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Braga

Bom Jesus é dos locais mais ‘instagramáveis’ da Europa, diz televisão pública belga

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Foto: Blogger "umpinguinho"

A nomeação de Braga como o segundo destino europeu do ano de 2019 está na base da classificação da cidade como uma das mais instagramáveis da Europa, sobretudo graças ao escadório do Bom Jesus, ou assim o diz a estação de televisão pública belga RTBF.

 

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Mas nem tudo é positivo. Esta descrição do monumento religioso parte de um princípio que, hoje em dia, há uma maior procura de destino de férias, não pelas memórias em si, mas sobretudo pelo enquadramento de fotografias para redes sociais.

A RTBF questiona como é que Braga ficou à frente de Florença na lista de melhores destinos europeus. A resposta? Instagram. Os belgas dizem que “Braga é muito fofa” indicando que já realizaram um trabalho na urbe bracarense “há 7 anos, quando o Norte de Portugal não era tão turístico”, mas que isso por si só não deveria chegar para ultrapassar uma cidade como Florença, à qual apelidam de “jóia de cultura, gastronomia e arte italiana”.

Os belgas acreditam que o escadório do Bom Jesus é o monumento que mais força dá a Braga e que existe um desejo na procura pela “escadaria instagramável” que passa no feed de Instagram de utilizadores um pouco por todo o mundo.

 

 

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Sobre o escadório, “nada a dizer”. “É soberbo”, referem, dando também destaque à Sé Catedral e “às poucas ruas comerciais” do centro da cidade. “Mas daí até propor a cidade como segundo melhor destino turístico… Temos as nossas dúvidas”, escrevem.

O texto surge a propósito de uma nova profissão que começa a existir em alguns destinos turísticos mundiais. o “instabutler“, uma espécie de mordomo para o Instagram.

Explica a publicação que quem vai de férias para um lugar exótico e, ao lado do tradicional concierge de hotel que prepara atividades e passeios, já pode contar com quem o leve aos locais “mais instagramáveis” da região.

E para isso, o instabutler vai equipado com uma variedade de acessórios e sabe as horas em que as fotos serão mais bonitas ou os monumentos que melhor se encaixam numa foto de perfil nas redes sociais.

A National Geographic Portugal publicou em julho deste ano a lista das 10 cidades “mais instagramáveis” de Portugal, e Braga não foi incluída.

Lisboa, Porto, Coimbra, Águeda, Aveiro, Obidos, Peniche, Alcácer do Sal, Seia e Faro foram as cidades escolhidas pela publicação.

Se Braga é, ou não, um dos locais favoritos para retratar momentos apelativos para as redes sociais, não sabemos, mas a verdade é que foi eleito o segundo melhor destino turístico europeu em 2019. E isso ainda parece suscitar discussão em alguns países.

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Braga

Ex-vice defende Mesquita Machado na legalidade de concessão de estacionamento em Braga

Ex-autarca e empresário António Salvador negam “conluio”

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Foto: O MINHO (11/2018)

O antigo vice-presidente da Câmara de Braga, Vítor de Sousa considerou hoje no Tribunal de Braga, onde depôs como testemunha, que o alargamento do número de ruas concessionadas à Britalar pela Câmara foi um processo “normal”, baseado em estudos técnicos.

“Estive numa reunião com o então chefe da Divisão de Trânsito, engenheiro Barata – já falecido – e com outros técnicos onde se abordou a questão do alargamento, o que eu dei como bom”, afirmou,
ante o coletivo de juízes.

Vítor de Sousa é testemunha no julgamento do ex-presidente da Câmara, o socialista Mesquita Machado e de António Salvador, da Britalar, ambos pelo crime de prevaricação, supostamente cometido em 2013, aquando da entrega do estacionamento à Britalar.

A concessão foi feita mediante o adiantamento à Câmara de 4,1 milhões de euros, sendo a concessionária ressarcida do dinheiro, retendo os 51,5 por cento da receita dos parcómetros que lhe cabiam.

A acusação afirma que os arguidos gizaram, “em conluio”, um plano para alargar, “sem fundamento legal”, a concessão a mais 27 ruas, apenas um dia antes da assinatura do contrato. O que aumentou a concessão para 2319 lugares de estacionamento, mais 1147 do que os previstos no concurso público.

Prejudicando os outros três concorrentes. Os dois acusados rejeitam a tese.

Já vinha de 2003

No seu testemunho, Vítor Sousa disse que os estudos para a possibilidade de alargamento do núcleo urbano com parcómetros já estavam feitos desde 2003, e frisou que o aumento do número de ruas com estacionamento pago, “ainda hoje faz todo o sentido”.

Acrescentou que a decisão de lançar um concurso público para conceder o estacionamento a privados – onde não teve participação direta – se deveu ao facto de a Câmara não ter meios humanos para fiscalizar, dada a escassez de agentes da Polícia Municipal.

Braga: Mesquita e Salvador, no tribunal, negam ser amigos e rejeitam “conluio”

Sobre o facto de o alargamento não estar especificamente referido no contrato com a Britalar, explicou que se tal sucedesse a concessionária podia invocar direitos adquiridos: “com este procedimento a Câmara, se tivesse de fechar uma rua, fá-lo-ia sem pedir licença ao concessionário”, afirmou.

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Braga

Governo quer replicar programa da UMinho que ajudou a puxar crianças ciganas para a escola

Projeto que procura a “inclusão emancipada”, ao colocar o aluno “no centro das atenções”, está a ser testado num agrupamento escolar de Vila Verde

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Foto: Ilustrativa / DR

A secretária de Estado para a Integração disse hoje pretender replicar a outros estabelecimentos de ensino o programa “Rise”, aplicado numa escola de Vila Verde, e que levou a uma taxa de zero de abandono na comunidade cigana.

UMinho quer ajudar a puxar crianças ciganas para a escola – e, em Vila Verde, já está a conseguir

Em Braga, para apresentação dos resultados do programa “RISE – Roma Inclusive School Experiences”, a governante Cláudia Pereira, assegurou que o Governo está a desenvolver uma “estratégia integradora” quer de portugueses ciganos, quer migrantes ou refugiados através de “várias dinâmicas”.

Questionada sobre a aplicação do programa a outras escolas, respondeu:”Sem dúvida, basta ver este indicador de 0% de abandono escolar e daí termos escolhido este momento para a nossa aparição pública por queremos validar e aplicar noutras escolas”.

Segundo Cláudia Pereira, o projeto hoje apresentado “está já a dar um importante contributo através de práticas que aproximação de crianças, famílias e escola”.

A A secretária de Estado para a Integração e Migrações salientou que o objetivo é a “integração de todos os portugueses, ciganos, migrantes refugiados e reforçar o papel nessa melhor integração”.

Entre as medidas previstas pelo atual executivo estão a “capacitação de professores no ensino, reforçar as bolsas de educação em articulação com as que existem para que [os alunos] possam completar o ensino superior, o programa Escolhas, do Alto Comissariado para as Migrações”.

O projeto “Rise” diminuiu o absentismo e insucesso escolar de alunos ciganos com base na articulação entre famílias e escola, interculturalidade e diálogo, formação de professores e articulação curricular.

Com base neste projeto, que teve início em 2018 e com data prevista para terminar em março de 2020, pretende-se que seja feito um ‘booklet’ de boas práticas para serem seguidas noutras escolas frequentadas por crianças ciganas e de outras minorias socioeconómicas.

O “Rise” foi aplicado no pré-escolar, primeiro e segundo ciclos.

“Mais do que resultados quantitativos deste tipo de projetos é preciso retirar resultados qualificativos. Se por um lado é possível quantificar um menor abandono escolar e taxas de insucesso a diminuir, por outro é preciso salientar esses resultados foram conseguidos pela inversão do paradigma Ensino/ Aprendizagem para Aprendizagem/Ensino, colocando o aluno como o centro das atenções na sala de aula”, explicou a docente da Universidade do Minho e também membro do Observatório das Comunidades Ciganas, Maria José Casa-Nova.

Para aquela “inversão”, os professores incluídos no projeto usaram “dispositivos pedagógicos” para levar os alunos a aprender as matérias escolares através do uso de mecanismos que fizeram deles os protagonistas das aulas.

O “Rise” está também a ser aplicado em Itália e na Eslovénia, sendo financiado pelo programa Direitos, Igualdade e Cidadania da Comissão Europeia.

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Braga

UMinho quer ajudar a puxar crianças ciganas para a escola – e, em Vila Verde, já está a conseguir

Projeto que procura a “inclusão emancipada”, ao colocar o aluno “no centro das atenções”, está a ser testado num agrupamento escolar de Vila Verde

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Foto: Ilustrativa / DR

O projeto “Rise”, aplicado num agrupamento escolar de Vila Verde, “conseguiu” diminuir o absentismo e insucesso escolar de alunos ciganos ao “inverter” o paradigma Ensino/ Apendizagem, procurando uma “inclusão emancipada” ao colocar o aluno “no centro das atenções”.

Em declarações à Lusa, a professora da Universidade do Minho e coordenadora do programa, RISE – Roma Inclusive School Experiences”, Maria José Casa-Nova, explicou que o projeto assenta em três pilares: articulação entre famílias e escola, interculturalidade e diálogo, formação de professores e articulação curricular.

Com base neste projeto, que teve início em 2018 e com data prevista para terminar em março de 2020, pretende-se que seja feito um ‘booklet’ de boas práticas para serem seguidas noutras escolas frequentadas por crianças ciganas e de outras minorias socioeconómicas, sendo que o “Rise” foi aplicado no pré-escolar, primeiro e segundo ciclo.

“Mais do que resultados quantitativos deste tipo de projetos é preciso retirar resultados qualificativos. Se por um lado é possível quantificar um menor abandono escolar e taxas de insucesso a diminuir, por outro é preciso salientar esses resultados foram conseguidos pela inversão do paradigma Ensino/ Aprendizagem para Aprendizagem/Ensino, colocando o aluno como o centro das atenções na sala de aula”, explicou a docente da Universidade do Minho e também membro do Observatório das Comunidades Ciganas, Maria José Casa-Nova

Para aquela “inversão”, os professores incluídos no projeto usaram “dispositivos pedagógicos” para levar os alunos a aprender as matérias escolares através do uso de mecanismos que fizeram deles “os protagonistas” das aulas.

“Por exemplo, foi pedido que levassem materiais para construir casas e nelas colocar aquilo que eles têm em casa deles. Neste exercício foi possível ver a multiculturalidade entre as crianças envolvidas e evidenciar as diferenças mas de forma positiva, enquanto aprendiam noções de matemática, meio-físico e português”, apontou a investigadora.

Quanto ao primeiro dos pilares referidos por Maria José Casa-Nova, a participação das famílias nas atividades e dinamização escolar, a investigadora disse ser possível concluir que “os pais e familiares das crianças ciganas aderiram e entraram em diálogo com os pais das outras crianças, que se mostraram cada vez mais recetivos às suas ideias e forma de participar no contexto escolar”.

“Conseguiu-se criar uma rede de sociabilidade sem que tenha havido má receção de nenhuma das partes”, salientou.

No segundo pilar, a formação dos professores, a investigadora apontou a “boa recetividade às ações de formação e o bom entendimento por parte dos docentes da inversão da equação Ensino/ Aprendizagem”.

O terceiro pilar, a articulação curricular, “foi aquele do qual mais resultados qualitativos foi possível retirar com o uso e construção dos dispositivos pedagógicos”.

Para Maria José Casa-Nova uma das “mais-valias” do projeto é ter tornado possível “incutir nas crianças, desde cedo, a consciência o não uso de práticas de desigualdade de género, trabalhar com elas para que percebam que homem e mulher podem fazer as mesmas coisas e que estão em igualdade de circunstâncias.

A coordenadora do “Rise”, embora reconhecendo que “estas alterações de mentalidades não acontecem num ano, nem em dois ou três”, salientou que “por algum lado tem que começar e ao começar desde cedo nos mais novos permite que eles levem estas ideias para casa e as comecem também a difundir e aplicar na sua comunidade”.

Por isso, Maria José Casa-Nova fala em “inclusão emancipada”: “Grande parte destas crianças, como outras noutros contextos socioeconómicos de descriminação, se não forem à escola buscar ferramentas de educação não as vão ter em lado nenhum. Por isso a escola tem que agir e formar ao mesmo tempo, trabalhando de forma a que cada sujeito possa fazer o seu caminho de emancipação”, explicou.

Os resultados do projeto, aplicado também em Itália e na Eslovénia, financiado pelo programa Direitos, Igualdade e Cidadania da Comissão Europeia, vão hoje ser apresentados na Universidade do Minho.

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Governo quer replicar programa da UMinho que quer puxar crianças ciganas para a escola

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