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Terras de Bouro

Parque Nacional Peneda Gerês está há um ano à espera de antena de comunicações

Antena facilitaria resgate de turistas perdidos

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Foto: O MINHO

Ninguém sabe o que se passa com a não instalação de uma antena de telecomunicações em Leonte, Terras de Bouro, em pleno Parque Nacional Peneda Gerês e que facilitaria o resgate de pessoas perdidas em plena serra.

O Governo aprovou em 2017, 11 medidas integradas no projeto-piloto para a prevenção de incêndios florestais e de valorização e recuperação de habitats naturais no PNPG e uma delas passava pela instalação de seis antenas, cinco estão no terreno mas a de Leonte nem vê-la.

O Presidente da Câmara de Terras de Bouro confirma esta situação e diz desconhecer em que pé está este processo. “O concelho aparece pelos piores motivos na abertura dos telejornais”, referindo-se às perdas de pessoas quando fazem os trilhos, “temos a solução encontrada, mas não há sinal da sua concretização”.

Manuel Tibo lembra que a antena será partilhada pelas três operadoras e espera que “na altura da época estival o problema esteja resolvido”, sob o risco de o resgate das pessoas continuar a ser muito difícil.

Segundo foi possível apurar, em causa está uma questão de energia para alimentar a antena. Ou se instalam painéis fotovoltaicos ou a energia terá que vir de Espanha ou da Vila do Gerês.

Confrontado com esta questão, Manuel Tibo confirma que “havia um problema com a energia, mas não sei em que ponto está essa situação porque não fomos informados de nada”.

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Terras de Bouro

Quatro jovens estrangeiros perdidos resgatados na Serra do Gerês

Três neozelandeses e um cabo-verdiano

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Foto: O MINHO

Quatro jovens estrangeiros, três neozelandeses e um cabo-verdiano, foram resgatados pela GNR na madrugada de hoje após se terem desorientado na Serra do Gerês, disse à Lusa a GNR de Braga.

Segundo a fonte, cerca das 22:00 de sábado os jovens – três homens e uma mulher – pediram apoio via telemóvel ao posto territorial da GNR de Terras de Bouro, por se terem afastado da trajetória que seguiam e não conseguirem orientar-se.

Foto: O MINHO

Foto: O MINHO

“O posto informou o CDOS [Comando Distrital de Operações de Socorro] de Braga, que ativou a equipa do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) da GNR, que procedeu ao resgate”, disse.

Conforme explicou a fonte do Comando Territorial de Braga da GNR, os jovens enviaram via ‘Whatsapp’ às autoridades as coordenadas GPS do local onde se encontravam, tendo sido localizados pelo GIPS pelas 01:00 de hoje, num local “bastante distante da estrada”.

Os jovens encontravam-se bem e a operação foi dada como finalizada pelas 04:00 da madrugada.

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Terras de Bouro

GNR resgata cinco pessoas da mesma família no Parque Nacional Peneda Gerês

Na zona de Vila da Veiga, próximo da Cabana do Cando

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Foto: DR / Arquivo

Cinco pessoas da mesma família foram resgatadas na quarta-feira à noite na zona de Vila da Veiga, próximo da Cabana do Cando, no Gerês, depois de terem estado perdidas no Parque Natural, anunciou hoje a Guarda Nacional Republicana (GNR).

Em comunicado, a GNR adianta que os militares de Grupo de Intervenção Proteção e Socorro (GIPS) resgataram duas mulheres de 53 e 45 anos, dois jovens de 18 e 21 anos e uma criança com 10 anos.

O resgate ocorreu depois de o Comando Territorial de Braga, através do Posto Territorial do Gerês, ter recebido um alerta, às 18:00 de quarta-feira, para o 112 de que cinco pessoas estavam perdidas no Parque Natural Peneda Gerês, tendo sido ativada a equipa de GIPS.

A GNR adianta que os militares conseguiram estabelecer contacto com um dos elementos do grupo, o que possibilitou obter as coordenadas GPS e perceber a gravidade e complexidade do resgate.

“As vítimas estavam exaustas, sem água e duas delas impossibilitadas de andar, uma vez que a mulher de 45 anos, tinha recentemente sido sujeita a uma intervenção cirúrgica e o jovem, de 21 anos, apresentava ferimentos e hematomas nos joelhos, devido a duas quedas”, indica a GNR.

Os GIPS percorreram cerca de oito quilómetros por trilhos, a partir da Cascata do Arado, até localizarem as vítimas, às 19:30, numa zona de montanha e de vegetação densa.

“Os militares verificaram que as vítimas estavam desorientadas, bastante cansadas e desidratadas, sendo necessário proceder à sua estabilização, disponibilizando-lhes água, magnésio e mantas térmicas”, é referido na nota.

Devido à impossibilidade de duas das vítimas poderem caminhar pelos próprios meios, foi acionado um helicóptero, que retirou quatro elementos do grupo.

Um dos elementos do grupo acompanhou os militares do GIPS até à Cascata do Arado, onde se encontrava Instituto Nacional de Emergência Médica e elementos dos Bombeiros Voluntários de Terras de Bouro, distrito de Braga.

A GNR indica ainda que a operação de resgate terminou cerca das 22:00 de quarta-feira.

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Terras de Bouro

Reflorestação no Gerês atrasada na mata do Mezio e dentro do previsto no Ramiscal

Balanço

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Foto: DR / Arquivo

O período crítico de incêndios em 2017 condicionou o avanço inicial do restauro das matas do Mezio e do Ramiscal, previsto no plano-piloto da Peneda-Gerês, mantendo-se a execução atrasada no Mezio e “dentro do programado” no Ramiscal.

O balanço foi hoje feito em Terras de Bouro numa iniciativa em que participou o ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, e que visou apurar o andamento do Plano-Piloto do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), que começou a ser implementado em 2017 na sequência dos incêndios que no ano anterior consumiram extensas áreas daquela zona protegida.

Representando um investimento global de 8,5 milhões de euros, o projeto visa a prevenção dos incêndios florestais e a valorização e recuperação de ‘habitats’ naturais, com a reflorestação das áreas ardidas, o ordenamento florestal e a melhoria da rede local de comunicações móveis.

No total, são 11 os projetos previstos no plano, a maioria dos quais da responsabilidade do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), mas também das autarquias locais, do Instituto Politécnico de Viana do Castelo e da associação de desenvolvimento regional ADERE.

Segundo o balanço hoje feito, o restauro da mata do Mezio apresenta uma “baixa execução face ao planeado”, tendo vindo a ser prejudicado por “problemas com a execução do projeto” que levaram, mesmo, à “cessação do contrato por reiterados incumprimentos pela empresa” responsável.

Como resultado, apenas foram plantados com espécies autóctones 0,5 dos 137,3 hectares previstos, estando em curso uma alteração ao projeto POSEUR – Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos, “com alteração de áreas de restauro e melhoria de ‘habitats’”.

Já na mata do Ramiscal o projeto de restauro apresenta uma “execução dentro do programado”, com as ações de plantação de bosquetes, sementeira e proteção das áreas plantadas com vedações já finalizadas.

Em execução estão também os programas de prevenção estrutural e conservação da Mata Nacional do Gerês e de ordenamento e sustentabilidade da Zona de Proteção Total da Mata de Albergaria, assim como os projetos de conservação das populações autóctones de pinheiro-silvestre da Serra do Gerês (a concluir até dezembro de 2020) e de informação e participação socioeconómica dos agentes locais (com várias dezenas de sessões públicas de apresentação do plano-piloto e de informação e sensibilização das populações já realizadas).

No que se refere ao projeto de melhoria da cobertura da rede móvel, destinada a acabar com as “zonas de sombra” do parque onde as comunicações móveis não funcionavam, apresenta atualmente uma taxa de execução de 87,5%, com sete antenas já implantadas (cinco ainda em 2016, a antena de Castro Laboreiro em dezembro de 2017 e a antena de Picos em dezembro de 2018) e faltando implantar a antena de Leonte.

Por iniciar está ainda o projeto de expansão e melhoria de ‘habitats’ prioritários e vegetação autóctone, a financiar pelo POSEUR e pelo Fundo Ambiental e da responsabilidade dos municípios de Ponte da Barca e Montalegre, enquanto no âmbito do projeto de revitalização dos setores produtivos tradicionais, a cargo do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, a execução financeira se encontra nos 37%, com vários seminários, missões, ‘focus group’, ‘workshops’ e campos de demonstração já realizados.

No âmbito do plano-piloto foram ainda criadas dez equipas de sapadores florestais, num total de 50 elementos e dez viaturas afetos à vigilância e prevenção estrutural dos incêndios.

O PNPG foi criado em 1971 e é a única área protegida no país com a classificação de parque nacional. Localiza-se no noroeste de Portugal e abrange o território de cinco municípios: Melgaço, Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo, e os concelhos de Terras de Bouro e Montalegre, no distrito de Braga.

Com uma área de mais de 69.000 hectares, encerra “uma diversidade biológica destacada, uma riqueza específica elevada e um número significativo de espécies endémicas”, destacando-se ainda “pela extensão e diversidade extraordinária de habitats naturais”, evidenciando-se “as matas climáticas de carvalhos, associadas ao azevinho, ao medronheiro, ao teixo e ao sobreiro”.

Constitui, juntamente com o Parque Natural da Baixa Limia/Serra do Xurés, na Galiza, o Parque Transfronteiriço Gerês-Xurés e, em conjunto com esse parque natural espanhol, integra, desde 2009, a Reserva Mundial da Biosfera.

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