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Futebol

Pepa quer vencer Moreirense para levar Paços ao quinto lugar

I Liga

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Foto: DR / Arquivo

O treinador do Paços de Ferreira confirmou hoje foco absoluto na vitória frente ao Moreirense, espreitando uma eventual qualificação para os ‘quartos’ da Taça da Liga, em jogo de atraso da sétima jornada da I Liga de futebol.

Pepa dedicou as primeiras palavras da conferência de imprensa a Vítor Oliveira, vitimado por doença súbita no fim de semana, considerando que, “mais do que chorar a morte, é relembrar a vida e a alegria que tinha e transmitia”.

“Não cansa ouvir dos agentes desportivos palavras elogiosas e de carinho para um homem que era fantástico”, acrescentou.

Em relação ao jogo em Moreira de Cónegos, o técnico garantiu que o Paços vai com tudo.

“Vamos com tudo, mas não vamos cegos. O nosso foco são os três pontos, porque o depois é uma sequência e é a classificação que vai ditar a Taça da Liga”, disse Pepa, em conferência de imprensa.

O técnico pacense sempre falou desta possível qualificação como “um objetivo a curto prazo”, cumprindo o formato da competição redefinido por força da pandemia e a partir da classificação até dezembro (são apurados os seis primeiros da I Liga e os dois primeiros da II), sem deixar de criticar o modelo, que considera “desajustado” e formatado para os denominados ‘grandes’.

“Houve uma alteração do formato [da Taça da Liga], algum ajuste de equilíbrio, mas é muito curto e não faz sentido nenhum. Dentro do formato desajustado que já existia, é um pequeno objetivo a curto prazo, mas o principal para nós amanhã [terça-feira] é o campeonato, a vitória, é chegarmos aos 14 pontos, conseguirmos ir para o top cinco, que é algo que ambicionámos muito e, mais uma vez, está à distância de 90 minutos, contra uma equipa forte em sua casa”, referiu.

O empate serve o objetivo da qualificação, ‘casando’ sempre o Paços com Benfica ou FC Porto, em jogos na Luz ou Dragão, mas Pepa aponta à vitória em Moreira de Cónegos, depois de o jogo ter sido adiado devido a casos de Covid-19 no plantel do Moreirense.

“Ainda bem que o jogo desta jornada foi adiado. Queremos e gostamos de competir 11 para 11 e que estejam na máxima força. Pelo que sei, estão”, disse o técnico, atento às dificuldades que o Paços vai encontrar.

César Peixoto é agora o treinador do Moreirense e o Paços terá de estar “preparado para as ‘nuances’ que ele quer para passar para a equipa e conhecer as individualidades”, advertiu Pepa, para quem o foco pode fazer a diferença.

“Estando ao nosso melhor nível, sabemos que podemos competir para os três pontos em qualquer lugar contra qualquer equipa”, sublinhou, “orgulhoso” pela “qualidade de jogo e seriedade” dos seus jogadores, num registo “à Paços”.

O Paços de Ferreira, sexto classificado, com 11 pontos, defronta o Moreirense, no 12.º lugar, com oito, no Parque Desportivo Comendador Joaquim de Almeida Freitas, na terça-feira, às 21:45, num jogo em atraso da sétima jornada e que terá arbitragem de Hélder Malheiro, da Associação de Lisboa.

Futebol

APAF condena vandalismo contra talho do árbitro Manuel Mota em Vila Verde

Vandalismo

Foto: DR

A Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) lamentou hoje os atos de vandalismo contra o estabelecimento comercial do árbitro Manuel Mota, considerando que foi um “ato de cobardia e violência”.

“É, sem dúvida, um ato de cobardia e violência do qual repudiamos. As autoridades policiais já estão a tratar do caso e a identificar os autores desta ação criminosa. Não há lugar para a violência na nossa sociedade e nós, como todos os agentes desportivos, devemos repudiar e condenar publicamente este tipo de ações que gravitam à volta do futebol”, refere a APAF em comunicado.

O Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) revelou hoje que o estabelecimento comercial do árbitro Manuel Mota foi vandalizado durante a madrugada.

Manuel Mota, da associação de Braga, foi o quarto árbitro na final da Taça da Liga, no sábado, entre o Sporting e o Sporting de Braga, que os ‘leões’ venceram por 1-0, com um golo do espanhol Pedro Porro.

Para a APAF, estes atos de violência não devem ser ignorados e devem ser combatidos.

“A intimidação não é uma forma de fragilizar a arbitragem, a APAF prestará todo o apoio ao nosso colega Manuel Mota e fará queixa aos órgãos competentes”, conclui.

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Futebol

Treinador Rui Almeida “grato” ao Gil Vicente, mas podia ter estado “mais tempo” no clube

I Liga

Foto: Imagem Gil Vicente TV ( Arquivo)

O treinador de futebol Rui Almeida defende que é preciso “tempo” para avaliar o desempenho de uma equipa técnica, após ter saído do Gil Vicente com sete jornadas cumpridas na presente edição da I Liga portuguesa.

Depois de trabalhar em França entre 2015 e 2020, o técnico, de 51 anos, assumiu o comando técnico gilista no início da presente época e apresentou uma equipa que “queria dominar o jogo e criar muitas dificuldades” aos adversários, mas uma série de quatro derrotas seguidas atirou os barcelenses para o 17.º lugar, com cinco pontos, e precipitou a sua saída, oficializada em 11 de novembro.

“No futebol, é importante dar um pouquinho de tempo. Não são precisos sete anos para fazer resultados, mas ninguém pode somar conclusões à sétima jornada. Como treinador principal, sempre que terminei épocas, ultrapassei largamente os objetivos dos clubes em que estive”, assinala, em entrevista à Lusa.

Rui Almeida salienta, aliás, que o Farense, treinado por Sérgio Vieira desde o início da temporada, foi último após várias jornadas – da segunda à sexta, bem como à oitava e à 12.ª -, antes de subir ao 16.º lugar que hoje ocupa, e reitera que a contratação de um técnico deve ser olhada como uma aposta a “médio prazo”.

No período em que esteve em Barcelos, o Gil Vicente foi uma equipa com um “ADN” bem definido e reconhecido pela “opinião pública”, que se traduzia na vontade de ter bola, para criar “mais oportunidades de golo” e “hipoteticamente marcar mais golos”, acrescentou o treinador natural de Lisboa.

Os ‘galos’ tentaram exibir essa vocação ofensiva nos sete jogos sob o seu comando, apesar do surto do novo coronavírus ter dificultado a preparação da época, ao infetar 10 jogadores gilistas e cinco elementos da equipa técnica e da estrutura do futebol, incluindo Rui Almeida, lembrou.

“Quase não tínhamos qualquer tipo de relação com os jogadores, porque estávamos em sítios diferentes. Há uma quebra de relações na equipa que são essenciais, relativamente ao dia a dia de uma equipa principal”, descreveu, ao recordar a situação que forçou o plantel a isolar-se e a treinar à distância.

O treinador vincou que outras equipas têm, desde então, experimentado a “dificuldade de gerir surtos”, dando o exemplo do Benfica, que, na quarta-feira, para a meia-final da Taça da Liga, defrontou o Sporting de Braga (triunfo bracarense por 2-1), a meio de um surto que infetou 19 pessoas, sete delas futebolistas.

Grato pelos três meses que passou no Gil Vicente, clube que o “recebeu muito bem”, abrindo-lhe as ‘portas’ da I Liga como técnico principal, Rui Almeida salientou que o futebol luso se distingue pela “capacidade tática e de leitura de jogo dos treinadores”, ao passo que no francês, onde trabalhou entre 2015 e 2020, sobressaem a “força e a velocidade” dos jogadores.

“Estamos a falar das ligas do país campeão mundial em título [França] e do campeão europeu em título [Portugal], com enorme qualidade e particularidades diferentes, que advêm das características dos seus jogadores e dos seus treinadores”, disse o treinador que, em França, orientou Bastia, na I Liga, e Red Star, Troyes e Caen, na II Liga.

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Futebol

Vitória e Paços de Ferreira em luta à distância pelo último lugar europeu da I Liga

I Liga

Foto: Dr / Arquivo

O Paços de Ferreira, no reduto do Marítimo, e o Vitória SC, em Famalicão, lutam hoje à distância, na 15.ª jornada, pelo quinto lugar da I Liga portuguesa de futebol, o último de acesso à Europa.

A formação de Pepa, a sensação da prova, ocupa o quinto posto, com 25 pontos, mais dois do que os comandados de João Henriques, o sucessor de Tiago Mendes (só aguentou três jornadas), que contam menos um jogo disputado.

O Paços de Ferreira chega à Madeira em ‘alta’, depois de três triunfos consecutivos por 2-0 na prova, na receção ao Rio Ave, no reduto do Belenenses SAD e novamente na Mata Real, perante o Sporting de Braga.

Pela frente, o conjunto nortenho vai ter um Marítimo também num bom momento, uma vez que se tornou a primeira equipa lusa a bater – e a eliminar da Taça de Portugal – o Sporting e, depois, ganhou por 1-0 na casa do Gil Vicente, na 14.ª ronda da I Liga.

Quanto ao Vitória, procura o segundo triunfo consecutivo, depois de, a meio da semana, ter vencido na receção ao Nacional por 3-1, num dos dois jogos que tinha em atraso – o outro é com o Farense, também no D. Afonso Henriques.

Na mesma situação, após triunfar por 2-1 face ao Santa Clara, nos Açores, está o Famalicão, que ainda se lembrará certamente do jogo da época passada: João Pedro Sousa fez muitas poupanças e o Vitória ‘esmagou’ por 7-0, à 20.ª ronda.

O outro encontro do dia realiza-se em Moreira de Cónegos, onde os locais, que venceram fora o Nacional (1-0) na última ronda, medem forças com o Portimonense, vencedor por idêntico resultado na 14.ª jornada, na receção ao Belenenses SAD.

A ronda 15 prossegue na segunda-feira, dia em que o Benfica recebe o Nacional e o FC Porto joga em Faro, e fecha na terça-feira, com dois jogos, entre os quais o do líder Sporting, de visita ao lanterna-vermelha Boavista.

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