Seguir o O MINHO

Alto Minho

A nova deputada do Alto Minho: “Sim. Vou.”

Liliana Silva, de 40 anos, orgulhosa ancorense, tem sido o rosto da oposição na Câmara Municipal de Caminha, onde é vereadora desde 2013.

em

A social-democrata Liliana Silva irá tomar posse como deputada eleita à Assembleia da República,  pelo círculo de Viana do Castelo, no próximo dia 03 de janeiro, disse hoje a própria a O MINHO. No Parlamento, irá ocupar o lugar deixado vago por Luís Campos Ferreira, que este mês se despediu do Parlamento, onde esteve cerca de dezasseis anos,


Natural de Vila Praia de Âncora, Liliana Silva tem 40 anos e foi líder da concelhia do PSD/Caminha, desde 2013, altura em que também foi eleita, pela primeira vez, vereadora municipal, tendo assumido-se como principal rosto da oposição à política do autarca Miguel Alves (PS).

Licenciada em Ensino de Português pela Universidade do Minho, foi coordenadora da Rede Local de Intervenção Social (RLIS) de Caminha e exerceu atividade como formadora.

Na lista da coligação “Portugal à Frente” (PSD/CDS) das eleições legislativas de 2015, encabeçada por Carlos Abreu Amorim, ocupou a sexta posição, atrás de Luís Campos Ferreira, Emília Cerqueira, Abel Baptista (CDS) e António Rodrigues.

Sabem quem foi Sidónio Pais?

No Facebook, onde anunciou a decisão, Liliana Silva deixou uma longa mensagem onde fala sobre o desafio que irá agora abraçar.

A O MINHO, disse ainda que irá manter o lugar de vereadora na Câmara Municipal de Caminha, participando em todas as reuniões do executivo em que lhe seja possível, como forma de “manter a proximidade aos seus concidadãos”.

Mensagem de Liliana Silva

Sim. Vou.

Na minha vida política nunca virei costas a um desafio e acima de tudo nunca virei costas a ninguém.

Cada um de nós tem os seus ideais, defende formas diferentes de alcançar objetivos e o melhor para as suas populações. Faço por pautar a minha ação política orientada pela premissa basilar de que somos meros servidores daqueles que nos elegem e escolhem para os representar nos diferentes órgãos.

Os lugares e cargos que ocupamos só fazem sentido se for para servirmos as pessoas.

Somos meros representantes, nada mais do que isso.

Pessoalmente, confesso, que sinto uma alegria imensa e realização pessoal de cada vez que consigo ajudar alguém a resolver alguns dos problemas com que se defrontam.

Este meu regozijo não se prende com nenhuma ambição política, até porque quem me conhece sabe que não tenho nenhum propósito específico de chegar a lugar algum, senão dar o melhor de mim nos lugares que ocupo. O meu regozijo prende-se com o facto de conseguir realmente fazer a diferença na vida de alguém.

Estar na política, ser eleito, e depois virar costas às pessoas, tentar alcançar objetivos ou benefícios pessoais, deixar de ouvir a população ou de ter a clarividência para ver os problemas que assolam a vida real nos nossos territórios , não faz qualquer sentido para mim.

Como Caminhense, assumi as minhas funções enquanto vereadora da oposição, estando sempre ao lado e disponível para ajudar todos os que precisaram de mim. Reitero a minha disponibilidade total nestas funções, das quais não prescindirei, porque é a forma mais próxima e direta que tenho de ajudar os meus concidadãos.

Surgiu, por motivos diversos, a oportunidade de assumir funções como deputada do circulo de Viana do Castelo à Assembleia da República.

Depois de reflexão resolvi aceitar, com total sentido de responsabilidade, humildade e honra.

Porque as mulheres deste país têm que ter cada vez mais voz, pois são o coração e o humanismo que tantas vezes falta na ação política.

Porque as mães deste país precisam de alguém do mundo real, deste território tão afastado do poder central, que fale por elas e das dificuldades que sentem diariamente.

Porque os mais necessitados precisam de alguém que conheça a realidade social do território distrital e que não tenha que se subjugar a decisões governamentais, mas sim ser uma voz mais proativa em prol dos que mais precisam.

Porque a voz dos cuidadores informais precisa de ter cada vez mais destaque e relevância na discussão política.

Porque as empresas mais pequenas merecem que alguém lhes dê voz face ao estrangulamento das novas leis e diretrizes para 2019, que em nada contribuem para o progresso e desenvolvimento das mesmas.

Porque Caminha e os Caminhenses merecem ter presença marcada também no hemiciclo central.

Estou lá, mas estou com todos os que de mim precisarem.

Vou assumir funções para ser a voz de todos os que dela necessitarem.

Exercerei as minhas funções como deputada na Assembleia da República por todos e para todos, e sempre, pelo melhor para a minha terra, para o meu concelho, para o meu distrito e para o meu País.

Contem sempre comigo!

Liliana Silva
Âncora

Anúncio

Alto Minho

Via da Geira em destaque na National Geographic pela lente de Carlos Pontes

Fotógrafo e videógrafo natural de Ponte da Barca

em

Imagem: Cortesia National Geographic

A edição especial de dezembro da edição portuguesa da National Geographic, “Jóias do Passado em Portugal”, traz em destaque dois trabalhos do fotógrafo e videógrafo de natureza Carlos Pontes, natural de Ponte da Barca, sobre dois “monumentos muito importantes da romanização em território português”.

Um dos trabalhos mostra a Via da Geira, antiga estrada romana que liga(va) Braga à Galiza, enquanto o outro capta o ainda pouco explorado pelos fotógrafos Santuário de Panóias, em Vila Real.

Em declarações a O MINHO, o diretor da revista, Gonçalo Pereira Rosa, destaca o trabalho realizado na via romana, que “emerge em alguns pontos do Parque Nacional da Peneda-Gerês”.

“Conhecendo aquele território como poucos, o Carlos captou a essência daquela velha estrada romana, onde ainda despontam marcos miliários e que de alguma forma ajudava a penetrar no interior da serra, ligando as importantes cidades do Minho e da Galiza”, sublinha Gonçalo Pereira Rosa.

Cortesia National Geographic

O outro local fotografado pelo barquense, nos arredores de Vila Real, é o Santuário de Panóias, “conhecido desde o século XVI” mas que ainda “intriga os especialistas”.

“Sabe-se hoje que terá sido mandado construir por um cidadão romano que vinha do oriente e que trouxe de lá os cultos religiosos mais exóticos. O Carlos explorou o local e encontrou a melhor maneira de representá-lo fotograficamente. Do ar. Com um drone, captou a extraordinária força daquele espaço mágico que ainda dará muito que falar”, explica o diretor.

Cortesia National Geographic

Gonçalo Pereira Rosa esclarece que esta edição especial selecionou cerca de “50 locais correspondentes a uma vivência anterior à da fundação nacional”.

“Quer isso dizer que seleccionámos monumentos correspondentes a ocupações a pré-históricas, calcolíticas, romanas, pós-romanas, paleocristãs e islâmicas”, contextualiza o responsável editorial.

Outro dos destaques nesta edição especial vai para Guimarães. Através da lente do fotógrafo alentejano José Barros, é mostrada uma perspetiva, já com alguns anos, do sítio arqueológico da Citânia de Briteiros.

Imagem: Facebook de José Barros

Quem é Carlos Pontes?

Um apaixonado pela fotografia de fauna selvagem. Natural de Ponte da Barca, desde criança que tem contacto com o Parque Nacional Peneda-Gerês (PNPG), não só com a área inserida em Ponte da Barca mas também em Arcos de Valdevez e Melgaço, zonas com as quais mais se identifica.

Aos 35 anos, é hoje considerado um autor diferenciador dos animais e paisagens do PNPG. Esteve sempre em contacto com serras e animais, enquanto se formou em design e buscou conhecimentos em biologia. Com grande habilidade técnica no mundo da natureza e fotografia, estuda teoria e prática sobre as áreas e espécies que fotografa.

Carlos Pontes em trabalhos junto ao rio Vez. Foto: Luís Fernandes

Venceu alguns prémios em concursos nacionais de fotografia, colaborou com documentários de vida selvagem transmitidos pela televisão portuguesa e colabora em publicações da National Geographic

Mais recentemente, colaborou como câmara no novo projeto “DEHESA – el bosque del lince” do aclamado produtor e realizador de filmes de natureza, Joaquin Gutierrez Acha.

Esta produção, sobre sobre Portugal e Espanha é da autoria de um dos melhores realizadores da Europa onde só entram dois portugueses: Carlos Pontes e João Cosme.

“Momento raro”. Cria de lobo-ibérico fotografada no Gerês

“Conhecer Carlos Pontes é perceber que o seu ADN é marcado pelas serras e os animais, particularmente o lobo-ibérico (canis lupus signatus)”, diz a biografia que o autor partilhou com O MINHO.

Desde os nove anos que vê lobos em estado selvagem, mas desde os vinte anos que começou a mostrar mais interesse. Os lobos são, hoje, a sua “principal fonte de inspiração”.

‘Set’ improvisado no monte por Carlos Pontes. Foto: Facebook de Carlos Pontes

Através de exposições, Carlos Pontes quer ajudar a valorizar o lobo como “um elemento crucial não só da biodiversidade regional, mas também da identidade cultural e tradição populares”.

“Desmistificar a falsa ideia do lobo mau pode permitir que as entidades governativas da região vejam na sua imagem e no rico património cultural a ele associado no contexto ibérico uma mais valia para o desenvolvimento económico e turístico”, refere o autor.

Pode consultar o trabalho do autor nas redes sociais Instagram e no Facebook.

Continuar a ler

Viana do Castelo

Já chegaram os primeiros doentes covid à unidade de retaguarda de Viana

Covid-19

em

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

A unidade de retaguarda instalada no Centro Cultural de Viana do Castelo já recebeu os três primeiros doentes covid durante esta tarde, apurou O MINHO no local. São esperados mais utentes durante as próximas horas.

Estes são os primeiros três infetados que necessitam de internamento naquela Estrutura de Apoio de Retaguarda, que conta, numa primeira fase, com 30 camas, podendo ‘crescer’ até às 120, ou, em caso de “catástrofe”, 200.

Não foi possível apurar a proveniência destes doentes, mas sabe-se que pelo menos um utente é de Caminha e não estava internado no hospital distrital.

Fonte ligada à área da Saúde disse a O MINHO que nesta unidade existem melhores condições de trabalho do que no próprio hospital, uma vez que não há “tanta confusão” e há “mais espaço” para trabalhar.

O presidente da comissão distrital da proteção civil de Viana do Castelo, Miguel Alves, que também preside ao concelho de Caminha,  já havia explicado que esta estrutura nasce após o aumento de casos no distrito, esperando que venha a “acomodar muita gente” ao longo dos próximos dias.

Unidade de retaguarda do Alto Minho começa a receber infetados nos próximos dias

Na abertura da estrutura, Miguel Alves disse que das 81 camas na enfermaria de covid no Hospital de Viana do Castelo, “apenas quatro estão disponíveis. Na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) existem 25 camas e apenas três estão disponíveis”, especificou.

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

“No limite, se tivéssemos uma situação de absoluta rutura, catástrofe, que não prevemos, o espaço está preparado para acomodar 200 pessoas”, sustentou o autarca socialista.

“Trabalhamos em módulos de 10 camas e, por cada dez camas, temos de ter cinco auxiliares de ação direta e ação geral, um enfermeiro e um médico”, especificou.

Adiantou que, em outubro, “a média de novos casos, por dia, no distrito de Viana do Castelo era de 28. Em novembro, estamos a ter 85 casos por dia”.

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

“Isto coloca muito pressão sobre as instituições que apoiam os idosos mas também sobre as unidades hospitalares”, frisou.

A EAR foi instalada pela Câmara de Viana do Castelo, em abril, no centro cultural da cidade.

Inicialmente esteve prevista a desativação desta unidade, no final de outubro, mas, entretanto, a Câmara de Viana do Castelo e a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) decidiram prolongar o seu funcionamento até final de novembro devido ao aumento de casos de covid-19 na região.

A abertura da estrutura em Viana do Castelo contou com a participação do secretário de Estado Coordenador Eduardo Pinheiro, que disse “em todos os distritos da região Norte ou já tem espaços abertos ou tem espaços que abrirão nos próximos dias”, sendo que no distrito do Porto foram criados dois espaços.

A sessão contou ainda com a presença do presidente da Câmara de Viana do Castelo, presidente do conselho de administração da ULSAM, Comandante Operacional Distrital, diretora do centro distrital da Segurança Social e delegado de saúde coordenador.

(notícia atualizada às 19h24 dando conta da entrada de um terceiro utente)

Continuar a ler

Alto Minho

Homem de 65 apanhado pela GNR por furtar no interior de veículo em Caminha

Crime

em

Foto: Arquivo

Um homem de 65 anos foi detido, na sexta-feira, por furto em interior de veículo no concelho de Caminha, anunciou hoje o comando territorial da GNR em Viana do Castelo.

O homem terá sido intercetado pelos militares na sequência de uma denúncia e detido na posse de uma chave de fendas que utilizaria para quebrar vidros dos veículos furtados.

Em comunicado, a guarda explica que, após a denúncia, “os militares da Guarda realizaram diligências policiais que permitiram a localização e interceção de uma viatura suspeita, culminando com a detenção do homem e com a apreensão de uma chave de fendas que se encontrava na sua posse e que se destinava à quebra dos vidros dos veículos furtados”.

O detido, com antecedentes criminais pela prática de crimes da mesma natureza, foi constituído arguido, e os factos foram remetidos para o Tribunal Judicial de Caminha.

A ação contou com o reforço do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Viana do Castelo e do Posto Territorial de Caminha.

Continuar a ler

Populares