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Caminha

Moledo vira capital do rock psicadélico

Festival Sonic Blast

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Foto: Facebook de Sonic Blast

O festival Sonic Blast dá hoje início à 9.ª edição, em Moledo, no concelho de Caminha, com atuações de bandas como Graveyard, Earthless, Lucifer, entre outras.


Até sábado, o Centro Cultural de Moledo vai acolher atuações de nomes maiores do rock psicadélico em dois palcos, contando-se no cartaz Orange Goblin, Dopethrone, Eyehategod e Om, para além de muitos outros conjuntos.

Apesar do cancelamento de The Obsessed e Harsh Toke, o festival, que se estendeu a três dias este ano, está completamente esgotado, desde os passes gerais aos bilhetes diários.

“Esta 9.ª edição é bastante especial para nós, não só pelo cartaz, mas pelo terceiro dia de festival, algo que já ambicionávamos há bastante tempo”, disse o organizador Ricardo Rios à agência Lusa, em julho.

O festival de rock psicadélico e ‘stoner rock’ conta, pela primeira vez, com três dias de programação, devido ao crescimento nas últimas edições, lê-se em comunicado.

“Ao longo destes nove anos, temos vindo a esgotar os passes rapidamente. E com um cartaz como este, com Om e Orange Goblin, por exemplo, seria de prever que as coisas seguissem o mesmo caminho”, referiu o diretor artístico.

“Desde o princípio que notamos um grande interesse por parte das pessoas, tanto que vendemos muitos bilhetes para o estrangeiro, fora da Península Ibérica, como a Alemanha, Austrália, Estados Unidos, França, Inglaterra”, acrescentou Ricardo Rios à Lusa.

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Alto Minho

Caminha aprova Área de Paisagem Protegida da Serra d’Arga

Por unanimidade

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Foto: CM Caminha / Arquivo

A Câmara de Caminha aprovou hoje em reunião do executivo a proposta de criação da Área de Paisagem Protegida Regional da Serra d’Arga, que inclui mais quatro concelhos do Alto Minho, disse à Lusa o presidente da autarquia.

Com aquela decisão, a Câmara presidida pelo socialista Miguel Alves fica “autorizada” a apresentar, juntamente com concelhos de Viana do Castelo, Ponte de Lima e Vila Nova de Cerveira, uma proposta de criação da Área de Paisagem Protegida Regional da Serra d’Arga, observando ao disposto no Regime Jurídico da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, aprovado no Decreto-Lei n.º 142/2008, de 24 de julho”.

A serra d’Arga abrange uma área de 10 mil hectares nos concelhos de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Paredes de Coura, Viana do Castelo e Ponte de Lima, dos quais 4.280 hectares se encontram classificados como Sítio de Importância Comunitária.

Segundo o Orçamento do Estado, o Governo quer criar em 2020 um ‘cluster’ do lítio e da indústria das baterias e vai lançar um concurso público para atribuição de direitos de prospeção de lítio e minerais associados em nove zonas do país.

A Serra d’Arga é uma das áreas que deve ser abrangida.

Em nota anteriormente enviada à imprensa, a Câmara de Caminha explicou que o documento hoje aprovado enumera os “10 tipos de ‘habitat’ de importância comunitária, a extraordinária riqueza florística, com 546 espécies de plantas vasculares, incluindo 32 espécies raras ou ameaçadas de extinção”.

A isto, soma-se “a presença confirmada de mais de 180 espécies de vertebrados selvagens, entre as quais espécies raras e emblemáticas como o lobo, a salamandra-lusitânica e o bufo-real”.

Segundo o documento, “a Serra d’Arga detém um património cultural singular pela sua situação geográfica, mas também pela forma como as atividades humanas foram desenvolvidas, de modo, ao longo do tempo, garantir a sustentabilidade das populações”.

“A Serra d’Arga providencia um conjunto de serviços de ecossistemas que devem ser salvaguardados e potenciados tendo em vista a melhoria do bem-estar das populações locais, a proteção e aumento da biodiversidade; a mitigação e adaptação aos impactes das alterações climáticas, e a reunião das condições de suporte para o desenvolvimento de uma economia verde”, descreve o documento.

A proposta refere ainda que “os estudos desenvolvidos na Serra d’Arga, que contaram com a iniciativa e, em grande parte, com o apoio financeiro e recursos humanos do município de Caminha, evidenciam o elevado risco em que se encontra o património natural e cultural da área”.

“Este património constitui uma oportunidade para o desenvolvimento socioeconómico sustentável da região, com especial importância na geração de benefícios para as comunidades e para a função em geral”, acrescenta.

Para além disso, “permitirá a criação de novas dinâmicas, sobretudo associadas à exploração do território do ponto de vista turístico e das atividades de educação e sensibilização ambiental”, adianta.

A proposta revela ainda que os estudos realizados “concluem que, em termos práticos, a atual figura de proteção atribuída à Serra d’Arga, Sítio de Importância Comunitária, revela ser manifestamente insuficiente no sentido de propiciar as necessárias condições para uma gestão integrada da área por parte dos municípios com a responsabilidade administrativa na mesma, dificultando a definição de uma estratégia conjunta de preservação e valorização do património existente”.

Os cinco municípios envolvidos no processo de criação da área protegida “acreditam que, a exemplo da experiência obtida com a classificação e consequente gestão intermunicipal de outras áreas de Paisagem Protegida de Interesse Regional, a da Serra d’Arga, contribuirá para a conservação da natureza e da biodiversidade em presença na serra e por conseguinte no Noroeste Peninsular”.

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Alto Minho

Caminha investe mais de 400 mil euros na reabilitação do centro histórico

Segunda fase da empreitada

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Foto: CM Caminha

A Câmara de Caminha iniciou a segunda fase da empreitada de reabilitação urbana do centro histórico, num investimento de mais de 400 mil euros, que deverá prolongar-se por cerca de 180 dias, foi hoje divulgado.

Em nota hoje enviada à imprensa, a autarquia realçou que o projeto visa a “qualificação do ambiente urbano, do espaço público e das vivências por ele proporcionadas, através da melhoria do desenho e do mobiliário urbano, da pavimentação de arruamentos e passeios, da introdução de elementos arbóreos, da eliminação de barreiras arquitetónicas e visuais e da renovação das infraestruturas no subsolo”.

A empreitada pretende ainda “intervir ao nível da organização da circulação automóvel de forma a permitir o alargamento de passeios, arborização, ou estacionamento, devolvendo-se a esta artéria a dinâmica comercial desejada e as ações de rua inerentes a um espaço com esta centralidade”.

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Alto Minho

Caminha quer avançar com Área de Paisagem Protegida Regional da Serra d’Arga

Proposta será votada segunda-feira

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Foto: CM Caminha

A maioria PS na Câmara de Caminha vai apreciar, na segunda-feira, em reunião do executivo a proposta de criação da Área de Paisagem Protegida Regional da Serra d’Arga, que inclui mais quatro concelhos do Alto Minho, foi hoje divulgado.

Em comunicado hoje enviado à redações, a autarquia presidida por Miguel Alves explicou que a deliberação a tomar naquela sessão ordinária irá “autorizar o município de Caminha a apresentar, conjuntamente com Viana do Castelo, Ponte de Lima e Vila Nova de Cerveira, a proposta de criação da Área de Paisagem Protegida Regional da Serra d’Arga, observando ao disposto no Regime Jurídico da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, aprovado no Decreto-Lei n.º 142/2008, de 24 de julho”.

A serra d’Arga abrange uma área de 10 mil hectares nos concelhos de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Paredes de Coura, Viana do Castelo e Ponte de Lima, dos quais 4.280 hectares se encontram classificados como Sítio de Importância Comunitária.

Segundo o Orçamento do Estado, o Governo quer criar em 2020 um ‘cluster’ do lítio e da indústria das baterias e vai lançar um concurso público para atribuição de direitos de prospeção de lítio e minerais associados em nove zonas do país.

A Serra d’Arga é uma das áreas que deve ser abrangida.

A proposta que o executivo de Caminha vai analisar na segunda-feira, às 15:00, no edifício dos Paços do Concelho, realça que “a Serra d’Arga constitui uma área emblemática, pela vastidão das paisagens agrestes do seu topo e também pela singularidade dos seus valores naturais”.

O documento enumera os “10 tipos de ‘habitat’ de importância comunitária, a extraordinária riqueza florística, com 546 espécies de plantas vasculares, incluindo 32 espécies raras ou ameaçadas de extinção, a presença confirmada de mais de 180 espécies de vertebrados selvagens, entre as quais espécies raras e emblemáticas como o lobo, a salamandra-lusitânica e o bufo-real”.

Segundo o documento, “a Serra d’Arga detém um património cultural singular pela sua situação geográfica, mas também pela forma como as atividades humanas foram desenvolvidas, de modo, ao longo do tempo, garantir a sustentabilidade das populações”.

Serra d’Arga vai ser Área de Paisagem Protegida Regional

“A Serra d’Arga providencia um conjunto de serviços de ecossistemas que devem ser salvaguardados e potenciados tendo em vista a melhoria do bem-estar das populações locais, a proteção e aumento da biodiversidade; a mitigação e adaptação aos impactes das alterações climáticas, e a reunião das condições de suporte para o desenvolvimento de uma economia verde”, descreve o documento.

A proposta refere ainda que “os estudos desenvolvidos na Serra d’Arga, que contaram com a iniciativa e, em grande parte, com o apoio financeiro e recursos humanos do município de Caminha, evidenciam o elevado risco em que se encontra o património natural e cultural da área”.

“Este património constitui uma oportunidade para o desenvolvimento socioeconómico sustentável da região, com especial importância na geração de benefícios para as comunidades e para a função em geral, e permitirá a criação de novas dinâmicas, sobretudo associadas à exploração do território do ponto de vista turístico e das atividades de educação e sensibilização ambiental”, adianta.

A proposta revela ainda que os estudos realizados “concluem que, em termos práticos, a atual figura de proteção atribuída à Serra d’Arga, Sítio de Importância Comunitária, revela ser manifestamente insuficiente no sentido de propiciar as necessárias condições para uma gestão integrada da área por parte dos municípios com a responsabilidade administrativa na mesma, dificultando a definição de uma estratégia conjunta de preservação e valorização do património existente”.

Os cinco municípios envolvidos no processo de criação da área protegida “acreditam que, a exemplo da experiência obtida com a classificação e consequente gestão intermunicipal de outras áreas de Paisagem Protegida de Interesse Regional, a da Serra d’Arga, contribuirá para a conservação da natureza e da biodiversidade em presença na serra e por conseguinte no Noroeste Peninsular”.

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