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Braga

Pacheco Pereira faz visita guiada a exposição na UMinho

Esta quarta-feira

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Foto: DR / Arquivo

O professor, cronista e político José Pacheco Pereira realiza esta quarta-feira, às 16h00, uma visita guiada à exposição “A Resistência Estudantil à Ditadura”, na Biblioteca Geral da Universidade do Minho, no campus de Gualtar, em Braga. A mostra foi preparada pela associação cultural Ephemera, baseada na biblioteca e no arquivo de Pacheco Pereira, e tem o apoio dos Serviços de Documentação e Bibliotecas da UMinho.

O público em geral pode ver desde desenhos originais dos estudantes da época até panfletos, cartazes, fotos e publicações clandestinas, resultantes de recolha direta e de doações de antigos alunos. Na outra Biblioteca Geral da UMinho, situada no campus de Azurém, em Guimarães, estão também patentes mais documentos alusivos da Ephemera.

Estes conteúdos foram compilados inicialmente para o projeto europeu “Free Your Mind”, dedicado aos ativismos estudantis no Sul da Europa durante as ditaduras. O projeto junta instituições de Portugal, Espanha e Grécia, que têm produzido conferências, debates e exposições sobre experiências de cada país na ditadura.

Foto: DR

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A UMinho está a assinalar os 60 anos da Crise Académica de 1962 com outras duas exposições documentais e também até finais de abril: na Biblioteca Pública de Braga e na Sociedade Martins Sarmento, em Guimarães.

A Crise Académica de 1962 foi um dos principais movimentos estudantis contra o Estado Novo, com o governo a responder às várias ações de forma violenta (cargas policiais, prisões, censura), e esteve na origem das comemorações do “Dia do Estudante” a 24 de março. O académico António Sampaio da Nóvoa considerou que o salazarismo “perdeu definitivamente as elites estudantis” com a geração de 1962, que se foi renovando e passando o testemunho através das lutas académicas de 1965, 1969, 1972 e às portas da Revolução de Abril.

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