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Operação Miríade: Ministro da Defesa e chefes militares ouvidos sexta-feira no parlamento

Política

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Foto: DR / Arquivo

O ministro da Defesa, o chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas e o chefe do Estado-Maior do Exército vão ser ouvidos sexta-feira no parlamento, sobre as suspeitas de tráfico de diamantes envolvendo militares.

Os requerimentos apresentados por PSD e BE foram aprovados esta terça-feira na comissão de Defesa Nacional, com votos favoráveis de todos os partidos com representação nesta comissão: PS, PSD, BE, PCP e CDS-PP, e a audição, à porta aberta, está prevista para a próxima sexta-feira às 14:30.

O presidente da Comissão de Defesa Nacional, Marcos Prestrello, anunciou que a audição decorrerá à porta aberta por ser um “assunto de grande interesse público”.

O pedido social-democrata pede uma audição “muito urgente” de João Gomes Cravinho para “prestar os devidos esclarecimentos sobre as falhas de comunicação entre as referidas entidades que integram os órgãos de política de Defesa Nacional”.

No que se refere ao requerimento bloquista, pede-se uma “audição urgente” do Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA) e do ministro da Defesa “relativamente às suspeitas da existência de uma rede criminosa de militares portugueses destacados na República Centro-Africana ao serviço da Organização das Nações Unidas (ONU)”.

A Polícia Judiciária (PJ) confirmou em 8 de novembro a execução de 100 mandados de busca e 10 detenções, incluindo de militares e ex-militares, no âmbito da Operação Miríade, na sequência de um inquérito dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa.

Em causa está a investigação a uma rede criminosa com ligações internacionais e que “se dedica a obter proveitos ilícitos através de contrabando de diamantes e ouro, tráfico de estupefacientes, contrafação e passagem de moeda falsa, acessos ilegítimos e burlas informáticas”.

Em comunicado, o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) revelou que alguns militares e portugueses em missões na República Centro-Africana podem ter sido utilizados como “correios” no tráfico de diamantes, adiantando que o caso foi reportado em dezembro de 2019.

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