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Braga

Pais de Escola em Braga desesperam com falta de funcionários. Câmara está de “mãos atadas”

Polémica

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

A Associação de Pais da EB do Bairro da Alegria está exasperada com a falta de funcionários no estabelecimento escolar. Existem funcionários de baixa, um dos quais há mais de dois anos. Atualmente, duas assistentes trabalham a tempo inteiro enquanto uma terceira encontra-se em modo parcial, durante as tardes.

Fátima Pereira, presidente da associação de pais, manifestou preocupação e, até, alguma irritação com esta última contratação, por esperar a entrada de alguém “a tempo inteiro”. Refere que a escola se encontrava desde o dia 31 de janeiro a trabalhar com duas funcionárias e que um reforço a tempo parcial “não é suficiente”.

Escola do Bairro da Alegria. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Inserida no agrupamento escolar Francisco Sanches, a escola conta com 175 alunos, 50 no jardim de infância e 125 no ensino básico, superando em muito o rácio ideal para a escola, que seria de, pelo menos, cinco funcionários a tempo inteiro.

“Desde há três anos que a associação de pais luta para que abram um concurso para colocar mais funcionários, mas dizem-nos sempre que não é possível”, lamenta a responsável.

“Ontem [terça-feira] fui chamada à sede do agrupamento onde me foi indicado que a autarquia questionou o teor das nossas reclamações”, aponta, lamentando que a Câmara “não esteja a levar a sério” as reivindicações dos pais.

“Esta semana já colocaram uma funcionária a tempo parcial, mas retiraram de outra escola [Quinta da Veiga], e isso não é o correcto porque também faz lá falta”, argumenta.

Escola do Bairro da Alegria. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

“Na verdade, os pais, a coordenação da escola e a Braga Habit têm ajudado a colmatar a falta que se sente, mas qualquer dia acontece um azar e depois quem é que se responsabiliza”, salienta.

Dá um exemplo ocorrido esta semana, quando um aluno se magoou e teve de se deslocar a uma unidade de saúde, acompanhado por uma funcionária: “Só ficou uma funcionária para aqueles alunos todos e isso não pode acontecer”, sublinha.

Câmara está de mãos atadas

Lídia Dias, vereadora com o pelouro da Educação na Câmara de Braga, confirmou a O MINHO as queixas dos pais, mas refere não poder fazer mais, dadas as circunstâncias dos funcionários que se encontram de baixa.

“Neste momento, e esta é a realidade, todas as entidades estão a tentar manter a escola a funcionar dentro das regras de segurança e conforto, e tudo está a ser cumprido”, garante.

“Infelizmente, por razões que nos ultrapassam, a escola ficou sem três funcionários, um dos quais há duas semanas, de uma forma repentina”, lamenta. “São questões que surgem e por isso mesmo foi feito um trabalho de proximidade entre o agrupamento escolar e a autarquia, um ajuste, para que a escola não sofra com isto”, assegura.

Lídia Dias. Foto Divulgação / CM Braga (Arquivo)

Lídia Dias explica que é de direito os funcionários estarem de baixa quando assim é justificado, algo que tem vindo a suceder. Confirma também que existe um funcionário nessa situação há bastante tempo [cerca de três anos].

A vereadora questionou a tutela acerca deste assunto, mas continua sem resposta. “Queremos saber se podemos ou não substituir ou se temos de contratar e pagar dois salários para a mesma função”, contrapõe.

Sobre a funcionária em tempo parcial, não será a “opção” favorita por descalçar outra escola, “mas, neste momento, é ali que ela faz falta”, vinca, garantindo que “não existe prejuízo” para a escola que fez a cedência.

O mais importante, destaca, é “tentar que não haja prejuízo das atividades dentro da escola e que tudo se possa organizar sem falhas, e é para isso que trabalhámos todos os dias, mas as pessoas têm direito a baixa e temos de saber lidar com bom senso”, finaliza.

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Braga

Casal ferido após despiste na variante em Braga

Variante Sul

em

Foto: O MINHO

Um homem e uma mulher sofreram ferimentos na sequência de um despiste rodoviário na variante Sul de Braga, na tarde deste sábado.

Ao que apurámos, a viatura terá entrado em despiste, colidindo com um dos separadores de cimento laterais.

Foto: O MINHO

Uma das vítimas terá perdido a consciência na sequência do embate, mas acabou por recuperar os sentidos.

No local estiveram dois operacionais dos Bombeiros Sapadores de Braga e a equipa médica da VMER de Braga.

Foto: O MINHO

GNR e Brisa (concessionária da via rápida) registaram a ocorrência.

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Braga

Braga: Grupo ABB suspeito de corromper ex-autarca de Santarém

Com 300 mil euros

em

Foto: DR

A Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária está a investigar um pagamento do grupo bracarense ABB ao antigo presidente da Câmara de Santarém, Francisco Moita Flores.

Em causa está um valor de 300 mil euros que, suspeita o Ministério Público, terá sido utilizar para corromper o autarca relativamente ao negócio de um parque de estacionamento que a construtora bracarense terá construído.

De acordo com o jornal Expresso deste sábado, a sede da Luságua, empresa do grupo ABB, foi alvo de buscas por parte de inspetores da PJ no final de 2019, numa operação que conheceu desenvolvimentos durante esta semana, depois da empresa Antinomia, que pertenceu a Moita Flores, ter também sido alvo de buscas.

O MP, através de uma investigação levada a cabo pela procuradora Sónia Setúbal, indica que as suspeitas começaram depois de um concurso público para construir um parque de estacionamento subterrâneo na Avenida da Liberdade, no centro daquela cidade ribatejana. Em 2008, a ABB ganhou o concurso da construção e da exploração do estacionamento, mas o contrato foi alterado em 2009, com a redução de quase 200 lugares de estacionamento pago.

De forma a compensar a empresa pela subtração de estacionamentos, foi paga uma indemnização de 1,8 milhões de euros, que a empresa recebeu em 2010. Pouco depois de ter recebido a quantia, a empresa Emasisa, do grupo ABB, transferiu 300 mil euros para a firma Introsys, uma empresa de robótica que Moita Flores foi presidente e que pertence agora aos filhos.

Poucos dias depois dessa transferência, a Introsys transferiu 250 mil euros para a Antinomia, empresa de produção de vídeo gerida pela mulher do antigo autarca.

O MP suspeita que este círculo de pagamentos serviu para o grupo ABB corromper Moita Flores.

Moita Flores fala em dívida dos filhos

O antigo autarca e ex-inspetor da Polícia Judiciária diz que o pagamento dos filhos à mulher foi para saldar uma dívida que estes tinham para com ele. Moita Flores diz ter fundado essa empresa em 2002, com os filhos, tendo emprestado 400 mil euros para “alavancar” o negócio.

Explica ainda que a empresa dos filhos tinha aquela dívida que os impedia de contrair empréstimos, pelo que a mesma foi cobrada. Quanto aos restantes 150 mil euros em falta para chegar à quantia emprestada, o ex-autarca diz ter “perdoado”.

No que diz respeito à transferência do grupo ABB para a firma de robótica gerida pela mulher, Moita Flores diz “nada saber”. Alega já não estar na firma e que, por isso, não terá que saber nada sobre as movimentações financeiras da mesma.

Moita Flores aponta esta investigação como “um grande disparate”, acusando a procuradora em questão de “montar um circo mediático”, pressionado pelo atual presidente da Câmara de Santarém.

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Braga

Dois feridos após despiste em viaduto em Braga

EN 14

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Um acidente rodoviário na Estrada Nacional (EN) 14, sentido Braga-Famalicão, à entrada de Priscos, provocou dois feridos, apurou O MINHO junto de fonte dos bombeiros.

O alerta foi dado cerca das 23:20, mobilizando duas viaturas de desencarceramento e três ambulâncias de Bombeiros Sapadores e Bombeiros Voluntários de Braga e duas VMER (Famalicão e Guimarães).

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Ao que apurámos, existem dois feridos: uma mulher, com ferimentos considerados ligeiros, e um homem, o condutor, que “requer alguns cuidados”. Ambos serão jovens.

A vítima do sexo feminino foi alvo de desencarceramento manual, já o condutor conseguiu sair da viatura pelos próprios meios.

O carro terá entrado em despiste na EN 14, entre Vimieiro e Priscos, embatendo na proteção lateral do tabuleiro do viaduto da A3.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

As circunstâncias em que o despiste ocorreu estão ainda por apurar.

As vítimas foram transportadas para o Hospital de Braga.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

A GNR de Braga registou a ocorrência.

(notícia atualizada às 01h12)

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