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Famalicão

Museu apresenta livro de Bernardino Machado onde se conta “noite sangrenta” em 1922

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Foto: DR/Arquivo

O Museu Bernardino Machado, de Famalicão, acolhe no dia 6 de abril, sexta-feira, o lançamento da obra “Política III Tomo 7 – 1.ª Parte”, de Bernardino Machado.

O livro, editado pela Húmus e que vem dar continuidade à publicação da obra política de Bernardino Machado, será apresentado por António José Queiroz, da Universidade Católica do Porto, e por Norberto Cunha, Coordenador Científico do Museu.

A sessão de apresentação decorre na Sala Júlio Machado Vaz do museu, pelas 21:30, e é de entrada livre.

Os organizadores salientam que “este tomo apresenta a atividade politica de Bernardino Machado desde o início do Governo a que presidiu, em Março de 1921, até ao Governo de António Maria da Silva, que tem o seu início em Fevereiro de 1922; de permeio – dizem – “temos o Governo de Bernardino Machado, que foi derrubado por um golpe militar em 25 de Maio, o Governo do liberal Barros Queiroz que lhe sucede, e faz as eleições gerais de Julho (ganhas pelo Partido Liberal, mas sem maioria absoluta); segue-se o governo deste partido e, subsequentemente, o do seu correligionário politico António Granjo.

“Este Governo pela politica radicalmente liberal que pretende implantar será contestado por diversas forças politicas até ser, finalmente, derrubado por um novo golpe militar da esquerda republicana, liderado pelo coronel Manuel Maria Coelho, em 19 de Outubro de 1921”, acentua.

E acrescenta, resumindo os factos contados no livro: “Independentemente deste golpe revolucionário, um grupo de extremistas, aproveitando-se dele, assassinará, nessa noite (“a noite sangrenta”), António Granjo, Machado Santos e Carlos da Maia. Os governos seguintes–Manuel Maria Coelho, Maia Pinto e, por fim, Cunha Leal, procurarão a normalização constitucional, de parceria com o Presidente da República e os principais partidos políticos, o que só virá a acontecer com as eleições gerais de 29 de Janeiro de 1922, ganhas pelo P.R.P. de António Maria da Silva”.

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