Seguir o O MINHO

País

Mais de 150 mil crianças e jovens sem médico de família em Portugal

Relatório “Gerações Mais Saudáveis” divulgado pelo Conselho Nacional de Saúde.

em

Foto: DR/Arquivo

Mais de 150 mil menores em Portugal ainda estão sem médico de família atribuído, mais de dois anos depois de estar em vigor legislação que estabelece que nenhuma criança deve ficar privada de médico de família.

“Continuam a existir obstáculos à atribuição de médico de família a todos os menores de 18 anos, que são particularmente preocupantes na região de Lisboa e Vale do Tejo, mas também nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira”, refere o relatório “Gerações Mais Saudáveis” que vai foi esta quarta-feira divulgado pelo Conselho Nacional de Saúde.

Segundo dados do relatório relativos a 31 de outubro deste ano, eram 153 mil as crianças e jovens até aos 18 anos sem médico de família em Portugal. A região de Lisboa e Vale do Tejo era a que registava maior número de menores sem médico de família, sendo quase 110 mil.

Contudo, em termos percentuais, a região da Madeira é que tem a maior proporção de menores sem médico de família, sendo quase 40%. Segue-se Lisboa, com 16% dos menores sem médico de família, os Açores, com 11,8% e o Algarve, com 11,4%.

No Norte, não chega a 1% a proporção de menores de 18 anos sem médico de família, no Centro são 1,9% e no Alentejo 3,3%.

“Em outubro de 2018, mais de dois anos após a entrada em vigor da lei que estipula que nenhuma criança devia ficar privada de médico de família, existiam ainda mais de 150 mil crianças sem médico atribuído, sendo mais de 130 mil no continente”, refere o relatório do Conselho Nacional de Saúde, a que a agência Lusa teve acesso.

O Conselho recomenda que seja reforçado o acesso aos cuidados de saúde primários para crianças, fazendo refletir na prática o que está na legislação: “É necessário assegurar que todas as crianças têm médico de família atribuído”.

Em termos de acesso a cuidados de saúde por menores, os conselheiros do Governo sublinham, contudo, que o alargamento da isenção das taxas moderadoras na prestação de cuidados a menores de 18 anos “foi um importante passo para garantir a universalidade dos cuidados às crianças e jovens em Portugal”, o que acontece desde maio de 2015.

O relatório do Conselho Nacional de Saúde intitulado “Gerações Mais Saudáveis” analisa as políticas públicas de proteção e promoção da saúde das crianças e jovens até aos 18 anos.

Anúncio

País

Isabel dos Santos vai sair da Efacec Power Solutions

Luanda Leaks

em

Foto: veja.abril.com.br / DR

Efacec Power Solutions anunciou, esta sexta-feira, que a empresária angolana Isabel dos Santos, envolvida no denominado processo “Luanda Leaks”, decidiu “sair da estrutura acionista” da empresa, “com efeitos definitivos”, tendo os seus representantes renunciado aos cargos no grupo.

Em comunicado, o Conselho de Administração da Efacec Power Solutions refere que Isabel dos Santos informou o órgão que “decidiu sair da estrutura acionista” do grupo, “com efeitos definitivos”.

Assim, na sequência desta decisão, “Mário Leite da Silva renunciou ao cargo de presidente do Conselho de Administração”, bem como o advogado “Jorge Brito Pereira”, que “renunciou ao cargo de presidente da assembleia-geral da Efacec Powe Solutions, ambos com efeito imediato”.

Continuar a ler

País

Banco Central Europeu retirou 308 mil notas falsas no 2.º semestre, mais 17,6%

Em cada um milhão de notas de euro 20 são falsas

em

O número de notas falsas em euros que se retiraram de circulação foi de 308.000 no segundo semestre, mais 22,7% do que no primeiro semestre e 17,6% face ao mesmo período de 2018.

O BCE informou, esta sexta-feira, que mais de 70% das notas retiradas eram de 20 e de 50 euros.

A entidade monetária assegura que as notas em euros continuam a ser um meio de pagamento fiável e seguro e que a autenticidade das mesmas se pode comprovar com o método “tocar, olhar e virar”.

A probabilidade de receber uma nota falsa é remota, já que o número continua a ser muito baixo em comparação com o das notas autênticas em circulação, que é de mais de 24.000 milhões com um valor total de cerca de 1,3 biliões de euros.

O número de notas falsas detetadas anualmente por cada milhão de notas autênticas em circulação é muito baixo, cerca de 20 notas, como em 2002.

Em 2009 registou-se um aumento do número de notas falsas por cada milhão de notas autênticas até quase 65 notas.

Em 2003 e 2004 também foi ultrapassada a barreira das 60 notas falsas e desde 2015 tem-se registado uma tendência de descida ininterruptamente.

A maioria das notas falsas (96,4%) foi encontrada em países da zona euro, tendo as restantes sido encontradas em Estados membros da União Europeia (UE) não pertencentes à zona euro (3%) ou noutros locais do mundo (0,6%).

O Banco de Portugal (BdP) anunciou, esta sexta-feira, a retirada de 8.923 notas contrafeitas de circulação no segundo semestre em Portugal, mais 1.496 do que no primeiro semestre.

Continuar a ler

País

Ministra reconhece que redução do défice no SNS ficou aquém e frisa despesa com pessoal

Ministra justifica “crescimento na despesa” do Serviço Nacional de Saúde

em

Foto: delas.pt / DR

A ministra da Saúde reconheceu, esta sexta-feira, que a redução do défice do SNS em 2019 para 621 milhões ficou aquém do que estava previsto, sublinhando o aumento dos custos com pessoal, sobretudo com contratações, descongelamentos e valorizações remuneratórias.

“Aquilo que conseguimos alcançar em 2019 foi uma redução do défice do SNS [Serviço Nacional de Saúde] em relação aos resultados finais de 2018. Contudo, por diversos fatores, designadamente custos com pessoal (…), fruto de um conjunto de escolhas de fizemos ao nível da contratação, dos descongelamentos e das valorizações remuneratórias implicaram que tivéssemos um crescimento na despesa”, afirmou Marta Temido.

A governante, que falava no auditório da Caixa Geral de Depósitos – Culturgest, em Lisboa, realçou ainda que, ao longo do ano de 2019, houve reforços no orçamento do Serviço Nacional de Saúde na casa dos 1.000 milhões de euros e que, desses, “mais de 600 milhões foram apenas para liquidação de pagamentos em atraso”.

“Cerca de 300 milhões de euros entraram na conta do SNS, ajudando a melhorar o défice, mas mais de 600 milhões foram apenas para liquidação de pagamentos em atraso. Se tivessem entrado também na conta do SNS teríamos um resultado na ordem daquele que nos propomos a atingir em 2020, ou seja, o equilíbrio financeiro”, explicou.

Marta Temido reconheceu que os números alcançados “são importantes para o que foi o esforço do SNS de aumentar a resposta aos portugueses em termos de cuidados de saúde”.

“Dão a expectativa de que, em 2020, vai ser possível cumprir o que nos propomos: mais atividade assistencial, com sustentabilidade do SNS, e, sobretudo, (…) com pagamentos em atraso iniciais bastante controlados, o que não desfaz do esforço de continuar a trabalhar para ter boas contas”, acrescentou.

Segundo os números oficiais citados pelo Jornal de Negócios, o défice na saúde baixou para 620,9 milhões de euros em 2019, um valor aquém dos 90 milhões que estavam previstos no Orçamento do Estado.

Os dados indicam que a despesa total cresceu 4,8%, atingindo 10.680,1 milhões de euros, e que a despesa com pessoal subiu 7,3%.

A receita foi reforçada em 6,3% face à execução do ano anterior, maioritariamente através de mais transferências da administração central.

Continuar a ler

Populares