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Alto Minho

Deputado eleito por Viana despede-se da Assembleia da República 16 anos depois

Natural de Lisboa, Luís Campos tem raízes familiares em Valença. É irmão da conhecida jornalista Fátima Campos Ferreira. Será substituído por António Rodrigues, jovem de Arcos de Valdevez que, em 2015, foi número 5 da lista, enquanto presidente, à data, da JSD Alto Minho.

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Foto: DR/Arquivo

O deputado do PSD Luís Campos Ferreira, eleito pelo círculo de Viana do Castelo, fez esta quinta-feira o seu discurso de despedida da Assembleia da República, onde chegou em 2002, com elogios à transparência e ao Canal Parlamento, que ajudou a criar.


“Tomei a decisão de renunciar ao mandato de deputado. Faço-o de uma forma muito refletida, muito consciente e muito livre”, afirmou Campos Ferreira, numa declaração em nome individual que, no final, foi aplaudida pelas bancadas do PSD, do CDS-PP – de pé – e do PS, com a maioria dos deputados socialistas a baterem palmas sentados, mas também alguns de pé.

Campos Ferreira aludiu ao “momento delicado” relacionado com as questões de transparência que se vive na Assembleia da República, e deixou a convicção de que, se muito há a fazer, existe em 2018 maior escrutínio e transparência do que quando chegou, em 2002.

“Nestes últimos 44 anos, os portugueses já aprenderam que opacidade não rima com democracia”, afirmou.

O deputado do PSD apontou o Canal Parlamento, de que foi presidente da direção, como um exemplo de que “a democracia se deve orgulhar”.

“Foi desde o seu início uma enorme porta aberta à sociedade portuguesa”, afirmou, considerando que, graças a este canal, os portugueses sabem melhor hoje que o trabalho dos deputados não se limita a três sessões plenárias semanais e se desenrola por muitas comissões.

“Se é verdade que temos telhados de vidro – e temos mesmo, basta olhar para a claraboia -, também temos paredes de vidro e uma delas é justamente o Canal Parlamento”, referiu, com o bom-humor pelo qual é conhecido.

Despedindo-se com agradecimentos aos funcionários parlamentares e com o poema “Viagem” de Miguel Torga, Campos Ferreira garantiu que continuará a acompanhar todos os deputados através do canal Parlamento.

Apenas o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, usou da palavra após a intervenção de Campos Ferreira.

“Certamente vamos todos sentir falta das suas intervenções, da sua consistência e do seu sentido de humor”, referiu.

Campos Ferreira será substituído por António Rodrigues, jovem de Arcos de Valdevez que, em 2015, foi número 5 da lista, enquanto presidente, à data, da JSD Alto Minho.

Eleito por Viana do Castelo, Luís Álvaro Barbosa de Campos Ferreira é deputado há cinco legislaturas (desde 2002), com uma interrupção durante o tempo em que foi secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros do anterior Governo PSD/CDS-PP liderado por Passos Coelho.

No PSD, já foi ‘vice’ da bancada e secretário-geral adjunto do partido durante a liderança de Durão Barroso.

Quando anunciou que iria renunciar ao cargo de deputado, no início de dezembro, Campos Ferreira justificou a saída com motivos pessoais e um novo desafio profissional, garantindo que se manteria no PSD.

O deputado foi constituído arguido em junho deste ano, tal como os ex-líderes parlamentares do PSD Luís Montenegro e Hugo Soares, no âmbito do inquérito-crime que investiga as viagens de ex-governantes a França para assistirem a jogos do Euro2016, por suspeitas do crime de recebimento indevido de vantagem.

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Alto Minho

Depois de 88 casos, Melgaço está sem qualquer infetado com covid-19

Pandemia

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Foto: DR

O concelho de Melgaço anunciou esta terça-feira ter atingido a total recuperação dos últimos doentes infetados com covid-19.

Depois de 88 casos confirmados ao longo dos últimos três meses e meio, 61 deles no lar Pereira de Sousa, na Santa Casa da Misericórdia, o município anunciou hoje ter chegado aos zero casos ativos, com o total de 74 recuperados.

Infelizmente, morreram doze pessoas durante o processo que assolou um dos concelhos mais a Norte do país.

Em comunicado, o município dá conta da ‘boa nova’, mas pede à população para não facilitar: “Não temos casos positivos no nosso Município, mas temos de continuar a ser defensivos. A proteger-nos. A proteger os outros”.

Apela ainda aos melgacenses para, quando saírem, o façam “em segurança”: “O vírus não anda sozinho. Somos nós que o transportamos. Se seguirmos à risca todas as diligências, vamos conseguir”, refere a mesma nota.

Já o distrito de Viana do Castelo conta com 618 casos acumulados desde o início da pandemia, mas apenas 23 estão ativos, encontrando-se em vigilância no lar e/ou hospitalizados.

Em todo o distrito há o registo de 530 pacientes recuperados, existindo 55 óbitos a lamentar.

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Viana do Castelo

Viana pondera instalar ilhas de produção de energia no rio Lima

Energia solar

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Foto: Ilustrativa / DR

O presidente da Câmara de Viana do Castelo disse hoje estar a ser analisada a instalação de três ilhas flutuantes de produção de energia solar no rio Lima para “acautelar” o seu impacto na utilização do espelho de água.

“Os nossos serviços estão a fazer análise técnica do projeto. A nossa preocupação é que o espaço a ser utilizado por aquelas infraestruturas não conflitue com usos pré-existentes, nomeadamente, a atividade piscatória e os desportos náuticos. A atividade no rio Lima tem de compatibilizar todo o tipo de usos”, afirmou hoje à agência Lusa José Maria Costa.

Em causa o PROTEVS, um projeto-piloto que prevê a instalação, por um prazo máximo de cinco anos, de três ilhas no espelho de água a poente do porto comercial de Viana do Castelo, em área de jurisdição da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) para o desenvolvimento de unidades de geração de energia com recurso a fontes renováveis de irradiação solar.

O projeto, em fase de consulta pública até ao dia 20, da empresa portuguesa Solarisfloat, é considerado “uma solução única no mundo, na área do solar fotovoltaico flutuante”.

Contactado hoje pela Lusa, o o presidente da Câmara de Viana, o socialista José Maria Costa, explicou que o parecer da autarquia sobre o projeto “ainda não está fechado”.

“Somos favoráveis a projetos de inovação e este é um projeto de inovação. Agora, queremos acautelar essa utilização do espelho de água com toda a atividade existente no rio Lima. O rio Lima é utilizado para inúmeras atividades. Três ilhas com a dimensão prevista [duas delas com uma área circular com de 38 e 44 metros de diâmetro] pode causar conflitos com outras utilizações e nós queremos acautelar essa situação”, sustentou.

No dia 22 de junho, foi publicado em Diário da República o edital para a atribuição do título de utilização privativa do domínio público hídrico para instalação das três ilhas por um prazo máximo de cinco anos, no espelho de água a poente do porto comercial de Viana do Castelo, em área de jurisdição da APDL para o desenvolvimento de unidades de geração de energia com recurso a fontes renováveis de irradiação solar.

Segundo o edital, uma das plataformas flutuantes, designada “PROTEVS+, tem 180 módulos fotovoltaicos dispostos numa área circular de 38 metros de diâmetro. Uma outra ilha, a “PROTEVS Single 360 tem 364 módulos fotovoltaicos dispostos numa área circular de 44 metros de diâmetro, sendo que uma terceira ilha será “representativa para simular disposição” das restantes.

O documento aponta um prazo de 30 dias úteis para os interessados se pronunciarem sobre o projeto.

Em resposta escrita a um pedido de esclarecimento enviado pela Lusa, o diretor-geral da Solarisfloat, João Felgueiras, explicou que após a conclusão da consulta pública, a instalação das ilhas deverá começar em setembro.

“Trata-se de uma ilha com módulos fotovoltaicos com rotação a um ou dois eixos a implementar em lagos, lagoas, albufeiras e reservatórios de água. Este sistema de rotação, seguindo o sol, assegura uma constante otimização de produção, traduzindo-se em ganhos até 30%, quando comparáveis com soluções estáticas. O PROTEVS é uma solução modular, escalável, de fácil e rápida instalação, sem necessidade de mão-de-obra qualificada”, especificou.

Segundo João Felgueiras, serão instaladas no rio Lima três ilhas do segmento do solar fotovoltaico flutuante – duas para produção de energia e uma para testes e validações”.

“As ilhas irão produzir cerca de 476,8 MWh/ano, energia que será canalizada para a APDL e injetada para autoconsumo. Estima-se que a energia produzida permita abastecer, em média, 120 habitações, considerando o consumo per capita em 2017 (dados Pordata)”, disse.

De acordo com João Felgueiras, o ROTEVS foi alvo, nos últimos anos, de vários testes e validações por diversas entidades, que comprovam o total respeito pelas questões ambientais, tendo sido desenvolvido um trabalho, em conjunto com a APDL, de forma a não causar impacto em qualquer atividade já existente”.

O projeto a instalar em Viana do Castelo pela Solarisfloat, empresa do setor das energias renováveis do grupo português JP, “envolve um investimento privado de cerca de 300 mil euros e recorre a Investigação e Desenvolvimento (I&D) 100% nacional”.

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Alto Minho

Força Aérea desmente associação de bombeiros sobre resgate em Ponte da Barca

Polémica

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Foto: DR / Arquivo

A Força Aérea Portuguesa repudiou hoje um comunicado divulgado pela Fénix – Associação de Bombeiros e Agentes de Proteção Civil, e noticiado por O MINHO, relativamente a uma ocorrência de resgate registada no passado dia 09 de junho em Cidadelhe, concelho de Ponte da Barca.

A associação de bombeiros apelidava a ação do helicóptero AW119MKII “Koala”, da Esquadra 552 – “Zangões”, da Força Aérea Portuguesa como “deficiente”, dando conta de uma alegada impreparação dos militares para resgates em terrenos acidentados.

Todavia, a Força Aérea contraria o que a associação comunicou, lamentando que se levantem “dúvidas sobre a competência da Força Aérea e dos seus militares, que não podem ser aceites”.

“Mais se esclarece que no dia 09 de junho [e não 06, como indicou a Fénix], um helicóptero AW119MKII “Koala”, da Esquadra 552 – “Zangões”, descolou do Aeródromo de Manobra N.º 1, em Ovar, pelas 20:00, em direção a uma ravina situada no lugar de Cidadelhe, em Lindoso, Ponte da Barca, para resgate de um homem, após solicitação de empenhamento de meio aéreo pela ANEPC. A vítima foi resgatada com sucesso tendo sido encaminhada para uma ambulância, que se encontrava perto do local e a transportou para o Hospital de Viana do Castelo”.

A Força Aérea desmente também que a publicação sobre o resgate tenha sido retirada das redes sociais daquela instituição militar, conforme acusou a associação de bombeiros.

O MINHO falou com José Freitas, comandante dos Bombeiros de Ponte da Barca, que coordenou a ação de resgate, com este a assegurar que a ação do meio aéreo no resgate foi “de excelência”.

“O helicóptero resgatou a vítima de um local escarpado de difícil acesso e levou-o até junto da ambulância onde foi feita a avaliação”, disse o responsável, negando as acusações da Fénix.

“Todo o trabalho efetuado naquele resgate foi impecável, desde a coordenação entre INEM, CODU, CDOS, comando e operacionais dos Bombeiros de Ponte da Barca e de Arcos de Valdevez”, garantiu José Freitas, não entendendo o referido no comunicado daquela associação de bombeiros.

Todavia, a Fénix partilhou o vídeo do resgate [ver aqui], obtida através de imagens amadoras, indicando que não será aquele o procedimento médico adequado para um resgate.

“Tudo o que não se deve fazer, em Emergência Médica Pré-Hospitalar / SAR”, escreve a associação nas redes sociais, oferecendo os seus serviços para “colaborar” com “as entidades competentes”.

O comandante, por sua vez, assevera que, dadas as condições, aquele terá sido o procedimento indicado e que foi realizado “de forma excelente”.

“No que diz respeito à ocorrência em Cidadelhe, da nossa área, correu tudo muito bem”, vincou o comandante, contrariando ainda o parecer consultivo da Fenix que indicava “fraturas” na vítima, quando esta teria apenas “suspeita de uma fratura num membro inferior”.

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