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PCP acusa PS de se aliar a PSD e CDS para tirar direitos aos trabalhadores

Legislativas 2019

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Foto: DR / Arquivo

O secretário-geral do PCP acusou este sábado o PS de se ter aliado de novo ao PSD e CDS para a aprovar a nova legislação laboral, que considerou ser “um ensaio para criar futuras gerações de trabalhadores sem direitos”.

“O PS não mudou porque tem uma natureza de classe muito concreta. E essa marca de classe foi revelada quando se tratou de alterar a legislação laboral. Recusando as propostas do PCP, lá voltou a contar com o PSD e CDS para manter a caducidade da contratação coletiva, a desregulação dos horários de trabalho, a legalização abusiva da precariedade, o alargamento do período experimental, medidas que são um ensaio para criar as futuras gerações de trabalhadores sem direitos”, disse Jerónimo de Sousa.

O líder comunista, que falava a centenas de militantes comunistas que preparam a próxima edição da Festa do Avante, na Quinta da Atalaia, no Seixal, lembrou que foi a luta de gerações inteiras que conquistou esses direitos dos trabalhadores, e advertiu que será a luta das atuais e das novas gerações que os há de reconquistar.

Apesar das críticas ao “Governo minoritário do PS”, como lhe chamou, Jerónimo de Sousa não se mostrou arrependido pelo apoio dado pelo PCP ao executivo socialista, mas defendeu que é necessário “reforçar a CDU nas próximas eleições legislativas.

Jerónimo de Sousa justificou a necessidade de reforço do PCP lembrando que foi pela ação e iniciativa do PCP e do PEV, que se afastou “o pesadelo do governo PSD e CDS e encetamos o caminho da “reposição de direitos e rendimentos dos trabalhadores e do povo, muitos deles já considerados por alguns para todo o sempre”.

“Decidimos, e decidimos bem, manter a nossa relação com o governo minoritário do PS, conquistando direitos que não seriam conquistados se não tivesse sido a determinação e a persistência o PCOP e dos Verdes”, disse.

“O Governo do PS não se libertou dos eixos centrais da política de direita, nem da submissão à política do euro da União Europeia nem e dos interesses do capital monopolista. Tínhamos consciência de que o PS não tinha mudado. O que mudou foram as circunstâncias”, acrescentou o dirigente comunista.

No encontro com os militantes envolvidos na preparação da Festa do Avante, Jerónimo de Sousa reiterou o apelo ao voto na CDU, lembrando que as próximas eleições legislativas podem determinar o curso da vida política nacional nos próximos anos.

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Os números do Euromilhões

1.° prémio: 173 milhões

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Foto: O MINHO

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta terça-feira, 17 de setembro: 22, 37, 43, 44 e 45 (números) e 1 e 12 (estrelas).

Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 173 milhões de euros.

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País

Debate Costa – Rio visto por 2,66 milhões de espetadores na SIC,TVI e RTP1

Eleições Legislativas 2019

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Imagem via RTP 3

O debate entre Rui Rio e António Costa, transmitido na segunda-feira em simultâneo pela SIC, TVI e RTP1 foi visto por 2,66 milhões de espetadores, segundo dados da GFK/CAEM esta terça-feira divulgados.

Segundo os dados fornecidos pelo Grupo Impresa, em média, cerca de 2,66 milhões de pessoas viram o único frente a frente televisivo entre os líderes do PS e PSD, de um total de 4,793 milhões de pessoas que estavam a ver televisão à mesma hora.

O debate foi liderado pela SIC no universo dos canais generalistas, com 22,3% de ‘share’ e 11,3% de audiência média, o que corresponde a 1,067 milhões de espetadores.

A TVI obteve 17,3% ‘share’, o que corresponde a uma audiência média de 8,2% ou cerca de 774 mil espetadores.

A RTP1, com um ‘share’ de 16,2%, registou cerca de 829 mil pessoas durante o debate televisivo (8,8% de audiência média).

As eleições legislativas realizam-se em 06 de outubro. Concorrem a esta eleição, a 16.ª em democracia, um número recorde de forças políticas – 20 partidos e uma coligação.

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País

PCTP/MRPP critica PCP e BE por terem votado todos orçamentos do PS

Eleições Legislativas 2019

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Foto: Facebook de PCTP/MRPP

O PCTP/MRPP critica o PCP e o Bloco de Esquerda por terem apoiado o Governo de António Costa e votado a favor de todos os orçamentos do Estado que apenas permitiram o pagamento da dívida e redução do défice.

Em entrevista à agência Lusa, a propósito das eleições legislativas de 6 de outubro, a cabeça de lista pelo círculo de Lisboa do PCTP/MRPP, Maria Cidália Guerreiro, fez “uma avaliação negativa” da maioria parlamentar de esquerda que suporta o Governo do PS, a chamada ‘geringonça’.

“Não correspondeu de facto às necessidades e ao que era expectável. Só existiu porque teve o apoio, neste caso, do PCP e do Bloco, que acabaram por votar a favor de todos os orçamentos”, lembrou.

A candidata considerou que o PCP e o BE viabilizaram “a existência, permanência e continuidade de um Governo que não deu resposta às questões essenciais”, mas que “apenas conseguiu responder aos compromissos internacionais” e que esteve “essencialmente vocacionado e direcionado para pagar uma dívida”.

“Foram quatro anos em que o principal objetivo foi pagar uma dívida que é impagável e que foi tentar reduzir o défice, que são imposições da União Europeia”, afirmou, sublinhando que uma “das primeiras medidas” do PCTP/MRPP “é a saída” de Portugal da União Europeia, do Euro e, “naturalmente, o não pagamento de uma dívida, que está a retirar toda a soberania” económica, monetária e bancária.

Para a cabeça de lista por Lisboa, não “é apenas” da responsabilidade do PS as consequências desta governação, mas de todos aqueles que a viabilizaram e fizeram esta aliança.

“Não podemos esquecer que não foi o PS que ganhou as eleições. Portanto, isto formou-se com a vontade de chegar ao poder e não para resolver os problemas. Os problemas essenciais não estão resolvidos”, sustentou.

Maria Cidália Guerreiro criticou também os órgãos de comunicação social por estarem “sistematicamente” a passar a ideia de que o Partido Socialista vai obter uma maioria absoluta a 6 de outubro, apelando para que os eleitores votem depois de fazer uma reflexão sobre os últimos quatro anos.

A candidata considerou que “não existiu um investimento público” nos principais setores, nomeadamente saúde, habitação e trabalho.

Nesse sentido, o PCTP/MRPP defendeu alterações ao Código de Trabalho e o alargamento das 35 horas semanais no setor privado e, na área da habitação, a revogação da lei das rendas, que está “a levar aos despejos e à especulação imobiliária”, bem como a municipalização dos solos.

Propondo “uma reforma na saúde” para que seja acessível para todos, a candidata frisa que deve ficar definido “a proibição de cativações na saúde”.

Caso o PCTP/MRPP consiga chegar à Assembleia da República, Maria Cidália Guerreiro promete “uma voz liberta de acordos, compromissos e jogos de poder”, prometendo “desmontar e denunciar todos os aspetos que no fundo não deixam que o país avance”.

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