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Navio Atlântida vendido pelo dobro do preço

Alto Minho

Navio Atlântida vendido pelo dobro do preço

A Douro Azul vai vender pelo dobro do preço o Navio Atlântida adquirido há oito meses aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo.

De acordo com o Diário Económico, o negócio com uma empresa de cruzeiros da Noruega deverá estar concluído até ao final do mês e envolve o pagamento de 17 milhões de euros, cerca do dobro do que a Douro Azul pagou ao Estado português em Setembro do ano passado, através de concurso público internacional.

O navio tem estado até agora nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo mais deverá em breve viajar para a Noruega, sendo que as alterações que a embarcação precisa devido às novas funções para as quais foi adquirida não deverão ser feitas em Viana, tal como estava inicialmente previsto.

Recorde-se que Mário Ferreira adquiriu o navio para o reconverter em navio para cruzeiros de luxo – uma reconversão que teria um custo de seis milhões de euros e que iria ser efectuada nos estaleiros da West Sea, subconcessionária dos terrenos e infra-estruturas dos ENVC – com o propósito de o enviar para a Amazónia para fazer a travessia entre Manaus no Brasil e Iquitos no Peru, um projecto que o empresário está também a reformular e que já não vai passar por terras brasileiras, de acordo com o DiárioEconómico.

O Atlântida é uma embarcação de 98 metros de comprimento, com capacidade de transporte de 125 veículos ligeiros de passageiros e oito veículos pesados, podendo transportar 750 passageiros. O navio dispõe de 27 cabinas, algumas delas duplas e vários salões de apoio.

O ferry-boat, construído nos ENVC por encomenda do governo regional dos Açores, foi recusado em 2009 por não ter as condições técnicas adequadas para assegurar as ligações entre as ilhas do arquipélago.

“Mais um excêntrico”

O presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, afirmou que o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, “criou mais um excêntrico”. O autarca reagia à notícia de que o navio Atlântida será vendido pelo dobro do preço de há oito meses.

“Quer o processo de concessão dos Estaleiros Navais, quer o processo de venda do Atlântida foram feitos ao desbarato. Mas, passado algum tempo, toda a gente diz que se trata de um navio de elevada qualidade”, notou José Maria Costa.

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