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Papa Francisco defende união civil entre casais homossexuais

Igualdade

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Foto: DR

Um documentário que estreou esta quarta-feira no Festival de Cinema de Roma mostra o chefe máximo da igreja católica no mundo a defender a união civil entre casais homossexuais.

O filme, de nome “Francesco”, relata temas de profundo interesse do Papa Francisco, como a pobreza, o ambiente, a migração, racismo e discriminação.

No documentário, o Papa refere que os homossexuais “têm o direito de pertencer a uma família”.

“Eles são filhos de Deus e têm direito a uma família. Ninguém deve ser expulso ou ser miserável por isso”, disse o Papa.

“O que temos que criar é uma lei de união civil. Dessa forma, estarão legalmente abrangidos. Eu defendo isso”, disse ainda Francisco, citado pela agência Reuters.

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Espanha regista o maior incremento de casos durante um fim de semana

Covid-19

Foto: DR / Arquivo

A Espanha registou desde sexta-feira 84.287 novos casos de covid-19, o maior incremento num fim de semana, elevando para 2.336.451 o total de infetados até agora no país, segundo números divulgados pelo Ministério da Saúde espanhol.

As autoridades sanitárias também contabilizaram mais 455 mortes desde sexta-feira atribuídas à covid-19, passando o total de óbitos para 53.769.

O nível de incidência acumulada (pessoas contagiadas) em Espanha continua a aumentar, passando de sexta para segunda-feira de 575 para 689 casos diagnosticados por 100.000 habitantes nos 14 dias anteriores.

As regiões com os níveis mais elevados são as da Extremadura (1.384), Múrcia (1.082), Castela-Mancha (1.007), La Rioja (921) , Comunidade Valenciana (896) e Madrid (790).

O diretor do Centro de Coordenação de Alertas e Emergências Sanitárias, Fernando Simón, indicou hoje que o país deve estar neste momento “no pico máximo” da terceira vaga da pandemia.

Nas últimas 24 horas, deram entrada nos hospitais 2.574 pessoas com a doença, das quais 571 na Comunidade Valenciana, 382 na Catalunha, 377 na Andaluzia e 352 em Madrid.

Em todo o país há 23.184 pessoas hospitalizadas com a covid-19, o que corresponde a 19% das camas, das quais 3.287 pacientes em unidades de cuidados intensivos, 33% das camas desse serviço.

A maioria dos governos regionais espanhóis pronunciou-se hoje a favor da possibilidade de poderem antecipar o início do recolher obrigatório, uma questão que será discutida na quarta-feira entre os responsáveis pela saúde regionais e nacional.

A saúde é um setor descentralizado em Espanha, mas as autoridades regionais não podem atrasar para antes das 22:00 a hora o início do recolher obrigatório definida no decreto do estado de emergência

A comunidade de Castela e Leão aplicou unilateralmente o início do recolher obrigatório para as 20:00, mas o Governo central já apresentou um recurso à decisão junto do Tribunal Supremo, defendendo que a alteração tem de ser feita com cobertura legal, nomeadamente através de uma alteração daquele decreto.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.031.048 mortos resultantes de mais de 94,9 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 8.861 pessoas dos 549.801 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Reino Unido decreta confinamento de seis semanas

Covid-19

Foto: DR / Arquivo

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou hoje um confinamento de seis semanas para conter a aceleração da pandemia de covid-19 em Inglaterra, incluindo o encerramento das escolas até pelo menos 05 de fevereiro.

Boris Jonson disse que o país está num “momento crítico” e que são necessárias medidas “fortes o suficiente” para travar o avanço da nova variante do coronavírus, considerada mais infeciosa.

“O governo está a dar instruções novamente para ficarem em casa. Só podem sair de casa por motivos restritos previstos na lei, como comprar bens essenciais, trabalhar se não o puder fazer de casa, fazer exercício, ter assistência médica, ou escapar a violência doméstica”, anunciou numa comunicação televisiva.

O Reino Unido registou 58.784 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, um novo máximo diário e o sétimo dia consecutivo em que o número diário de casos ultrapassou 50.000, e 407 mortes, para um total de 75.431 mortes desde o início da pandemia.

Nos últimos dias a média diária de casos aumentou 50% e de mortes 21% comparando com os sete dias anteriores.

O Parlamento foi convocado para se reunir extraordinariamente na quarta-feira e aprovar as medidas a nível nacional.

Devido ao agravamento da situação epidémica, o governo britânico já tinha determinado um recomeço faseado das aulas em Inglaterra, mas tem estado sob pressa opara manter as escolas fechadas por questões de segurança.

Uma sondagem da empresa YouGov divulgada hoje à tarde indicava que cerca de 79% das pessoas apoiavam fortemente (51%) ou de alguma forma (28%) a hipótese de confinamento e apenas 16% são fortemente (7%) ou um pouco (9%) contra.

Por outro lado, 69% dos britânicos pensam que o governo do Reino Unido está a fazer um péssimo trabalho relativamente às escolas, ao ter anunciado que as aulas iriam ser retomadas esta semana e dias depois recuar na medida.

Antes do anúncio, o líder do Partido Trabalhista, Keir Starmer, já tinha dito à BBC que o encerramento das escolas era “inevitável” e que o primeiro-ministro deve acelerar o programa de vacinação e assumir uma meta de quatro milhões de vacinas por semana até fevereiro.

“O vírus está fora de controlo. O sistema de níveis [de restrições] claramente não está a funcionar e todos nós sabemos que são necessárias medidas mais rígidas. (…) Se vamos pedir ao povo britânico que se sujeite a restrições nacionais duras – e pedimos porque isso precisa de acontecer imediatamente -, então o contrato precisa ser que o programa de vacinas seja avance o mais rápido possível”.

Starmer quer que comecem a ser administradas duas milhões de doses por semana em janeiro e o dobro em fevereiro.

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Morreu MF DOOM, um dos mais respeitados nomes do hip hop mundial

Rapper do Reino Unido

O rapper e produtor britânico MF DOOM, um dos mais respeitados nomes do hip hop, morreu em outubro aos 49 anos, mas a informação só foi revelada na quinta-feira pela família.

Numa mensagem publicada nas redes sociais, a mulher, Jasmine, revelou que o músico morreu a 31 de outubro com 49 anos, mas não foi divulgada a causa da morte.

A revista Rolling Stone descreve-o como o “esquivo e misterioso bardo do hip hop”, autor de “rimas impossivelmente intrincadas” e um dos mais respeitados nomes da cultura hip hop, onde entrou em finais dos anos 1980.

MF Doom é o alter ego do músico Daniel Dumile, nascido em Londres em 1971, criado em Nova Iorque e cujo percurso no hip hop se dá com o irmão, DJ Subroc, através do trio KMD, no qual assinava ainda como Zev Love X.

O projeto só duraria até 1993, ano em que morreu o irmão e que levou também Daniel Dumile a desaparecer do espaço público.

Só regressaria em finais dessa década, com uma máscara a tapar o rosto, semelhante à do vilão Doctor Doom, de histórias de BD da Marvel, e com o álbum “Operation: Doomsday” (1999).

No obituário, tanto a Rolling Stone como o jornal The Guardian recordam que o período mais prolífico do músico foi na viragem do século, entre 2003 e 2005, usando outros pseudónimos, entre os os King Geedorah e Viktor Vaughn, justificados por uma vontade artística dinâmica de ter várias personagens.

Da produção musical de MF DOOM, a crítica destaca o álbum “Madvillainy”, lançado em 2004, feito com o produtor Madlib, e considerado um dos melhores dessa década.

A lista de colaborações atesta ainda a relação de MF Doom dentro e fora do hip hop, juntanto trabalho com nomes como Danger Mouse, o rapper Ghostface Killah (Wu-Tang Clan), Flying Lotus, The Avalanches, e ainda Thom Yorke e Jonny Greenwood, dos Radiohead.

O sexto e último álbum do rapper saiu em 2009 com o título “Born like this” e com o pseudónimo DOOM.

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