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Região

Oficial: 152 infetados em Braga e 24 em Viana . Há 353 casos confirmados no Minho

Covid-19

em

Foto: DGS

O boletim epidemiológico da Direção-Geral de Saúde deste sábado vem com os números aproximados daquilo que são os casos fidedignos de infeções por Covid-19 discriminados por concelho. Os números correspondem a dados recolhidos até as 00:00 deste sábado.


Braga, com 152 (+21) casos confirmados, Guimarães com 51 e Famalicão com 48 são os concelhos da região do Minho mais atingidos pela pandemia.

A DGS ressalva que no boletim por concelho divulgado hoje estão apenas 75% dos números reais. Sobre o não aumento de casos em Guimarães, Famalicão e Ponte de Lima, a DGS refere que estes são os números reportados pela ARS Norte e que estão confirmados, embora existam mais.

Fonte: DGS

Segue-se o concelho de Viana do Castelo, com 24, Barcelos com 20, Vila Verde com 10, Arcos de Valdevez com 8 (menos um que ontem), Amares também com 8, Póvoa de Lanhoso com 7, Esposende, Fafe, e Ponte de Lima com 5 cada, e Vizela com 4. Monção e Caminha com 3.

Os restantes concelhos minhotos registam menos de 3 casos, alguns ainda sem infetados, e não constam no relatório por “motivos de confidencialidade”.

A nível nacional, Lisboa (366), Porto (342), Gaia (262) e Maia (219)  são os concelhos mais afetados.

5.170 casos em Portugal

O número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus, que causa a doença Covid-19, subiu para 5.170 casos em Portugal, mais 903 do que ontem, anunciou este sábado a Direção-Geral da Saúde (DGS). Há 100 óbitos confirmados.

Fonte: DGS

De acordo com o boletim sobre a situação epidemiológica em Portugal, há 4.938 casos suspeitos que aguardam resultado laboratorial. Segundo a mesma nota, 19.927 pessoas estão sob monitorização das autoridades de saúde.

Dos casos confirmados, 418 estão internados enquanto os restantes recuperam em casa. 89 casos estão internados em estado grave/crítico.

Há 43 pacientes dados como curados.

No Norte do país os casos confirmados são 3.035, com 44 óbitos confirmados e 16 recuperados. Na Grande Lisboa há 1.287 casos confirmados.

No Algarve são 106 casos enquanto que na região centro são 647.

Açores regista 30 casos e a Madeira 31.

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Região

Paulo Cunha candidata-se à distrital de Braga do PSD

Política

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Foto: DR / Arquivo

Paulo Cunha é candidato à presidência da Comissão Política Distrital de Braga do PSD.


As eleições realizam-se no dia 11 de julho.

O presidente da Câmara de Famalicão anunciou a candidatura, afirmando que quer “ajudar o PSD no distrito de Braga a construir soluções que dignifiquem a causa pública e reforcem o seu entrosamento social, mas também contribuir para que o mérito das ações dos nossos agentes tenham o merecido relevo no contexto nacional”.

“O esforço, o trabalho e os resultados que construímos no nosso distrito de Braga merecem o justo reconhecimento das diversas instâncias nacionais”, acrescenta, citado pela rádio Cidade Hoje.

Paulo Cunha, também presidente da concelhia de Famalicão, espera “contar com cada um e cada uma dos companheiros e companheiras do PSD, com todas e todos os autarcas, com as deputadas e os deputados eleitos à Assembleia da República, com líderes das secções concelhias e de núcleo, com a JSD, os TSD e as MSD”.

José Manuel Fernandes faz balanço final da presidência da distrital de Braga do PSD

“Para que construamos equipas, propostas e dinâmicas que, sendo mobilizadoras e capazes de trazer aquelas e aqueles que, comungando dos nossos ideais, queiram contribuir ativamente para que a atividade política esteja, exclusivamente, ao serviço da construção de uma sociedade onde cada um e cada uma se possa realizar pelo seu mérito”, conclui.

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Braga

Contabilista e inspetor das Finanças de Braga acusados de corrupção

Justiça

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Foto: DR

O Ministério Público (MP) acusou um contabilista e um inspetor tributário da Direção de Finanças de Braga de corrupção, num processo de alegados favores que terá envolvido a oferta de uma secretária antiga e duas cadeiras.


Em nota hoje publicada na sua página, a Procuradoria-Geral Distrital do Porto refere que o contabilista está acusado de corrupção ativa e o inspetor de corrupção passiva.

O MP considerou indiciado que o contabilista trabalhava para empresas que estavam a ser alvo de inspeções tributárias e de inquéritos criminais, em novembro e dezembro de 2015.

Nesse sentido, terá contactado o inspetor arguido, para que este contactasse os inspetores incumbidos das inspeções às ditas empresas, “no sentido de ser posto ao corrente do andamento das mesmas e de que nos relatórios constassem as informações que pretendia”.

Ainda segundo o MP, o contabilista ofereceu ao inspetor uma secretária antiga e duas cadeiras, “convencido de que, assim, este agiria no intuito de favorecer as sociedades no âmbito das inspeções tributárias”.

O inspetor aceitou aqueles objetos, no valor de 1.000 euros, que colocou em sua casa, “disponibilizando-se a dar as informações que pudesse”.

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Barcelos

De Barcelos a Oxford, o percurso de sucesso de Susana Campos-Martins

Investigadora ‘veste a camisola’ da UMinho

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Susana Campos-Martins no Nuffield College, Oxford. Foto: cedida a O MINHO

Sempre quis ser cientista ou professora. Na infância, em Macieira de Rates, Barcelos, onde nasceu há 31 anos, passava os dias a fazer experiências científicas (“para mim eram experiências, para a minha mãe eram pesadelos de desarrumação e destruição”, brinca).


Uma carreira académica de sucesso na área da Economia, ‘vestindo a camisola’ da Universidade do Minho (UM), levou Susana Campos-Martins, em 2019, para a Universidade de Oxford. “Foi como ter recebido a minha carta de aceitação para Hogwarts”, ilustra.

Recentemente, publicou no Financial Times um artigo, em co-autoria com David F. Hendry, sobre o impacto da declaração de pandemia pela OMS (Organização Mundial de Saúde) nos mercados financeiros.

“Tivesse a OMS anunciado a pandemia mais cedo, como alguns defendem, poderia ter sido um falso alarme e resultado numa desnecessária disrupção dos mercados”, conclui o estudo.

A mais nova de sete irmãos

Nascida em 1988, na freguesia de Macieira de Rates, no concelho de Barcelos, Susana Campos-Martins é a mais nova de sete irmãos. “Nos dias que correm parece inconcebível ter-se sete filhos, mas os meus pais fizeram um trabalho maravilhoso”, realça a O MINHO.

A família é o seu porto de abrigo, mesmo à distância, e sempre que pode, apesar de estar a trabalhar no Reino Unido, regressa à terra natal.

“Tenho uma família que amo e que todos os dias me faz sentir como se estivesse em casa, apesar de estar a viver em Oxford. Adoro viajar e faço-o com grande frequência, mas não há como ter a segurança de pertencer a algum lugar no mundo. E é para lá que sempre volto”, aponta a investigadora que, desde pequena, “queria ser professora ou cientista”.

“Passava o dia a fazer experiências científicas (para mim eram experiências, para a minha mãe eram pesadelos de desarrumação e destruição). Aprender, investigar e lecionar fizeram e fazem parte de um processo natural para mim”, assinala.

“Vesti a camisa da Universidade do Minho e não a tirei mais”

Susana Campos-Martins fez a escola primária e o segundo ciclo em Macieira de Rates. No 7.º ano mudou-se para a Escola Secundária de Barcelinhos, onde estudou ciências e tecnologias até ao 12º ano.

Em 2006, entrou no curso de Economia na Escola de Economia e Gestão da UM. “Vesti a camisola da universidade e não a tirei mais”, enfatiza. Na academia minhota completou o Mestrado e Doutoramento na mesma área de estudo.

Defesa da Tese de Doutoramento na EEG-UMinho, em Braga. Foto cedida a O MINHO

“O primeiro contacto com investigação foi no último ano da Licenciatura e como docente convidada no último ano do Mestrado. Gostei tanto de investigar e lecionar que até hoje é o que faço e mais gosto de fazer”, destaca.

A tese de Doutoramento de Susana Campos-Martins centrou-se em “modelos econométricos de volatilidade não estacionária e de co-movimentos entre volatilidades”.

Nessa fase, participou em vários eventos internacionais onde conheceu investigadores de todo o mundo na área de Economia e teve a oportunidade de visitar a Universidade de Londres e a Universidade de Florença.
No último ano do Doutoramento, o professor e investigador Robert F. Engle, vencedor do Prémio Nobel de Economia em 2003, convidou-a para visitar a Universidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, e colaborar com ele num novo projeto.

“Ambos queríamos desenvolver um novo modelo de co-movimentos nas volatilidades de ativos financeiros e daí surgiu o modelo de volatilidade geopolítica que estamos a desenvolver. Esta colaboração é, sem dúvida, um dos pontos mais altos da minha carreira académica”, refere a investigadora, acrescentando que “o encorajamento da [sua] orientadora, Cristina Amado, e o apoio da Escola de Economia e Gestão foram determinantes para o [seu] sucesso”.

“Estou-lhes muito grata por isso”, reforça.

Oxford “foi como ter recebido a carta de aceitação para Hogwarts”

No final de 2018, Susana Campos-Martins estava ainda em Nova Iorque, a terminar o Doutoramento e a submeter candidaturas para ofertas de trabalho. Uma dessas candidaturas foi para uma posição como investigador de pós-doutoramento no Nuffield College da Universidade de Oxford.

“Seria então para trabalhar em Econometria e Alterações Climáticas com o David Hendry. Convidou-me para uma entrevista por videochamada e deve ter gostado porque uns dias depois recebi a oferta de trabalho”, lembra, recorrendo ao universo dos livros mágicos de Harry Potter para explicar o que sentiu.

“Para mim foi como ter recebido finalmente a minha carta de aceitação para Hogwarts. A Universidade de Oxford e a própria cidade têm um ambiente fantástico: jovem, dinâmico, estimulante e cativante”, descreve.

Artigo publicado no Financial Times

No dia 21 de maio, a académica barcelense publicou no Financial Times um artigo sobre o impacto da declaração de pandemia da covid-19 pela OMS nos mercados financeiros.

“Verificámos que para um painel de 32 índices de dívida soberana à volta do mundo, dois dos maiores choques geopolíticos nas volatilidades da amostra (1989-2020) ocorreram nos dias 9 e 12 de março do presente ano”, começa por explicar, acrescentando que “o primeiro corresponde à imposição do confinamento obrigatório em Itália e o segundo acontece no seguimento do anúncio da pandemia pela OMS na tarde (hora local) do dia 11 de março e do discurso do Presidente Donald Trump a partir da Sala Oval no final da tarde (hora local)”.

“Em ambos os casos, as volatilidades das rendibilidades dos índices de dívida soberana estiveram todas muito acima da média, o que significa um vasto impacto nos mercados financeiros”, regista.

Susana Campos-Martins em Nova Iorque. Foto cedida a O MINHO

“É interessante e até intrigante ver que as recomendações da OMS anteriores à declaração da pandemia foram, em geral, ignoradas tantos pelos governos como pelos mercados financeiros. Daí que a OMS tenha justificado a declaração de pandemia com não apenas níveis alarmantes de propagação do vírus mas também inação. Apenas a declaração da pandemia parece ter tido um vasto impacto nos mercados a nível global de acordo com o nosso modelo”, analisa o estudo, concluindo que se a pandemia tivesse sido declarada “mais cedo, como alguns defendem, poderia ter sido um falso alarme e resultado numa desnecessária disrupção dos mercados”.

“Decisões a tomar pela OMS desta dimensão e natureza geopolítica merecem consideração cuidada e cautela”, acentua.

Contração da economia pós-pandemia é certa, falta saber a magnitude e duração

Questionada por O MINHO se já é possível prever o impacto da pandemia na economia mundial, Susana Campos-Martins antecipa que, “apesar de a contração ser certa, a sua magnitude e duração são ainda muito incertas”.

“Ainda que outras crises, como a crise financeira global de 2008, tenham permitido aos economistas aprender e melhorar os seus modelos macroeconómicos de previsão e o impacto de medidas de política menos convencionais, este é um período de grande incerteza”, avalia.

“Já verificámos uma contração da economia global. Se pensarmos, por exemplo, na diminuição drástica do número de voos ou nos países onde o turismo representa uma fração importante do seu rendimento, logo percebemos o impacto na economia global. É de esperar um abrandamento dos fluxos de pessoas, comércio e capitais. Mas note-se que a pandemia veio apenas impulsionar a desglobalização que já acontecia devido a choques geopolíticos como o referendo que aprovou a saída do Reino Unido da União Europeia ou as guerras comerciais entre países como os Estados Unidos e a China”, considera a investigadora, que está também a colaborar com Robert Engle, na Universidade de Nova Iorque, no modelo de volatilidade geopolítica que serviu de base para a publicação no Financial Times.

Com Robert Engle, Prémio Nobel da Economia em 2003, na Universidade da Califórnia, em San Diego. Foto cedida a O MINHO

“Por volatilidade geopolítica entendemos movimentos simultâneos e de forte correlação nas rendibilidades de um grande número de ativos financeiros decorrentes de eventos geopolíticos. Brevemente o nosso índice de volatilidade geopolítica estará disponível online e será atualizado diariamente no website do Instituto da Volatilidade”, afirma.

Na Universidade de Oxford está a trabalhar em Econometria para as Alterações Climáticas com o grupo Climate Econometrics no Nuffield College.

“Este projeto tem como objetivo desenvolver modelos e ferramentas que nos ajudem a perceber o impacto da atividade humana nas alterações climáticas e vice-versa. Em particular, estou a investigar com o David Hendry como notícias sobre alterações climáticas afetam as volatilidades das rendibilidades de ações das maiores empresas de petróleo e gás no mundo. Notícias relacionadas com alterações climáticas fazem mover as rendibilidades destes ativos, o que significa que os investidores estão já a reagir ao risco de transição para economias mais limpas e, portanto, menos dependentes de combustíveis fósseis”, conclui.

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