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Viana do Castelo

Segundo navio oceânico ‘made in Viana’ já navega no Atlântico

MS World Voyager

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Foto: Mário Ferreira

O segundo navio oceânico de fabrico inteiramente português – MS World Voyager – já zarpou dos estaleiros da West Sea (subconcessionária dos extintos Estaleiros Navais de Viana do Castelo) e realiza os primeiros testes de navegação que vão ocorrer ao longo de quatro dias, anunciou hoje Mário Ferreira, dono da empresa Douro Azul.


“Saiu hoje muito cedo e com nevoeiro dos estaleiros de Viana o nosso segundo navio oceânico de expedições”, escreveu o empresário, recordando que outros quatro navios também vão ser construídos para o mesmo efeito.

Foto: Facebook de Mário Ferreira

Mário Ferreira salienta o “orgulho” partilhado por todos de ver “este belo e elegante navios a navegar”, deixando um voto de louvor aos funcionários envolvidos na construção por lidarem com a “dificuldade acrescida” face à covid-19.

De acordo com as especificidades do navio, consultadas por O MINHO, o mesmo teve um custo de cerca de 70 milhões de euros, valor aproximado da primeira versão deste navio oceânico, que já zarpou em agosto de 2019 para águas geladas do Norte da Europa.

Este novo navio, à semelhança do Explorer, está preparado para expedições no gelo, atingindo velocidades de 18 milhas horárias (30 quilómetros horários) com uma extensão de 126 metros de largura e uma boca náutica de 19 metros.

Construção do MS World Voyager. Foto: Mário Ferreira

Várias viagens foram vendidas até final de 2020

O MINHO consultou o promotor destas viagens, a Nicko-Cruises, confirmando as afirmações de Mário Ferreira, de que vários bilhetes já foram vendidos e outros tantos se encontram disponíveis para venda.

Por exemplo: entre 24 de outubro e 02 de novembro de 2020, com bilhetes a partir dos 2.399 euros, poderá fazer uma viagem no novo navio pelo Mar Mediterrâneo, passando por Valeta, Ilhas Lipari, Amalfi, Córsega, Maiorca, Valência, Málaga e Lisboa.

Os bilhetes podem variar de preço por entre os 200 lugares disponíveis em oito conveses (deques), três deles com 86 cabines.

6.699 euros (por pessoa) é o preço de bilhete mais caro, comportando a estadia numa suite situada no sexto convés.

Terceiro navio ganha forma

Entretanto, o terceiro navio – MS World Discover – ganha forma nos estaleiros, devendo ficar concluído no ano de 2021.

Em maio deste ano, o empresário aproveitou as redes sociais para rebater críticas da ex-eurodeputada e possível presidenciável Ana Gomes, sublinhando que “trabalhar desde cedo em Viana” é uma das formas do próprio ganhar a vida: “gosto do que faço e sou feliz”.

Depois do leque destes três navios (a incluir o MS World Explorer, que já navega desde 2019), os estaleiros de Viana vão construir outros quatros navios oceânicos de expedição no gelo para a Mystic Cruises, grupo do conhecido empresário, num “valor total estimado de 286,7 milhões de euros”.

World Traveler (2022), World Adventurer (2023) e o World Seeker (2024) são três desses quatro navios que já têm data de construção e nome confirmado, conforme noticiou O MINHO, em exclusivo, a 27 de dezembro de 2019.

A Martifer, empresa que constrói os navios, indica que, até 2024, a Mystic Cruises totalizará uma “frota de sete navios desta gama que se revelam como verdadeiros embaixadores de Portugal, levando aos quatro cantos do mundo um enorme conjunto de marcas portuguesas que integram a sua construção”.

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Viana do Castelo

Papa Francisco lamentou “trágico acidente” que vitimou bispo de Viana

Óbito

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Foto: Diocese de Viana do Castelo

O Papa Francisco lamentou o “tráfico acidente” que vitimou D. Anacleto Oliveira, bispo de Viana, através de um documento lido esta terça-feira durante as exéquias fúnebres celebradas na Catedral de Viana.

Numa mensagem lida por D. Ivo Scapolo, núncio apostólico em Portugal, o responsável máxima da Igreja Católica mostrou-se “consternado pelo trágico acidente que vitimou D. Anacleto”.

“O Santo Padre apresenta sentidas condolências e assegura viva solidariedade aos clero e fiéis da diocese de Viana do Castelo e também à diocese de Leiria-Fátima, como à sua família enlutada”, escreveu Francisco.

Recorda ainda um “zeloso pastor, que foi autêntica testemunha do Evangelho no meio do seu povo, apontando a senda da verdade na caridade e do serviço à comunidade”.

O Papa Francisco concedeu ainda a bênção apostólica a todos os que participam nas exéquias fúnebres de D. Anacleto Oliveira.

Com a missa a ser presidida por D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga, o Presidente da República também marcou presença para homenagear aquele que foi, durante 10 anos, a figura máxima da igreja no Alto Minho.

Esta terça-feira, a catedral vianense esteve aberta para oração livre por D. Anacleto, seguindo-se uma eucaristia, pelas 15:00 horas, que deram início às cerimónias fúnebres.

Amanhã, quarta-feira, realiza-se o funeral na catedral da diocese de Leiria/Fátima, pelas 15:00 horas, com o cardeal António Marto a presidir à eucaristia.

“Nesta celebração terão prioridade de participação os sacerdotes e os familiares do defunto, para se garantir as precauções de saúde pública determinadas pelas autoridades. Após a celebração, a sepultura será no cemitério das Cortes, terra natal de D. Anacleto”, escreveu a diocese, através das redes sociais.

Anacleto Oliveira, de 74 anos, morreu na sexta-feira, na sequência do despiste do automóvel que conduzia na Autoestrada 2 (A2) perto de Almodôvar, no distrito de Beja.

Natural de Cortes, Leiria, D. Anacleto Oliveira nasceu em 17 de julho de 1946, tendo sido ordenado sacerdote em 1970 e nomeado bispo auxiliar de Lisboa em 2005.

A ordenação episcopal de D. Anacleto Oliveira decorreu no Santuário de Fátima em 2005, tendo sido nomeado bispo de Viana do Castelo em 2010 e atualmente presidia à Comissão Episcopal Liturgia e Espiritualidade e à Comissão de Tradução da Bíblia para português a partir dos textos originais na Conferência Episcopal Portuguesa, adianta a nota.

Este ano, D. Anacleto Oliveira assinalou 10 anos de bispo de Viana do Castelo e 50 de ordenação sacerdotal.

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Viana do Castelo

Politécnico de Viana adia início do ano letivo para assegurar resposta à covid-19

Covid-19

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Foto: DR

O Instituto Politécnico de Viana do Castelo anunciou hoje o adiamento do início do ano letivo para o dia 06 de outubro para “garantir que todas as medidas adotadas pela instituição se encontram em vigor e em pleno funcionamento”.

O arranque do ano letivo 2020/2021 estava inicialmente marcado para a próxima segunda-feira.

O presidente do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), Carlos Rodrigues, citado numa nota hoje enviada à imprensa, explicou que a decisão de adiar o início do ano letivo “foi tomada justificadamente pela necessidade de assegurar a resposta mais segura da instituição à evolução da pandemia covid-19, na situação de caráter excecional e de contingência” que o país está a viver.

“Nestes tempos complexos e cheios de incertezas, dúvidas e ansiedades, o IPVC está a preparar o início do ano letivo, tudo estando a fazer para cumprir com as indicações das autoridades de saúde e do Governo para, desta forma, mitigar os riscos de alastramento da pandemia covid-19 e prevenir contágios no seio da nossa comunidade”, referiu.

Carlos Rodrigues lançou um apelo à comunidade académica “para que seja rigorosa no cumprimento das regras e orientações já definidas”.

“Como todos sabemos, a mitigação da evolução da pandemia passa muito pelos nossos comportamentos. Exorto, e peço, a todos os membros da nossa academia que sejam rigorosos no cumprimento das regras e orientações emanadas pelas autoridades, pela presidência e pelas direções das escolas. O sucesso e a segurança de cada um de nós é também o sucesso e a segurança de todos”, sublinhou.

Aulas presenciais, horários alargados com aulas inclusive aos sábados, fixação de turmas por sala, utilização de espaços, que até então não eram utlizados para aulas, nomeadamente auditórios, uso obrigatório de máscara, higienização de mãos e espaços, sinalética adequada e as barreiras necessárias, em todas as nossas escolas, para facilitar o movimento da comunidade, salvaguardando o distanciamento social e evitando o cruzamento entre pessoas no acesso aos espaços letivos, são algumas das novas medidas implementadas pelo IPVC.

Ao nível do alojamento, “o IPVC é, de acordo com o último relatório do PNAES – Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior, o segundo instituto politécnico do país com maior número de camas próprias disponíveis”, com um total de 453.

“Este indicador mostra a preocupação que a instituição desde sempre atribuiu ao acolhimento dos estudantes deslocados”, sublinhou Carlos Rodrigues, referindo para este ano letivo um aumento de 111 camas, totalizado 564.

O IPVC adianta que, apesar das restrições impostas pela pandemia, “aumentou a oferta, tendo para o efeito estabelecido protocolos com hotéis, unidades de alojamento local e com a Movijovem, entidade gestora das Pousadas da Juventude, que preveem a possibilidade de os estudantes, em condições especiais, poderem utilizar as pousadas de Viana do Castelo, Vila Nova de Cerveira, Melgaço e Ponte de Lima”.

Já nas cantinas e bares, “o IPVC vai disponibilizar o serviço de ‘takeaway’ para além da redefinição dos horários para almoço, através da implementação de turnos conciliados com os horários de funcionamento das aulas”.

Com cerca de cinco mil alunos, o IPVC tem seis escolas – de Educação, Tecnologia e Gestão, Agrária, Enfermagem, Ciências Empresariais, Desporto e Lazer -, ministrando 28 licenciaturas, 40 mestrados, 34 Cursos de Técnicos Superiores Profissionais (CTESP) e outras formações de caráter profissionalizante.

Além das escolas superiores de saúde, educação e tecnologia e gestão, situadas em Viana do Castelo, o IPVC tem escolas superiores instaladas em Ponte de Lima (Agrária), Valença (Ciências Empresariais) e Melgaço (Desporto e Lazer).

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 965.760 mortos e mais de 31,3 milhões de casos de infeção em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.925 pessoas dos 69.663 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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Viana do Castelo

Viana Auto Show transacionou 390 mil euros com a venda de 32 viaturas

Economia

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Foto: DR

A edição de 2020 da feira automóvel “Viana Auto Show” decorreu condicionada por causa da pandemia de covid-19, mas a organização faz um balanço positivo relativamente a vendas.

Em comunicado, a Associação Empresarial de Viana do Castelo dá conta da venda de 32 viaturas por entre os concessionários em exposição, resultando num montante global de 390 mil euros transacionado durante a feira.

Com apoio da Câmara de Viana, através da campanha “Havemos de ir a Viana“, a exposição foi dirigida a todas as empresas instaladas no concelho de Viana que comercializam veículos seminovos e usados, entre ligeiros de passageiros e ligeiros de mercadorias.

Decorreram três edições em três fins de semana de junho e julho, no campo do Castelo.

“Este modelo de sucesso, com uma ou outra alteração, será para replicar e em conjunto com os empresários do setor será decidida a futura calendarização”, revelou a organização.

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