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Futebol

Moreirense deteta novos casos de infeção e suspende treinos

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O Moreirense suspendeu hoje os treinos, após ter detetado mais casos de infeção pelo novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, confirmou à Lusa fonte do clube da I Liga de futebol.

A mais recente bateria de testes, realizada na segunda-feira, revelou novos testes positivos em toda a estrutura, acentuando um cenário que já abrangia os guarda-redes Miguel Oliveira, Kewin e Nuno Costa, o defesa Matheus Silva e o médio Galego.

​​​​​​​No fim de semana, o avançado Derik Lacerda tornou-se o sexto jogador do Moreirense infetado pelo novo coronavírus, depois de ter estado sob alçada do departamento médico do clube minhoto desde a pré-época, quando foi operado ao ombro esquerdo.​​​​​​​

Igual quadro clínico apresenta o treinador principal Ricardo Soares, ausente na derrota diante do Rio Ave (2-0), no sábado, tal como os defesas Abdu Conté e Pedro Amador, o médio Sori Mané e os avançados André Luís, Lucas Rodrigues e Yan, todos lesionados.

Em Vila do Conde, o Moreirense foi orientado pelo adjunto Leandro Mendes e só teve cinco jogadores de campo no banco, incluindo o defesa Anthony D’Alberto, recuperado de queixas no joelho direito.

Os ‘cónegos’ já tinham notificado casos de infeção durante a retoma da última edição da I Liga, designadamente o defesa Abdu Conté, e na pré-temporada, quando detetaram outro atleta com teste positivo, cuja identidade não foi conhecida.

Há uma semana, o médio Ibrahima Camará fez um teste negativo para a covid-19 e reintegrou os treinos do Moreirense, depois de ter ficado infetado durante o estágio da seleção da Guiné-Conacri, que esteve concentrada no Algarve no início de outubro.

Face ao alastrar da situação, que já foi reportada à Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) e à Direção-Geral da Saúde (DGS), os vimaranenses cancelaram o treino agendado para esta manhã e devem pronunciar-se nas próximas horas.

O Moreirense, na nona posição, com oito pontos, recebe o Paços de Ferreira, oitavo colocado, com idêntico registo, no sábado, às 15:30, no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos, num encontro da sétima jornada da I Liga.

O plano de retoma das competições profissionais encara um caso de infeção por covid-19 como uma lesão e estabelece um número mínimo de sete jogadores, entre os quais um guarda-redes e um capitão, para a realização das partidas.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,2 milhões de mortos no mundo desde dezembro do ano passado, incluindo 2.590 em Portugal.

Futebol

APAF condena vandalismo contra talho do árbitro Manuel Mota em Vila Verde

Vandalismo

Foto: DR

A Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) lamentou hoje os atos de vandalismo contra o estabelecimento comercial do árbitro Manuel Mota, considerando que foi um “ato de cobardia e violência”.

“É, sem dúvida, um ato de cobardia e violência do qual repudiamos. As autoridades policiais já estão a tratar do caso e a identificar os autores desta ação criminosa. Não há lugar para a violência na nossa sociedade e nós, como todos os agentes desportivos, devemos repudiar e condenar publicamente este tipo de ações que gravitam à volta do futebol”, refere a APAF em comunicado.

O Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) revelou hoje que o estabelecimento comercial do árbitro Manuel Mota foi vandalizado durante a madrugada.

Manuel Mota, da associação de Braga, foi o quarto árbitro na final da Taça da Liga, no sábado, entre o Sporting e o Sporting de Braga, que os ‘leões’ venceram por 1-0, com um golo do espanhol Pedro Porro.

Para a APAF, estes atos de violência não devem ser ignorados e devem ser combatidos.

“A intimidação não é uma forma de fragilizar a arbitragem, a APAF prestará todo o apoio ao nosso colega Manuel Mota e fará queixa aos órgãos competentes”, conclui.

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Futebol

Treinador Rui Almeida “grato” ao Gil Vicente, mas podia ter estado “mais tempo” no clube

I Liga

Foto: Imagem Gil Vicente TV ( Arquivo)

O treinador de futebol Rui Almeida defende que é preciso “tempo” para avaliar o desempenho de uma equipa técnica, após ter saído do Gil Vicente com sete jornadas cumpridas na presente edição da I Liga portuguesa.

Depois de trabalhar em França entre 2015 e 2020, o técnico, de 51 anos, assumiu o comando técnico gilista no início da presente época e apresentou uma equipa que “queria dominar o jogo e criar muitas dificuldades” aos adversários, mas uma série de quatro derrotas seguidas atirou os barcelenses para o 17.º lugar, com cinco pontos, e precipitou a sua saída, oficializada em 11 de novembro.

“No futebol, é importante dar um pouquinho de tempo. Não são precisos sete anos para fazer resultados, mas ninguém pode somar conclusões à sétima jornada. Como treinador principal, sempre que terminei épocas, ultrapassei largamente os objetivos dos clubes em que estive”, assinala, em entrevista à Lusa.

Rui Almeida salienta, aliás, que o Farense, treinado por Sérgio Vieira desde o início da temporada, foi último após várias jornadas – da segunda à sexta, bem como à oitava e à 12.ª -, antes de subir ao 16.º lugar que hoje ocupa, e reitera que a contratação de um técnico deve ser olhada como uma aposta a “médio prazo”.

No período em que esteve em Barcelos, o Gil Vicente foi uma equipa com um “ADN” bem definido e reconhecido pela “opinião pública”, que se traduzia na vontade de ter bola, para criar “mais oportunidades de golo” e “hipoteticamente marcar mais golos”, acrescentou o treinador natural de Lisboa.

Os ‘galos’ tentaram exibir essa vocação ofensiva nos sete jogos sob o seu comando, apesar do surto do novo coronavírus ter dificultado a preparação da época, ao infetar 10 jogadores gilistas e cinco elementos da equipa técnica e da estrutura do futebol, incluindo Rui Almeida, lembrou.

“Quase não tínhamos qualquer tipo de relação com os jogadores, porque estávamos em sítios diferentes. Há uma quebra de relações na equipa que são essenciais, relativamente ao dia a dia de uma equipa principal”, descreveu, ao recordar a situação que forçou o plantel a isolar-se e a treinar à distância.

O treinador vincou que outras equipas têm, desde então, experimentado a “dificuldade de gerir surtos”, dando o exemplo do Benfica, que, na quarta-feira, para a meia-final da Taça da Liga, defrontou o Sporting de Braga (triunfo bracarense por 2-1), a meio de um surto que infetou 19 pessoas, sete delas futebolistas.

Grato pelos três meses que passou no Gil Vicente, clube que o “recebeu muito bem”, abrindo-lhe as ‘portas’ da I Liga como técnico principal, Rui Almeida salientou que o futebol luso se distingue pela “capacidade tática e de leitura de jogo dos treinadores”, ao passo que no francês, onde trabalhou entre 2015 e 2020, sobressaem a “força e a velocidade” dos jogadores.

“Estamos a falar das ligas do país campeão mundial em título [França] e do campeão europeu em título [Portugal], com enorme qualidade e particularidades diferentes, que advêm das características dos seus jogadores e dos seus treinadores”, disse o treinador que, em França, orientou Bastia, na I Liga, e Red Star, Troyes e Caen, na II Liga.

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Futebol

Vitória e Paços de Ferreira em luta à distância pelo último lugar europeu da I Liga

I Liga

Foto: Dr / Arquivo

O Paços de Ferreira, no reduto do Marítimo, e o Vitória SC, em Famalicão, lutam hoje à distância, na 15.ª jornada, pelo quinto lugar da I Liga portuguesa de futebol, o último de acesso à Europa.

A formação de Pepa, a sensação da prova, ocupa o quinto posto, com 25 pontos, mais dois do que os comandados de João Henriques, o sucessor de Tiago Mendes (só aguentou três jornadas), que contam menos um jogo disputado.

O Paços de Ferreira chega à Madeira em ‘alta’, depois de três triunfos consecutivos por 2-0 na prova, na receção ao Rio Ave, no reduto do Belenenses SAD e novamente na Mata Real, perante o Sporting de Braga.

Pela frente, o conjunto nortenho vai ter um Marítimo também num bom momento, uma vez que se tornou a primeira equipa lusa a bater – e a eliminar da Taça de Portugal – o Sporting e, depois, ganhou por 1-0 na casa do Gil Vicente, na 14.ª ronda da I Liga.

Quanto ao Vitória, procura o segundo triunfo consecutivo, depois de, a meio da semana, ter vencido na receção ao Nacional por 3-1, num dos dois jogos que tinha em atraso – o outro é com o Farense, também no D. Afonso Henriques.

Na mesma situação, após triunfar por 2-1 face ao Santa Clara, nos Açores, está o Famalicão, que ainda se lembrará certamente do jogo da época passada: João Pedro Sousa fez muitas poupanças e o Vitória ‘esmagou’ por 7-0, à 20.ª ronda.

O outro encontro do dia realiza-se em Moreira de Cónegos, onde os locais, que venceram fora o Nacional (1-0) na última ronda, medem forças com o Portimonense, vencedor por idêntico resultado na 14.ª jornada, na receção ao Belenenses SAD.

A ronda 15 prossegue na segunda-feira, dia em que o Benfica recebe o Nacional e o FC Porto joga em Faro, e fecha na terça-feira, com dois jogos, entre os quais o do líder Sporting, de visita ao lanterna-vermelha Boavista.

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