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Região

Mulher de 45 anos ferida após resistir a assalto na via pública em Famalicão

Joane

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Foto: DR / Arquivo

Uma mulher, de 45 anos, foi transportada para uma unidade hospitalar na sequência de uma tentativa de roubo por esticão, em Joane, concelho de Famalicão, esta sexta-feira, disse a O MINHO fonte dos bombeiros.


A vítima estaria a circular na Rua do Relógio quando terá sido abordada por dois indivíduos que tentaram roubar-lhe a carteira pelo método de esticão. A mulher, residente em Pousada de Saramagos, no mesmo concelho, resistiu ao assalto, acabando por ser agredida em pleno espaço público.

Segundo avança a rádio Cidade Hoje, os larápios colocaram-se em fuga, ao volante de uma viatura, na Estrada Nacional 206.

Ao local acorreram os Bombeiros de Famalicão que efetuaram o transporte da vítima para o Hospital de Famalicão.

A GNR registou a ocorrência e está a proceder a diligências para identificar os assaltantes.

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Região

Movimento de peregrinos no Caminho de Santiago cai mais de 80%

Caminho de Santiago

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Foto: Divulgação / CM Ponte de Lima (Arquivo)

O movimento de peregrinos no caminho português pela costa até Santiago de Compostela, na Galiza, caiu mais de 84% em relação ao mesmo período de 2019, apesar da reabertura de fronteiras entre Portugal e Espanha, fechadas devido à covid-19.

“Por esta altura, em 2019, teríamos uma média de 120 peregrinos, por dia, a caminho de Santiago de Compostela. Hoje, temos cerca de 20 pessoas a fazer o percurso secular até à catedral da capital da Galiza”, disse hoje à Lusa Alberto Barbosa, o presidente da Associação dos Amigos dos Caminhos Santiago de Viana do Castelo.

Segundo Alberto Barbosa, mais de um mês depois da reabertura de fronteiras terrestres entre Portugal e Espanha, no dia 01 julho, o caminho português pela costa, que parte do Porto e passa pelo Minho até Santiago de Compostela, é percorrido sobretudo por “italianos, espanhóis, alemães e portugueses”.

O surto do novo coronavírus quase parou aeroportos, repôs fronteiras entre Portugal e Espanha e impediu a peregrinação rumo à catedral de Santiago, encerrada desde 13 de março, para venerar as relíquias do santo. A pé, a cavalo ou em excursões, no ano passado o caminho atingiu um recorde, com 350 mil peregrinos.

O “pico” da presença dos peregrinos na região começa em março e estende-se até final do verão, mas encontram-se caminhantes todo o ano.

Em 2019, os municípios de Valença, no Alto Minho e Tui, na Galiza, registaram um “novo recorde de peregrinos” com 88.310 pessoas a passar ou a começar aquele trajeto religioso naquela eurocidade.

Segundo o responsável, hoje, o “fluxo muito reduzido” mantém encerrados “muitos estabelecimentos comerciais” que, ao longo do percurso, vivem daquele produto de turismo religioso.

“Há cafés e restaurantes que ainda estão fechados porque o movimento de peregrinos não justifica a abertura”, especificou.

De acordo com o responsável pela Associação dos Amigos dos Caminhos Santiago de Viana do Castelo, os albergues municipais ou associativos continuam encerrados, sendo o alojamento privado a única alternativa para os peregrinos.

“Podem ficar alojados em ‘hostels’, alojamento local ou hotéis”, apontou, destacando como “dado muito positivo” não haver “conhecimento de nenhum caso de covid-19 entre peregrinos”: “Isto só vem mostrar que as pessoas estão a cumprir os cuidados recomendados pelas autoridades de saúde”.

No distrito de Viana do Castelo, Valença, Paredes de Coura e Ponte de Lima, tem albergues municipais.

Em Caminha, o albergue é propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Caminha, mas é gerido pela Associação dos Amigos do Caminho de Santiago de Compostela. Em Viana do Castelo, há um espaço na freguesia de Castelo de Neiva, gerido pela Associação de Apoio ao Peregrino, e outro no Convento do Carmo, no centro da cidade.

No início deste mês, Portugal deixou hoje de fazer parte da lista de países e territórios cujos viajantes para a Galiza tinham constrangimentos, no âmbito da pandemia de covid-19.

A decisão foi publicada oficialmente pela Xunta da Galiza (o governo desta comunidade autónoma) e confirmado à Lusa pelo ministro Augusto Santos Silva.

Santos Silva explicou que o Governo pediu esclarecimentos às autoridades galegas, o que aconteceu numa reunião entre o presidente da Xunta da Galiza, Alberto Feijóo, e o embaixador português em Madrid, João Mira Gomes.

O encontro serviu para esclarecer que não havia restrições à circulação de pessoas oriundas de Portugal na Galiza, mas sim uma recomendação das autoridades de saúde galegas para que os viajantes se registassem, tornando um eventual contacto mais rápido e fácil.

A catedral de Santiago é o quarto monumento mais visitado de Espanha. Foi declarada Bem de Interesse Cultural em 1896, sendo que o conjunto da cidade velha de Santiago de Compostela está classificado como Património Mundial da UNESCO.

Em Santiago de Compostela celebra-se o Ano Santo, também conhecido por Jacobeu, sempre que o dia 25 de julho, dia de Santiago Maior, coincide com um domingo. Sucede numa sequência temporária de seis, cinco, seis e 11 anos e é celebrado desde a Idade Média, por disposição papal.

Atualmente podem identificar-se três percursos principais: o Caminho da Costa que parte do Porto e atravessa o Minho até Espanha, o Caminho Interior, que liga Viseu a Chaves, com saída para Espanha por Vilarelho da Raia, e o Caminho Central Português que sai da Sé de Lisboa e passa por Tomar, Coimbra até entrar no Porto e seguir depois para Norte.

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Ave

Têxtil de Famalicão cria “sweat” com gola que substitui a máscara

Covid-19

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Foto: Divulgação

Uma têxtil de Vila Nova de Famalicão vai lançar, no outono, uma “sweat” que tem integrada uma gola de proteção, alternativa à máscara facial, com elevados níveis de filtração e respirabilidade, anunciou hoje a gerente.

Em declarações à Lusa, Márcia Oliveira sublinhou que a ideia foi criar uma “sweat” simultaneamente eficaz, funcional e atrativa.

“É um produto pensado essencialmente para o regresso às aulas. Em vez de terem de andar sempre com a máscara, os alunos terão apenas de levar a ‘sweat’, ficando o problema resolvido de uma forma ‘fashion’ e prática”, referiu.

Disse ainda que o produto se destina também às atividades de grupo, como caminhadas.

A gola ajusta-se ao rosto e, na zona frontal, agrega uma membrana de nanofibra que, segundo Márcia Oliveira, confere um nível de filtração de 99,9 por cento de todos os microorganismos e partículas perigosos presentes no ar.

Todas as peças têm acabamento antimicrobial de última geração, com efeito neutralizador de vírus envelopados, como é o caso do Sars Cov-2.

Ambas as tecnologias já foram testadas pelo Textile Research Institute, de Espanha, e pelo Institut Pasteur de Lile, na França, respetivamente.

A “sweat” estará disponível no mercado a partir do final de setembro.

O mercado nacional é o alvo imediato, mas a empresa já está a “fazer alguns contactos” com vista à exportação, designadamente para Espanha e França.

Com sede em Fradelos, Famalicão, a MO Tex – Márcia Oliveira Têxteis foi fundada há cerca de meio ano.

Pouco depois, surge a pandemia de covid-19 e a consequente crise económica e social, que obrigou muitas empresas a reinventarem-se.

“Foi o que fizemos. Nascemos com uma confeção têxtil ‘normal’ e rapidamente virámos a agulha para produtos que não estavam, obviamente, no nosso horizonte mas que passaram a ser prioritários por causa da pandemia”, explicou Márcia Oliveira.

Além da “sweat”, a MO Tex decidiu também apostar em máscaras, golas que servem que máscaras e calças de fato de treino.

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Cávado

Esposende arranca com obras para dar “nova centralidade” à zona das Marinhas

Obras públicas

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Foto: DR / Arquivo

A Câmara de Esposende começou a segunda fase da intervenção na Zona Central das Marinhas, “um projeto para o futuro” que quer “conferir uma nova centralidade” naquela área, representando um investimento total de mais de 800 mil euros.

A obra, anunciada pela autarquia no seu sítio da internet, abrange o Campo de S. Miguel e está enquadrada nos Planos de Ação de Regeneração Urbana (PARU), dando continuidade ao projeto iniciado na zona envolvente à Igreja Paroquial de Marinhas.

O projeto está a ser feito ao abrigo do Plano de Investimento nas Freguesias, instrumento adotado pela autarquia de Esposende para, em parceria com as juntas de freguesia, “responder aos anseios das populações”.

Esta segunda fase das obras foi adjudicada pelo valor de 531 mil euros e tem um prazo de execução de 270 dias, pretendendo prolongar os arranjos urbanísticos desde a igreja de Marinhas até ao Campo de São Miguel e criar um parque urbano, dotado de equipamentos para a prática de atividades ao ar livre que dará apoio ao albergue de peregrinos.

“Quando inaugurámos a obra da zona central de Marinhas, em maio de 2018, assinalei o lançamento de um projeto para o futuro. Agora, ao apresentarmos esta segunda fase da obra, na zona envolvente ao Campo de São Miguel, estamos a concretizar a ideia que pretende conferir uma nova centralidade à freguesia de Marinhas. Assim, vamos avançar com a reabilitação do espaço público, recuperando e expandindo o espaço verde e requalificando o Campo de S. Miguel com uma ampla zona desportiva, de lazer e de estacionamento”, explica no texto o presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira.

Estas intervenções complementam outras obras em curso na freguesia, como a requalificação da rua da Senra, no valor de 110 mil euros, e a requalificação da Escola de Pinhote, no valor de 170 mil euros, ” obras há muito reclamadas” pela população de Marinhas.

Depois da intervenção junto à Igreja, enumera o texto, “no valor de 323 mil euros, e com esta empreitada que ultrapassará o meio milhão de euros, o Município de Esposende atinge um investimento global nesta zona da freguesia superior a 800 mil euros”.

“Este é um projeto direcionado para a vivência dos cidadãos, dotando a freguesia das melhores condições para os nossos munícipes e para quem nos visita. Pretendemos criar um espaço de usufruto intergeracional. Por isso, estão contemplados equipamentos que servem, transversalmente, toda a população. Com este projeto, o município de Esposende pretende ainda contribuir para a captação turística, proporcionando as melhores condições para quem nos visita”, conclui Benjamim Pereira.

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