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Ministério condena atos de violência contra profissionais de saúde

Agressões nas urgências de Setúbal

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Foto: DR / Arquivo

O Ministério da Saúde condenou “todos os atos de violência” contra os profissionais de saúde depois de uma médica ter sido agredida quando assegurava o Serviço de Urgência do Hospital de São Bernardo, em Setúbal.


“Ao tomar conhecimento da agressão ocorrida no Serviço de Urgência do Hospital de Setúbal contra uma profissional de saúde, o Ministério da Saúde reitera a condenação de todos os atos de violência, nomeadamente contra os profissionais que se encontram no exercício de funções assistenciais”, afirma num comunicado publicado no Portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O caso de agressão contra a médica, ocorrido na sexta-feira, também foi condenado pela Ordem dos Médicos, que exigiu uma “intervenção urgente” do Ministério da Saúde, do Ministério Público e de outras entidades.

Em comunicado divulgado no sábado, a Ordem dos Médicos considera o ocorrido “absolutamente inaceitável”, lembra que configura crime público e pede intervenção urgente das entidades governamentais e judiciárias.

“A nossa primeira palavra de solidariedade é para com a nossa colega violentada em pleno local de trabalho. Não é de todo aceitável que quem está a salvar vidas não veja a sua própria vida devidamente protegida”, refere o bastonário da OM, Miguel Guimarães.

A OM alerta que os casos de violência contra profissionais de saúde estão a aumentar e lamenta que “este aumento exponencial da violência seja mais um sinal de que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) não está bem”.

O aumento dos casos de violência e de ‘burnout’ levou a OM a criar em maio o Gabinete Nacional de Apoio ao Médico.

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) também condenou o ato e manifestou a sua solidariedade com “a médica barbaramente agredida”, que acabou por ter de ser operada de urgência a lesão oftalmológica no Hospital de São José.

Em comunicado publicado no site, o SIM manifesta o seu “veemente protesto por, mais uma vez, este crime público ser encarado por parte de alguns protagonistas do sistema de justiça com alguma ligeireza restituindo o agressor à liberdade e perpetuando o sentimento de impunidade”.

O SIM defende a necessidade de os médicos tomarem medidas que possam prevenir e dissuadir este tipo de comportamentos, tendo elaborado para os seus associados instruções sobre o que fazer em caso de violência praticada contra os trabalhadores médicos. “Será de equacionar ainda que em situações semelhantes os médicos ao serviço interrompam a sua atividade – à exceção dos doentes laranja e vermelhos – em solidariedade para com as vítimas e até que estejam restabelecidas plenas condições de segurança”, afirma no comunicado. Segundo noticiou o Correio da Manhã, a médica, de 65 anos, foi esbofeteada e espancada, e teve que ser operada a um olho, depois de ter sido agredida por uma mulher de 25 anos, que ficou em liberdade apesar de ter espancado violentamente a médica que a atendeu na Urgência do Hospital de São Bernardo, Setúbal.

A agressão, de acordo com o jornal, resultou do facto da médica ter informado a agressora de que não estava grávida e que, por isso, poderia aguardar pelo exame na sala de espera.

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País

Ministério da Agricultura já pagou quase 553 milhões em adiantamentos

Economia

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Foto: Ilustrativa / DR

O Ministério da Agricultura pagou quase 553 milhões de euros em adiantamentos, no âmbito do Pedido Único 2020, e prevê liquidar, até ao final do ano, mais aproximadamente 400 milhões de euros, mitigando o impacto da pandemia no setor.

“O Ministério da Agricultura pagou, a título de adiantamentos, no âmbito do Pedido Único 2020, 552,8 milhões de euros aos agricultores portugueses. Estes pagamentos foram feitos por forma a responder aos impactos da pandemia de covid-19 e minimizar os seus efeitos”, anunciou, em comunicado, o Governo.

De acordo com os dados do ministério tutelado por Maria do Céu Antunes, em agosto, foram pagos 110 milhões de euros, que correspondem ao adiantamento de cerca de 67 milhões de euros na medida de apoio à manutenção da atividade agrícola em zonas desfavorecidas, 31 milhões de euros na medida relativa à produção integrada e 11 milhões de euros na que se destina a incentivar a produção biológica.

Por sua vez, em outubro, foram liquidados 420 milhões de euros em adiantamentos das ajudas diretas, apoio às zonas desfavorecidas e medidas agroambientais.

Estes pagamentos ficaram concluídos na terça-feira, após a última tranche de 22,8 milhões de euros da medida M7.2 – Produção integrada.

Até 30 de novembro serão ainda pagos 10 milhões de euros da medida Rede Natura e 7,5 milhões de euros dos prémios à florestação de terras agrícolas.

O Ministério da Agricultura adiantou ainda que, até ao final do ano, serão pagos mais 380 milhões de euros no âmbito das ajudas diretas e do desenvolvimento rural.

O Pedido Único é uma solicitação de pagamento direto das ajudas que integram os regimes sujeitos ao sistema integrado de gestão e controlo, segundo a informação disponibilizada no ‘site’ do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP).

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.275.113 mortos em mais de 51,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 3.103 pessoas dos 192.172 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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País

Eurodeputados aprovam acordo de pesca com Senegal que abarca navios portugueses

Economia

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Foto: DR

O Parlamento Europeu (PE) aprovou hoje, em Bruxelas, a renovação do acordo de pescas entre a União Europeia (UE) e o Senegal e que permite o acesso às águas deste país a navios portugueses, entre outros.

A renovação por um período de cinco anos do protocolo de pescas com o Senegal foi aprovada com 524 votos a favor, 47 contra e 115 abstenções.

O protocolo prevê possibilidades de pesca de atum para até 28 atuneiros cercadores congeladores, dez navios de pesca com canas e cinco palangreiros de Espanha, Portugal e França (10.000 toneladas por ano), bem como capturas de pescada para dois arrastões espanhóis (1.750 toneladas por ano).

A UE pagará a Dacar 1,7 milhões de euros, dos quais 800.000 euros são para custear o acesso às águas do Senegal.

Os restantes 900.000 euros fornecerão apoio ao setor das pescas do Senegal, no sentido de melhorar o controlo das capturas, desenvolver a investigação pesqueira e a recolha de dados, e fornecer certificação sanitária para os produtos da pesca.

Os eurodeputados também adoptaram uma resolução de acompanhamento (583 votos a favor, 43 contra e 60 abstenções), que recomenda várias prioridades para o apoio sectorial, como a modernização do controlo das pescas através da actualização da localização por satélite dos navios de pesca e da utilização de diários de bordo electrónicos, o apoio à luta do Senegal contra a pesca ilegal através de um controlo mais rigoroso dos navios no porto de Dacar, e o desenvolvimento da capacidade científica e da recolha de dados.

As negociações do protocolo quinquenal começaram em 19 de Julho de 2019, e a Parceria para a Pesca Sustentável acordada aplicou-se provisoriamente desde a sua assinatura em 18 de Novembro de 2019.

O primeiro acordo bilateral UE/Senegal na área das pescas foi celebrado em 1979.

Em 2014 foi remodelado, passando a abarcar atum e pescada, com uma duração de cinco anos.

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Sonae passa de lucros a prejuízos de 36 milhões nos primeiros nove meses do ano

Economia

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Foto: Divulgação

A Sonae passou de lucros de 131 milhões de euros até setembro de 2019 para 36 milhões de euros em prejuízos nos primeiros nove meses deste ano, mas já com uma recuperação no terceiro trimestre, adiantou o grupo, em comunicado.

Os resultados atribuíveis a acionistas foram negativos em 24 milhões de euros nos primeiros nove meses (face a lucros de 88 milhões de euros em 2019), mas o grupo conseguiu aumentar os lucros para os detentores de capital no terceiro trimestre em 1,6%, em termos homólogos, para 51 milhões de euros, tendo o desempenho da empresa, no entanto, continuado a sofrer com os efeitos da pandemia, reconheceu o grupo.

O volume de negócios do grupo aumentou, até setembro, em 5,9%, atingindo os 4,9 mil milhões de euros, impulsionado pelo crescimento da Worten e da Sonae MC (que detém o Continente) anunciou a Sonae.

Nos primeiros nove meses do ano, o volume de negócios da Sonae MC cresceu 10% para 3,8 mil milhões de euros, tendo a Worten aumentado a faturação em 4,3%, para 775 milhões de euros, indicou a Sonae.

“Mais de um terço do crescimento de vendas do grupo foi no online, com o e-commerce dos negócios integralmente consolidados a duplicarem nos primeiros nove meses deste ano”, revelou a Sonae, no comunicado.

O EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) subjacente da Sonae SGPS cresceu 0,3%, para 406 milhões de euros até setembro, indicou a empresa da Maia.

Numa análise ao desempenho do grupo, a presidente executiva da Sonae SGPS, Cláudia Azevedo, disse que “globalmente, no terceiro trimestre a Sonae aumentou o seu volume de negócios em 6% e melhorou o seu EBITDA subjacente em mais de 8% face ao ano anterior, o que nos permitiu ultrapassar o EBITDA subjacente registado nos primeiros nove meses do ano passado”, referiu.

A líder da empresa garantiu ainda que a Sonae preservou o balanço, “implementando várias iniciativas de preservação de liquidez em todos os negócios e refinanciando montantes importantes de dívida. No total, a dívida líquida consolidada do grupo diminuiu 287 milhões de euros para 1.233 milhões de euros nos últimos 12 meses e todos os negócios mantêm níveis de alavancagem conservadores”, lê-se no comunicado.

O grupo adiantou ainda que “apesar do contexto, as empresas da Sonae continuaram a investir, tendo o investimento (CAPEX) aumentado 36,5% para 376 milhões de euros refletindo a expansão das operações e as aquisições dos restantes 50% da Salsa e de 7,38% do capital na NOS”.

“A Sonae e as suas participadas continuaram empenhadas na proteção das suas pessoas, não só monitorizando a situação pandémica e implementando melhorias contínuas para a segurança dos colaboradores e clientes, como preservando postos de trabalho e criando emprego para mais de 500 pessoas nos últimos 12 meses”, revelou ainda a empresa, na mesma nota.

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