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Pedro Mexia elogia Paulo Cunha e diz que seria “melhor que Rui Rio” a liderar o PSD

Política

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O comentador político e crítico literário Pedro Mexia disse esta sexta-feira que, embora não o conheça, o presidente da Câmara de Famalicão é melhor líder para o PSD nacional do que Rui Rio, abordando eventuais rumores que dão conta da intenção de Paulo Cunha ambicionar “altos voos” rumo a Lisboa.

E, a propósito do edil famalicense, “altos voos” foi o ministério escolhido por Mexia no programa televisivo de comentário político e satírico “Governo Sombra”, transmitido na SIC Noticias e na TSF.

“Vou elogiar uma pessoa que não faço ideia de quem seja, e é significativo que me sinta tentado a festejar uma pessoa que eu não sei quem é”, disse o comentador, referindo-se ao autarca minhoto.

Imagem: SIC Notícias

O moderador, Carlos Vaz Marques, contextualizou: “De facto, Paulo Cunha, que não tinha tido ainda muito protagonismo a nível nacional, não se recandidata à Câmara de Famalicão, e há quem fale que poderá estar a tentar concorrer a altos voos”.

Pedro Mexia assegurou que falou “com alguns amigos de Famalicão” e que, “pelos vistos, poderia ser reeleito à vontade, mas prefere ficar na reserva para o que aí vier”.

Mexia criticou a gestão autárquica do PSD, com exceção de Lisboa: “Tem sido absolutamente desastrosa, errática, contraditória com os princípios que Rui Rio enunciou”.

Voltando a Paulo Cunha, o comentador afirmou ter a “convicção que é melhor líder para o PSD do que Rui Rio”.

“Presidente de Câmara não é uma profissão”

O autarca de Famalicão anunciou na passada terça-feira, através das redes sociais, que não será recandidato a um terceiro mandato nas eleições autárquicas, alegando pretender regressar à vida pessoal e profissional, entendendo que “presidente da Câmara não é uma profissão”.

Na balança pesou, segundo Paulo Cunha, uma nova janela que se abre no futuro, muito graças ao plano de resiliência europeu, e que deve ser encarado a médio prazo, pelo que os quatro anos que ainda poderia fazer tornam-se numa margem curta.

Paulo Cunha. Foto: DR 

O autarca revela que não é sua intenção “ir para deputado” ou prosseguir carreira política, pelo menos a curto prazo, revelando que irá retomar as funções profissionais que já exercia antes da vida autárquica, como advogado e professor universitário.

Recordou ainda que, para além dos oito anos como presidente da Câmara, exerceu funções de vereador durante outros quatro, totalizando doze anos afastado da sua vida profissional para servir a causa pública.

“Quero muito que o meu concelho, onde nasci, vivo e continuarei a viver, tenha a melhor governação possível e aproveitar ao máximo estas oportunidades. É para abrir essa janela que entendo que devo cessar as funções. Continuarei vosso presidente até ao último dia do meu mandato. E quando terminar, regressarei à minha vida profissional”, disse.

“Fui profissional durante 15 anos, e é para lá que volto, com sensação de dever cumprido. Deixo um agradecimento, pela forma com que cuidaram de mim, me respeitaram, partilharam comigo a criação de condições para sermos bem sucedidos”, acrescentou.

“Quando ouvimos dizer que Famalicão é um território bem governado e bem sucedido, quero que interpretem que é um agradecimento para cada um de vós. Só tive o privilégio de ser mais um, aquele que circunstancialmente vos liderou. A todos e a todos muito obrigado”, concluiu.

O senhor que se segue

Mário Passos foi o nome que o atual autarca propôs aos presidentes de junta (e ex-presidentes de junta) afetos à coligação PSD/CDS, no passado domingo, durante uma reunião levada a cabo na Casa das Artes, e onde Paulo Cunha havia anunciado pela primeira vez a sua não recandidatura.

O vereador de Nine foi o nome sugerido por Paulo Cunha para ser o candidato da coligação. Vereador desde 2009, eleito no último mandato de Armindo Costa (PSD/CDS), é licenciado em Física e Química pela Universidade do Minho, onde foi investigador.

Nos meandros políticos, como vereador, tem sido o responsável pelo contacto com as associações culturais e desportivas e com os presidentes de Junta e freguesias, dando-lhe assim reconhecimento para poder ser uma escolha consensual. No entanto, nada está ainda decidido, com o nome de Passos a ter de passar pelo crivo da Concelhia, da Distrital e depois da Nacional.

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