Seguir o O MINHO

País

“Nunca concorri a sondagens”, diz Rui Rio

Eleições Legislativas 2019

em

Foto: Divulgação / PSD

O presidente do PSD disse este sábado que nunca concorreu para sondagens, nem tem ambição de carreira, sublinhando que o que está em causa nas eleições é saber quem tem o perfil, a coragem e o desprendimento para fazer mudanças.

“Eu nunca concorri para sondagens. Mas estarão a dizer assim, ‘mas alguém concorre para sondagens’? Mas há quem há. Há muita gente que anda aqui, que anda na política justamente em torno daquilo que são as sondagens que vão saindo, umas de encomenda, outras sem ser de encomenda. Não, isso não é estar na política”, defendeu Rui Rio.

O líder do PSD, que falava hoje no Porto, na apresentação do programa eleitoral do partido, defendeu que “estar na política é ir a eleições”, ganhar ou perder, mas, sobretudo, em caso de vitória, honrar os compromissos.

Declarando-se convencido de que no dia 06 de outubro os compromissos inscritos no programa social-democrata “vão ter o merecimento do povo português”, Rui Rio salientou que, mais importante que as ideias, “é a vontade de as fazer e, acima de tudo, a coragem de as fazer”.

“A coragem de afrontar interesses instalados e uma coragem ligada a um certo desprendimento do poder. É isso que eu tenho, sempre tive e agora ainda tenho mais. Foi assim quando eu tinha 30 anos porque é que não iria ser assim quando cheguei aos 60 anos?”, acrescentou.

“Não estou aqui por nenhuma vaidade pessoal que é coisa que eu nunca tive, nem a vaidade justifica a parte dos custos que o desenho desta função e da função de primeiro-ministro suporta. Fosse por isso ficava a perder longamente”, explicou.

Para Rio, a escolha dos portugueses nas legislativas estará, sobretudo, centrada na escolha do perfil necessário para mudar Portugal.

“Quando olharem para a folha e tiverem de pôr uma cruz no PS ou no PSD para ver quem vai liderar o próximo Governo, têm de olhar às ideias, mas têm de olhar, acima de tudo, a quem é que fala e a quem é que faz e quem é que tem o perfil e a coragem e o desprendimento para mudar aquilo que Portugal tem de mudar”, concluiu.

O PSD apresentou hoje formalmente, no Porto, o programa eleitoral do partido às legislativas, depois de o documento ter sido aprovado em Conselho Nacional no final de julho.

O documento hoje divulgado, que foi aprovado com 17 abstenções, contém algumas alterações em relação ao texto distribuído no Conselho Nacional, com medidas novas na área da justiça, como a criação do Provedor do Utente Judiciário ou a reforma do sistema de avaliação dos magistrados.

No início de julho, os sociais-democratas começaram por apresentar o cenário macroeconómico que enquadra o programa, com base nas previsões do Conselho das Finanças Públicas, estimando uma redução de 3,7 mil milhões de euros da carga fiscal na próxima legislatura e um aumento de 3,6 mil milhões de euros de investimento público ao longo de quatro anos.

Prevendo uma folga orçamental na ordem dos 15 mil milhões de euros em quatro anos, o PSD estima usar um quarto a reduzir impostos (dos quais metade para as empresas e metade para as famílias), um quarto a aumentar o investimento público, mais de 40% para a despesa corrente e o restante na redução do défice.

O PSD prevê ainda a descida da dívida pública e a eliminação do défice público estrutural, estimando um ligeiro superavit do saldo estrutural até 2023.

Durante o mês de julho e também na segunda quinzena de agosto foram sendo apresentadas com detalhe medidas em áreas como a fiscalidade, saúde, natalidade, combate às alterações climáticas, reforma do sistema político e justiça.

Anúncio

País

Os números do Euromilhões

Sorte

em

Foto: O MINHO

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta sexta-feira, 13 de setembro: 1, 12, 27, 42 e 47 (números) e 6 e 7 (estrelas).

Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 162 milhões de euros.

Continuar a ler

País

Oito em cada dez jovens não vivem onde queriam por falta de recursos

Habitação

em

Foto: O MINHO (Arquivo)

Oito em cada dez jovens portugueses (78,1%) não vivem onde gostariam “pela falta de recursos económicos”. Esta é a conclusão do “II Observatório do Mercado da Habitação em Portugal”, realizado pela Century 21, que traça uma radiografia às condições económicas dos portugueses e o seu impacto no mercado imobiliário.

A consultora inquiriu 800 portugueses, nas várias regiões do país, e concluiu que “78,1% dos jovens entre os 18 e os 34 anos não vive onde gostaria. A razão principal passa pela falta de recursos económicos para a habitação que desejam”, avança a consultora. O estudo permite ainda concluir que “os 25,9% dos que já estão a trabalhar não atingem os rendimentos necessários para a casa pretendida”. Dos jovens inquiridos “62,9% conta com menos de 1.000 euros mensais e 17,2% têm ganhos inferiores 500 euros. Apenas cerca de 12% indicam rendimentos entre 1000 e 1500 euros, por mês”.

Condicionantes que, segundo a consultora, limitam a independência financeira da população mais jovem. “55,7% dos jovens não são financeiramente independentes”, sendo que, mesmo no caso dos emancipados, 37,2% “depende financeiramente da família ou parceiro”, revela o estudo.

Em Portugal, 33,4% dos jovens assumem como ambição morar numa casa própria com o seu parceiro. Só 18,5% gostariam de viver sozinhos e apenas 1,9% tem como ambição dividir a casa com amigos. Para concretizar o leque de cenários possíveis, indica a consultora, os caminhos são vários: “53,8% prefere uma opção de casa própria, enquanto 36,7% se inclina para uma habitação arrendada. Apenas 4,5% optam por habitação partilhada, quer seja arrendada ou própria”.

O inquérito realizado permitiu ainda concluir que “apenas 36,4% dos jovens consegue assumir a totalidade dos gastos com a habitação onde vive, cerca de um terço partilha despesas com o companheiro e em 21% dos casos os custos da casa são integralmente suportados pelos pais”.

Os jovens portugueses que ainda vivem com os pais têm algumas ideias sobre a sua casa de sonho, de acordo com a consultora. “Preferem que a sua primeira casa seja na cidade onde já vivem”, sendo que a zona da habitação reúne consenso “nas diversas faixas etárias, com os jovens a admitirem que a principal preferência é viver nas zonas periféricas do centro da cidade”, lê-se nas conclusões do estudo.

“Quanto ao tipo de habitação, a primeira opção para 44,5% dos jovens é um apartamento. Contudo, esta preferência muda para uma moradia nos que têm mais de 30 anos (36,1%)”, concluiu a consultora. A casa ideal para os jovens deveria ter uma área de 82,8 metros quadrados, com dois quartos de duas casas de banho, de acordo com o comunicado.

Ricardo Sousa, presidente executivo da Century 21, admite que “os jovens demonstram ter expectativas bastante elevadas em relação à habitação, tendo em conta a oferta atual do mercado imobiliário nacional”. No entanto, argumenta o responsável, estes resultados devem orientar os operadores imobiliários no “desenvolvimento de soluções de habitação adequadas, para suprir as necessidades dos jovens portugueses, quer a curto, quer a médio prazo”.

Continuar a ler

País

MP pede afastamento de juiz Rangel na apreciação de recurso ligado à Operação Marquês

Tribunais

em

Foto: DR / Arquivo

O Ministério Público apresentou esta sexta-feira um requerimento a pedir a recusa do juiz Rui Rangel, no seguimento da distribuição de um recurso no Tribunal da Relação de Lisboa, no âmbito da Operação Marquês.

“Na sequência da distribuição no Tribunal da Relação de Lisboa de recurso interposto no âmbito da designada Operação Marquês, o Ministério Público apresentou (…) um requerimento de recusa do juiz”, afirma um comunicado da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O comunicado não revela o nome do juiz em causa, mas surge no dia em que Público noticiou que Rangel iria ter de apreciar um recurso referente à Operação Marquês, embora o juiz desembargador tenha afirmado à Lusa que não se trata do mesmo processo.

O MP apresentou o requerimento de recusa “por considerar existir motivo sério e grave, adequado a gerar desconfiança sobre a imparcialidade do magistrado judicial”, justifica a PGR no comunicado.

Ao início da tarde, o juiz desembargador Rui Rangel esclareceu à Lusa que o recurso que lhe foi distribuído informaticamente é do caso Octapharma, assegurando não ter para apreciação qualquer recurso da Operação Marquês, que envolve José Sócrates.

Um dos recursos atribuídos segunda-feira ao juiz do Tribunal da Relação de Lisboa prende-se com processo ‘O negativo´, que envolve a empresa farmacêutica Octapharma e que resultou da extração de uma certidão da Operação Marquês.

Embora tenha havido separação do caso Octapharma dos autos da Operação Marquês, o número de ambos os processos mantém-se, divergindo nas letras.

Rui Rangel é um dos arguidos no processo Operação Lex por suspeitas de corrupção e tráfico de influências, tendo estado suspenso preventivamente das funções no Tribunal da Relação de Lisboa.

O ex-presidente da multinacional farmacêutica Paula Lalanda de Castro chegou a ser arguido na Operação Marquês, por factos relacionados com a contratação do antigo primeiro-ministro José Sócrates para consultor daquela empresa, mas o processo foi separado.

No processo Octapharma, cujo recurso vai ter como relator Rui Rangel, investiga-se suspeitas de obtenção pela empresa uma posição de monopólio no fornecimento de plasma humano inativado e de uma posição de domínio no fornecimento de hemoderivados a diversas instituições e serviços que integram o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) recorreu para o Tribunal da Relação de Lisboa depois de o juiz de instrução Ivo Rosa ter negado a junção aos autos de mails apreendidos nas buscas realizadas à farmacêutica no âmbito da Operação Marquês.

O pedido de recusa do MP ao envolvimento de Rangel na apreciação de recursos no âmbito da Operação Marquês não é inédito.

Em 09 de março de 2017, o Supremo Tribunal de Justiça decidiu impedir o juiz desembargador Rui Rangel de tomar qualquer decisão no âmbito deste processo.

O Ministério Público pediu, a 22 de fevereiro de 2017, o afastamento de Rui Rangel da apreciação de um recurso interposto pelo arguido José Sócrates “por considerar existir motivo sério e grave, adequado a gerar desconfiança sobre a imparcialidade do magistrado judicial” e o STJ decidiu afastar o desembargador de analisar qualquer recurso do processo.

No pedido de afastamento então interposto, o MP alegou que as afirmações e considerações feitas pelo juiz num programa de televisão da TVI, em junho de 2015, nomeadamente sobre a recusa do antigo primeiro-ministro José Sócrates em aceitar a pulseira eletrónica, em substituição da prisão preventiva, violou o dever de reserva.

O MP alegou ainda que, “embora sem óbvia relevância criminal”, existia “um conhecimento pessoal” entre Rui Rangel e José Sócrates, sublinhando que, em setembro de 2014, esta relação “justificava a marcação de um almoço entre os dois”.

Hoje foi também anunciado pelo Conselho Superior da Magistratura que o juiz Rui Rangel será ouvido a 03 de outubro no processo disciplinar instaurado no âmbito do inquérito Operação Lex, juntamente com a ex-mulher, também magistrada.

Em comunicado, o Conselho Superior da Magistratura adianta que Rui Rangel será ouvido no início de outubro e que a sua ex-mulher, a desembargadora Fátima Galante já prestou declarações no processo disciplinar.

Os processos disciplinares já deram origem à suspensão preventiva de funções dos dois arguidos pelo tempo previsto, que no caso de Rui Rangel regressou à 9.ª secção criminal do Tribunal da Relação de Lisboa no início de agosto depois de ter sido suspenso a 09 de novembro de 2018.

Continuar a ler

Populares