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Futebol

“Os jogadores já são uns campeões por terem garantido o principal objetivo”

Ivo Vieira

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Foto: DR / Arquivo

Declarações dos treinadores do Famalicão e Nacional, Ivo Vieira e Manuel Machado, no final da partida da 33.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, que minhotos venceram por 3-0.

Ivo Vieira (treinador do Famalicão): “Tenho de dar uma palavra de conforto ao Nacional e aos seus adeptos, devido a este momento [de descida de dvisão]. É uma casa onde trabalhei e cresci na minha carreira. Sei que não é fácil passar por um momento destes.

Sobre o jogo, fomos nitidamente melhores, o resultado reflete essa superioridade. Há algum tempo estávamos a lutar pela manutenção e isso criava algum stress, mas hoje já jogámos com um sentimento mais tranquilo e a equipa deu uma resposta positiva. Conseguimos três golos e podíamos ter feito mais.

A nossa ambição era ganhar os dois jogos finais, não olhando de forma desmedida para outros objetivos, porque não dependemos apenas de nós. Os jogadores já são uns campeões por terem garantido o principal objetivo [a manutenção].

Hoje, fizemos um jogo equilibrado, tomámos boas decisões, não permitimos grandes oportunidades ao adversário. Perante o desgaste do campeonato, é de valorizar o trabalho dos atletas num jogo competente.

Manuel Machado (treinador do Nacional): “Creio que a primeira parte do jogo até foi equilibrada, tivemos, inclusive, três ou quatro momentos na área do Famalicão, mas a tomada de decisão no último passe e na finalização nunca foi a mais adequada, tal com tem vindo a acontecer.

O Famalicão no primeiro remate que fez enquadrado com a baliza chegou ao golo, e tudo passou a ser mais complicado para nós. Ainda alterámos, após o intervalo, para a equipa crescer ofensivamente e a reação até foi boa. Obrigámos o guarda-redes adversário a boas intervenções.

Mas, ao acrescentar à frente, fragilizámos na retaguarda. Era indiferente perder por dois ou por três, e nem o empate nos servia. O que foi determinante foi não termos conseguido marcar primeiro, apesar das oportunidades que tivemos. Com a vantagem do nosso lado, iríamos fazer a gestão do jogo de uma forma diferente.

Todos os que trabalharam esta época no Nacional estão a viver um momento triste. Mas conhecemos esse sentimento, e já demonstrámos, no passado, capacidade para superar estes momentos, reerguendo-nos logo na época seguinte.

É com esta tristeza, mas também com a certeza, que o Nacional vai organizar-se para no próximo ano voltar a esta I Liga, pois merece-o pelo seu histórico. Mais do que uma esperança, tenho a certeza de que para o ano estaremos a comemorar o regresso a este patamar.

Neste pequeno ciclo que geri a equipa, tivemos dois momentos muito negativos, e assumo a responsabilidade, numa má abordagem aos jogos do Portimonense e Santa Clara. Nos outros sete, enfrentámos Sporting, FC Porto, Benfica, Vitória de Guimarães. Não foi um calendário fácil num período curto.

Ainda assim, a equipa teve uma boa resposta em muitos desses jogos na disponibilidade e na forma organizada como se apresentou. Foi traída, em muitos momentos, em erros pontuais. Não querendo ser deselegante com quem esteve antes de mim, acho que se tivesse um período mais longo, e noutras circunstâncias, talvez pudesse haver um desfecho diferente”.

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