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Viana do Castelo

MS Voyager, construído em Viana, regressa segunda-feira ao ativo rumo a Tenerife

MS World Voyager

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Foto: DR

segundo navio oceânico de fabrico inteiramente português – MS World Voyager – zarpa na segunda-feira dos estaleiros da West Sea (subconcessionária dos extintos Estaleiros Navais de Viana do Castelo) em direção às Ilhas Canárias, para um cruzeiro a realizar a partir do próximo dia 10, foi hoje anunciado.

Em declarações a O MINHO, o presidente da Douro Azul, Mário Ferreira, revelou que o navio regressou há dias do porto de Lisboa, onde esteve atracado ao longo dos últimos cinco meses face ao evoluir da situação pandémica no globo. Então, o empresário adiantou que não existia outro local onde todos os navios pudessem estar atracados, que não na capital.

O empresário disse ao nosso jornal que a passagem pelos estaleiros de Viana deve-se às “últimas afinações da garantia” e que aquela embarcação, com uma extensão de 126 metros de largura e uma boca náutica de 19 metros, “parte na segunda-feira para as Canárias para receber grupos de alemães”.

Na sua página pessoal na rede social Facebook, Mário Ferreira dá conta da sua passagem por Viana, para “ver os últimos detalhes no nosso Voyager”, antes da partida.

Explica que o cruzeiro com os grupos de alemães parte de Tenerife no próximo dia 10 de abril, graças a uma “licença especial das Canárias que têm um corredor especial aberto a turistas alemães desde que embarquem e desembarquem nas suas ilhas”.

O MINHO consultou a Nicko-Cruise, empresa ligada ao grupo de Mário Ferreira que explora comercialmente as viagens dos navios construídos no Minho, e constatou que esta viagem será de onze dias, e incide sobretudo na costa de Marrocos, Madeiras e restantes Ilhas Canárias.

Aquando da apresentação do Voyager, a 11 de agosto de 2020, Mário Ferreira salientou o “orgulho” partilhado por todos de ver “este belo e elegante navio a navegar”, deixando um voto de louvor aos funcionários envolvidos na construção por lidarem com a “dificuldade acrescida” face à covid-19.

De acordo com as especificidades do navio, consultadas por O MINHO, o mesmo teve um custo de cerca de 70 milhões de euros, valor aproximado da primeira versão deste navio oceânico, que já zarpou em agosto de 2019 para águas geladas do Norte da Europa.

Este navio, à semelhança do Explorer (primeiro da série de quatro navios a serem construídos em Viana), está preparado para expedições no gelo, atingindo velocidades de 18 milhas horárias (30 quilómetros horários) com uma extensão de 126 metros de largura e uma boca náutica de 19 metros.

Construção do MS World Voyager. Foto: Mário Ferreira

Os bilhetes podem variar de preço por entre os 200 lugares disponíveis em oito conveses (deques), três deles com 86 cabines.

6.699 euros (por pessoa) é o preço de bilhete mais caro, comportando a estadia numa suite situada no sexto convés.

Entretanto, o terceiro navio – MS World Discover – também já foi concluído. Depois do leque destes três navios (a incluir o MS World Explorer, que já navega desde 2019), os estaleiros de Viana preparam a construção de outros três navios oceânicos de expedição no gelo para a Mystic Cruises, grupo do conhecido empresário, num “valor total estimado de 286,7 milhões de euros”.

World Traveler (2022), World Adventurer (2023) e o World Seeker (2024) são os navios que já têm data de construção e nome confirmado, conforme noticiou O MINHO, em exclusivo, a 27 de dezembro de 2019.

A Martifer, empresa que constrói os navios, indica que, até 2024, a Mystic Cruises totalizará uma “frota de sete navios desta gama que se revelam como verdadeiros embaixadores de Portugal, levando aos quatro cantos do mundo um enorme conjunto de marcas portuguesas que integram a sua construção”.

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