sobre a regionalização administrativa.

Para os subscritores do memorando, a regionalização é “uma etapa decisiva” na consolidação do processo de afirmação da autonomia do poder local.

“Uma vez demonstrada a ineficácia do modelo centralista no combate à desertificação do interior e das periferias, assim como na promoção da correção de assimetrias e da coesão territorial, pelos 45 anos de políticas cada vez mais centralistas que o país experienciou, é tempo de introduzir um modelo de organização administrativa que respeite as diferenças, que valorize o que é endógeno, que tenha as condições necessárias para corrigir erros passados e promover discriminação positiva e que tenha a força que a legitimação pelo voto lhe empresta”, lê-se no memorando.

A reunião foi promovida na sequência do encontro que Paulo Cunha, promoveu em fevereiro com os presidente das câmaras de capitais de distrito do Norte e da Grande Área Metropolitana do Porto e com representantes das sete comunidades intermunicipais do norte.

O reitor da Universidade do Minho, e o presidente da Associação Comercial do Porto foram outras das personalidades que estiveram presentes e que assinaram o memorando.

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Ave

Empresa de Famalicão oferece um milhão de luvas às IPSS

Covid-19

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Foto: Divulgação

A empresa de Famalicão Raclac ofereceu um milhão de luvas à Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), que agora as vai distribuir pelas suas associadas, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a CNIS refere que as luvas serão entregues às uniões distritais pela empresa de transportes Torrestir, com sede em Braga, que assegurará o serviço de igualmente de forma gratuita.

Segundo o comunicado, a Raclac arranjou, em dois dias, uma solução com tecido técnico para resolver a proteção em Portugal contra o novo coronavírus, “algo que se faz há anos apenas na China”.

“A sua solução está já a chegar a todos os hospitais nacionais”, acrescenta.

Diz ainda que a empresa está a trabalhar 18 horas por dia, “contribuindo para que mais de 30 confeções não fossem à falência nem entrassem em “lay-off”.

Fornecedora de descartáveis para a saúde a nível nacional, tem em curso um investimento de 23 milhões de euros numa fábrica em Famalicão, que arranca com a produção este mês, com a intenção de, nesta fase de crise, o fazer apenas para o mercado interno.

Vai fabricar mais de três milhões de luvas por dia, tendo também já contratada a produção de outros equipamentos de proteção individual (EPI) para os profissionais de saúde, como fatos com capuz e balaclavas.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 866 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 43 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 172.500 são considerados curados.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 187 mortes, mais 27 do que na véspera (+16,9%), e 8.251 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 808 em relação a terça-feira (+10,9%).

Dos infetados, 726 estão internados, 230 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de quinta-feira.

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Braga

Parafarmácia de Braga doa materiais aos lares de idosos

Covid-19

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Foto: O MINHO

Uma parafarmácia de Braga está a apoiar lares de idosos, com materiais de higiene e outros bens, devido “à responsabilidade social que é inerente para quem desempenha esta atividade”, tendo já auxiliado, a título gratuito, quatro instituições da cidade e dos arredores de Braga.

“Desde gel desinfetante, a máscaras, para funcionários, assim como luvas e produtos de lavagens, tenho disponibilizado, dentro das minhas possibilidades, mas se todos à medida das suas capacidades ajudarem, conseguiremos sem dúvida alguma vencer a pandemia”, disse esta quarta- feira a O MINHO o proprietário de A Botica da Saúde, na Rua Artur Garibaldi, sita na freguesia de Nogueira, à face da EN101, em Braga.

IVA zero

Adelino Veloso, responsável técnico com 48 anos de experiência na área, lamenta que o Governo “esteja a beneficiar do preço alto dos desinfetantes, bem como de outros artigos, quando deveria colocar o IVA mínimo ou nulo nesse tipo de produtos”.

“Só desse modo pode ajudar a combater a pandemia de covid-19, uma vez que todos os dias, aqui, constato haver pessoas que não têm dinheiro para adquirir o que precisam”, acrescenta.

Vendo ao preço que compro

“Nesta fase, eu como profissional, estou a fazer o melhor que sei e que posso, infelizmente pagamos alto e por isso temos de vender alto, não sendo por mim que há inflação, muitas vezes chego a vender ao preço que compro só para servir as pessoas, especialmente quem é cliente habitual ou aqueles que mais necessitam”, afirmou Adelino Veloso a O MINHO.

 

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Braga

Estrada que liga Braga a Famalicão com obras nos próximos meses

Em Celeirós

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Imagem via Google Maps

A Estrada Nacional 14, que liga Braga a Famalicão, vai sofrer condicionamentos no troço que atravessa a freguesia de Celeirós, por motivos de obras, anunciou hoje o município.

Em comunicado, a Câmara de Braga dá conta do reordenamento da travessia urbana realizada pela Infraestruturas de Portugal, com prazo de execução de três meses (90 dias)

A travessia em causa fica situada junto ao cemitério de Celeirós.

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