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Região

Minho. ‘Aviso Amarelo’ devido à previsão de vento forte com rajadas

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Os distritos de Viana do Castelo e Braga estão hoje sob ‘Aviso Amarelo’ devido à previsão de rajadas de vento, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O ‘Aviso Amarelo’ é o menos grave de uma escala de três e representa risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê para hoje, na região norte, céu geralmente muito nublado, com períodos de chuva fraca a partir da tarde, intensificando para o fim do dia.

O vento soprará fraco a moderado (10 a 30 km/h) do quadrante leste, soprando temporariamente moderado a forte (30 a 50 km/h) e por vezes com rajadas até 90 km/h nas terras altas.

 

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Braga

Sindicato e Bolseiros denunciam “roubo” salarial na integração de precários na UMinho

Reitor diz desconhecer a ação de protesto

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Foto: O MINHO/Arquivo

O Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas (STFPSN) e a Associação dos Bolseiros de Investigação Científica (ABIC) denunciam um “roubo na remuneração” dos trabalhadores da Universidade Minho (UMinho) integrados ao abrigo da regularização extraordinária dos vínculos precários no Estado.

As duas entidades anunciaram hoje em comunicado enviado à Lusa, estão a promover uma “ação de denuncia” para quinta-feira, junto à estátua do Prometeu, no campos de Gualtar, realçando que muitos trabalhadores viram o rendimento mensal “baixar drasticamente”.

Contactado pela Lusa, o reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro, diz desconhecer a ação de protesto mas admitiu que alguns trabalhadores estão a ter “reservas” em aderir aos contratos propostos face aquilo que consideram ser uma “degradação das suas condições financeiras”, salientando, no entanto, que a UMinho está no “estrito cumprimento da lei”.

Segundo o STFPSN e a ABIC há trabalhadores que “viram o seu rendimento mensal baixar drasticamente depois da integração e apelam à solidariedade de todos – trabalhadores, bolseiros ou investigadores da Universidade do Minho – com a luta destes trabalhadores”.

O Sindicato e a ABIC “exigem respeito pelos trabalhadores e pelos seus direitos”, defendendo que “não se pode permitir que ao fim de tantos anos de precariedade os trabalhadores sejam castigados com um corte brutal no seu rendimento mensal”.

Rui Viera de Castro mostrou entender a situação de alguns trabalhadores mas lembrou também o lado da UMinho: “Aquilo que procuro dizer é que para lá do cumprimento da lei, que é o que estamos a fazer, é importante que se tenha em consideração o esforço financeiro enorme que está a ser solicitado à universidade e aquilo que são as suas receitas próprias”, disse.

Segundo o reitor, “o conselho de gestão tomou oportunamente uma decisão muito ponderada em função da leitura que faz do quadro jurídico aplicável”.

No entanto, admitiu, ser “verdade que alguns [trabalhadores] mostraram reservas” face àquilo que “entendiam ser uma degradação das suas condições financeiras”.

“A verdade é que a universidade ponderou largamente todo este dossier e pautou por uma grande transparência a sua posição. Naturalmente entendo que possa haver algum descontentamentos relativamente a algumas soluções”, disse.

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Região

Famalicão cria “hotéis” para proteger e abrigar insetos

Joaninhas, crisopas e vespas parasitas

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Foto: Divulgação/CM Famalicão

As hortas urbanas de Famalicão, que estão instaladas no Parque da Devesa, estão a criar condições para acolher e proteger os insetos que habitam nas hortas e que ajudam a controlar as pragas agrícolas e florestais, como é o caso das joaninhas, crisopas e vespas parasitas.

Para isso, estão a ser construídos vários abrigos, também apelidados de hotéis para insetos em áreas urbanas, que têm como objetivo criar condições para que os insetos se mantenham por perto exercendo as suas funções para o bom equilíbrio biológico.

“A sociedade está cada vez mais informada e sensível para o problema do desaparecimento dos insetos, em geral, e são várias as estratégias para tentar travar esta tendência, como a criação de corredores verdes que atravessam as cidades, a restauração de habitats silvestres que envolvem os campos agrícolas, a redução do uso de pesticidas, entre outras”, diz a Câmara, em comunicado.

Uma das estratégias que está em crescimento é, precisamente, a instalação dos abrigos de insetos, criando condições para que se mantenham perto das hortas mesmo nos períodos que não estão ativos e precisam de ter condições para reproduzir-se e invernar.

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Braga

Ministério Público investiga furto de um milhão através de “phishing” em Braga

Num processo com 50 arguidos

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Inquérito em fase de conclusão no DIAP do Tribunal de Braga. Com mais de 50 arguidos, que terão furtado, através do método de phishing, e a partir de Braga, cerca de um milhão de euros de dezenas de contas bancárias, a maioria das quais do Montepio Geral, mas também, em muito menor número, do antigo Banif.

O esquema, que começou em 2012 e se prolongou até 2018, partiu de um núcleo de três homens, que arranjaram outros tantos “piratas informáticos”, os quais acediam às contas bancárias de cidadãos e empresas, delas retirando quantias várias, de valores que podiam ir dos mil aos dez mil euros. Na maioria dos casos, os lesados deixavam-se enganar por falsos e-mail’s do banco e davam os códigos de acesso, permitindo a fraude.

O primeiro furto conhecido remonta a agosto de 2013, quando os hackers acederam à conta de depósito à ordem de um homem de apelido Várzea, através do serviço de internet banking “Net 24”, do Montepio, transferindo 1995 euros para a conta de um dos principais arguidos. O qual levantou 1950 euros em dinheiro, nesse dia, da sua conta.

No dia 27, foram à conta, pelo mesmo modo, da vítima anterior e de um homem de apelido Teixeira, retirando 1950 euros de cada uma delas. Seguram-se mais 55 assaltos, em prejuízo de 47 pessoas ou empresas. Mais de 200 mil euros, nesta fase.

A investigação começou em 2014, tendo dado os primeiros resultados em 2017 altura em que o Tribunal de Instrução ouviu dois dos arguidos, dos seis já constituídos. Depois disso, alargou-se a dezenas de outras intrusões bancárias…

Usavam contas de terceiros

A PJ concluiu que os mentores do crime recorriam às contas bancárias de terceiros, para não se exporem demasiado, ou seja, as transferências eram feitas da conta do lesado para as de amigos ou familiares dos arguidos, sendo levantadas e entregues aos arguidos.

Este procedimento foi-se alargando na zona e no país, estendendo-se ao Brasil onde pessoas conhecidas dos criminosos recebiam o dinheiro na conta, levantando-o e transferindo-o, através de agências de câmbios, para Braga.

Em certos casos, foram feitas compras fictícias em empresas controladas pelos arguidos, caso da “Boi d’ouro” e da “RebeldStatus”.

Em algumas situações, os lesados detetaram a fraude e conseguiram que o Montepio anulasse a transferência, com a respetiva devolução do dinheiro.

Se o utente de uma dada conta bancária não notasse que lhe havia “desviado” dinheiro, os arguidos repetiam a dose, furtando-lhe várias vezes, dois mil euros, como sucedeu com um que ficou sem dez mil.

Montepio é seguro

Contactada, a PJ/Braga não se pronuncia, tendo um dos seus responsáveis dito, apenas, que todos os dias aparecem pessoas a queixar-se de fraudes na Internet, bancárias ou comerciais. Por seu turno, o jurista João Ferreira Araújo, que defende outro, disse a O MINHO que desconhece a evolução do inquérito, depois do interrogatório em 2017, do seu constituinte.

Já o Montepio respondeu – de acordo com uma notícia do Jornal de Notícias – dizendo que “a segurança dos clientes em qualquer um dos canais – home banking, app ou mesmo no balcão – e a proteção dos depósitos, dados e transações, sempre foi uma preocupação”. Para isso, – acrescenta – “dispõe de mecanismos de segurança robustos, e avançados tecnologicamente, que garantem níveis exigentes de segurança e privacidade nas plataformas, infraestruturas e serviços”.

Isso permite, também, “assegurar os mecanismos de autenticação e autorização das operações dos clientes, em qualquer um dos canais (autenticação forte)”

Além disso, “dada a rápida evolução das ciberameaças, o Banco divulga recorrentemente, no seu site, recomendações e as melhores práticas de segurança, bem como avisos e material de consulta, para identificação de possíveis riscos e ameaças”.

PJ alerta clientes

No seu site, a PJ lembra que” cabe aos utilizadores tomarem medidas de segurança suplementares”, atendendo aos “avisos de fraude” dos bancos. Aconselham ainda a que não preencham” ou não entreguem em páginas da Internet” os dígitos relativos ao “cartão matriz”. Pede que não cedam as contas bancárias para “receção de dinheiros movimentados ilicitamente” ou de cuja proveniência não esteja “certo de ser legítima” o que constitui crime punível com pena de prisão.

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