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Região

Nove autarcas e ex-autarcas do Minho arguidos na “Operação Éter” de investigação às lojas de turismo

Cinco são do distrito de Braga, quatro são do distrito de Viana

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O Ministério Público constituiu 74 autarcas e ex-autarcas como arguidos, entre os quais nove de autarquias do Minho, no processo da investigação às Lojas Interativas da Turismo do Porto e Norte, realizada no âmbito da Operação Éter.


Segundo um despacho a que a Lusa teve acesso, esta sexta-feira, no processo relativo à investigação das Lojas Interativas de Turismo (LIT) da Turismo Porto e Norte de Portugal (TPNP) foram constituídos arguidos os presidentes de Câmara Manuel Moreira (Amares/PSD e ex-PS), João Esteves (Arcos de Valdevez/PSD) António Vilela (Vila Verde/PSD) e Miguel Alves (Caminha/PS).

Também é arguida Júlia Fernandes, vice-presidente da Câmara de Vila Verde (PSD), para além de vereadores em Fafe (ex-PS), Paredes de Coura (PS) e Vieira do Minho (PSD).

No total, estão sob investigação dez LIT do distrito de Braga e outras dez do distrito de Viana do Castelo.

Foram ainda constituídos arguidos os presidentes de Câmara de Armamar, Arouca, Boticas, Castelo de Paiva, Penedono, Resende, Sabrosa, Tabuaço, Trofa, Vale de Cambra, Valongo, Valpaços, Vila Pouca de Aguiar e Viseu, os vices de Cinfães, Espinho, Matosinhos, Montalegre, Santa Marta de Penaguião, Sernancelhe, Tarouca e Torre de Moncorvo, e vereadores de Armamar, Boticas, Carrazeda de Ansiães, Lousada, Mondim de Basto, Oliveira de Azeméis, Penafiel, Póvoa de Varzim, Santa Maria da Feira, Sernancelhe, Vila do Conde e Vila Nova de Gaia.

Da TPNP estão igualmente como arguidos o ex-presidente Melchior Moreira – em prisão preventiva desde 18 de outubro de 2018 e já acusado por 36 crimes no âmbito do processo principal da Operação Éter, de alegada viciação de procedimentos de contratação pública – a diretora Isabel Castro, o administrador-delegado Marco de Sousa, o secretário de gabinete de apoio à direção Paulo Carrança e o técnico especialista Miguel Ângelo Araújo.

O gestor das empresas Celeuma, Média 360 e Tomiworld, José Manuel Agostinho – também arguido no processo principal – consta ainda da lista de 74 arguidos na investigação às LIT, estando em causa a alegada “imposição”, por parte da TPNP, das empresas responsáveis pela instalação das lojas.

O despacho de acusação da 12.ª secção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto relativo ao processo Ėter, de 25 de outubro, imputa um total de 150 crimes a 29 arguidos (21 singulares e oito coletivos), incluindo o ex-presidente da TPNP, Melchior Moreira.

Em causa está um total de 148 crimes (corrupção passiva e ativa, participação económica em negócio, peculato, abuso de poder, recebimento indevido de vantagem, entre outros), 36 dos quais imputados a Melchior Moreira.

A acusação deste processo, agora a aguardar a fase instrutória, tem por base cinco linhas de investigação sobre o TPNP, estando em causa, entre outros, os procedimentos de contratação de pessoal e de aquisição de bens, a utilização de meios da entidade para fins pessoais e o apoio prestado a clubes de futebol.

Em inquéritos que o DIAP decidiu autonomizar, está a ser aprofundada, entretanto, a investigação de outras vertentes do processo, nomeadamente a relativa às LIT da TPNP, envolvendo autarcas do Norte e Centro, e a relacionada com a alegada utilização de verbas destinadas a publicitar o Rally de Portugal em publicidade de cariz diferente e eventuais crimes de prevaricação.

Quanto aos processos autonomizados, nomeadamente sobre factos relacionados com as LIT, os advogados foram notificados esta semana sobre alguns procedimentos associados a essa mesma autonomização, nomeadamente quanto à exportação de elementos do processo principal.

Sem ter deduzido qualquer acusação sobre esta linha de investigação, o MP constituiu já 74 arguidos, incluindo 59 autarcas e ex-autarcas. Destes, 23 são do distrito do Porto, 14 de Viseu, 11 de Vila Real, oito de Aveiro, cinco de Braga, quatro de Viana do Castelo e dois de Bragança.

Ainda segundo o mesmo despacho, a que a Lusa teve acesso, estão em investigação 69 LIT, sendo 17 do distrito do Porto, 11 de Viseu, 10 de Braga, 10 de Viana do Castelo, 10 de Vila Real, sete de Aveiro, três de Bragança e uma da Guarda.

Listagem dos arguidos:

Distrito de Braga (cinco arguidos):

Amares – Manuel da Rocha Moreira, presidente da câmara

Fafe – Vítor Manuel de Freitas Moreira, vereador na câmara

Vieira do Minho – António Afonso Ribeiro Barroso, vereador na câmara

Vila Verde – António Fernando Nogueira Cerqueira Vilela, presidente da câmara

Vila Verde – Júlia Maria Caridade Rodrigues Fernandes, vereadora na câmara

 

Distrito de Viana do Castelo (quatro arguidos)

Arcos de Valdevez – João Manuel de Amaral Esteves, presidente da câmara

Caminha – Luís Miguel da Silva Mendonça Alves, presidente da câmara

Paredes de Coura – Tiago Manuel Pereira da Cunha, vereador na câmara

Ponte da Barca – António Vassalo Abreu, ex-presidente da câmara

 

Turismo do Porto e Norte de Portugal (cinco arguidos):

Isabel Maria Ferreira de Castro, diretora do Departamento Operacional do Turismo do Porto e Norte de Portugal

Marco Paulo Ramos Borges de Sousa, administrador-delegado da Delegação do Turismo Religioso

Melchior Ribeiro Pinto Moreira, ex-presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal

Miguel Ângelo da Silva Araújo, técnico profissional especialista principal da Turismo do Porto e Norte de Portugal

Paulo Manuel Guerreiro Carrança, secretário de gabinete de apoio à Direção da Turismo do Porto e Norte de Portugal

 

Distrito de Aveiro (oito arguidos):

Arouca – Margarida Maria de Sousa Correia Belém, presidente da câmara

Arouca – José Artur Tavares Neves, ex-presidente da câmara e ex-secretário de Estado

Castelo de Paiva – Gonçalo Fernando da Rocha de Jesus, presidente da câmara

Espinho – António Vicente Amorim Alves Pinto, vice-presidente da câmara

Oliveira de Azeméis – Hermínio José Sobral de Loureiro Gonçalves, ex-presidente da câmara

Oliveira de Azeméis – Pedro João Alves Carneiro Marques, vereador na câmara

Santa Maria da Feira – António Gil Alves Ferreira, vereador na câmara

Vale de Cambra – José Alberto Freitas Soares Pinheiro e Silva, presidente da câmara

 

Distrito de Bragança (dois arguidos):

Carrazeda de Ansiães – Roberto Carlos Sampaio Lopes, vereador na câmara

Torre de Moncorvo – Victor Manuel da Silva Moreira, vice-presidente da câmara

 

Distrito do Porto (19 arguidos):

Felgueiras – José Inácio Cardoso Ribeiro, anterior presidente da câmara

Gondomar – Carlos Alberto Silva Brás, ex-vereador da câmara, deputado

Lousada – Cristina Maria Mendes da Silva Moreira, vereadora na câmara

Marco de Canaveses – Manuel Maria Moreira, ex-presidente da câmara

Matosinhos – Fernando Manuel da Silva Alves da Rocha, vice-presidente da câmara

Paredes – Pedro Dinis da Silva Mendes, ex-vereador da câmara

Penafiel – Adolfo Amílcar Moreno, Penafiel, vereador da câmara

Penafiel – Alberto Fernando da Silva Santos, ex-presidente da câmara, presidente da Assembleia Municipal

Póvoa de Varzim – Maria Lucinda Campos Amorim Ramos, vereadora na câmara

Santo Tirso – António Alberto de Castro Fernandes, antigo presidente da câmara

Trofa – Sérgio Humberto Pereira da Silva, presidente da câmara

Valongo – João Paulo Rodrigues Baltazar, antigo presidente da câmara

Valongo – José Manuel Pereira Ribeiro, presidente na câmara

Vila do Conde – José Aurélio Baptista da Silva, vereador da câmara

Vila Nova de Gaia – José Guilherme Saraiva de Oliveira Aguiar, vereador na câmara

 

Distrito de Vila Real (11 arguidos)

Boticas – Fernando Eirão Queiroga, presidente da câmara

Boticas – Maria do Céu Domingues Fernandes, vereadora na câmara

Boticas – Fernando Pereira Campos, antigo presidente na câmara

Mondim de Basto – Paulo Jorge Mota da Silva, vereador na câmara

Montalegre – David José Varela Teixeira, vice-presidente da câmara

Peso da Régua – Nuno Manuel Sousa Pinto de Carvalho Gonçalves, antigo presidente da câmara

Sabrosa – Domingos Manuel Alves Carvas, presidente da câmara

Sabrosa – José Manuel de Carvalho Marques, anterior presidente da câmara

Santa Marta de Penaguião – Sílvia da Fonseca Silva, vice-presidente da câmara

Valpaços – Amílcar Rodrigues Alves Castro de Almeida, presidente da câmara

Vila Pouca de Aguiar – António Alberto Pires Aguiar Machado, presidente da câmara

 

Distrito de Viseu (15 arguidos)

Armamar – João Paulo Soares Carvalho Pereira da Fonseca, presidente da câmara

Armamar – Cláudia Isabel Gomes de Jesus Damião, vereadora na câmara

Cinfães – José Manuel Pereira Pinto, antigo presidente da Câmara

Cinfães – Serafim Rodrigues, vice-presidente da câmara

Lamego – Francisco Manuel Lopes, antigo presidente da câmara

Penedono – António Carlos Saraiva Esteves de Carvalho, presidente da câmara

Resende – Manuel Joaquim Garcez Trindade, presidente da câmara

Resende – António Manuel Leitão Borges, ex-presidente da câmara, deputado

São João da Pesqueira – José António Fontão Tulha, antigo presidente da câmara

Sernancelhe – Armando Manuel Aguiar Mateus, vereador na câmara

Sernancelhe – Carlos Manuel Ramos dos Santos, vice-presidente da câmara

Tabuaço – Carlos André Teles Paulo de Carvalho, presidente da câmara

Tarouca – José Damião Lopes Guedes de Melo, vice-presidente da câmara

Viseu – António Joaquim Almeida Henriques, presidente da câmara

 

Outros (10 arguidos):

António Manuel da Cunha Monteiro

Augusto Fernando Andrade do Rego

Bernardo do Carmo Maciel Oliveira

Carlos Miguel Galamba Figueirinhas Costa

Carlos Fernando Matos Pereira

João Paulo Fernandes Sabino Guedes

José Manuel Simões Agostinho

Nuno Miguel de Almeida

Pedro Orlando dos Santos Portugal

Susana Filipa Tavares João

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Braga

Trio elétrico da TVI vai andar sem rumo em Vila Verde. Vereador propõe boicote

Polémica

em

Foto: Divulgacao

Estalou (nova) polémica na classe política em Vila Verde, desta vez impulsionada pela presença de um trio elétrico de um programa da TVI no próximo domingo pelas ruas do concelho. A oposição política defende um boicote da população para evitar aglomerados. A Câmara, de executivo PSD, garante que a viatura será escoltada pela GNR e que o itinerário não será divulgado para evitar ajuntamento popular.

Em causa está o programa Somos Portugal, emitido a partir de Lisboa mas que terá uma apresentadora (Rita Pereira) a percorrer as ruas do concelho minhoto com três artistas que darão música ao povo.

O anúncio foi feito ao final da manhã desta sexta-feira através das redes sociais da autarquia. No domingo, o programa regressa a Vila Verde num formato diferente do habitual, face à pandemia de covid-19.

Em Lisboa, promotores do concelho vão mostrar “o melhor do território”, diz a autarquia, enquanto Rita Pereira liderará a viatura em circulação pelo concelho, de forma a mostrar as “magníficas paisagens” de Vila Verde.

Na mesma publicação, a autarquia pede à população que cumpra as normas e evite aglomerados nas ruas, pedindo ainda a utilização de máscara.

 José Morais, vereador sem pelouro do Partido Socialista, veio apelar a um boicote da população, assumindo-se contra o evento por dois motivos: por causa de uma “frágil situação sanitária que pode explodir a qualquer momento” e porque “é difícil controlar o número de presentes dando um sinal errado à sociedade”.

“Não se juntem na rua, não deixemos que o bom nome da nossa terra seja enxovalhado por se verem ajuntamentos. Quem gosta do programa, sugiro que desta vez o acompanhe pela televisão, pela nossa saúde e pelo bom nome da nossa terra”, diz o socialista num vídeo publicado no YouTube.

Na resposta, o chefe de gabinete do presidente da Câmara explica que o itinerário não será divulgado e que duas patrulhas da GNR vão acompanhar o trio elétrico para evitar ajuntamento de pessoas.

Através das redes sociais, Carlos Tiago Alves, ex-líder da JSD de Vila Verde, assegura que não existirá nenhum palco fixo no concelho para este programa que, diz o responsável, serve para “divulgar” as “belas paisagens” através do “programa líder dos domingos à tarde na TV portuguesa”.

Garante que o “camião palco” percorrerá “várias artérias do concelho de Vila Verde, [e que] em momento algum parará, sendo acompanhado por dois carros batedores da brigada de trânsito da GNR”.

Assegura ainda que o formato do programa foi autorizado pela Direção-Geral da Saúde e garante que os vila-verdenses estarão “à altura” do desafio de receber este programa, por sempre terem demonstrado bom desempenho nas fases mais críticas da pandemia.

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Alto Minho

GNR de Monção alegadamente filmado a importunar sexualmente uma mulher no posto

Abuso sexual

em

Foto: DR

O comandante da GNR de Monção está a ser alvo de um processo interno, na sequência de uma denúncia de alegada “importunação sexual” a uma mulher no interior do posto, disse hoje à Lusa o Comando Geral daquela força.

Em resposta escrita enviada à Lusa, o Comando Geral da GNR acrescentou que a situação também já foi comunicada ao Ministério Público.

“Decorre processo interno para apurar as circunstâncias do ocorrido, tendo o militar em apreço sido transferido preventivamente para a sede do Destacamento Territorial de Valença, nos termos do Regulamento de Disciplina da GNR”, diz o Comando Geral da GNR.

A situação terá sido gravada por uma câmara oculta.

A Lusa contactou também o comando distrital da GNR de Viana do Castelo, que se escusou a qualquer comentário.

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Região

Juiz manda prender jovem traficante que abastecia Barcelos, Esposende e Famalicão com droga

Tráfico de Droga

em

Foto: DR

O Tribunal de Famalicão aplicou prisão preventiva a um homem de 27 anos detido na quarta-feira pela GNR em Grimancelos, Barcelos, por tráfico de estupefacientes, anunciou hoje aquela força.

Na operação, a GNR apreendeu 1.547 doses de haxixe, 274 doses de cocaína e cinco gramas de canábis, além de uma balança de precisão, um computador portátil e duas facas.

Segundo a GNR, o suspeito tem antecedentes criminais e vendia cocaína, haxixe e canábis nos concelhos de Barcelos, Vila Nova de Famalicão e Esposende.

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