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Viana do Castelo

PCP vai questionar UE sobre impacto na pesca de parque eólico ao largo de Viana

Projeto orçado em 125 milhões.

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Foto: DR/Arquivo

O eurodeputado do PCP João Pimenta Lopes disse esta sexta-feira, em Viana do Castelo, que irá questionar o Parlamento Europeu (PE) sobre o impacto da instalação de um parque eólico flutuante ao largo daquele concelho na atividade piscatória.


Em causa está um projeto de aproveitamento da energia das ondas orçado em 125 milhões de euros, coordenado pela EDP, através da EDP Renováveis, e que integra o parceiro tecnológico Principle Power, a Repsol, a capital de risco Portugal Ventures e a metalúrgica A. Silva Matos.

“Neste momento temos alguns elementos, vamos apurar outros e sendo oportuno trataremos de colocar esta questão no plano da nossa intervenção no PE com uma questão à Comissão Europeia. O objetivo é perceber que fundos estão a ser canalizados para este projeto, como está a ser feita a sua aplicação uma vez que o financiamento de um determinado projeto pode conflituar, diretamente, com um setor fundamental para o nosso país como é o setor das pescas”, sustentou o eurodeputado no final de uma reunião na Vianapesca, cooperativa de produtores de peixe de Viana do Castelo.

João Pimenta Lopes afirmou que a área de implantação do parque WindFloat Atlantic é de “grande extensão, apanhando todo o concelho de Viana do Castelo e de Caminha, até à fronteira”.

“A informação, tal como nos foi avançada, evidencia um conflito direto entre os interesses dos pescadores e os interesses das empresas de produção de energia. É uma grande área, com uma dimensão de 10 por 20 quilómetros, que coincide precisamente com a área de exploração piscatória atual e que não teve em conta as preocupações que os pescadores e as suas organizações expressaram quer ao Governo português, quer à própria Comissão Europeia”, sustentou.

O eurodeputado comunista disse que “não estará a ser tido em conta um conjunto de preocupações levantadas quer pela Vianapesca, quer por outras organizações de pescadores, não só de Viana do Castelo como de concelhos limítrofes”.

“O compromisso que aqui assumi foi o de levar esta questão aos espaços institucionais que ocupamos, desde logo à Assembleia da República, mas ver também como será possível colocar esta questão à Comissão Europeia, por meio da nossa intervenção no Parlamento Europeu”, referiu.

Nesse sentido, adiantou que o partido “irá procurar mais informação” sobe o projeto para sustentar a sua intervenção política.

“É uma situação de conflito e é preciso perceber das razões deste conflito, e perceber em que condições é possível compatibilizar a exploração das energias renováveis sem por em causa a exploração piscatória e as comunidades piscatórias que dependem desta zona em particular”, destacou.

As limitações á pesca da sardinha foi outra das questões abordadas com os pescadores de Vianas do Castelo, cidade onde ainda visitou a Polis Litoral Norte para “conhecer o trabalho que a sociedade vem desenvolvendo desde a sua fundação, em 2009”.

Antes, João Pimenta Lopes esteve em Ponte de Lima a convite da escola secundária daquela vila do Alto Minho para participar num debate, com a presença de 60 alunos, sobre migrações e democracia, tendo ainda mantido contactos com Molima- Movimento para a Defesa do Rio Lima.

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Viana do Castelo

Viana pondera instalar ilhas de produção de energia no rio Lima

Energia solar

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Foto: Ilustrativa / DR

O presidente da Câmara de Viana do Castelo disse hoje estar a ser analisada a instalação de três ilhas flutuantes de produção de energia solar no rio Lima para “acautelar” o seu impacto na utilização do espelho de água.

“Os nossos serviços estão a fazer análise técnica do projeto. A nossa preocupação é que o espaço a ser utilizado por aquelas infraestruturas não conflitue com usos pré-existentes, nomeadamente, a atividade piscatória e os desportos náuticos. A atividade no rio Lima tem de compatibilizar todo o tipo de usos”, afirmou hoje à agência Lusa José Maria Costa.

Em causa o PROTEVS, um projeto-piloto que prevê a instalação, por um prazo máximo de cinco anos, de três ilhas no espelho de água a poente do porto comercial de Viana do Castelo, em área de jurisdição da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) para o desenvolvimento de unidades de geração de energia com recurso a fontes renováveis de irradiação solar.

O projeto, em fase de consulta pública até ao dia 20, da empresa portuguesa Solarisfloat, é considerado “uma solução única no mundo, na área do solar fotovoltaico flutuante”.

Contactado hoje pela Lusa, o o presidente da Câmara de Viana, o socialista José Maria Costa, explicou que o parecer da autarquia sobre o projeto “ainda não está fechado”.

“Somos favoráveis a projetos de inovação e este é um projeto de inovação. Agora, queremos acautelar essa utilização do espelho de água com toda a atividade existente no rio Lima. O rio Lima é utilizado para inúmeras atividades. Três ilhas com a dimensão prevista [duas delas com uma área circular com de 38 e 44 metros de diâmetro] pode causar conflitos com outras utilizações e nós queremos acautelar essa situação”, sustentou.

No dia 22 de junho, foi publicado em Diário da República o edital para a atribuição do título de utilização privativa do domínio público hídrico para instalação das três ilhas por um prazo máximo de cinco anos, no espelho de água a poente do porto comercial de Viana do Castelo, em área de jurisdição da APDL para o desenvolvimento de unidades de geração de energia com recurso a fontes renováveis de irradiação solar.

Segundo o edital, uma das plataformas flutuantes, designada “PROTEVS+, tem 180 módulos fotovoltaicos dispostos numa área circular de 38 metros de diâmetro. Uma outra ilha, a “PROTEVS Single 360 tem 364 módulos fotovoltaicos dispostos numa área circular de 44 metros de diâmetro, sendo que uma terceira ilha será “representativa para simular disposição” das restantes.

O documento aponta um prazo de 30 dias úteis para os interessados se pronunciarem sobre o projeto.

Em resposta escrita a um pedido de esclarecimento enviado pela Lusa, o diretor-geral da Solarisfloat, João Felgueiras, explicou que após a conclusão da consulta pública, a instalação das ilhas deverá começar em setembro.

“Trata-se de uma ilha com módulos fotovoltaicos com rotação a um ou dois eixos a implementar em lagos, lagoas, albufeiras e reservatórios de água. Este sistema de rotação, seguindo o sol, assegura uma constante otimização de produção, traduzindo-se em ganhos até 30%, quando comparáveis com soluções estáticas. O PROTEVS é uma solução modular, escalável, de fácil e rápida instalação, sem necessidade de mão-de-obra qualificada”, especificou.

Segundo João Felgueiras, serão instaladas no rio Lima três ilhas do segmento do solar fotovoltaico flutuante – duas para produção de energia e uma para testes e validações”.

“As ilhas irão produzir cerca de 476,8 MWh/ano, energia que será canalizada para a APDL e injetada para autoconsumo. Estima-se que a energia produzida permita abastecer, em média, 120 habitações, considerando o consumo per capita em 2017 (dados Pordata)”, disse.

De acordo com João Felgueiras, o ROTEVS foi alvo, nos últimos anos, de vários testes e validações por diversas entidades, que comprovam o total respeito pelas questões ambientais, tendo sido desenvolvido um trabalho, em conjunto com a APDL, de forma a não causar impacto em qualquer atividade já existente”.

O projeto a instalar em Viana do Castelo pela Solarisfloat, empresa do setor das energias renováveis do grupo português JP, “envolve um investimento privado de cerca de 300 mil euros e recorre a Investigação e Desenvolvimento (I&D) 100% nacional”.

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Alto Minho

Empresa tecnológica investe 16 milhões para produção de energia das ondas em Viana

Economia

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Foto: DR

A tecnológica CorPower Ocean está a investir 16 milhões de euros num centro de Investigação e Desenvolvimento (I&D) em Viana do Castelo para desenvolver conversores de energia das ondas, informou hoje a Câmara local.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a Câmara de Viana diz que a “CorPower Ocean e a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) chegaram a acordo para desenvolver a instalação de energia oceânica no porto comercial de Viana do Castelo”.

“A APDL proporcionará espaço para o fabrico, montagem e manutenção de conversores de energia das ondas à escala comercial”, adiantou o município presidido pelo socialista José Maria Costa.

Em causa está o projeto considerado “pioneiro”, designado por HiWave-5.

“Este projeto está em linha com os objetivos de sustentabilidade europeus e é um passo considerável para a descarbonização e a implementação em grande escala de energia limpa. Pretendemos servir de exemplo para outros portos europeus, no que diz respeito à utilização das infraestruturas existentes para fins semelhantes”, afirma a administração da APDL, citada naquela nota.

No documento, a empresa, líder em tecnologia de energia das ondas, justificou a escolha de Viana do Castelo para a instalação do I&D “com um sólido conjunto de engenheiros de setores como eólicas marítimas, fabrico de compósitos e estaleiros navais, universidades de alto nível e infraestrutura industrial, incluindo portos e ligação à rede”.

“Esta é uma etapa crucial na nossa busca pelo desenvolvimento de uma nova classe de Conversores de Energia das Ondas (WEC – Wave Energy Converters) de alta eficiência. O objetivo da CorPower é introduzir com sucesso no mercado produtos WEC certificados e com garantia até 2024, tornando a energia das ondas uma tecnologia viável e capaz de atrair financiamento para projetos de fontes renováveis convencionais”, explicou o CEO da CorPower Ocean, Patrik Möller.

Segundo a nota enviada à Lusa, “o trabalho da CorPower Ocean complementa a estratégia industrial portuguesa para as energias renováveis oceânicas, concebida para criar um ‘cluster’ de exportação industrial competitivo e inovador para as energias renováveis oceânicas”.

“Recentemente, a operadora de rede REN instalou um novo cabo ’offshore’ ao serviço de eólicas flutuantes, e existe um interesse comercial significativo por parte de empresas de serviços públicos e promotores de projetos para o desenvolvimento do projeto de ondas da próxima geração”, acrescenta.

Em causa está o Windfloat Atlantic(WFA), um projeto de uma central eólica ‘offshore’ (no mar), em Viana do Castelo, orçado em 125 milhões de euros, coordenado pela EDP, através da EDP Renováveis, e que integra o parceiro tecnológico Principle Power, a Repsol, a capital de risco Portugal Ventures e a metalúrgica A. Silva Matos.

Trata-se do primeiro parque eólico flutuante da Europa continental, situado 20 quilómetros ao largo de Viana do Castelo.

Para a CorPower Ocean, “a energia das ondas pode desempenhar um papel fundamental na transição de Portugal para um país 100% de energia renovável, oferecendo uma plataforma para impulsionar as exportações portuguesas e as oportunidades de investimento a longo prazo para as cadeias de abastecimento locais”.

O programa HiWave-5 “é reconhecido como sendo um dos esforços mais ambiciosos em energia oceânica, estimando-se que com a chegada do HiWave-5 seja consolidada a reputação de Portugal como líder mundial em energia renovável, com investimentos significativos em pessoal, tecnologia e instalações”.

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Alto Minho

Hospital de Viana quer recuperar até final do ano mais de 2.000 cirurgias adiadas

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) prevê recuperar, até final do ano, as 2.051 cirurgias adiadas devido à pandemia de covid-19, sendo que desde junho já foram efetuadas 382 cirurgias e reagendadas 589, foi hoje divulgado.

Em comunicado hoje enviado às redações, a ULSAM realçou que durante a pandemia causada pelo novo coronavírus “foram realizadas todas as cirurgias urgentes e oncológicas, num total de 443”.

Segundo a ULSAM, a atividade cirúrgica foi retomada no dia 15 de junho, sendo que até final do mesmo mês “foram efetuadas 382 cirurgias e reagendadas 589”.

“A ULSAM está a realizar programas de recuperação cirúrgicos no sentido de efetuar as cirurgias não realizadas, e estamos a prever que até ao final do ano, caso a situação epidemiológica do país o permita, recuperar todas as cirurgias”, sustenta a nota.

Já as consultas externas, desde que foram retomadas, em 07 de maio, e até 30 de junho, foram realizadas 38.100.

“No período da pandemia foram desmarcadas 5.700 consultas, no entanto, já foram realizadas/marcadas 3.400 consultas”, especifica.

No documento, a ULSAM adianta estar “atualmente a reagendar a atividade assistencial programada pendente, de forma gradual e dinâmica, de modo a assegurar o cumprimento rigoroso das normas e orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS) em termos de segurança para utentes e profissionais de saúde, e sem descurar a salvaguarda da prontidão de resposta necessária a um eventual aumento da incidência da por força da pandemia de covid-19”.

Entre as medidas adotadas, a ULSAM destaca a “continuidade da atividade assistencial com recurso a meios não presenciais, utilizando teleconsulta, telemonitorização e teleconsultadoria, agendamentos de consulta/intervenções com hora marcada, garantindo que os utentes permanecem nos serviços de saúde apenas durante o período estritamente necessário e a realização de atividade de consulta hospitalar, de forma descentralizada, nos cuidados de saúde primários, nomeadamente através de teleconsultadoria”.

A ULSAM é constituída por dois hospitais: o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas, contando com 2.500 profissionais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 531 mil mortos e infetou mais de 11,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.614 pessoas das 43.897 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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