Montenegro considera que só haverá mudança com PSD

Foto: DR / Arquivo

O presidente do PSD, Luís Montenegro, defendeu hoje que o país precisa de uma mudança que só será possível se os portugueses votarem no seu partido, apesar do espernear de alguns dirigentes políticos.

“A mudança só tem uma única via e é a via do PSD. Por mais que possam espernear alguns protagonistas políticos, a mudança em Portugal, o voto que conta para mudar o governo, é o voto no PSD”, alegou.

À entrada para uma reunião com o setor de hotelaria e turismo, que decorreu esta tarde no Luso, Luís Montenegro reagiu ao “recado” do líder do Chega, André Ventura, que no sábado previu que o seu partido terá mais votos do que o PSD nas eleições de 10 de março, independentemente das coligações que os sociais-democratas possam fazer à direita.

“O que eu devo dizer é que é por essas e por outras que determinadas pessoas não têm condições para assumir as responsabilidades de governação. Devemos ser suficientemente sérios, rigorosos e ter os pés assentes no chão: devemos ter uma postura de responsabilidade, de humildade democrática”, sustentou.

Nesta ocasião, o líder do PSD aludiu também ao facto de Portugal ter sido governado pelo Partido Socialista em 22 dos últimos 28 anos.

“O país empobreceu, o país tem vários constrangimentos, o país paga muitos impostos, as pessoas e as famílias e as empresas, as instituições, inclusivamente, e recebe muito pouco do ponto de vista do retorno que as políticas públicas são capazes de disponibilizar”, acrescentou.

De acordo com Luís Montenegro, o país precisa agora de uma mudança, que traga mais arrojo.

“Precisa de potenciar mais as suas capacidades, crescer mais economicamente para ser mais justo, para que não haja tanta gente a perder o comboio do essencial: na habitação, na saúde, na educação, por falta de recursos financeiros”, indicou.

No seu entender, os portugueses irão concluir que essa mudança será possível com o voto no seu partido, que tem as propostas, as equipas e as posturas mais consistentes.

“O resto é folclore. Também gosto de folclore, mas é só de vez em quando”, concluiu.

 
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