Neonazi Mário Machado detido em casa e vai mesmo para a cadeia

Condenado por apelar à “prostituição forçada” das mulheres de esquerda
Foto: Lusa

O militante neonazi Mário Machado foi hoje detido em sua casa, em cumprimento de um mandado de detenção relativo à condenação a dois anos e 10 meses de prisão por discriminação e incitamento ao ódio e violência.

Segundo o seu advogado, José Manuel Castro, o militante neonazi foi detido cerca das 16:30 e será encaminhado para o Estabelecimento Prisional de Lisboa, de onde pedirá para ser transferido para a cadeia das Caldas da Rainha.

Mário Machado tinha anunciado que iria entregar-se na próxima segunda-feira, 26 de maio, pelas 15:00, no Estabelecimento Prisional das Caldas da Rainha, um anúncio que “terá antecipado sem qualquer necessidade” a detenção, considerou José Manuel Castro.

Até ao final da manhã de quarta-feira o advogado não tinha qualquer informação sobre a emissão de um mandado de detenção.

O militante neonazi foi detido para cumprimento de pena depois de ter perdido o último recurso que lhe era possível, no Tribunal Constitucional, no processo em que foi condenado por publicações na rede social X (antigo Twitter) contra mulheres de esquerda que visaram em particular a professora e ex-dirigente do Movimento Alternativa Socialista (MAS) Renata Cambra.

O recurso para o Tribunal Constitucional aconteceu depois de o Tribunal da Relação ter confirmado a pena da primeira instância e ter rejeitado as alegações de Mário Machado de que as declarações em julgamento eram um “exercício de humor”.

Em causa neste processo estavam mensagens publicadas na rede social, atribuídas a Mário Machado e Ricardo Pais – também condenado neste processo -, em que estes apelavam à “prostituição forçada” das mulheres dos partidos de esquerda, e que visaram em particular Renata Cambra.

Mário Machado e Ricardo Pais foram condenados em primeira instância a 07 de maio de 2024, tendo na altura, o advogado de defesa José Manuel Castro manifestado a sua surpresa com a sentença, considerando-a “injustificada e pesada” e a esperança numa absolvição de Mário Machado pela Relação de Lisboa, o que não se verificou.

 
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