Seguir o O MINHO

Braga

Oficial: Fábrica Confiança vai ser residência universitária em Braga

Por 3,7 milhões de euros

em

Antiga fábrica Confiança, em Braga. Foto: Sérgio Freitas / CM Braga

A Câmara de Braga vai avançar com a venda da antiga saboaria Confiança, mas com um “novo caderno de encargos” que obriga a manter a volumetria do edifício principal e “transformar” o complexo numa residência universitária, foi esta quarta-feira anunciado.


Esta manhã, em conferência de imprensa, o presidente da autarquia, Ricardo Rio (PSD/CDS-PP/PPM), anunciou que a hasta pública do edifício, que estava suspensa “por opção do executivo” depois de ter sido aberto o processo de classificação do imóvel como de interesse patrimonial pelo Estado, terá como valor base cerca de 3,6 milhões de euros.

Segundo explicou o autarca, o processo de classificação do imóvel “criava dúvidas” sobre o que ali podia ser construído, pelo que a autarquia “ultrapassou a questão” com a abertura de um Pedido de Informação Prévia (PIP), já aprovado pela Direção Regional de Cultura do Norte e pela Comissão Nacional de Cultura.

A hasta pública da Confiança já esteve por duas vezes marcadas, tendo sido adiada por duas providências cautelares que, segundo lembrou o autarca, deram razão à câmara: “Apesar de a autarquia ter toda a legitimidade para avançar com a alienação da Confiança, decidiu suspender essa venda até que não houvesse para eventuais investidores dúvidas sobre o que podia ser ali feito, mesmo com o caderno de encargos existente”, referiu Ricardo Rio.

Ricardo Rio explicou que, “devido ao PIP, houve mudanças no caderno de encargos que permitem não só assegurar de forma mais efetiva a memória imaterial da antiga saboaria, como a preservação do edifício e o destino a dar complexo”.

Segundo o Regime Jurídico da Urbanização e Edificação, o PIP específica que “qualquer interessado pode pedir (…), a título prévio, informação sobre a viabilidade de realizar determinada operação urbanística ou conjunto de operações urbanísticas diretamente relacionadas, bem como sobre os respetivos condicionamentos legais ou regulamentares, nomeadamente relativos a infraestruturas (…)”.

Uma vez favorável, o PIP “vincula as entidades competentes na decisão sobre um eventual pedido de licenciamento e no controlo sucessivo de operações urbanísticas sujeitas a comunicação prévia”.

O autarca apontou como “principais mudanças” a exigência de “manter toda a volumetria do edifício principal [o primeiro caderno de encargos apenas exigia a manutenção das três fachadas principais], sendo que as principais obras têm que ser feitas no terreno e que o único destino a dar ao imóvel é a criação de uma residência universitária que, segundo os cálculos da câmara, pode criar 300 novos alojamentos”.

Com esta solução, realçou o autarca, “não só se garante a memória e integridade do edifício como se potencia a ligação à cidade, nomeadamente à Universidade”.

Questionado sobre a redução no valor que a autarquia pedirá nesta nova hasta pública, as duas anteriores tinham por valor base cerca de 3,8 milhões de euros e a nova 3.651.380 euros, Rio explicou que se deve “às condicionantes adicionais” para o promotor do projeto.

A autarquia explicou ainda que o assunto será agora debatido na próxima reunião do executivo municipal, na segunda-feira, e na Assembleia Municipal do dia 24, pelo que “a intenção é avançar com o processo de alienação ainda no primeiro trimestre deste ano”.

O edifício foi desenhado por José da Costa Vilaça e inaugurado em 1921, e produziu perfumes e sabonetes até 2005, tendo sido adquirido pela autarquia em 2012, após decidida a expropriação do edifício, que estava a deteriorar-se, com o objetivo de “perpetuar a memória” da unidade fabril.

Anúncio

Braga

Miguel Carvalho apresenta livro “Amália – Ditadura e Revolução” em Braga

Livraria Centésima Página

em

Foto: DR

O livro “Amália – Ditadura e Revolução”, de Miguel Carvalho, é apresentado no sábado, pelas 17:30, na livraria Centésima Página, em Braga, com a presença do autor e apresentação de José Manuel Mendes.

“Amália – Ditadura e Revolução (a história secreta)” é uma investigação jornalística que atravessa dois regimes, vários continentes e reúne perto de uma centena de entrevistas e depoimentos exclusivos, gravações inéditas da fadista e de personalidades que com ela conviveram, milhares de páginas de documentos nunca revelados, além de cartas e fotografias desconhecidas da cantora.

Miguel Carvalho, nascido em 1970, no Porto, é grande repórter da revista Visão desde dezembro de 1999. Em 1989, concluiu o Curso de Radiojornalismo do Centro de Formação de Jornalistas do Porto. Trabalhou ainda no Diário de Notícias e no semanário O Independente. Venceu o Prémio Orlando Gonçalves (Jornalismo), em 2008, e o Grande Prémio Gazeta, do Clube dos Jornalistas, em 2009.

Continuar a ler

Braga

Violência doméstica e sexual na disciplina de Cidadania é pedido das Mulheres de Braga

Violência doméstica

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

Foi hoje apresentada em comissão parlamentar na Assembleia da República uma proposta para incluir formação na prevenção de violência doméstica e abuso sexual de menores aos professores que lecionam a disciplina de Cidadania. A presença da associação na Assembleia da República decorre da recolha de assinaturas levada a cabo durante o último ano para este efeito.

A proposta decorreu de uma reunião da Associação Mulheres de Braga com os diferentes partidos com assento parlamentar e acompanhou ainda a sugestão de incluir centros de ajuda a mulheres vítimas de violência doméstica fora das grandes cidades.

Presidente da AR “fez questão” de receber “em mãos” petição das Mulheres de Braga

A O MINHO, a presidente da associação, Emília Santos, deu conta das propostas, enfatizando uma “necessidade” de os professores que lecionam Cidadania e Desenvolvimento passarem a explicar melhor às crianças, independentemente da idade, quais os sinais a que devem estar atentos para detetar violência doméstica entre os pais ou tentativas de abuso perante menores.

“A comissão explicou que já se abordavam esses assuntos, mas estou em crer que não é suficiente. Deve haver, a partir dos três anos, uma educação ao nível de sensibilizar as crianças, com cada idade a ter um diferente tipo de abordagem, mas que seja esclarecedora”, argumenta.

Emília Santos garante que ainda não existe esse tipo de ensino. “Há professores que até podem perceber que aquela criança tem algum problema em casa, mas não têm uma formação especifica, e era importante para ensinarem o que é um toque de carinho ou um toque de abuso, por exemplo”, diz.

Emília Santos recebida em comissão parlamentar. Foto: DR

“Geralmente, os agressores começam por toques nas partes intimas e isso tem de ser ensinado aos meninos, caso contrário vão normalizar este tipo de abuso e podem tornar-se vítimas ou até agressores quando forem adultos”, acrescenta.

Emília Santos diz receber na associação testemunhos de pessoas que só aos doze anos é que percebiam que aquilo que lhes era feito por familiares seria abuso.

“A cidadania também é proteger as crianças e aprender o que são os abusos e a violência doméstica”, vinca.

Violência doméstica

Outra das propostas apresentadas pela associação consiste na agilização judicial em resposta às vítimas de violência doméstica, independentemente de serem homens ou mulheres.

“Houve recentemente uma alteração da lei, agora o apoio judiciário às vítimas é imediato, quando antigamente levava mais de um mês. Essa foi uma proposta que já tínhamos apresentado em fevereiro e que foi ouvida. Esperemos que as restantes também sejam”, aduz.

A associação pede ainda “mais formação” para polícias e juízes para entenderem melhor o que passa uma vítima de violência doméstica, pois “nem sempre têm a sensibilidade adequada para tratar desses casos”.

Mulheres de Braga entregam petição contra violência doméstica na Assembleia da República

Pede ainda um “reforço de gabinetes” fora das grandes cidades, dando como exemplo vários locais do Minho onde os casos de agressão por violência doméstica “são uma constante”, mas o gabinete de apoio está longe, em Braga ou em Viana.

Quer ainda uma “ligação” direta entre polícia e juízes: “A partir do momento que a vítima apresenta queixa na polícia, o sistema judicial intervir logo para que a mulher não tenha de ser deslocada quilómetros ou pior, que fique com o agressor e acabe por desistir da queixa”.

Outra das propostas passa por ter uma equipa de policia especializada nestes assuntos que esteja disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, porque estes casos “não escolhem dia nem hora para acontecer”.

Emília Santos destaca a “maravilhosa” aceitação das propostas por parte dos parlamentares, que vão levar agora as mesmas a plenário para votação, não existindo ainda uma data definida.

“Disseram que devia haver mais associações expontâneas como a nossa no resto do país e mostraram-se muito abertos para estudar as nossas propostas”, finalizou.

Brinquedos no tribunal de Braga por alegado abusador da filha ter ficado em liberdade

Presentes na comissão estiveram representantes de PS, PSD, PCP, Bloco de Esquerda e a deputada independente Joacine Katar Moreira. Já os partidos Chega, IL, CDS, PAN e a deputada independente Cristina Rodrigues faltaram ao encontro.

A ausência do Chega motivou críticas por parte da presidente da associação, por considerar que o abuso de menores é uma bandeira do partido.

Mulheres de Braga

A associação Mulheres de Braga começou com um movimento expontâneo nas redes sociais, depois do trágico assassinato de uma mulher às mãos do ex-companheiro, na cidade de Braga, há precisamente um ano.

Braga: Lençóis brancos nas varandas para relembrar vítimas de violência doméstica

De grupo de Facebook passou a associação, promovendo vigílias por vítimas de violência doméstica, manifestações, recolha de assinaturas e encontros com governantes para expor soluções contra a violência doméstica.

Continuar a ler

Braga

Crianças de Braga aprendem a desfolhar e vindimar à moda antiga

Tradição

em

Foto: Divulgação / CM Braga

A Quinta Pedagógica de Braga organizou nesta quinta-feira a tradicional desfolhada e vindima, atividade agrícola realizada todos os anos neste projeto da Câmara de Braga.

Este ano, devido à covid-19, a Quinta Pedagógica implementou um conjunto de novas regras no sentido de permitir a realização desta atividade.

Foto: Divulgação / CM Braga

Foto: Divulgação / CM Braga

Foto: Divulgação / CM Braga

Foto: Divulgação / CM Braga

Foto: Divulgação / CM Braga

Foto: Divulgação / CM Braga

Foto: Divulgação / CM Braga

Foto: Divulgação / CM Braga

Foto: Divulgação / CM Braga 

Assim, as crianças do Centro Escolar de S. Frutuoso, que participaram na iniciativa, foram divididas em pequenos grupos, tendo sido garantido o distanciamento social, o uso de máscara e a higienização das mãos.

Continuar a ler

Populares