Mondim de Basto insiste na candidatura das Fisgas de Ermelo à UNESCO

A Câmara de Mondim de Basto anunciou, esta quarta-feira, que vai insistir na candidatura das Fisgas de Ermelo a Património Natural, apesar da Comissão Nacional da UNESCO não ter inscrito esta cascata na Lista Indicativa de Portugal.

O município do distrito de Vila Real quer elevar à condição de Património Natural da UNESCO as Fisgas de Ermelo, uma queda de água no rio Olo com cerca de 400 metros e que é considerada como um das maiores da Península Ibérica.

A proposta foi apresentada no final de 2015 à Comissão Nacional da UNESCO, que acabou por não incluir a cascata na Lista Indicativa de Portugal, um pré-requisito indispensável para a candidatura dos bens a Património Mundial.

O presidente da Câmara de Mondim de Basto, Humberto Cerqueira, disse que o município vai insistir no projeto e que, já na segunda-feira, vai levar a reunião de câmara uma proposta para retomar o processo de candidatura.

“Estas candidaturas são processos muito demorados. Sabíamos que este era um processo difícil mas não vamos desistir porque estamos absolutamente convencidos e conscientes do valor que esta candidatura tem”, salientou.

O autarca salientou que só o facto de se ter anunciado a candidatura já se traduziu num aumento muito significativo do número de visitantes naquela área.

“Indiscutivelmente hoje as fisgas são uma marca fortíssima”, sustentou.

Lembrou ainda o percurso pedestre, que parte de Ermelo e sobe até à queda de água, que foi inaugurado recentemente e que tem atraído muitos visitantes.

“Uma aldeia que tem perdido população e vê agora, aos fins de semana, as ruas cheias e os cafés e os restaurantes também cheios. Só por aí valeu a pena, mas o nosso objetivo último é a inclusão na Lista Indicativa e depois a classificação como Património Natural, sublinhou.

O autarca queixou-se de que, também nesta questão da Lista Indicativa, “parece haver um certo centralismo” e “uma preferência por determinadas zonas do território”.

Para preparar a candidatura à UNESCO, a câmara e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) criaram um grupo de trabalho, que integra também o Parque Natural do Alvão e os baldios.

Este grupo vai agora analisar o relatório da Comissão Nacional e, segundo Humberto Cerqueira, “irá melhorar algumas questões e reforçar os argumentos”.

“O trabalho principal, e nós fizemo-lo em poucos anos, foi colocar as fisgas no mapa”, salientou.

Mas este é, continuou, o “começo de um longo caminho”.

“Já estamos a trabalhar no projeto de melhoria das condições de visitação, sobretudo o miradouro, mas queremos fazer uma intervenção sem desvirtuar o bem natural”, sublinhou.

A Lista Indicativa da Comissão Nacional da UNESCO possui 22 bens inscritos, entre os quais se encontram o Aqueduto das Águas Livres, a Baixa Pombalina de Lisboa, os Caminhos Portugueses de Peregrinação a Santiago de Compostela, ou as Obras Arquitetónicas de Álvaro Siza em Portugal.

A anterior lista datava de 2004.

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