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Pequenos grupos estão a reagendar peregrinações ao Santuário de Fátima

Covid-19

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Foto: O MINHO / Arquivo

Alguns grupos de peregrinos estão a contactar o Santuário de Fátima para marcar visitas a este santuário mariano, procurando retomar a atividade religiosa suspensa durante o pico da pandemia de covid-19, disse hoje o reitor do Santuário.


“Começamos a ter contactos, sobretudo daqueles que eram os países que habitualmente estavam presentes em Fátima: Espanha e Itália. Ainda ontem [quinta-feira] fui contactado por um grupo que pretende fazer a sua peregrinação. Aponta-se para outubro e novembro, não para estes meses mais imediatos. Mas começa a perceber-se alguma movimentação de remarcar atividade e peregrinações que caíram ao longo deste ano”, disse à agência Lusa o reitor do Santuário de Fátima, Carlos Cabecinhas, à margem da Apresentação da estratégia de promoção dos Caminhos da Fé e Espiritualidade no Centro de Portugal.

O padre adiantou ainda que um dos objetivos é também ser o Santuário a “provocar o contacto”, no sentido de “manter acesa esta chama e a relação com Fátima”.

“Queremos manter acesa essa chama e essa ligação, mas não temos ainda dados concretos que permitam dizer ‘venham em tal data ou naquela’”, lamentou Carlos Cabecinhas, referindo-se à falta de datas para a reabertura das fronteiras terrestres e do retomar das operações das companhias aéreas.

Admitindo que a maioria das peregrinações deverão ser retomadas em 2021, o reitor constata que ainda há pessoas com receio de ir ao Santuário de Fátima.

“Estes dias da reabertura das celebrações dizem-nos que há um número de pessoas que vem, com os devidos cuidados, mas há muitas outras que se retraem, que ainda têm medo. Em relação aos grupos, o fenómeno será sensivelmente o mesmo. Teremos grupos que querem vir, talvez mais pequenos, e temos outros que não se sentirão suficientemente seguros para o fazer”, insistiu.

Carlos Cabecinhas sublinhou, contudo, que “Fátima é um local seguro”.

“A segurança é também uma perceção que se tem. O que queremos fazer é tomar as providências para que seja um local seguro, mas também queremos transmitir a mensagem de que podem vir, porque temos cuidado com os procedimentos para que as pessoas se possam sentir seguras”, rematou.

Na conferência de imprensa, o padre lembrou que Fátima é o “mais significativo e importante destino de turismo religioso português”.

“A variedade de proveniências de peregrinos que, em cada ano, acorre a Fátima, comprova que este é, de facto, um Santuário mundialmente conhecido e procurado”.

Considerando que a confiança dos visitantes só “pouco a pouco se reconquistará”, Carlos Cabecinhas adiantou que o Santuário de Fátima “procura agora atrair de novo peregrinos, sabendo que disso depende a retoma das restantes atividades ligadas ao turismo na cidade de Fátima e sua envolvência, mas não só”.

“Num futuro imediato, o nosso esforço é o de recuperar os peregrinos habituais, provenientes de países como Espanha, Itália, Polónia, Brasil ou Estados Unidos, de tal modo que, ultrapassada a atual pandemia, possamos recuperar ou mesmo aumentar o número de proveniências destes e outros países”, nomeadamente de Coreia do Sul, China e países da América Latina.

O continente africano, sobretudo, os países de língua oficial portuguesa, vão também merecer uma “especial atenção”, referiu o reitor.

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País

José Manuel Bolieiro (PSD) indigitado presidente do Governo Regional dos Açores

Eleições regionais

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Foto: DR

O líder do PSD/Açores, José Manuel Bolieiro, foi hoje indigitado presidente do Governo Regional pelo representante da República, Pedro Catarino, na sequência das eleições de 25 de outubro

O anúncio foi feito por Pedro Catarino em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, no final do segundo dia de audições aos partidos com assento na nova Assembleia Legislativa Regional, que terá, pela primeira vez, oito forças políticas.

O PS venceu as eleições legislativas regionais, mas perdeu a maioria absoluta, que detinha há 20 anos, elegendo 25 deputados.

O PSD foi a segunda força política mais votada, com 21 deputados, seguindo-se o CDS-PP, com três. Chega, BE e PPM elegeram dois deputados e Iniciativa Liberal (IL) e PAN um cada.

PSD, CDS-PP e PPM, que juntos têm 26 deputados, anunciaram esta semana uma coligação, mas necessitam de mais três mandatos para alcançar uma maioria absoluta. Ao final da manhã de hoje, após ser recebido pelo representante da República, o líder regional dos sociais-democratas disse que já existem acordos com Chega e IL.

A instalação da Assembleia Legislativa, que tem um total de 57 deputados, está marcada para 16 de novembro. Habitualmente, o Governo Regional toma posse, perante o parlamento, no dia seguinte.

Depois da tomada de posse, o programa do executivo terá de ser entregue na Assembleia Legislativa em 10 dias.

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País

Pedro Nuno Santos manifesta apoio a Ana Gomes e critica direção do PS

Eleições presidenciais

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Pedro Nuno Santos. Foto: Twitter / Ministérios das Infraestruturas

O dirigente socialista Pedro Nuno Santos manifestou hoje apoio à candidatura presidencial de Ana Gomes, criticou o mandato de Marcelo Rebelo de Sousa e a forma como a direção do PS atuou em matéria de eleições presidenciais.

Estas posições foram transmitidas pelo atual ministro das Infraestruturas e antigo líder da JS na fase inicial da reunião da Comissão Nacional do PS, que se destina a aprovar a orientação política deste partido em relação às eleições presidenciais de janeiro próximo.

Tal como se esperava, Pedro Nuno Santos, da ala esquerda dos socialistas e apontado como potencial candidato à sucessão de António Costa na liderança do PS, demarcou-se do ponto de vista ideológico do atual Presidente da República e criticou a “centralidade” de Marcelo Rebelo de Sousa no plano político, considerando tratar-se de um fator de “instabilidade”.

Na sua intervenção, Pedro Nuno Santos confirmou que vai apoiar a candidatura presidencial da diplomata e ex-eurodeputada socialista Ana Gomes, mas, segundo fontes do PS, surpreendeu pela veemência das críticas que fez à direção do seu partido em matéria de gestão do tema das eleições presidenciais.

Entre outros motivos, Pedro Nuno Santos lamentou que apenas hoje, a pouco mais de dois meses das eleições presidenciais, o PS esteja formalmente a debater este tema.

O antigo líder da JS e da Federação de Aveiro do PS também se demarcou “dos considerandos” constantes na proposta que a direção do partido está a submeter à Comissão Nacional em matéria de presidenciais.

A reunião da Comissão Nacional do PS foi até ao momento também marcada pela recusa do presidente deste partido, Carlos César, de submeter a votos uma proposta do dirigente socialista Daniel Adrião no sentido de se promoverem eleições primárias para a escolha do candidato a apoiar nas eleições presidenciais.

Carlos César, de acordo com fontes socialistas, alegou que a proposta não tinha “enquadramento estatutário”, o que foi recusado por Daniel Adrião, citando, para o efeito, o ponto dois do artigo 68 dos estatutos do PS.

Na reação, Daniel Adrião citou uma declaração proferida por António Costa em 22 de junho de 2014, quando desafiou a liderança de António José Seguro.

“Não vai ser por razões estatutárias que não é devolvida a voz aos militantes e simpatizantes. Que o PS não esteja barricado com questões estatutárias que ninguém percebe no país”, declarou Daniel Adrião, citando o atual secretário-geral socialista.

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Medina apoia Marcelo e Pedro Nuno Santos criticado pela direção do PS

Eleições presidenciais

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Foto: DR

O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, manifestou hoje apoio a uma recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa e o dirigente socialista Porfírio Silva acusou Pedro Nuno Santos de faltar às reuniões da direção do PS.

Fontes socialistas ouvidas pela Lusa, presentes na reunião da Comissão Nacional do PS que vai deliberar sobre a orientação do partido em relação às eleições presidenciais, referiram que Fernando Medina, também membro do Secretariado Nacional, elogiou a forma como Marcelo Rebelo de Sousa tem exercido o mandato de chefe de Estado e disse que tencionava votar nele caso se recandidate a Presidente da República.

Momentos depois de o antigo líder da JS e da federação de Aveiro do PS Pedro Nuno Santos ter manifestado o seu apoio à candidatura de Ana Gomes e de ter criticado a direção do PS, a resposta surgiu da parte do membro do Secretariado Nacional e vice-presidente da bancada socialista Porfírio Silva.

Porfírio Silva afirmou que, tal como Pedro Nuno Santos, também entende que a questão das presidenciais deveria ter sido discutida mais cedo no PS.

“O problema é que Pedro Nuno Santos não aparece nas reuniões do Secretariado Nacional” do PS, o que “é particularmente grave”, atendendo às críticas que faz, afirmou o vice-presidente do Grupo Parlamentar socialista, citado por fontes deste partido.

Na sua intervenção, Porfírio Silva terá deixado ainda mais um recado a Pedro Nuno Santos: “És demasiado grande para te meteres na conversa de Daniel Adrião”.

O dirigente socialista Daniel Adrião tem-se insurgido contra o facto de serem as “cúpulas” partidárias e não as “bases” a tomarem as principais decisões do PS e defendeu a realização de eleições primárias no partido para a escolha do candidato a apoiar nas eleições presidenciais – proposta que não foi hoje levada a votos por alegadamente não ter enquadramento estatutário.

Perante os membros da Comissão Nacional, Porfírio Silva terá feito ainda questão de dizer que não vai votar em Marcelo Rebelo de Sousa, nem em Ana Gomes.

Em matéria de presidenciais, o dirigente socialista terá declarado igualmente que não gostaria que saísse “engrandecida” das presidenciais “a candidata do partido que tem mais atacado o PS” (uma alusão a Marisa Matias do Bloco de Esquerda), afirmando esperar que as eleições para a Presidência da República não fossem más para o PCP.

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