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Os números do Euromilhões

Sorte

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Foto: O MINHO

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta sexta-feira, 14 de agosto: 9, 10, 19, 42 e 49 (números) e 4 e 12 (estrelas).


Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 85 milhões de euros.

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“Verdadeira pandemia só agora começou”

Segundo virologista alemão

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Foto: DR / Arquivo

O virologista alemão Christian Drosten, cientista de referência e assessor do Governo alemão para os temas da covid-19, advertiu hoje que a “verdadeira pandemia” do novo coronavírus só agora está a começar.

“A verdadeira pandemia chega agora. Também aqui [na Alemanha]. Quanto muito, poderemos falar das lições da primeira vaga na Europa”, em que as diferenças foram enormes, sublinhou Drosten numa entrevista para a Cimeira Mundial da Saúde (CMS), que decorrerá em Berlim de 25 a 27 deste mês num formato semi-presencial devido à covid-19.

O especialista alemão recomendou que, face à forma como a primeira vaga foi combatida, se deve alterar a abordagem de luta contra a pandemia, para que se possa enfrentar a situação nos próximos meses.

“É bastante importante informar bem e amplamente a população”, frisou Drosten, que avisou para os perigos de os políticos utilizarem a pandemia nas suas mensagens políticas.

“Os custos podem ser graves se os políticos utilizarem a pandemia nas suas mensagens políticas. Isso é muito complicado e o vírus passa imediatamente a fatura. Podemos ver o que está a acontecer nos Estados Unidos”, o país com maior número de casos de covid-19 (quase 6,9 milhões) e de óbitos (200.818), observou.

Famalicão: Criança testou positivo na sexta mas escola só fechou hoje. 50 crianças em casa

Nos próximos meses, recomendou, e para controlar a situação, é necessário “alterar as coisas” e também é importante tomar “decisões pragmáticas”.

O especialista germânico relativizou os discursos sobre o “êxito alemão” no combate à pandemia, sustentando que tal apenas se deve ao facto de a Alemanha ter reagido quatro semanas mais cedo do que outros países.

“Reagimos exatamente com os mesmos meios. Não há nada em particular que tenhamos feito bem. Simplesmente fizemo-lo antes. Por isso temos tido êxito”, afirmou, negando que as autoridades sanitárias alemãs tenham funcionado melhor do que as francesas ou que os hospitais germânicos estejam mais bem equipados do que os italianos.

“Se aplicarmos isto ao que vem aí no outono, então teremos de deixar claro que continuamos sem fazer nada melhor que os outros”, advertiu.

Utilização de testes rápidos definida no final da semana

Drosten deu como exemplo o caso da Argentina, onde a pandemia surgiu no inverno e, por essa razão, está a ser “muito difícil” controlar a propagação da covid-19 apesar das medidas restritivas.

“Na Alemanha deveríamos olhar de forma muito mais diferenciada e precisa para o que se passa no estrangeiro. Temos de deixar de discutir assuntos como estádios de futebol, algo completamente falacioso”, afirmou

Por outro lado, Drosten lembrou que a ciência goza atualmente de uma “grande credibilidade”, mas advertiu que tal pode mudar “a qualquer momento”.

“Só no final se saberá como a ciência o fez, porque esta pandemia, em primeiro lugar, não é um fenómeno científico, mas sim uma catástrofe natural”, observou.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 971.677 mortos e mais de 31,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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Plano 2020/30: Partidos pedem garantias, do SNS à aposta na ferrovia

Plano 2020/2030

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Foto: Twitter / António Costa / Arquivo

Os partidos exigiram hoje ao Governo garantias sobre mais investimento público na saúde, na ferrovia e na soberania alimentar, com o PSD a criticar a “propaganda do milagre português” que afirmou não se ter confirmado.

No debate temático sobre o Plano de Recuperação e Resiliência, o deputado social-democrata António Maló de Abreu começou por lamentar o aumento de casos de covid-19 do país nos últimos dias, criticando a “propaganda do milagre português” que “não se confirma”.

“A propósito de visão estratégica”, continuou o deputado, em tom irónico, “por onde andava o governo quando o PSD afirmava que os lares poderiam vir a ser um grande foco da doença”, questionou, lamentando o atraso de medidas preventivas.

“Onde anda o primeiro-ministro da promessa de um médico de família para todos os portugueses em 2017 e, três anos depois, um milhão deles ainda desespera?”, insistiu, apontando também a António Costa falhas na regulamentação da compensação aos trabalhadores do SNS envolvidos no combate à pandemia.

Pelo PEV, a deputada Mariana Silva pediu garantias a António Costa de que “a aquisição do material circulante ferroviário, fundamental para o equilíbrio demográfico do território e para o desenvolvimento justo e sustentável do país” será incluído neste plano de recuperação.

Numa segunda intervenção, o deputado José Luís Ferreira sublinhou o receio de que a aplicação dos fundos comunitários seja uma “oportunidade perdida”, defendendo que é “necessário pensar o futuro delineando caminhos de sustentabilidade” e apostar na produção nacional e na soberania alimentar.

A Iniciativa Liberal, pela voz do deputado João Cotrim de Figueiredo, caracterizou a proposta em debate como “um catálogo de dezenas de medidas em que tudo é essencial ou seja nada é prioritário”.

“O governo em vez de fazer aquilo que é a essência da política, ou seja, fazer escolhas, afinar prioridades, limitou-se a cruzar os eixos do plano Costa Silva com os pilares de Bruxelas, não prevendo se as medidas fazem sentido mas apenas para ver se podem financiar”, sustentou.

Já André Ventura, do Chega, voltou a lamentar que plano separe “o país público” do “país privado”, numa referência investimento previsto para o Estado e setor empresarial, argumentando que a divisão só pretende “agradar à esquerda” numa “espécie de salve-se quem puder”.

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Exposição de Vhils em Paris vai mostrar “momento suspenso” da atualidade

Arte

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Foto: DR / Arquivo

A nova exposição do artista português Vhils em Paris vai decorrer na galeria DANYZS, entre 13 de outubro e 23 de dezembro, mostrando obras como instalações luminosas e outras experiências que refletem o seu trabalho durante o confinamento.

“Quanto mais falávamos durante o confinamento, mais ele tinha vontade de refletir artisticamente este momento suspenso que vivemos”, disse à Lusa a diretora da galeria DANYZS, Magda Danysz.

A trabalhar há 10 anos com Vhils, esta galeria apresenta agora a exposição “Momentum”, onde vão ser mostradas instalações luminosas, mas também novas experiências com diferentes matérias num formato mais compacto do que os grandes murais que o artista português costuma apresentar.

“Sentimos que há uma evolução no seu trabalho, há algo muito rico”, indicou Magda Danysz, acrescentando que estas experiências vêm no seguimento da exposição do artista no Centro de Arte Contemporânea de Cincinatti que abriu este ano e foi prolongada até 2021 devido à pandemia.

Em Paris vão ser mostradas cerca de 30 obras, sendo que a mais “impressionante”, segundo Magda Danysz, é uma instalação luminosa de quatro por seis metros que vai ser colocada na entrada da galeria.

Numa altura em que a covid-19 impede a realização de muitos eventos artísticos em Paris, a diretora da galeria DANYZS, instalada no seio do 3.º bairro da capital, considera que este é o momento de investir.

“Esta é uma grande exposição, com um orçamento importante de produção e contra todas as expectativas, é nesta altura que temos de fazer coisas e não deixar os artistas para trás, mostrando do que eles são capazes”, concluiu.

De forma a respeitar as medidas de segurança sanitária, a galeria vai abrir extraordinariamente nos dois primeiros domingos a seguir à inauguração da exposição.

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