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Apreendidas mais de 16 toneladas de bivalves em oito concelhos do Norte este ano

Valor estimado de 150 mil euros

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Foto: DR/Arquivo

A Unidade de Controlo Costeiro da GNR apreendeu, desde o início ano, em oito concelhos do Norte, 16,8 toneladas de bivalves, no valor estimado de 150 mil euros, quase o mesmo que em todo o ano de 2018.

Contactado, hoje, pela agência Lusa, a propósito de uma nova apreensão, de 2,5 toneladas de bivalves em Viana do Castelo, o comandante do destacamento de Controlo Costeiro de Matosinhos, capitão Nuno Marinho adiantou que “toda a mercadoria apreendida tinha como destino a Galiza”.

O responsável especificou que, desde o início de 2019, foram apreendidas pela Unidade de Controlo Costeiro, um total de 16.808 quilogramas de bivalves, no valor de mais de 150 mil euros.

Viana do Castelo lidera a lista dos oito concelhos onde foram apreendidos mais quantidade de bivalves, com 7,1 toneladas, no valor de 67.239 euros.

Em 2018, de acordo com os dados hoje fornecidos à Lusa pelo capitão Nuno Marinho, do total de 20,4 toneladas apreendidas, mais de cinco foram recolhidas em Santo Tirso, no valor de 37.224 euros e em Viana do Castelo, cerca de 3,7 toneladas, no valor de 33.274 euros.

A Unidade de Controlo Costeiro da GNR apreendeu hoje em Viana do Castelo mais de 2,4 toneladas de bivalves, no valor estimado de 22.284 euros.

Durante uma ação de fiscalização rodoviária realizada por aquela força policial, “foram detetadas duas viaturas que transportavam amêijoa japonesa, Ruditapes Philippinarum, que não possuía o tamanho mínimo legal para poder ser capturada e comercializada (4 centímetros).

No decurso da operação “foram identificados dois homens, com 38 e 58 anos, e elaborados os respetivos autos de notícia por contraordenação, por transporte de espécies bivalves em estado imaturo, sendo essas infrações puníveis com coima máxima de 37.500 euros”.

Além do tamanho mínimo legal, a amêijoa japonesa tem obrigatoriamente de ser colocada num centro de depuração licenciado para o efeito, sendo este um estabelecimento que dispõe de tanques alimentados por água do mar limpa, nos quais os moluscos bivalves vivos são colocados durante o tempo necessário para reduzir a contaminação, de forma a torná-los próprios para consumo humano.

Após este processo, são encaminhados para um centro de expedição para poderem ser colocados à venda no mercado, onde é garantida a qualidade do acondicionamento, da calibragem e da embalagem dos bivalves, evitando a sua contaminação.

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