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PCTP/MRPP critica PCP e BE por terem votado todos orçamentos do PS

Eleições Legislativas 2019

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Foto: Facebook de PCTP/MRPP

O PCTP/MRPP critica o PCP e o Bloco de Esquerda por terem apoiado o Governo de António Costa e votado a favor de todos os orçamentos do Estado que apenas permitiram o pagamento da dívida e redução do défice.

Em entrevista à agência Lusa, a propósito das eleições legislativas de 6 de outubro, a cabeça de lista pelo círculo de Lisboa do PCTP/MRPP, Maria Cidália Guerreiro, fez “uma avaliação negativa” da maioria parlamentar de esquerda que suporta o Governo do PS, a chamada ‘geringonça’.

“Não correspondeu de facto às necessidades e ao que era expectável. Só existiu porque teve o apoio, neste caso, do PCP e do Bloco, que acabaram por votar a favor de todos os orçamentos”, lembrou.

A candidata considerou que o PCP e o BE viabilizaram “a existência, permanência e continuidade de um Governo que não deu resposta às questões essenciais”, mas que “apenas conseguiu responder aos compromissos internacionais” e que esteve “essencialmente vocacionado e direcionado para pagar uma dívida”.

“Foram quatro anos em que o principal objetivo foi pagar uma dívida que é impagável e que foi tentar reduzir o défice, que são imposições da União Europeia”, afirmou, sublinhando que uma “das primeiras medidas” do PCTP/MRPP “é a saída” de Portugal da União Europeia, do Euro e, “naturalmente, o não pagamento de uma dívida, que está a retirar toda a soberania” económica, monetária e bancária.

Para a cabeça de lista por Lisboa, não “é apenas” da responsabilidade do PS as consequências desta governação, mas de todos aqueles que a viabilizaram e fizeram esta aliança.

“Não podemos esquecer que não foi o PS que ganhou as eleições. Portanto, isto formou-se com a vontade de chegar ao poder e não para resolver os problemas. Os problemas essenciais não estão resolvidos”, sustentou.

Maria Cidália Guerreiro criticou também os órgãos de comunicação social por estarem “sistematicamente” a passar a ideia de que o Partido Socialista vai obter uma maioria absoluta a 6 de outubro, apelando para que os eleitores votem depois de fazer uma reflexão sobre os últimos quatro anos.

A candidata considerou que “não existiu um investimento público” nos principais setores, nomeadamente saúde, habitação e trabalho.

Nesse sentido, o PCTP/MRPP defendeu alterações ao Código de Trabalho e o alargamento das 35 horas semanais no setor privado e, na área da habitação, a revogação da lei das rendas, que está “a levar aos despejos e à especulação imobiliária”, bem como a municipalização dos solos.

Propondo “uma reforma na saúde” para que seja acessível para todos, a candidata frisa que deve ficar definido “a proibição de cativações na saúde”.

Caso o PCTP/MRPP consiga chegar à Assembleia da República, Maria Cidália Guerreiro promete “uma voz liberta de acordos, compromissos e jogos de poder”, prometendo “desmontar e denunciar todos os aspetos que no fundo não deixam que o país avance”.

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Detidas 462 pessoas desde março por violação das regras

Covid-19

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO / Arquivo

Cinco pessoas foram detidas pelas autoridades nas últimas 24 horas, o que perfaz um total de 462 detidos desde março do ano passado por violação das medidas de combate à pandemia de covid-19, revelou a PSP.

Do total de detidos desde março do ano passado, 126 foram por desobediência ao confinamento no domicílio prescrito pela autoridade de saúde.

Em comunicado, a Polícia de Segurança Pública (PSP) refere ainda que, nas últimas 24 horas, encerrou 22 estabelecimentos pelo não cumprimento das medidas de combate à pandemia.

Na nota, a PSP explica que, das cinco detenções nas últimas 24 horas, uma foi por violação do confinamento obrigatório decretado pela autoridade de saúde, duas por recusa em encerrar estabelecimento e duas por desobediência e violação do dever geral de confinamento.

Além de encerrar 22 estabelecimentos que não cumpriam as regras, a PSP elaborou 128 autos, dos quais 46 por consumo de bebidas alcoólicas na via pública e 16 devido à não utilização de máscara na via pública.

O balanço da PSP indica que, desde março de 2020, foram registados cerca de 4.500 autos de notícia por contraordenação, 1.660 dos quais por consumo de bebidas alcoólicas na via pública e 173 por não uso da máscara na via pública.

Em resultado desses autos foram já aplicados mais de 10.000 euros em coimas.

Em comunicado, a PSP apela a todos os cidadãos para cumprirem as regras de prevenção da propagação da infeção por covid-19 difundidas pela Direção-Geral da Saúde, “bem como as ordens legais e legítimas dos polícias, emitidas no âmbito das diversas ocorrências policiais para as quais a PSP é chamada a resolver”.

“Agradecemos ainda a toda a população que se tem mantido atenta neste contexto e que, quando confrontada com incumprimentos flagrantes e continuados, que colocam objetivamente em risco a saúde de toda a comunidade, têm feito chegar à PSP os relatos e informação que têm também permitido a correspondente e atempada atuação”, acrescenta.

Na nota, a PSP lembra que essa informação poderá ser comunicada diretamente às esquadras e que as denúncias ou suspeitas de violência doméstica podem ser comunicadas para o endereço [email protected] e os casos de abandono ou isolamento de idosos ou pessoa especialmente fragilizada para [email protected]

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Igreja suspende missas a partir de sábado

Covid-19

Foto: Ilustrativa / DR

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) decidiu hoje, “tendo consciência da extrema gravidade da situação pandémica que estamos a viver no nosso País”, suspender a “celebração ‘pública’ da Eucaristia a partir de 23 de janeiro de 2021”.

Além disso, está também determinada “a suspensão de catequeses e outras atividades pastorais que impliquem contacto, até novas orientações. “As Dioceses das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira darão orientações próprias”, é explicado.

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Preços da gasolina e gasóleo aumentaram em dezembro

Economia

Foto: DR / Arquivo

Os preços médios do gasóleo e da gasolina simples 95 aumentaram em dezembro, face a novembro, 3,6% e 1,8% respetivamente, mas ainda com valores abaixo dos de fevereiro, informou hoje a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

No gasóleo simples, o preço de venda ao público (PVP) médio, que em outubro atingiu o valor mais baixo dos últimos quatro meses, diminuindo 0,6% face a setembro, aumentou em novembro 0,2% face a outubro, e em dezembro aumentou 3,6% face ao mês anterior, lê-se no boletim mensal do mercado de combustíveis da ERSE.

“O PVP do gasóleo simples aumentou (+3,6%), em dezembro, face a novembro. Embora seja o quarto aumento em 2020, o PVP médio nacional permanece 8,3% mais barato do que em fevereiro”, destaca o regulador.

Já a gasolina simples 95, que em outubro manteve o preço médio, face a setembro, e em novembro diminuiu 1,1%, face a outubro, aumentou em dezembro 1,8%, face ao mês anterior.

“Embora seja o quarto aumento sucedido em 2020, o PVP permanece 6,7% mais barato face ao valor registado em fevereiro”, destaca a ERSE, adiantando que a componente do PVP de maior expressão corresponde a impostos, que representou em dezembro aproximadamente 65% do total da fatura da gasolina.

Na gasolina, a cotação internacional e o respetivo frete passaram a representar 18,7% e nos gasóleos, diz o regulador, a maior fatia do PVP paga pelo consumidor corresponde à componente de impostos, seguida do valor da cotação internacional e frete, sendo que esta aumentou face ao mês anterior, acompanhando o comportamento sucedido em novembro.

Quanto ao preço médio de venda ao público do GPL (Gás de Petróleo Liquefeito) Auto, diminuiu em dezembro 0,1% face a novembro: “Ainda assim, o PVP médio nacional permaneceu 6,0% mais barato do que em fevereiro”, diz a ERSE.

Em contrapartida, a cotação e o frete aumentaram 2,4% na composição do PVP, representando os impostos e a margem de comercialização cerca de 3/4 do preço suportado pelo consumidor, tendo a margem sofrido uma redução face a novembro.

Segundo o regulador, os hipermercados mantêm as ofertas mais competitivas nos combustíveis rodoviários, seguidos pelos operadores do segmento ‘low cost’.

Braga e Santarém registaram os preços de gasóleo e gasolina mais baixos, enquanto Bragança e Beja foram os distritos os mais caros.

Viana do Castelo e Vila Real registaram, para Portugal continental, a garrafa de GPL (butano e propano) com o menor custo, já Setúbal, Beja e Faro apresentam os preços mais elevados.

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