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Paredes de Coura vai dar 200 euros a pequenos negócios para compra de material de proteção

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A Câmara de Paredes de Coura vai atribuir 200 euros a pequenos negócios locais para apoiar a compra de material de proteção contra a covid-19, anunciou hoje a autarquia.


Em comunicado, o município explica que “o apoio financeiro aos agentes económicos, pessoas individuais e coletivas, com estabelecimento físico, aberto ao público, localizado no concelho (…) abrange [empresas] com volume de negócios inferior ou igual a 150 mil euros no ano de 2019” e traduzir-se-á “no montante de 200 euros a ser atribuído numa única vez”.

“Visa atenuar os custos destes agentes económicos e pequenos negócios na compra de materiais de proteção, de forma a que os seus estabelecimentos respondam a todos os requisitos de segurança preconizados pelas autoridades de saúde”, refere a autarquia, acrescentando que o requerente do apoio apenas não poderá ter dívidas por regularizar à Câmara no momento da apresentação do requerimento, que poderá ser solicitado no Balcão Único do Município, localizado no edifício dos Paços do Concelho.

Vales de compras para as famílias mais carenciadas

A medida de apoio aos pequenos negócios é “complementada” com outra anteriormente implementada pelo município, de atribuição de vales de compras aos munícipes em situação de vulnerabilidade económica originada ou agravada em contexto da pandemia.

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Os vales de compras destinam-se à aquisição de bens de primeira necessidade a serem descontados na rede de estabelecimentos protocolada com o município, refere a autarquia.

São abrangidos todos os agregados familiares ou pessoas singulares, residentes no concelho de Paredes de Coura, que apresentem rendimento per capita inferior a 70% do Indexante dos Apoios Sociais na sequência da alteração de rendimentos face à pandemia covid-19 ou pelo agravamento da sua situação familiar preexistente após a declaração da pandemia.

Estes apoios também são atribuídos de uma única vez e têm como limite máximo atribuído por agregado familiar o correspondente a 50% do IAS.

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Alto Minho

5,5 milhões para explorar granito em Ponte de Lima

Exploração mineira

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Foto: Divulgação / CM Ponte de Lima

O presidente da Câmara de Ponte de Lima, Victor Mendes, apontou hoje à Lusa a conclusão do polo industrial do granito de Pedras Finas, num investimento global de 5,5 milhões de euros, para janeiro de 2021.

Contactado pela agência Lusa, a propósito da publicação, hoje, em Diário da República (DR), do edital da proposta de regulamento do polo industrial, o autarca do CDS disse que “a conclusão das obras de infraestruturação deverão terminar no próximo mês de outubro” e que “até final do ano estará pronta a construção do acesso do equipamento à Estrada Nacional (EN) 101”.

“Com a publicação, hoje, da proposta de regulamento em DR, a nossa perspetiva é que, se as coisas correrem todas dentro da normalidade, o regulamento será aprovado em assembleia municipal em dezembro. Tudo se conjuga para que, logo em janeiro de 2021, haja condições para que possamos começar a alienar os vários lotes aos empresários do setor. Numa primeira fase, têm preferência os empresários do concelho de Ponte de Lima”, explicou Victor Mendes.

Com a publicação, hoje, em DR, a proposta de regulamento do polo industrial, entra em consulta pública, durante 10 dias úteis.

Previsto há 12 anos, aquele polo abrange uma área de 22 hectares, destinado à indústria transformadora de granito das Pedras Finas.

Localizado no monte de Antelas, próximo das áreas de extração, o novo polo terá 28 lotes, sendo que 24 se destinam a lotes industriais, cujas áreas variam entre os 900 metros quadrados e os 20.000 metros quadrados.

Em 2019, aquando do lançamento da obra, e de acordo com dados da autarquia, dos 5,5 milhões de euros de investimento, mais de 4,3 milhões de euros destinam-se à construção do polo industrial, sendo que a aquisição de terrenos, terraplanagens e elaboração do projeto representam cerca de 1,2 milhões de euros. Do montante global, 1,5 milhões de euros são financiamento do Portugal 2020.

A transformação de pedra, “que emprega 500 pessoas, é um dos setores mais exportadores do concelho, produzindo por ano 571 mil toneladas de granito”.

A nova infraestrutura vai permitir “uma nova abordagem na exploração do granito das Pedras Finas de Ponte de Lima, nomeadamente, na adoção de melhores práticas ambientais, produções mais limpas, melhores técnicas disponíveis e reorganização espacial, beneficiando todas as entidades públicas e privadas envolvidas na adesão a um verdadeiro conceito de eficiência coletiva”.

O granito das Pedras Finas de Ponte de Lima “é exportado principalmente para Espanha e França e, pontualmente, Luxemburgo”.

Segundo o Centro Tecnológico para o Aproveitamento e Valorização das Rochas Ornamentais e Industriais (CEVALOR), “estão previstas exportações para a Rússia, Argélia, Bélgica, entre outros, onde têm sido estabelecidos contactos exploratórios”.

A criação do novo polo industrial é justificada com “a necessidade de reorganizar espacialmente a indústria transformadora de granito, numa estratégia definida em prol da sustentabilidade do setor”.

De acordo com o município, “o projeto contempla a existência de um lote com equipamento de utilização coletiva, dois lotes com um eco centro e uma Estação de Tratamento de Águas Residuais Industriais (ETARI), e ainda um lote destinado a comércios e serviços”.

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Alto Minho

Acidente em Ponte de Lima faz quatro feridos e corta EN204

Colisão

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Foto: DR / Arquivo

Uma colisão entre dois automóveis na Estrada Nacional 204, em Poiares, Ponte de Lima, causou quatro feridos ligeiros, apurou O MINHO junto de fonte dos bombeiros.

A estrada esteve cortada ao trânsito para remoção dos veículos sinistrados. A circulação foi retomada por volta das 16:00.

As vítimas foram transportadas para o Hospital de Viana.

Os Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima prestaram socorro.

O alerta foi dado às 14:22.

Para o local foram mobilizados oito operacionais apoiados por quatro viaturas.

A GNR registou a ocorrência.

Notícia atualizada às 16h21 com mais informação.

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Alto Minho

Ponte de Lima é o concelho do Minho onde mais ardeu e o 8.º no país

Relatório do ICNF

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Foto: Vítor Vasconcelos / O MINHO

Com 782 hectares de área ardida, Ponte de Lima é o concelho do Minho mais fustigado pelos incêndios, este ano.

Segundo relatório do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), de 1 de janeiro a 31 de julho, o município limiano é o 8.º no país com maior área ardida.

Na lista dos 20 maiores incêndios no país, Ponte de Lima entra por três vezes (é o único concelho minhoto).

O incêndio em Facha (25 de julho) foi o 12.º maior incêndio no país, este ano, com 397 hectares de área ardida, Vitorino de Piães (16 de julho) aparece em 17.º com 158 hectares queimados, seguido de Fornelos (14 de julho) em 18.º com 136 hectares devorados pelas chamas.

A lista é liderada pelo incêndio de Oleiros, em Castelo Branco, que consumiu 5.570 hectares.

Consideram-se grandes incêndios sempre que a área ardida total seja igual ou superior a 100 hectares.

Braga é 2.º distrito do país com maior número de incêndios

O distrito de Braga é o segundo do país com maior número de incêndios (462) – atrás do Porto (1.474) – mas é dos que têm menor área ardida (646 hectares).

Segundo o ICNF, os incêndios são maioritariamente de reduzida dimensão (não ultrapassam 1 hectare de área ardida).

Já o distrito de Viana do Castelo tem menor número de incêndios (301), mas uma área ardida superior (1.032 hectares).

Vila Verde é o sexto concelho do país com maior número de incêndios (101) apresentando uma área ardida de 118 hectares.

Mais de 24 mil hectares arderam nos primeiros sete meses do ano em Portugal

Ponte de Lima é o 8.º (78 incêndios), mas com uma área ardia bem superior (782 hectares).

Arcos de Valdevez surge em 10.º com 74 incêndios e 88 hectares ardidos.

A base de dados nacional de incêndios rurais regista, no período compreendido entre 1 de janeiro e 31 de julho de 2020, um total de 5 294 incêndios rurais que resultaram em 24 680 hectares de área ardida, entre povoamentos (12013 ha), matos (8247 ha) e agricultura (4420 ha).

Comparando os valores do ano de 2020 com o histórico dos 10 anos anteriores, assinala-se que se registaram menos 43% de incêndios rurais e menos 34% de área ardida relativamente à média anual do período. O ano de 2020 apresenta, até ao dia 31 de julho, o valor mais reduzido em número de incêndios e o 6.º valor mais baixo de área ardida, desde 2010.

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